Archive for letra de música sensual
As curvas da Estrada de Santos – Roberto Carlos
Roberto Carlos
Se você pretende saber quem eu sou
Eu posso lhe dizer
Entre no meu carro na estrada de santos
E você vai me conhecer
Você vai pensar que eu não gosto nem mesmo de mim
E que na minha idade só a velocidade
Anda junto a mim
Só ando sozinho
E no meu caminho o tempo é cada vez menor
Preciso de ajuda
Por favor me acuda
Eu vivo muito só
Se acaso numa curva eu me lembro do meu mundo
Eu piso mais fundo
Corrijo num segundo
Não posso parar
Eu prefiro as curvas da estrada de santos
Onde eu tento esquecer
Um amor que eu tive
E vi pelo espelho na distância se perder
Mas se o amor que eu perdi eu novamente encontrar
As curvas se acabam
E na estrada de santos não vou mais passar
Não, não vou mais passar
China Atrevida – João Luiz Corrêa
Uma belíssima milonga
CHINA ATREVIDA
João Luiz Corrêa
Cada vez que o sol levanta traz consigo uma ansiedade
De uma china onde a saudade é o poncho da minha vida
Que china mais atrevida que sai sem avisar nada
E só vem de madrugada nestes sonhos de ilusão
O meu xucro pensamento vai sem rumo estrada afora
Pressenti chegar a hora num palpite quase certo
Meu rancho ficou deserto sem o achego da morena
Que só vive em meu poema num disfarce à solidão
E assim vai passando o tempo com seus segredos
E eu no vazio dos meus pelegos espero a sorte logo chegar
Pois dentro de cada mate uma espera louca
Na bomba o gosto daquela boca e no rosto o pranto pra consolar
Pois dentro de cada mate uma espera louca
Na bomba o gosto daquela boca e no rosto o pranto pra consolar
ORIGEM DA MILONGA
No século XIX, a população negra foi a primeira a ocupar os bairros pobres de Buenos Aires, os mesmos onde se instalam em seguida os camponeses argentinos e os emigrantes à procura de trabalho. É então que começa a surgir uma nova forma musical resultante deste encontro: a Milonga. Sob o nome de “milongón”, depois de milongas, como nos casos do tambo e do tango, a palavra designa a princípio o sítio onde é dançada. Será utilizada em seguida para denominar igualmente a rapariga com quem se dança; os emigrantes solitários devem ter, sem dúvida, muitas vezes, pago os favores desta milonga ou milonguera, com quem passavam a noite e a palavra adoptará o significado de rapariga de vida fácil.
Quando a palavra milonga começa a ser utilizada para designar a música que se dança à maneira de milonga, com as “milongueras”, o termo serve para identificar as peças de ritmo relativamente rápido, aparentadas com o cabombe. Mas a melodia e a instrumentação foram transformadas. As cores africanas atenuam-se, o tambor desaparece. Menos negra, a milonga manifesta por sua vez influências rurais e mesmo estrangeiras. Aí se encontra a reminiscência de melodias tradicionais provenientes do folclore que se desenvolveu entre as populações campesinas a partir de músicas de origem espanhola. Mas começaram igualmente a notar-se-lhe influências emigrantes. A melodia evoca a tarantela italiana; é tocada à guitarra, o que contribui para lhe dar uma cor mais mediterrânica; começa a empregar-se o violino com um acento melado que lembra as tradições da Europa de Leste.
A milonga que assim nasce é uma música de festa. Sorridente e prazenteira, torna-se rapidamente a rainha dos bailes populares. Associamo-la à nova sociedade dos “arrabales”. E porque é identificada à gente de mau porte, a milonga vê-se confinada aos lugares de má vida; ela será tocada, se não nos bordéis, em todo o caso nas festas populares olhadas com maus olhos pelos bem pensantes do centro da capital.
Fonte:Portotango





