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	<title>Amores - Contos de Amor &#187; zélia campestrini</title>
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	<description>Coletânea de contos de amor de autores diversos</description>
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		<title>Encontro de gerações</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 00:38:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores]]></category>
		<category><![CDATA[zélia campestrini]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Zélia Campestrini</p>
<p class="wp-caption-text">Grandmother por Pamela Fingado</p>
<p>Final de semana, dia de festa. Noventa anos de vida de minha mãe, foi comemorado em grande estilo. Não em termos <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/encontro-de-geracoes/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Zélia Campestrini</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img title="Grandmother por Pamela Fingado" src="http://www.gehspace.com/edicao%20104%20imagens/2-Grandmother%20-%20Pamela%20Fingado.jpg" alt="Grandmother por Pamela Fingado" width="400" height="509" /><p class="wp-caption-text">Grandmother por Pamela Fingado</p></div>
<p>Final de semana, dia de festa. Noventa anos de vida de minha mãe, foi comemorado em grande estilo. Não em termos de pompa e esnobismo desnecessário, mas com simplicidade e harmonia.</p>
<p>Almoçamos no restaurante da recreativa da Embraco, uma das inúmeras empresas multinacionais existentes aqui na nossa maravilhosa Joinville. Depois nos reunimos num de seus quiosques, para ficar mais à vontade e poder matar a saudade.</p>
<p>Enquanto os adultos relembravam o passado e colocavam o assunto em dia, as crianças brincavam nos inúmeros brinquedos existentes no local. Gangorra, escorregador, trenzinho, balanço, etc. Uma verdadeira festa para a garotada.</p>
<p>Mamãe estava linda, cabelos brancos como a neve, olhar radiante, lúcida, impecavelmente trajada, pois é muito vaidosa. Perfeccionista da cabeça aos pés.</p>
<p>Um encontro de várias gerações, filhos, netos, bisnetos e tataranetos.</p>
<p>Foi realmente emocionante: meus irmãos e eu segurando os netos, sendo uns muito parecidos com os pais. Parecia que voltava no tempo, onde nós segurávamos nossos filhos ainda pequenos.</p>
<p>Minha irmã mais velha já é bisavó, ganhou três bisnetos, todos com menos de um aninho de vida. Maravilhosos!</p>
<p>O tempo passa, os filhos crescem, a família aumenta. Este é o cilho da vida. Aprendi que devemos viver cada etapa, cada fase de nossa vida, com intensidade própria de cada momento e devemos aproveita-los o máximo com responsabilidade.</p>
<p>A melhor herança que deixamos a nossos filhos é nossa boa conduta.</p>
<p>Recordar é viver.</p>
<p>Olhando a todos com atenção<br />
Relembrava com emoção<br />
Que antes era eu, que segurava<br />
Minhas filhas pela mão</p>
<p>Hoje já crescidas<br />
Com os primos a conversar<br />
Rindo das travessuras<br />
Que acostumavam aprontar.</p>
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		<title>O banquete</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 00:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores]]></category>
		<category><![CDATA[zélia campestrini]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Zélia Campestrini</p>
<p class="wp-caption-text">Luncheon at the Boating Party por Renoir.</p>
<p>Paramos em frente a um portal de ferro, onde trepadeiras davam um toque alegre com suas flores perfumadas <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/o-banquete/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Zélia Campestrini</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img title="Luncheon at the Boating Party por Renoir." src="http://www.gehspace.com/edicao%2099%20imagens/Renoir_Luncheon_at_the_Boating_Party.jpg" alt="Luncheon at the Boating Party por Renoir." width="400" height="294" /><p class="wp-caption-text">Luncheon at the Boating Party por Renoir.</p></div>
<p>Paramos em frente a um portal de ferro, onde trepadeiras davam um toque alegre com suas flores perfumadas e coloridas.</p>
<p>Um guarda se aproximou, convidando-nos a entrar.</p>
<p>Se quiséssemos prosseguir de carro , tería-mos que entrar por outro lado e dar uma volta enorme até o estacionamento, correndo o risco de chegar atrasados.</p>
<p>Resolvemos entrar pelo portal. Subimos uma escada estreita, cujos degraus iam até o topo de um morro cheio de arvores.</p>
<p>Lá chegando, Géssica, Karin, Lílian, Henrique e eu, deparamo-nos com enorme descampado a céu aberto.</p>
<p>- Mas aqui é um cemitério! Exclamei.</p>
<p>- Não pode ser não tem sepultura. Géssica retrucou.</p>
<p>Na entrada, havia várias mesas e cadeiras brancas, onde mulheres, além de trajadas com vestidos vaporosos e chapéus igualmente brancos, ostentavam colares e brincos de pérolas.</p>
