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	<title>Amores - Contos de Amor &#187; roberta sangiuliano pedroso</title>
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	<description>Coletânea de contos de amor de autores diversos</description>
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		<title>Teu Retorno</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 17:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores]]></category>
		<category><![CDATA[roberta sangiuliano pedroso]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Roberta Sangiuliano Pedroso</p>
<p class="wp-caption-text">Travelling por Galit Maxwell</p>
<p>Há um hiato a silenciar letras, enquanto sonorizo-me de ti. Os lábios unem tuas palavras, provocando-me sorrisos nos olhares. É <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/teu-retorno/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Roberta Sangiuliano Pedroso</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img title="Travelling por Galit Maxwell" src="http://www.gehspace.com/edicao%2067%20imagens/Traveling.jpg" alt="Travelling por Galit Maxwell" width="400" height="404" /><p class="wp-caption-text">Travelling por Galit Maxwell</p></div>
<p>Há um hiato a silenciar letras, enquanto sonorizo-me de ti. Os lábios unem tuas palavras, provocando-me sorrisos nos olhares. É assim que melhor vivo. É do tom da tua escrita que renasço em meio as minhas incertezas.</p>
<p>E quando te digo dos meus abismos, é por saber-te atento aos meus passos inquietos, vezes sem rumo. Sei das tuas vigílias solitárias, enquanto me ocupas em teus pensamentos. Tens na palma das tuas mãos, os mapas que me indicam entre rios, oceanos e estradas íngremes. Tens as minhas distâncias e todas as demarcações que te sinalizam meu coração.</p>
<p>Quando é a minha voz, aparente eco em minhas deserções, sobram-me teus braços a resgatarem-me dos meus desertos. Entre nós não existe ausência, ainda que nossos olhos sejam alvos de tantas janelas. Descobrimo-nos em meio ao deslizar do tempo, que inventa e reinventa pontes, para que nossas mãos mais ainda se toquem. Gosto de repousar minhas vontades em teu colo e de te perceber a oferecer-me acalantos em suspiros.</p>
<p>Lembro-me das noites, em que compunhas odes aos meus sonos, como a prevenir os meus sonhos, para que me cobrissem de ternuras e afagos. Como não te confessar que me levavas o coração, enquanto teus olhos me guardavam até o cerrar das pálpebras? Era de ti que eu ouvia o sussurro das carícias e afagos, mesmo que fosse tua presença real, apenas desejada.</p>
<p>Em noites como essa, faz-me falta o teu tomar conta, percorrendo os meus desvãos. Faz-me falta os teus beijos, repletos de códigos que só nossos lábios lêem. Bem sabes dos meus desassossegos&#8230;Tenho o coração incontido, sempre a buscar essências e sinais outros. Penso que enquanto me lês, sorris pelas minhas metáforas ou talvez te impacientes com essa renitente falta de praticidade.</p>
<p>É que existem linguagens humanas que não assimilo. Defeito deste coração tolo que só tem uma face, não usa maquiagem e desconhece de subterfúgios. Prefiro-me simples, em meio ao caminho do sentir, trilhando paisagens que me acresçam a alma. E é por isso, que meus passos gostam tanto de andar junto aos teus&#8230;Em noites como essa, meus sorrisos aguardam teu retorno&#8230;</p>
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		<title>Roberta por Roberta</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 16:52:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores]]></category>
		<category><![CDATA[roberta sangiuliano pedroso]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Roberta Sangiuliano Pedroso</p>
<p>A manhã despe-se à minha volta. Uma nesga de sol espreguiça-se no balouçar da cortina, tentando talvez aquecer o frio de uma ternura, que não <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/roberta-por-roberta/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Roberta Sangiuliano Pedroso</em></p>
<p>A manhã despe-se à minha volta. Uma nesga de sol espreguiça-se no balouçar da cortina, tentando talvez aquecer o frio de uma ternura, que não se faz esquecida, mesmo no cansaço do olhar.</p>
