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	<title>Arte by géh &#187; cinema</title>
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	<description>Galerias de Artes Visuais exibindo obras representativas da sexualidade e da corporalidadade humanas, incluindo pinturas de nus e letras de música sensuais</description>
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		<title>Cinema &#8211; INFIDELIDADE</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 16:50:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Lívia Santana</p>
<p class="texto">O que leva alguém a trair? O que faz com que alguém          decida se lançar <a href="http://gehspace.com/arte/2008/12/cinema-infidelidade/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Lívia Santana</em></p>
<p class="texto">O que leva alguém a trair? O que faz com que alguém          decida se lançar numa aventura? Qual o ponto decisivo? Como decidir          o que pesa mais? Muitas são as perguntas e muitas são as          respostas possíveis a estas perguntas, depende apenas de quem se          está tentando convencer: se ao parceiro que foi magoado, se a terceiros,          se a si mesmo. Atire a primeira pedra quem nunca traiu, e se apresente          aquele que tiver coragem de defender. Eu não tenho.</p>
<p class="texto">Infidelidade é uma pancada em forma de filme, que          pega o expectador desprevenido pelo colarinho sem aviso nem por que. Logo          de cara, vemos uma esposa linda, vivendo num subúrbio verde, calmo          e bonito, com um filho encantador e um marido galã. Parece realmente          ótimo, não dá pra querer mais nada, não é?          O charme de Diane Lane é palpável, o menininho que faz o          filho é lindo e cá entre nós, acordar e ver o Richard          Gere deitado ao lado não é um mau negócio. Juntos,          os três são adoráveis. E o expectador pensa: &#8220;O          que pode sair errado?&#8221; O filme não se faz de rogado e mostra          rapidinho.</p>
<p class="texto">Num belo dia que parecia normal, uma ventania com cara          de furacão traz consigo um francês absolutamente maravilhoso          (que homem é aquele?) e o joga no meio da história. A bela          Constance &#8211; ironia maior que este nome não há &#8211; bem que          tenta manter o papel de mãe e esposa exemplar, mas a perturbação          provocada pelo francês é grande demais. Perto dele, ela fica          tímida, indefesa, mantém os olhos baixos, se atrapalha,          fica ruborizada. Tenta fugir, mas não o suficiente. Ela sempre          diz &#8220;eu não posso&#8221;, nunca &#8220;eu não quero&#8221;,          como se tirasse de si mesma a responsabilidade por escolher agir diferente,          como se apenas se submetesse a uma vontade maior que a sua.</p>
<p><span class="texto">A cena em que ela sucumbe à atração          e passa por cima dos próprios valores e da própria consciência          é marcante. Ela arqueja de desejo e chora, ao mesmo tempo, culpada          por estar fazendo aquilo e louca para fazer, nada a impediria. A cada          encontro com o amante, a culpa vai se esvaindo e ela se torna mais e mais          liberta e </span><a class="link2" href="http://martacampos.com.br/lingerie_06.htm">sensual</a><span class="texto">.          A paixão a deixa cega, é como uma ferida incandescente que          só abranda quando molhada na fonte que a provocou. Ela inventa          desculpas, fica insatisfeita, procura pelo amante compulsivamente. Todos          os lugares são bons o suficiente para eles: o apartamento do francês,          banheiros de lanchonetes, cinemas, escadarias públicas.</span></p>
<p class="texto">Mas sempre que volta para casa com os olhos brilhantes          e as faces coradas, mal contendo o sorriso, encontra o adorável,          delicado, carinhoso, confiável e companheiro marido-galã.          E a consciência dói terrivelmente. Quer deixar de mentir,          voltar a se dedicar apenas à família, mas está viciada,          cativa, entregue. A sensação de liberdade ao transgredir,          o prazer irrestrito e amoral, a excitação do mistério,          são fortes demais. E a traição torna-se gritante,          evidente, dolorosa.</p>
<p class="texto">A cena da banheira é emblemática. Aliás,          na época em que saiu o filme, encontrei um amigo que me disse:          &#8220;Puxa, convenhamos! Velas, música crioula, uísque,          água quente e nada? O marido queria mais qual sinal de que tinha          coisa errada?&#8221;. E realmente é assim. Deitada na penumbra,          com velas acesas, ela ouve música arrastada enquanto toma uísque.          O marido se aproxima e quer participar, mas assim que ele entra na banheira,          ela alega frio e o chama para a cama. Não pude distinguir se reage          assim porque não conseguiria fazer amor com o marido na claridade,          olhando nos olhos dele, ou se não consegue mesmo é ser tocada          por ele, ainda que no escuro.</p>
<p class="texto">O marido finalmente reconhece a mudança e descobre          o caso da esposa. E não entende. Não eram felizes? Não          vivia para ela? Não riam juntos, tinham coisas em comum, se davam          bem na cama? Então por quê? Aonde tinha falhado? O que faltava?          Como pudera ela jogar tudo fora, menosprezar seus sentimentos daquela          forma? A ruína do homem é comovente. Dá pena e raiva.</p>
