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	<title>Amores - Contos de Amor &#187; sônia (anja azul)</title>
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	<description>Coletânea de contos de amor de autores diversos</description>
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		<title>O carro que comia bananas</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 00:44:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores]]></category>
		<category><![CDATA[sônia (anja azul)]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Sônia (Anja Azul)</p>
<p class="wp-caption-text">Dormitando por Marco Ortolan</p>
<p>As coisas perdem o valor.
Ou perdem o lugar pra outras coisas.</p>
<p>Quando era guria, morria por uma praia. Literalmente.
Minha madrinha me <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/o-carro-que-comia-bananas/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Sônia (Anja Azul)</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 393px"><img title="Dormitando por Marco Ortolan" src="http://www.gehspace.com/edicao%20106%20imagens/dormitando_marco_ortolan.jpg" alt="Dormitando por Marco Ortolan" width="383" height="500" /><p class="wp-caption-text">Dormitando por Marco Ortolan</p></div>
<p>As coisas perdem o valor.<br />
Ou perdem o lugar pra outras coisas.</p>
<p>Quando era guria, morria por uma praia. Literalmente.<br />
Minha madrinha me arrastava junto.<br />
A mãe dizia:<br />
&#8211; Não, desta vez não me convencem. Esta guria que nem comer come. Vai pegar insolação.<br />
&#8211; Não e Não.</p>
<p>No fim, lá me ia. E só ia porque ajudava. Carregar mala e criança mijada.Olhar os pequenos.</p>
<p>A casa era bem no mato. Madrinha, a filha do dono.</p>
<p>Eu gostava. Ver tirar leite da vaca. Ajudar a apartar os terneiros. Os cafés na beira do fogão a lenha. Até peixinhos fritos e ovos na chapa. Brincar a sombra da figueira milenar. Flagrar artes dos pequenos. Tipo quando um deles matou doze pintinhos um a um, pedra na cabeça. Ou quando o mesmo (a peste) sumiu e tivemos de campear muito até ver dois dedinhos na beira do poço. E quando a gente gritava pra sair, ele dizia:</p>
<p>&#8211;Ó! Com uma mão. Ó! Sem nenhuma&#8230; ops. huahuahua</p>
<p>Foram vários verões. Em que passeei de carro de boi. Comi rato do banhado (preá) blergh!</p>
<p>(Que fazer?? como ser luxenta longe da mãe). Brinquei na sanga e rolei cômoros gigantescos de areia.</p>
<p>Nem sabia o que era filtro solar. E minha pele branquissima sofria.<br />
Queimaduras&#8230;bolhas&#8230;Virava pantera cor de rosa.<br />
Para aliviar? Cachaça e polvilho.</p>
<p>O ruim era quando anoitecia. Dava uma dor no peito ver o sol sumindo atras do morro.<br />
Eu que só dormia de luz acesa, tinha que me contentar com pixiricas. Lampiõezinhos de querozene. Que eram apagados ao deitar. Brrrrr<br />
Quanta noite em claro. Ao primeiro canto de galo, corria ver o dia nascer. E a saudade de casa passava.</p>
<p>Dormia onde sobrava um lugar. Por pouco sentada. Uma vez me sobrou o topo de um triliche, de cara para um buraco no forro. Um bater de asas, barulho esquisito no escuro. A menina de baixo dizendo:</p>
<p>&#8211;Liga não. São os morcegos.</p>
<p>Bah!</p>
<p>E morcego nem era nada. pior as pulgas. My god era tanta. Sentia que por pouco não me carregavam pro mar. Um dia me sobrou um pelego., crivado de pulgas, era colocar a mão e o formigueiro me atacava. Dormi acocorada num canto da sala.</p>
<p>A noite era o pior de tudo. Sentia saudade da mãe, do pai, da mana, do gato e até daquele peste de meu irmão.</p>
<p>No dia de voltar, mal me continha. E a viagem era longa, por uma estrada dificil e o carro era velho, cheio de manhas.</p>
<p>De vez em quando engasgava. Daí meu padrinho dizia:</p>
<p>&#8211;Já sei! Quer banana.</p>
<p>Puxava um cacho enorme de bananas verdes, descascava uma e enfiava no carburador, eu acho.<br />
O bicho tossia e vrum vrummmm&#8230;.Mais um trecho, até o seu próximo lanchinho.<br />
Quando conto hoje em dia, ninguem acredita, mas juro! O carro comia bananas.</p>
<p>Quando chegava no portão, já chegava chorando, beijando minha mãe.. Beijando.</p>
<p>Mostrando minha pele vermelha, minhas bolhas, de mês e meio curtindo sol.</p>
<p>Nunca vou esquecer aquela sensação de voltar pra casa e encontrá-los.</p>
<p>Hoje estou na minha casa de praia, todo o conforto, internet, filtro 30, e mil frescuras.<br />
Mas algo me falta&#8230;falta e dói.</p>
<p>Saudade!</p>
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		<title>Os 5 minutos</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 00:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores]]></category>
		<category><![CDATA[sônia (anja azul)]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Sônia (Anja Azul)</p>
<p class="wp-caption-text">Memory of Things Past &#38; Present por Francisco Benitez</p>
<p>Se dependesse só de mim, não haveria desarmonia, estridentes conversas vãs, ruídos desnecessários.