<p>O calendário anuncia mais uma primavera. Há no peito um sentimento que farfalha, ignorando todas as estações. Na brisa do amanhecer, uma esperança qualquer, que não se despede do meu olhar, embora todas as impossibilidades acenem negativamente.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 401px"><img title="Between the Shadow and the Soul por C. Dawn Davis " src="http://www.gehspace.com/edicao%2065%20imagens/c%20dawn%20davis%20between%20the%20shadow%20and%20the%20soul.jpg" alt="Between the Shadow and the Soul por C. Dawn Davis " width="391" height="594" /><p class="wp-caption-text">Between the Shadow and the Soul por C. Dawn Davis </p></div>
<p>Em algum lugar dentro de mim, ainda mora um sonho, como se sobrevivesse para escrever outra vez, capítulos da minha história lavrada pela eloqüência da realidade e pelos ditames da razão.</p>
<p>Não me chega o tempo da quietude. Meus passos nunca reconheceram o caminho que apenas impõe o seguir em frente. Já nem sei, se chegar era meu objetivo precípuo. O que há e o que se faz, quando se cruza a linha de chegada? Empilha-se mais um troféu na prateleira das nossas conquistas? Onde ficam as tantas pequenas vitórias que se saboreiam no decorrer de cada percurso, mesmo quando não se vence, se nos ensinaram que apenas é ganhador aquele que chega primeiro?</p>
<p>Como relatar ao mundo, o momento que me detive em meu trilhar, observando apenas o acariciar do vento nas pétalas de uma flor? Como contabilizar isto em perda de tempo, se sequer imaginam os arrepios do meu olhar ou os sorrisos de prazer que aquela imagem me propiciou? Talvez, acusem-me de distraída e inadequada ao momento, que exigia que eu apenas continuasse e que subisse ao pódio. Era isto que esperavam de mim: vencer.</p>
<p>Outros ainda dirão que estou fora do padrão estabelecido pelas regras da sobrevivência. Ah, neste aspecto errei a vida inteira. Pequei sempre, quando preferi não tropeçar em meu sentir e escutei o pulsar do meu coração, não somente para constatar que eu vivia. Sempre fui amadora nestes rituais, em que se sacrificam as emoções. Onde há normalidade, quando se põe amarra no peito, calando o som de uma carícia?</p>
<p>Nunca compreendi histórias lineares, reações exatas ou gestos estudados. Bem que tentei aprender a disfarçar minha insegurança, o frio no estômago ou o rubor repentino, quando exposta ao espelho do cotidiano. Em quase todas as tentativas neste sentido, falhei. Talvez por isto, tenha me desencontrado muitas vezes de tantas pessoas.</p>
<p>Nunca amordacei minhas saudades, nem meu romantismo à flor da pele&#8230;Sempre despi minhas máscaras, porque era em outro olhar, que eu desejava também encontrar-me e reconhecer-me. Mas meu olhar despido, vezes causou estranheza e constrangimento. Vezes, indiferença e tolos julgamentos.</p>
<p>Minhas palavras nunca souberam esconder o segredo de um amor, quando me habitava o corpo, a alma, o sonho. Nunca entendi, o porquê da grande maioria das pessoas entulharem tantos nós no coração. Se ainda fosse o pronome pessoal, mas não! Falo dos fios e, em alguns casos, de verdadeiras cordas com amarrações complexas, que nem as próprias mãos sabem ou se dispõem a desatar.</p>
<p>E eu, com esta mania esquisita de falar do que sinto pelos lábios, mãos e olhares. E eu, com esta forma estranha de dar reconhecimento do que sinto e por quem sinto. Sempre foi inútil querer silenciar minhas confissões, mesmo se questionada sobre a certeza de um amor.</p>
<p>Como se o amor tivesse que ser testado, discutido, dimensionado e não apenas sentido. Parece que saber de sua existência não basta. Tem que ter certificado de garantia, manual de instruções e, se bobear, até posologia. Talvez seja por isto que grande parte de nós sequer desconfie o que é viver um grande amor.</p>
<p>A noção mais próxima deste sentimento fica ladeando as histórias que nos contam, como as vividas por Abelardo e Heloísa, Tristão e Isolda e tantas outras ou nos livros de poemas que lemos no decorrer de nossas vidas.</p>
<p>De uma forma ou de outra, a expressão do que sinto fica meio desajeitada neste mundo. E como se não bastasse, ainda flagrei-me poetisa. Mas quase sempre, a palavra ainda me parece pouca para compreender minha ignorância no universo da emoção.</p>
<p>Minha essência é mesmo desnuda. Coração exposto e sem labirintos. Ainda prefiro a minha ternura boba, um perfume de saudade em meu travesseiro, a minha voz entregue para as estrelas, do que viver desabitada de mim mesma.</p>
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