Galeria de Arte – Intimidade dos banhos públicos

A Favourite Custom (1909) por Lawrence Alma-Tadema

A Favourite Custom (1909) por Lawrence Alma-Tadema

Desde a Antigüidade, os banhos públicos são usados por homens e mulheres como locais de encontros de natureza social e sexual. Os banhos públicos eram uma verdadeira instituição na Roma antiga, já sendo retratados na poesia de Ovídio (séc. I a.C), em “Arte de Amar”, os encontros amorosos promovidos nesses locais.

The baths at Caracalla por Lawrence Alma-Tadema

The baths at Caracalla por Lawrence Alma-Tadema

Houve um período em que os banhos eram separados para homens e para mulheres. Na época imperial, porém, surgiram os banhos mistos.

The Tepidarium por Lawrence Alma-Tadema

The Tepidarium por Lawrence Alma-Tadema

No século XII, de retorno do Oriente, os cruzados trouxeram para o Ocidente as saunas, frequentadas em conjuto por homens e mulheres.

Hendrickje banhando-se no rio, de Rembrandt

Hendrickje banhando-se no rio, de Rembrandt

Do século XV aos dias de hoje, surgiram variadas versões do maiô. Os primeiros trajes conhecidos eram as camisas de baixo para as mulheres e os cueiros para os homens.

Cavaleiros tomam banho de rio em pintura do século XV

Cavaleiros tomam banho de rio em pintura do século XV

No século XVII as mulheres foram proibidas de tomar banho no Rio Sena, em Paris; os homens mantiveram o hábito, deixando ruborizados os passantes.

Au bain por Gabrielle D'Estrees

Au bain por Gabrielle D'Estrees

Desde as termas particulares das vilas romanas, o gosto pelas abluções a domicílio nunca abandonou o Ocidente. A Idade Média apreciava as viagens, e um dos primeiros gestos de polidez por parte do anfitrião era ofertar um banho ao hóspede.

Gabrielle D'estrees e uma de suas irmãs, (1595), típico quadro Damas no banho

Gabrielle D'estrees e uma de suas irmãs, (1595), típico quadro Damas no banho

Na segunda metade do século XVI, a Arte chegou aos banhos. Os quadros com o tema “damas no banho” estavam na moda. O emprego de linguagem visual representando ostensivamente a riqueza é constante nos cerca de 40 quadros deste período que sobreviveram até nossos dias, pois o pudico século XVII destruiu um bom número deles. O de Gabrielle D’estrees (condessa de Beaumont e amante de Henrique IV) é o mais famoso.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *


*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>