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	<title>Amores - Contos de Amor &#187; poli paiva</title>
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	<description>Coletânea de contos de amor de autores diversos</description>
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		<title>firmina e norberto</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 15:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores urbanos]]></category>
		<category><![CDATA[poli paiva]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Poli Paiva &#8211; A menina, mulher, escritora que queria ser várias anas&#8230;</p>
<p class="wp-caption-text">Under the quilt (1990) por Maxim Karlovich Kantor</p>
<p>a terapeuta de casais havia dito para firmina <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/firmina-e-norberto/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Poli Paiva &#8211; A menina, mulher, escritora que queria ser várias anas&#8230;</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 412px"><img title="Under the quilt (1990) por Maxim Karlovich Kantor" src="http://www.gehspace.com/edicao%2052%20imagens/KANTOR%20Maxim%20Karlovich-%20under%20the%20quilt%201990.jpg" alt="Under the quilt (1990) por Maxim Karlovich Kantor" width="402" height="220" /><p class="wp-caption-text">Under the quilt (1990) por Maxim Karlovich Kantor</p></div>
<p>a terapeuta de casais havia dito para firmina e norberto que eles precisavam destinar pelo menos uma manhã por semana para cultivar a relação. como já eram casados há 10 anos, resolveram obedecer.</p>
<p>a ordem era não ter pressa de sair da cama e nem de escovar os dentes. firmina, filha mais velha de mãe solteira, neurótica desde criancinha, não conseguia dormir pelas manhãs, nem nas de sábado. começou então a procurar o que fazer, já que acordava primeiro e não podia escovar os dentes, nem fazer café, nem multiprocessar todas as informações do mundo, do condomínio, das crianças e das 4 irmãs solteiras que viviam a lhe contar suas peripécias sexuais e a lhe dizer que era melhor estar casada do que solteira porque as casadas ainda tinham o benefício do divórcio.</p>
<p>logo relembrou de um esporte espetacular que não praticava desde solteira: olhar por debaixo das cobertas enquanto norberto dormia e ficar a observar o sono pesado daquele homem todo nu, que depois de 10 anos não tinha ficado barrigudo nem careca nem broxa nem metrossexual. saiu do sedentarismo para entrar pro mundo das sortudas. norberto podia demorar o tempo que fosse pra acordar que não tinha mau tempo. como se tratava do primeiro sábado de inverno e firmina estava bastante empolgada com a nova velha vida de desportista, resolveu citar a poesia de zeca baleiro no momento em que o pai de seus filhos abriu os olhos:</p>
<p>- hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o portugûes da padaria.</p>
<p>- quê isso, mamãe? pirou? flor pro delegado? de onde? da décima nona?</p>
<p>firmina só ria. na verdade gargalhava da barriga doer. norberto, ainda sonolento &#8211; mas ciente de se tratar de uma manhã de sábado, resolveu entrar na onda:</p>
<p>- e vem cá, qual vizinho? seu vladimir? ele não gosta da gente! diz que as crianças resolvem começar a gritar sempre depois das 10 da noite!</p>
<p>firmina percebeu que aquilo era muita metáfora para ele e, para evitar maiores explicações, resolveu calar a boca do seu homem utilizando seus artifícios de fêmea habilidosa. como se tratavam de ordens médicas, norberto, que já gostava mesmo daquilo tudo, acabou aceitando de bom grado a investida precisa da esposa. depois de mais ou menos 45 minutos de esportes intra-aeróbicos, ainda intrigado, afirma:</p>
<p>- não gostei desse negócio de beijar português da padaria não, mamãe! sabe como é esse povo da vizinhança! daqui a pouco tá falando de você e daí vou ter que me meter e aí quando eu fico nervoso, o bagulho pesa!</p>
<p>pela primeira vez, firmina entendeu racionalmente o quanto seu maridinho era maravilhoso. foda-se se ele não conseguia alcançar a poesia de zeca baleiro. isso era o de menos. ainda tinha outra coisa: ela podia tirar onda de poeta sem ter que dar os créditos. e o mais importante era que aquele homem ao seu lado era um pai bacana de 3 filhos, cheio de cabelo, sem barriga, sem frescura e de pau duro pra toda obra.</p>
<p>na manhã de segunda, enquanto sorria e dirigia rumo ao trabalho, ao som do baleiro, resolveu mandar flores para a teraupeuta, essa maga que com uma simples dica tinha feito ela perceber que em time que está ganhando não se mexe jamais. muito menos durante a temporada de inverno.</p>
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		<title>valdomira</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 01:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores urbanos]]></category>
		<category><![CDATA[poli paiva]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Poli Paiva</p>
<p class="wp-caption-text">Reclining Jasmine - charcoal on paper por Carrie Serwetnyc</p>