Tudo que me <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/os-5-minutos/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Sônia (Anja Azul)</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img title="Memory of Things Past &amp; Present por Francisco Benitez" src="http://www.gehspace.com/edicao%20105%20imagens/Memory%20of%20Things%20Past%20&amp;%20Present-%20Francisco%20Benitez.jpg" alt="Memory of Things Past &amp; Present por Francisco Benitez" width="400" height="298" /><p class="wp-caption-text">Memory of Things Past &amp; Present por Francisco Benitez</p></div>
<p>Se dependesse só de mim, não haveria desarmonia, estridentes conversas vãs, ruídos desnecessários.<br />
Tudo que me rodeia já não me interessa.<br />
E o tempo precioso escorre como areia entre dedos, matando a esperança.<br />
Histórias de amores medíocres e separações repetidas. Sempre as mesmas.<br />
Competições de dores. As dores dos outros sempre doem mais&#8230;sempre.<br />
O mundo real! De carne e osso, me assusta, ou melhor não&#8230; e sim me deprime.<br />
Se só o que faço é ouvir&#8230;<br />
Descrições de rotinas, de como se lavou o box do banheiro com escova de dentes???<br />
A novela das oito. O crime na esquina.<br />
A cor da blusa.<br />
Pera aí!<br />
Preciso refletir sobre o Crime na Esquina.<br />
Não consigo, pois logo vem a Caras, e bocas e poses.<br />
O carro do vizinho. A cor. Esqueço sempre, pois tem alguém que me lembre&#8230; Sempre.<br />
Como se fosse importante.<br />
O preço.<br />
Do tomate, da importância.<br />
Me lixo.</p>
<p>Estou viajando para dentro da concha acústica dos meus pensamentos.<br />
Quase nada que me rodeia (aqui no sul, pendurada na américa latina, frente ao oceano) me interessa.</p>
<p>Sinto-me pronta para partir para a outra dimensão.<br />
E aliviada.</p>
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		<title>A ordem das vespas sanguinárias</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 00:28:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores]]></category>
		<category><![CDATA[sônia (anja azul)]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Sônia (Anja Azul)</p>
<p class="wp-caption-text">Sunflower e bees por Ginette Callaway.</p>
<p>O pai tinha destas manias de cultivar coisas esquisitas.
O pátio tomado de canas de açúcar, pés de milho <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/a-ordem-das-vespas-sanguinarias/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Sônia (Anja Azul)</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img title="Sunflower e bees por Ginette Callaway." src="http://www.gehspace.com/edicao%20103%20imagens/Ginette%20Callaway%20Sunflower%20bees.jpg" alt="Sunflower e bees por Ginette Callaway." width="400" height="534" /><p class="wp-caption-text">Sunflower e bees por Ginette Callaway.</p></div>
<p>O pai tinha destas manias de cultivar coisas esquisitas.<br />
O pátio tomado de canas de açúcar, pés de milho e batata doce rasteira. Fora o limoeiro, pessegueiro, ameixeira e a frondosa goiabeira.<br />
Terreno propício para a imaginação correr solta. A floresta era o planeta inóspito e distante, onde aterrisava com sua Nave-Cinamono, onde pisava em câmera lenta, seguida pelo seu companheiro de aventuras, isto, quando este conseguia fugir do terrível monstro que guardava a cadeia do leste, seu avô, no qual aplicavam as mais estrambólicas estratégias, que garantiam fugas fenomenais.<br />
Um dia o pai extrapolou as expectativas. Trouxe para casa uma caixa. Uma caixa zumbizante.<br />
A casa das abelhas assassinas do Noroeste da Birmãnia, ou na visão normal dos adultos, uma colméia de abelhas.<br />
Seu mundo de aventuras ficou ainda mais emocionante.Apostas tipo: &#8220;Quem aguenta mais tempo com a mão na caixa, sem ser mordido?&#8221; corriam soltas.<br />
Numa das incursões pelo planeta hostil, e sendo surpreendidos pelos terríveis homens-cana, tiveram de correr estabanados, pulando poços de areia movediça e&#8230;. esbarraram na caixa.<br />
Terror!!!<br />
Fingiram-se de estátua. Houve um princípio de tumulto, um zumbido ensurdecedor, tá!&#8230; Nem tanto, e as coisas acalmaram.<br />
