Galeria Segredos da Biblioteca Castro Maya: Erotismo e Arte

Sábado à tarde fomos conferir a exposição “Segredos da Biblioteca Castro Maya: Erotismo e Arte”. Como não estávamos familiarizados com bairro de Santa Tereza, decidimos seguir de táxi para evitar passar entre as favelas que cercam a região.
A exposição acontece na Chácara do Céu, herdada por Castro Maya em 1936. O museu possui uma arquitetura moderna sendo cercado por um jardim agradabilíssimo, no qual se tem uma vista panorâmica da cidade e da baía de Guanabara.
Ela reúne 38 livros eróticos e 37 pranchas com ilustrações e gravuras originais. Obras de artistas como Picasso, Henry de Régnier, Raoul Duffy, entre outros. Interessantíssimo, confira!
Além da exposição de Erotismo e Arte, podemos apreciar a riquíssima coleção de arte do museu, reunindo pinturas, desenhos de artistas consagrados, móveis, e o mais importante acervo de obras de Portinari. No museu também se encontra a famosa biblioteca de Castro Maya com mais de 8000 exemplares.
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Exposição de Erotismo e Arte
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Laurence Hope [org]. The Garden of Kama and other Lyrics from Índia. Ilustrações de Byam Shaw. Londres: William Heinemann, 1914.
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Gravura de Fragonard para Contes (Contos) de La Fontaine. Paris, 1881. Fotografia Vicente de Mello.
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Pétrarque Madrigoux, Sextines, Ballade, Sonnets, Chants. Gravuras de Pierre Yves Trénois. Paris: Lês Cent Bibliophiles, 1958. Exemplar 34.
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Pablo Picasso
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Blackamoor (2) – Itália, século XVIII Madeira e Gesso
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Música
SENSUAL
Tuca/Belchior
Quando eu cantar
quero ficar molhado de suor.
E por favor não vá pensar
que é só a luz do refletor.
Será minha alma que sua
sob um sol negro de dor;
outro corpo, a pele nua,
carne, músculo e suor.
Como um cão que uiva pra lua
contra seu dono e feitor;
uma fera-animal ferido
no dia do caçador;
humaníssimo gemido
raro e comum como o amor.
Quando eu cantar
quero lhe deixar
molhada em bom humor.
E por favor não vá pensar
que é só a noite ou o calor
Quero ver você ser
inteiramente tocada
pelo licor da saliva,
a língua, o beijo, a palavra.
Minha voz quer ser um dedo
na tua chaga sagrada.
Uma frase feita de espinho,
espora em teus membros cansados:
sensual como o espírito
ou como o verbo encarnado.