<p>valdomira é formada em educação física. já foi bailarina. já foi muito gostosa. já parou trânsito. <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/09/valdomira/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Poli Paiva</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 412px"><img title="Reclining Jasmine - charcoal on paper por Carrie Serwetnyc" src="http://www.gehspace.com/edicao%2046%20imagens/Reclining-Jasmine-charcoal%20on%20paper.jpg" alt="Reclining Jasmine - charcoal on paper por Carrie Serwetnyc" width="402" height="214" /><p class="wp-caption-text">Reclining Jasmine - charcoal on paper por Carrie Serwetnyc</p></div>
<p>valdomira é formada em educação física. já foi bailarina. já foi muito gostosa. já parou trânsito. mas o tempo, o computador, a tv, o miojo e o controle remoto exerceram suas funções e aquele belo torso passou a ser lembrado somente por poucos seletos a quem valdomira mostrava (quase pedindo desculpas) suas fotos antigas. cansada de ter sempre que ir na frente quando o carro está cheio, resolveu mudar sua situação e tomou algumas atitudes que, agora, passados 6 meses, parecem estar surtindo efeito. são as pequenas coisas que fazem a diferença: outro dia, enquanto tomava banho, olhou para trás e viu sua própria bunda, façanha que antes só era possível com o auxílio de um espelho. na sua ex-atual loja predileta, conseguiu comprar uma saia g. a verdade é que não ser mais uma criatura gg conferiu-lhe dignidade e confiança. o aspecto relacionado ao sexo oposto foi aonde as mudanças ficaram mais evidentes: acostumada a ser cumprimentada somente quando estava ao lado de uma amiga magra, a só trepar de luz apagada e a só andar com caras problemáticos (geralmente regidos sob o signo de escorpião), valdomira passou a ser observada, cumprimentada e desejada por homens atraentes, desses bem machos e cheios de atitude, que são atraentes sem serem bonitinhos. foi se pesar pra saber a matemática da coisa. ao todo, foram 10 os quilos perdidos. quando olha para trás, não vê 6 meses, vê 10 quilos. o tempo passou em quilos. entendeu a ditadura da beleza e a lógica espoliante da milionária indústria da dieta. olhando assim, sem prestar atenção, parece até que valdomira está muito feliz. mas ainda lhe falta alguma coisa, que ela simplesmente não consegue definir o que é. deve ser essa tal de felicidade, que não contém calorias, não engorda, não faz mal, mas anda em falta no mercado. dizem que está pra chegar. talvez na semana que vem, junto com as saias tamanho m.</p>
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		<title>as amigas de ana</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 01:12:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores urbanos]]></category>
		<category><![CDATA[poli paiva]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Poli Paiva</p>
<p class="wp-caption-text">Penelope por Maia Ramishvili</p>
<p>as amigas de ana fazem dela várias. tudo que ana não viveu até hoje, seja por falta de oportunidade, de coragem <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/09/as-amigas-de-ana/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Poli Paiva</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 400px"><img title="Penelope por Maia Ramishvili" src="http://www.gehspace.com/edicao%2045%20imagens/penelope%20-%20Maia%20Ramishvili.jpg" alt="Penelope por Maia Ramishvili" width="390" height="282" /><p class="wp-caption-text">Penelope por Maia Ramishvili</p></div>
<p>as amigas de ana fazem dela várias. tudo que ana não viveu até hoje, seja por falta de oportunidade, de coragem ou de sorte, o fez por intermédio de suas amigas mulheres, que não são muitas, mas suficientes. na escola só teve uma: negra, altíssima, atleta e gênia de plantão, discriminada por tantas razões, mas altiva como uma deusa, irredutível e combativa. foram cúmplices na difícil tarefa de existir num mundo que não curte o diferente. na faculdade é que tudo realmente começou e passou a ser concreto: a primeira paixonite por um professor, a primeira transa, as pegações nas chopadas, as noites sem dormir, as histórias memoráveis, as histórias contadas por outrem, as coisas ditas em excesso, as coisas não ditas por medo e que pairam até hoje como jujubas estragadas no fundo do pote mofado atrás da louça reservada para o casamento desmanchado por pura bravura. foi na faculdade que construiu os pilares de sua feminilidade estranha e a capacidade de amar à distância as amigas que casaram e tiveram que partir, seja pra outros estados e países, seja para outro universo, o do marido insensível e preocupado somente com a própria dor nas costas e com o futebol de quarta-feira à noite, mesmo quando não se trata de seu time e sim de 15 de jaú contra 15 de piracicaba. aprendeu a amar e a respeitar as amigas que não são mais amadas e que só permanecem casadas por medo de uma solidão exposta, de uma surra ou de terem de criar crianças sem a figura paterna. aprendeu a respeitar inclusive as mães das amigas que simplesmente não aceitam o fato de uma moça “tão bonita e inteligente como você não estar casada e não ter filhos”. hoje entende que elas não falam isso por maldade e não se irrita mais. como nem tudo é sempre cruel o tempo todo, ana ama os poucos maridos que fazem felizes suas amigas e que gostam de recebê-la num domingo para uma cerveja em casa, para ficarem todos bêbados e cercados pelo atordoante e delicioso barulho das crianças que insistem em crescer como samambaias choronas bem regadas. no fundo, lá dentro, mesmo sem admitir pra ninguém, ainda sonha em encontrar um homem assim, sensível, companheiro e imperfeito, que goste de 15 de jaú contra 15 de piracicaba, mas que não dispense flores, poesias, bombons e massagem nos pés, porque é disso que moças como ana gostam: da imperfeição concreta e dos domingos bêbados.</p>