<p>Sentadas, olhavam sorrindo enquanto passávamos.</p>
<p>Mais adiante avistei moças com vestidos coloridos de estampas florais e uma delas aproximou-se e disse:</p>
<p>- Pode pegar esse. &#8211; disse, nostrando um vestido pendurado em um cabide.</p>
<p>Uma outra moça surgiu e puxou o vestido bruscamente, querendo impedir que eu o pegasse.</p>
<p>- Esse vestido é meu. &#8211; Ela dizia.</p>
<p>- Você já tem um. Onde está sua solidariedade? &#8211; disse a que me ofereceu.</p>
<p>Olhando aborrecida, a dona do vestido afastou-se contra a vontade.</p>
<p>Sentamos esperando a hora do banquete. Havia várias mesas com toalhas brancas que ficavam logo após a nossa.</p>
<p>Estava-mos instalados de modo que podíamos ver quem entrava.</p>
<p>Entre os convidados, dois casais chamaram atenção.</p>
<p>O primeiro era um casal conhecido: Darci e Cida que, ao passarem por nós, olharam entre surpresos e admirados por eu também estar ali.</p>
<p>O outro casal era desconhecido . Ao me avistarem sorriram amigavelmente, sentando numa mesa próxima.</p>
<p>Um garçom entregou-me um envelope com uma mensagem cujo conteúdo não consigo descrever.</p>
<p>Depois de ler ,o garçom mandou que eu virasse a folha para ver o verso.</p>
<p>No outro lado, havia o desenho de uma linda casa amarelo-ocre e, embaixo, números e pequeno texto.</p>
<p>- Até aqui fazem propaganda? Não quero comprar nada. &#8211; exclamei indignada.</p>
<p>- Não, moça, isso é uma doação.</p>
<p>Surpresa, sem palavras virei para o lado onde o casal desconhecido me olhava sorrindo&#8230;</p>
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		<title>Comer igual a um Rei</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 00:01:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores]]></category>
		<category><![CDATA[zélia campestrini]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Zélia Campestrini</p>
<p class="wp-caption-text">por Akram Ighani Namdarian</p>
<p>Vestidos de chita, pés descalços, olhávamos mamãe pondo a mesa. Desde cedo, fomos abandonados a própria sorte. A recomendação era clara. <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/comer-igual-a-um-rei/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Zélia Campestrini</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 374px"><img title="por Akram Ighani Namdarian" src="http://www.gehspace.com/edicao%2097%20imagens/06.jpg" alt="por Akram Ighani Namdarian" width="364" height="432" /><p class="wp-caption-text">por Akram Ighani Namdarian</p></div>
<p>Vestidos de chita, pés descalços, olhávamos mamãe pondo a mesa. Desde cedo, fomos abandonados a própria sorte. A recomendação era clara. Não podíamos atrapalhar.<br />
Tudo tinha que sair perfeito.<br />
Deu uma trabalheira danada, a casa ficou um &#8220;brinco&#8221;! Não podíamos sujar. A ordem era que brincássemos fora para que, quando o convidado chegasse, tudo estivesse perfeito.<br />
Toalha de mesa engomada, prato, copo, talheres, tudo arrumadinho.<br />
Mal o padre entrou, já foi posta a mesa. Assado de panela, galinha, polenta, arroz, macarrão, maionese, lingüiça, queijo (formae) e salada.<br />
O almoço era especialmente para ele.<br />
Olhávamos com a boca cheia d&#8217;água e ele comia sem se importar com a modesta platéia.<br />
Mamãe fizera uma sopa com os miúdos da galinha e nos dera uma hora antes.<br />
Ficamos olhando, esperando o padre terminar de comer, para ver se sobrava um pouco para nós.<br />
Que decepção. Ele comeu até a última migalha.<br />
Ao levantar-se, alisou seu vasto ventre e disse:<br />
- Comi, igual a um rei!<br />
Eu, com certeza, preferia comer igual a um padre.</p>
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		<title>Convidados especiais</title>
		<link>http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/convidados-especiais/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 23:32:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores]]></category>
		<category><![CDATA[zélia campestrini]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Zélia Campestrini</p>
<p class="wp-caption-text">Sand Dress por Selena Engelhart</p>
<p>Fui uma das primeiras a chegar. Subi a escada de piso bruto, escada estreita que dava para o terraço.</p>
<p>Desci, não <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/convidados-especiais/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Zélia Campestrini</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 390px"><img title="Sand Dress por Selena Engelhart" src="http://www.gehspace.com/edicao%2096%20imagens/SandDress-selena%20engelhart.jpg" alt="Sand Dress por Selena Engelhart" width="380" height="513" /><p class="wp-caption-text">Sand Dress por Selena Engelhart</p></div>
<p>Fui uma das primeiras a chegar. Subi a escada de piso bruto, escada estreita que dava para o terraço.</p>