Juraram segredo de morte. A brincadeira acabou mais cedo. E naquela noite adotaram o voto de silêncio de criança que sujou a fralda.<br />
Na madrugada, algo de assustador acontecia. As abelhas injuriadas, resolveram mudar de ares, e foram instalar-se acima do poço de água, bem ali, onde ficava a rolimã e o balde.<br />
Ao amanhecer, a surpresa. A irmã mais velha, que suspeitavam, devia ter néctar nas veias, de tantas as vezes que foi picada, deu o alerta. Pessoal já nem ligava, uma picada a mais ou a menos de tantas que ela levava, mesmo correndo todo o quarteirao com a abelha atrás.<br />
Mas a coisa era séria. Dava até para ouvir os tambores de guerra das abelhas assassinas.<br />
Ela pensava com seus botões, ofendemos o Deus delas, teremos de pagar com sangue. Buaaaaaaaaaa!<br />
A casa cercada de abelhas, que tentavam entrar enfurecidas por cada fresta, e o que mais tinha na casa eram frestas.<br />
Todos foram convocados, a fechar escotilhas, chinelos em punho. Lutar até o último homem, ou criança, ou mãe p&#8230; da vida, pois estava atrasada com seus lavados pra fora. O pai teve de abandonar o front na corrida, pois tinha de ir trabalhar e os outros ficaram lutando bravamente, vendo o assoalho tingir-se de preto zumbizante.<br />
Pai volta para o almoço, que não foi feito, com uma idéia. Tascar fogo, aliás fumaça com um cabo de vassoura, de longe.<br />
Pior! Dai que as bichinhas se &#8220;arrevoltaram&#8221;.<br />
Lembrou de uma conversa com um vizinho, que queria comprar a caixa, que entendia delas, que bla bla.<br />
Foi até lá, atravessando um vasto campo em frente, e voltou com o dito cujo carregando uma caixa.<br />
&#8211; Pode deixar compadre me entendo com as bichinhas. Mas quanto lhe devo?<br />
&#8211; Nada! Pode levar!<br />
O homem fez uma mágica qualquer e elas entraram na arapuca. Lá se foi satisfeito. Mal sabia ele, o que lhe reservava o destino.<br />
Bulir com o Deus das Abelhas Assassinas não tinha perdão.<br />
No meio do campo tropeçou, a caixa se escangalhou e foi atacado impiedosamente.<br />
No hospital disseram que escapou por milagre. Eram abelhas africanas, sanguinárias.<br />
O bom de tudo é que fazia sol, e ela já foi chamar o companheiro, com seu assovio secreto, pois havia um planeta para ser explorado e não podiam perder tempo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Peripécias de uma nova Católica</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 23:16:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores]]></category>
		<category><![CDATA[sônia (anja azul)]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Sônia (Anja Azul)</p>
<p class="wp-caption-text">Mother and son por Pablo Picasso</p>
<p>Continuamos firmes, eu e Biel. Aulas segundas à noite. Missa aos sábados de tarde. A catequista, bem agitadinha. <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/peripecias-de-uma-nova-catolica/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Sônia (Anja Azul)</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 412px"><img title="Mother and son por Pablo Picasso" src="http://www.gehspace.com/edicao%2092%20imagens/Mother%20Son%20-%20pablo%20picasso.jpg" alt="Mother and son por Pablo Picasso" width="402" height="480" /><p class="wp-caption-text">Mother and son por Pablo Picasso</p></div>
<p>Continuamos firmes, eu e Biel. Aulas segundas à noite. Missa aos sábados de tarde. A catequista, bem agitadinha. Faz a gente dançar uma coreografia antes. Um tal de levanta-abaixa-dá-uma-voltinha-uma-reboladinha&#8230;</p>
<p>Já aprendemos quase todas as orações &#8211; algumas já sabíamos.</p>
<p>Mas tinha o enigma do &#8220;Vinde Espirito Santo&#8221;. Graças a um amigo da Net, que me passou, agora estamos afiados.</p>
<p>Hoje, eu parecia mister Bean, tamanho orgulho quando começou a oração, com cara de &#8220;Essa eu sei&#8221;.</p>
<p>Lemos a Bíblia, refletimos, vemos onde podemos aplicar no nosso dia a dia. Muito interessante.</p>