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		<title>anita e silvério</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 01:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores urbanos]]></category>
		<category><![CDATA[poli paiva]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Poli Paiva</p>
<p>anita achava que pescoço servia somente para pendurar colares. isso até conhecer silvério, moreno espadaúdo de barba e voz grossas, consultor de uma multinacional e <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/09/anita-e-silverio/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Poli Paiva</em></p>
<p>anita achava que pescoço servia somente para pendurar colares. isso até conhecer silvério, moreno espadaúdo de barba e voz grossas, consultor de uma multinacional e especializado em zonas erógenas.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 396px"><img title="Girl in blue (2004) por Sergey Savchenko" src="http://www.gehspace.com/edicao%2044%20imagens/Sergey%20Savchenko%20-%20girl%20in%20blue%202004.jpg" alt="Girl in blue (2004) por Sergey Savchenko" width="386" height="518" /><p class="wp-caption-text">Girl in blue (2004) por Sergey Savchenko</p></div>
<p>tudo estaria perfeito não fosse o fato de anita considerar os consultores pessoas que levavam muito a sério o velho ditado de que &#8220;se conselho fosse bom, não se dava, se vendia&#8221;. anita estava com silvério somente por conta de seus dotes sexuais mas não tinha coragem de deixar isso claro pra ele. não queria perder seu &#8220;personal fucker&#8221;.</p>
<p>- querida, vamos a um jantar amanhã?</p>
<p>- aonde?</p>
<p>- na casa de adilson e eva, aquele casal que tem uma microempresa de consultoria no setor de informática.</p>
<p>- amanhã não vai dar, bem.</p>
<p>- toda vez é isso! queria saber quando vai dar.</p>
<p>- na verdade você não quer saber.</p>
<p>- quero sim.</p>
<p>- então tá: não gosto desse povo consultor que acha que a vida é dar dicas sobre o que fazer, aonde fazer, com quem fazer. gosto de gente que faz as coisas porque faz e não porque tem uma lei de mercado e indicativos financeiros indicando um caminho. gosto de gente que come a sobremesa em silêncio. gosto de gente! de gente!</p>
<p>sivério entendeu a mensagem. afinal de contas, era um expert em indicativos.</p>
<p>anita saiu para comprar colares.</p>
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		<title>o ótimo é inimigo do bom</title>
		<link>http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/09/o-otimo-e-inimigo-do-bom/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 00:25:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores urbanos]]></category>
		<category><![CDATA[poli paiva]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Poli Paiva</p>
<p class="wp-caption-text">Portrait of a Young Women por Nancie Richers</p>
<p>fernanda nunca foi uma boa estrategista. chegava uma certa hora que acontecia alguma coisa que degringolava seus <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/09/o-otimo-e-inimigo-do-bom/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Poli Paiva</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 407px"><img title="Portrait of a Young Women por Nancie Richers" src="http://www.gehspace.com/edicao%2035%20imagens/Portrait%20of%20a%20Young%20Women500.jpg" alt="Portrait of a Young Women por Nancie Richers" width="397" height="324" /><p class="wp-caption-text">Portrait of a Young Women por Nancie Richers</p></div>
<p>fernanda nunca foi uma boa estrategista. chegava uma certa hora que acontecia alguma coisa que degringolava seus projetos, principalmente os relativos ao sexo oposto. não perdia a esperança, mas também não saía do lugar.</p>
<p>há cinco meses se interessou por fábio. fez tudo que pôde para impressioná-lo: mostrou-se sensível, atenta, simpática e sexy. chegou ao extremo de comprar um peso de pompouarismo para estar preparada quando rolasse a tão esperada transa.</p>
<p>como não tinha coragem e também não queria dar muita bandeira, não convidou o rapaz pra sair. ao invés disso, passou a freqüentar os locais aonde ele poderia estar. mas não dava muito certo porque fábio quase nunca aparecia. porém, em seu lugar, fernanda sempre encontrava licínio, amigo do moço. belo amigo, diga-se de passagem. não só belo, mas interessante e cheiroso. fernanda sabia, no seu íntimo, que se transasse com licínio jamais teria fábio. portanto acabou gentilmente deixando claro que seriam somente amigos.</p>
<p>acontece que fábio de repente apareceu com uma gatinha: os dois se beijam o tempo todo, riem e exalam aquele cheiro de sexo. fernanda ficou arrasada, mas firme. procurou não pensar mais no assunto.</p>
<p>e assim foi até o dia que esbarrou com licínio na balada, sozinho e receptivo. não hesitou, fez o serviço completo. e que serviço!</p>
<p>o que fernanda não sabia e acabou aprendendo na marra é uma verdade que acompanha a humanidade há tempos: o ótimo, definitivamente, é inimigo do bom.</p>
]]></content:encoded>
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