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	<title>Amores - Contos de Amor &#187; cláudia floresta</title>
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	<description>Coletânea de contos de amor de autores diversos</description>
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		<title>Retrovisor</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 14:41:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores urbanos]]></category>
		<category><![CDATA[cláudia floresta]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ela sente olhos passando pela sua nuca, olhos que lhe perseguem já algum tempo. Olha com devida atenção pelo retrovisor e deslumbra um rosto moreno, barba por <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/retrovisor/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ela sente olhos passando pela sua nuca, olhos que lhe perseguem já algum tempo. Olha com devida atenção pelo retrovisor e deslumbra um rosto moreno, barba por fazer e óculos escuros que a impossibilitam saber qual direção exata aquele olhar lhe foca. Ainda assim sabe estar sendo profundamente observada. Ouve ao longe o som de buzinas, continua encarar o retrovisor descobrindo um meio sorriso no rosto másculo do motorista do carro de trás. Mais buzinas, sem graça, se da conta de que o sinal abriu, volta à atenção ao trânsito, mas continua olhando pelo retrovisor. O carro percorre exatamente mesmo caminho que o dela. Apesar da distancia segura entre os carros, ela vê o motorista esterçar para mesmo lado que ela, segue pelas mesmas ruas como se a estivesse perseguindo.</p>
<p>Novamente os carros param no farol. Ela observa que ele sorri enquanto movimenta os lábios parecendo balbuciar alguma musica, ela já não sabe ao certo se o sorriso é pela musica ou para ela. Decide encará-lo sente suas mãos suando, coração acelerado, respiração alterada. Continua dirigindo ansiosa com aquela presença silenciosa daquele olhar escondido atrás de óculos escuros, e mesmo assim não a impediam de senti-lo percorrendo-a. Ela sorri.</p>
<p>Mesmo temerosa, afinal ter um estranho a olhá-la insistentemente é algo que a muito não lhe acontecia, sente-se cheia de si. Seu ego infla massageado. Ensaia possíveis falas. Os braços arrepiam o nervoso. Sua libido esta totalmente desperta.</p>
<p>Transborda-se de coragem e estaciona ao terminar a curva, dirige seus olhos novamente ao retrovisor engatando um aceno de boas vindas e&#8230; Nada! Ele se foi.</p>
<p>Subitamente desolada permanece ali olhando pro nada. Pensa no que poderia ter acontecido se ele continuasse a segui-la? O que teria despertado nele um interesse tão grande a ponto dela tê-lo percebido?</p>
<p>Salta do carro sem pensar para onde ir. Desanimada pensa na possibilidade de ter esquecido de dar seta avisando o próprio trajeto. Mil pensamentos rondam-lhe a cabeça.</p>
<p>O calor insuportável derretia-lhe o corpo. Sentada na guia acende um cigarro, olha para o salto fino, unhas esmaltadas. Passa a mão pelos cabelos, molhados, e sente um filete úmido escorrer pela alça de seu vestido, enquanto outro filete desce pelas suas costas. Olha para as mãos e agradece&#8230;</p>
<p>No afã de não se atrasar para pegar as crianças na escola, esqueceu-se completamente de retirar a máscara de tratamento capilar.</p>
<p>Por isso o estranho tanto ria.</p>
<p><em>- Claudia Floresta</em></p>
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