<p>No sermão da semana passada, o Padre desceu do altar e foi até os pequenos e falava com eles. Nada de tão emocionante, só da oportunidade que tiveram de serem escolhidos para receberem a Palavra de Deus, de formarem vinculos de amizade entres si, de seus pais terem-nos encaminhado para isso.</p>
<p>E do nada comecei a ficar emocionada, e meus olhos cheio d&#8217;água, e eu pensando:</p>
<p>- Que mico!</p>
<p>Tentando controlar e pensar de onde vinha isso.</p>
<p>Foi bem dificil.</p>
<p>Depois em casa, na mesa do café, desabei chorando e lembrei o motivo.</p>
<p>É que, quando fui fazer minha catequese, com 9 anos de idade, eu decidi sozinha, me inscrevi sozinha, e ia sempre sozinha às missas e às aulas. Era uma menina tímida, solitária.</p>
<p>Lembrei de minha mãe, num domingo de manhã, me vendo da janela indo sozinha para a igreja e dizer que tinha peninha, perguntando se eu não sentia falta de uma companhia e eu disse:</p>
<p>- Eu não estou sozinha, estou com Deus.</p>
<p>E também de uma tarde, meses depois, em que saía para a catequese e uma menina (vizinha), parou no portão:</p>
<p>- Estamos na mesma aula, né. Vamos juntas.</p>
<p>E dali em diante, nunca mais nos separamos, minha melhor amiga, que dividiu comigo os melhores dias de minha adolescência.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Filé mignon e pastel</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 22:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores]]></category>
		<category><![CDATA[sônia (anja azul)]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Sônia (Anja Azul)</p>
<p class="wp-caption-text">Mother and Daughter por Annie Robinson</p>
<p>Minha mãe era do lar&#8230; Do lar e 1001 utilidades.</p>
<p>Acordava às 5 horas e ia pruma área fria, <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/file-mignon-e-pastel/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Sônia (Anja Azul)</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 401px"><img title="Mother and Daughter por Annie Robinson" src="http://www.gehspace.com/edicao%2088%20imagens/Mother%20and%20Daughter%20-%20annie%20robinson.JPG" alt="Mother and Daughter por Annie Robinson" width="391" height="270" /><p class="wp-caption-text">Mother and Daughter por Annie Robinson</p></div>
<p>Minha mãe era do lar&#8230; Do lar e 1001 utilidades.</p>
<p>Acordava às 5 horas e ia pruma área fria, um &#8220;puxadinho&#8221; nos fundos da casa, fritar pastéis num fogareiro.</p>
<p>Fazia os pastéis mais deliciosos e cobiçados que ja desejei.</p>
<p>Saudade! Só se comia vez por outra em horas solenes&#8230; Todos tinham um destino&#8230; O balaio que meu irmão carregava e voltava vazio horas depois.</p>
<p>Ás 6 horas, a porta da frente se abria&#8230; No meio da neblina, seu Pedro e filha Clara, menina arteira, rechonchuda, dois anos talvez, e eu com meus 5 ou 6 anos, ja a postos pra preparar a menina&#8230; Que minha mae pegou pra cuidar, mas nao conseguia, ás voltas com os pastéis.</p>
<p>Ô minina arteira&#8230; Que gostava tanto de estar ali, em meio à pobreza. Somos amigas até hoje.</p>
<p>Vinha com mil recomendações e O BIFE&#8230; Filé mignon puro&#8230;</p>
<p>Rreligiosamente às 11 horas, minha mãe servia pra ela o tal.</p>
<p>Aff como desejei um pedacinho daquele bife&#8230; hummmm&#8230;</p>
<p>Talvez um pouco mais que o pastel.</p>
<p>Minha mãe a me observar de olho comprido&#8230; Vendo Clarinha e seu bife&#8230; Enquanto encarava a polenta com açúcar cristal preto vagabundo&#8230; Isso era o almoço e o jantar.</p>
<p>Um dia, minha mãe cortou um pedacinho do bife, espetou no garfo e me deu na boca&#8230;</p>
<p>Aff!f Até que em fim iria experimentar aquele manjar melhor que a maçã que era seu lanche&#8230; Maçã, eu nem ligava.</p>
<p>Mas que decepção ao saboreá-lo&#8230; Não tinha sal algum.</p>
<p>Que tristeza, que desperdicio&#8230; Cuspi fora&#8230; Aquilo era um anticlímax.</p>
<p>Minha mãe explicou, com uma dó de mim, que a mãe da menina exigia que nada tivesse sal&#8230; Pois sal fazia mal à saude.</p>
<p>Aff! Saudade de minha Mãe&#8230; Aquilo é que era mulher de verdade</p>
]]></content:encoded>
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