Gay: ser ou não ser, esta não é a questão!

por Tate Fish

Outro dia, no msn, alguém me perguntava, entre outras coisas, se eu sou homossexual… Mais explícita era a pergunta: “Você é lésbica?” Não, respondi. “Seu filho é gay?” Também não, respondi calmamente pela segunda vez. “Então porque defende tanto os homossexuais?”…

Barbara Buschell Petitto Gay model acrílico s/ tela

Barbara Buschell Petitto Gay model acrílico s/ tela

Não vou transcrever o conteúdo da conversa pois não é isso que vem ao caso. Mais uma vez constato a urgência em tornar a sexualidade humana um assunto mais discutido, porém discutido de forma clara, talvez até mesmo numa linguagem “rasteira”, a fim de alcançar mentes tão obtusas.

É lógico que posturas como esta ultrapassam as raias do conhecimento, creio que tocam mais no que diz respeito à questões internas, de ordem psicológica, tão comuns entre seres humanos. Contudo, acredito que quanto mais falamos sobre o assunto, seja numa conversa informal, entre amigos, colegas de trabalho, familiares, etc., seja numa palestra, na publicação de um texto, um site, qualquer tentativa de abordar o assunto com fundamentação é válida e produtiva.

Ao invés da banalização, ou da inútil tentativa de elitização de conteúdos eróticos através de uma linguagem rebuscada e pouco compreensível, ou de abordagens sutis e puramente filosóficas, penso que dar um tratamento mais prático ao assunto, tocar em pontos cruciais que vão desde a questões de saúde e higiene até a busca do prazer, não só esclarece como faz com que a naturalidade do assunto ocupe maior espaço nos ambientes mentais.

Finalmente, quanto ao homossexualismo, não há dúvidas de que se trata de uma vertente do tema principal (sexualidade humana) que simplesmente passa por um período culturalmente desfavorável; afinal, a história relata tempos em que isso era visto com naturalidade. Resta-nos então (e uso a 1ª pessoa do plural porque estou certa de que muitos concordam comigo) compreender o estreito ângulo de visão de alguns, aguardando que novos tempos nos tragam bons ventos de solidariedade humana, mais conhecimento, mais compaixão e menos intolerância.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *


*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>