<p class="texto">Há quem diga que o personagem do marido é          bonzinho demais e por isso teria ensejado a traição da mulher.          E que seria fraco porque deveria ter matado mulher e amante. Discordo          veementemente de ambas as acusações. Ele não é          bonzinho, tem caráter e sentimentos dignos, é um bom homem.          E por que bons homens mereceriam ser traídos? Por que mulheres          preferem os canalhas? Isso é uma besteira sem tamanho. E não          é fraco, ao contrário. Precisa muito mais coragem para perdoar          a traição do que para matar. Tanto que matou sem nem ver          o que fazia, mas para perdoar é que precisou realmente de força          e fibra moral.</p>
<p class="texto">O filme é doloroso porque mexe com o eterno contraste          entre a rotina e a novidade, o tédio e a excitação.          E sempre, invariavelmente, a estabilidade sai perdendo em prol da aventura.          A diferença entre os lados é grande: de um, brincadeiras          de alcova e sexo selvagem; do outro, diversão em família,          compromisso e um beijo terno antes de dormir.</p>
<p class="texto">O grande erro cometido pela personagem é achar que          um caso extraconjugal pode desempenhar o papel de um hobby e que dele          poderá sair impunemente, mantendo as coisas sob controle. Mas paixão          é algo que inebria, consome, se alastra. Toma conta de tudo e faz          todo o resto perder o valor. Arrasa o que encontra pelo caminho feito          furacão, assim como a ventania que trouxe o francês pra história.</p>
<p class="texto">Há algumas reflexões importantes a serem          feitas a partir do filme. Por exemplo, saiba valorizar aquilo que tem.          A grama do vizinho só parece mais verde porque está olhando          de longe, se chegar perto verá que ela tem queimaduras de sol e          insetos, assim como a sua.</p>
<p><span class="texto">Não se deixe levar pelas circunstâncias,          não jogue sentimentos e relações verdadeiras pela          janela por causa de ilusões e pirotecnia, pois estas sempre se          desmancham no ar. Não perca a realidade de vista, não dê          asas demais à imaginação. Entenda que embora a </span><span class="link2">paixão</span><span class="texto"> possa suplantar o amor em algumas ocasiões, nunca será de          fato maior. Ser fiel aos sentimentos é muito bom, mas não          se deixe guiar apenas por eles. A razão existe justamente para          dosar os sentimentos, para equilibrá-los. Use-a. Leviandade sempre          traz dor e sofrimento, mesmo que seja a outras pessoas. Pense um pouco          melhor antes de pular no abismo.</span></p>
<p class="texto">E, por fim, a reflexão suprema: que estrago não          faz um globo de neve&#8230;</p>
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		<title>Cinema: Secretária (Secretary) &#8211; 2002</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 17:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p></p>
<p class="texto">Elenco: James Spader, Maggie Gyllenhaal, Jeremy          Davies, Lesley Ann Warren, Stephen McHattie.</p>
<p class="texto">Direção: Steven Shainberg</p>
<p>site oficial: http://www.secretarythemovie.co.uk/html/home.html</p>
<p <a href="http://gehspace.com/arte/2008/12/filme-secretaria-secretary-2002/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong></p>
<p><img src="http://www.gehspace.com/edicao%208%20imagens/secretaria.jpg" alt="secretária - arte sexualidade" width="144" height="211" /></p>
<p class="texto"><strong>Elenco: James Spader, Maggie Gyllenhaal, Jeremy          Davies, Lesley Ann Warren, Stephen McHattie.</strong></p>
<p class="texto"><strong>Direção: Steven Shainberg</strong></p>
<p><span class="texto">site oficial:</span> <a class="link2" href="http://www.secretarythemovie.co.uk/html/home.html">http://www.secretarythemovie.co.uk/html/home.html</a></p>
<p class="texto">Adaptado de uma história da escritora americana          Mary Gaitskill.</p>
<p class="texto">Passeando pela locadora, avistei a foto sugestiva de uma mulher em posição          &#8220;bend over&#8221; (buttman, lembra?), vestindo o uniforme fetichista          clássico: saia, meia calça e saltos altos. Revirei a fita          entre os dedos e não encontrei indícios claros do teor do          filme, mas a curiosidade já tinha sido despertada e levei pra casa.          Não me arrependi.</p>
<p class="texto">A história começa dramática, mostrando          uma jovem (Maggie Gyllenhaal) recém saída do manicômio,          onde tinha sido internada porque cortava a si mesma. De um jeito meio          autômato, ela vive sem maiores acontecimentos &#8211; a vida ainda não          tinha sido despertada.</p>
<p class="texto">É quando se emprega como secretária de um          advogado (James Spader) nada ortodoxo. Ela, que nunca havia trabalhado,          se vê atirada num turbilhão de acontecimentos. O patrão          é imprevisível e politicamente incorreto, ela é insegura          e ansiosa por agradá-lo &#8211; na verdade, extrapola o perfeccionismo,          a ponto de entrar na lixeira para procurar uma petição perdida.</p>
<p><span class="texto">Lentamente os dois vão se envolvendo por trás          das portas fechadas. O que era relação profissional passa          a ser um abismo profundo de </span><span class="link2">sensualidade</span><span class="texto">,          um caso de amor único, entremeado de dominação e          submissão, com o encaixe perfeito dos dois.</span></p>
<p class="texto">Inusitado, é o adjetivo que me vem automaticamente          à lembrança. Uma história de amor forte, ímpar,          carregada de erotismo sutil &#8211; não há cenas explícitas          e nem mesmo clichês &#8211; e contemporâneo. Demonstra que o amor          nem sempre acontece de determinadas maneiras, sob formatos previsíveis.</p>
<p class="texto">Aliás, se tem alguma coisa que não se pode          dizer sobre o filme, é que ele é previsível!</p>
<p class="link2"><em>Lívia          Santana</em></p>
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