por
Ariadna Garibaldi
Pelo avesso do avesso eu me guio
Guardo luto e visto cores no vazio
Se me porto qual vestal
Por castidade
É de amar-te e querer-te de verdade
Eu desprezo a avidez de puro cio
À minh’alma, basta o amor terno e sereno
Mesmo em face de desejos mais sombrios
Dispo os beijos
Colho olhares e me desvio
Eu sou vale interditado
Intransponível
Uma estrada proibida ao estrangeiro
E que possa eu sentir do amor o cheiro
É só teu o que recato