Mesma Alma

27/02/2012 na Revista Literatura, Poesias por

I Vens até aqui, e chegando te anuncias, com tão leve rumor que meu repouso; não perturbas, e é um canto milagroso, cada uma das frases que pronuncias… II E quando vens para mim, nunca vacilas, e ao nos olharmos, a atração é tão forte; que a tudo esquecemos, a vida e a morte, suspensas as duas na luz de tuas pupilas… III E em minha vida penetras como faz o vento que penetra as frestas, alma e pensamento… Ao ser possuida por tua beleza e tua calma, IV interrogo então ao mistério de meu padecer; se somos dois reflexos de um mesmo ser, a dupla encarnação de uma mesma alma… Maria Antonieta R. de Mattos.

Feitiço

26/02/2012 na Revista Literatura, Poesias por

por Cláudia Perrotti Dos lábios discorrem feitiços, espargem orações. Crescem-me no peito os dons, a imagem, os olhos E as mãos em cerimônia anunciam destinos. O oceano bravio eleva-se em vagas! Inunda-me a pele erguida em marés num êxtase mágico. Divido-me em duas: alma e ser flutuante. Converto-me em magia, inominada, abstrata. Torno-me cativa dos meus próprios sortilégios… Flui-me a emoção e a garganta entorpecida silencia. No fundo insurge encantamentos, Os deuses içam e com o vento fecundo, Evoco a tua aparição, sensações longínquas, remotas… Deságua-me a ilusão dos teus azuis, essências de ti… Numa dança mágica de sentires sobre o mar do meu coração, A tua sombra, quimera minha, vagueia lenta e escurece-me o sol dos dias. No ventre [...]

Sem título

21/04/2009 na Revista Literatura, Poesias por

por Yeso Olho me diz desejos me seduz mil beijos me resgatou paixão me enfeitiçou tesão… Teu olhar lanterna na penumbra minha vontade rubra loucura que mais quero e assim eu espero em tua vastidão mergulhar…

Se

21/04/2009 na Revista Literatura, Poesias por

por Waltel Branco e Alice Ruiz se por acaso a gente se cruzasse ia ser um caso sério você ia rir até amanhecer, eu ia ir até acontecer de dia um improviso, de noite uma farra a gente ia viver com garra eu ia tirar de ouvido todos os sentidos ia ser tão divertido tocar um solo em dueto ia ser um riso ia ser um gozo, ia ser todo dia a mesma folia até deixar de ser poesia e virar tédio e nem o meu melhor vestido era remédio daí, vá ficando por aí, eu vou ficando por aqui, evitando, desviando, sempre pensando, se por acaso a gente se cruzasse

Haikais

21/04/2009 na Revista Literatura, Poesias por

por Daniel Heidt Ao te acolher, nua A minha alma Beija a tua Colo macio Em ti palpita Ternura infinita Esse teu olhar Acende o estopim Põe fogo em mim Doce pecado Beber do teu mel Me põe alucinado