Galeria de Arte Maria Amaral

Exilados da Espanha, seus pais encontraram asilo na Argentina em 1949. Maria Amaral nasce em Buenos Aires, no dia 25 de dezembro de 1950. Em 1967, é a vez de Maria Amaral, junto com toda a sua família, conhecer o exílio. Bem-recebidos na França, ela se gradua na Escola de Belas Artes de Paris, afirmando seu destino artístico.

O expressionismo alemão, Munch, Van Gogh, o período azul de Picasso e, especialmente, Käthe Kollwitzes, ao lado de grandes pintores latino-americanos como Guayasamin, Siqueiros, Rivera, Carpani, Lam, serão suas primeiras fontes de inspiração em termos de técnicas e formas de expressão. Afastada dos movimentos estéticos dos anos 70, mas junto à realidade insuportável vivida pelas pessoas, ela se dedica a descrever a alma latino-americana, suas raízes, miscigenação e sofrimentos.

Ela começa com o preto e branco sobre um fundo que foi chamado de “sopro invisível”. Durante mais de 20 anos expressa-se através de carvão duro. O desenho, a gravura, a litografia e o cartaz foram ferramentas que dominou rapidamente para proclamar o exílio sem resignação.

Os seus desenhos, uma vez vistos, causam impacto permanente, pois ninguém retorna do exílio. São percepções óbvias o preto-e-branco, a sombra e a luz, a vida e a morte, mas para além destes aspectos elementares e maniqueístas de sua expressão, a dor transfigurada atinge o espectador, não pela crueldade, mas pela sua modéstia, seu silêncio. Não se trata de uma crueldade isolada e distante, porque aqueles olhares, mãos, rostos e rugas estão tão próximos de nós que nos reconhecemos neles.

Na década de 80, a cor explode em meio ao preto-e-branco. O amor e a maternidade talvez tenham sido a causa ou a razão.

Começam a surgir as naturezas-mortas, o encontro da Europa com a América Latina, o tango, a tourada, corpos em amor e uma grande quantidade de retratos. Ela pinta à vontade, generosa e confiante.

Ao retratar o tango, ela faz pouco dos lugares-comuns de nostalgia e infortúnio que integram essa dança e cultura. O tango de Maria Amaral é luminoso, sensual e engraçado. Onde muitos vêem somente lamento, desespero e angústia, ela pinta os seios prontos para morder, traseiros generosos, carne e alegria. O tango de Maria Amaral é autêntico, no sentido de que se dirige diretamente ao coração, sem sentimentalismo.

Os corpos que se amam. É aí que Maria não retém mais sua generosidade, ternura e afeto. O corpo não é mais um corpo, é uma explosão de corpo, um florescimento que invade a tela, o desenho, o espaço. Ela ama tanto esse corpo que o reduz, mistura, distorce e desloca para fazer-nos admirar todas as suas melhores partes. Dois corpos abraçados numa onda de ternura, o tempo é abolido, o amor está lá.

Quantos aos rostos, Maria Amaral não faz “retratos”. Ela coleta um rosto e concede-lhe asilo, honrando-o. Muito freqüentemente ela não separa as mãos do rosto, porque é necessário dizer que as mãos têm rostos, uma maneira de dizer que as pessoas são o que fazem e que suas mãos são extensões de suas almas.

É com seus corpos e seus retratos, em seu amor expandido e confiante, que termina o exílio do ser e Maria lhe concede sentido e vida.

Fonte:http://maria.amaral.free.fr

Maria Amaral Adios mi vida - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral Dans peau - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral dejeuner sur un air de tango - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral encuentro - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral fragments - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral inspiration - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral La croix du sud - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral noces de peau - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral partir - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral suenos de tango - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral tango assis - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral tango - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral todavia jamas - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral volver - Galeria de arte sexualidade

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Maria Amaral suenos de bandoneon - Galeria de arte sexualidade

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