<p>Desci, não sei por qual motivo e, ao retornar, fui impedida de subir novamente.</p>
<p>Postada em frente à escada, uma recepcionista com uma tabuleta na mão, conferia a lista de convidados.</p>
<p>- A senhora não pode subir, este lugar está reservado a convidados especiais.</p>
<p>- Eu só vim pegar algo que esqueci. Olhe, meu nome está aí, embaixo do nome das duas moças que subiram antes de mim.</p>
<p>O guarda, ao lado, fez sinal para que eu passasse.</p>
<p>O terraço dava para um vasto gramado, cintilante como esmeraldas. À esquerda, via-se um espetáculo circense e, à direita, mesas ladeadas de cadeiras brancas, pessoas sentadas e crianças brincando no chão.</p>
<p>Curiosos penduravam-se nas sacadas e janelas de um prédio vizinho.</p>
<p>Mais tarde, já no térreo, um homem de pele clara, excessivamente alegre devido ao álcool, abraçava a todos com entusiasmo.</p>
<p>- Zélia, você pode pegar carona com ele.</p>
<p>Segurei fortemente a mão de minha mãe e saí, apressada.</p>
<p>Encostado ao prédio, um vestido estendido ao chão e um par de sapatos do mesmo tom. Logo em seguida, mais dois vestidos e dois pares de sapato, todos em cores neutras e arrumados do mesmo modo.</p>
<p>Segurando ainda a mão de minha mãe, afastei-me. Minha mãe parecia ter 40 anos. Magra, cabelos castanhos até os ombros. Bem diferente dos seus quase 90 anos e cabelos de algodão.</p>
<p>Caminhando à nossa frente, duas moças trajavam os mesmos vestidos que antes vira no chão. Só os sapatos eram outros. Calçavam sapatos pretos. Sem pressa, atravessaram a rua e desapareceram.</p>
<p>No caminho, surgiu uma subida, abrupta. Estendendo a mão, pedi ajuda a Henrique. Não fui atendida. Tive que seguir sozinha.</p>
<p>Depois de atravessar a saliência, sombreada por pinheiros e cedros, sob o céu cor de anil, o espelho d&#8217;água coriscava a luz direta do sol. Era um lago extremamente límpido. Através da água luminosa, percebia-se algo estranho &#8211; sinistro.</p>
<p>Vi dois carros submersos e o corpo de um homem de pele clara, o mesmo que tinha visto anteriormente, boiando sem vida.</p>
<p>Dentro de uma caminhonete, cabelos ao vento, virei para o motorista e disse:</p>
<p>- Se eu tivesse pegado carona com ele também estaria morta!</p>
<p>Ao acordar, um pressentimento muito forte. Perda.</p>
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		<title>Meu&#8230; Teu</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 23:23:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[amores]]></category>
		<category><![CDATA[zélia campestrini]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Zélia Campestrini</p>
<p class="wp-caption-text">The car por Denyse Klette</p>
<p>Quem já brincou de &#8220;meu&#8230; teu&#8221;?
Não é &#8220;meteu&#8221;! É &#8220;meu&#8230;teu&#8221;, mesmo.
É uma brincadeira de passa-tempo.</p>
<p>Quando criança, não tinha muito brinquedo. <a href="http://gehspace.com/contos-de-amor/2009/03/10/meu-teu/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Zélia Campestrini</em></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img title="The car por Denyse Klette" src="http://www.gehspace.com/edicao%2094%20imagens/Denyse%20Klette%20-%20the%20car.jpg" alt="The car por Denyse Klette" width="400" height="311" /><p class="wp-caption-text">The car por Denyse Klette</p></div>
<p>Quem já brincou de &#8220;meu&#8230; teu&#8221;?<br />
Não é &#8220;meteu&#8221;! É &#8220;meu&#8230;teu&#8221;, mesmo.<br />
É uma brincadeira de passa-tempo.</p>
<p>Quando criança, não tinha muito brinquedo. Era uma época difícil. Brinquedos só no natal, e olha lá.</p>
<p>Selma (minha irmã) e eu tínhamos uma boneca, que não mexia as pernas nem as mãos. Era toda durinha. Os cabelos e as roupas faziam parte do corpo, eram só pintados.</p>
<p>Brincávamos de casinha, com caquinhos de louça, que garimpávamos nas bananeiras.</p>
<p>Voltando a &#8220;meu&#8230; teu&#8221;, é uma brincadeira bem divertida, para quem não tem opção&#8230;</p>
<p>Sentávamos no caminho, ou em cima de uma árvore e, a cada carro que passava, um era &#8220;meu&#8221; e, o outro, &#8220;teu&#8221;.</p>
<p>Assim passávamos tardes inteiras para, no final, &#8220;ganharmos&#8221; uns 3 a 5 carros . Era raro passar um.</p>
<p>Para quem estiver lendo, pode não ser interessante, mas era muito divertido. Principalmente quando uma &#8220;ganhava&#8221; um caindo aos pedaços.</p>
<p>Quer tentar?</p>
<p>Hoje em dia é mais difícil, devido à quantidade de carros trafegando em nossas ruas e avenidas. Fica tudo zonzo.</p>
<p>A última vez que brinquei, foi na praia. Géssica, Karin, Lílian (minhas filhas) e eu, passávamos as férias em Itapoá e, nos finais de semana, sentavámos à varanda e a brincadeira terminava com a chegada do pai.</p>
<p>Ele era o prêmio de quem estava na vez&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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