Consultoria em Otimização de Sites e Marketing na Internet
Fale com Alexis Kauffmann - leh@gehspace.com

Sobre como usar a tag “nofollow” e a paranóia do Page-Rank

Publiquei recentemente um artigo deste blog no site Artigonal e tive a surpresa de encontrá-lo com os links externos marcados com a tag “nofollow”.

Essa constatação irritou-me pois o e-mail promocional da Artigonal mencionava especificamente que “Publicar artigos no nosso site inclui seu perfil completo e link ao seu site, o que lhe dá… a vantagem de links externos para o seu site o que aumenta sua popularidade nos sites de busca”.

Entrei em contato com a Artigonal, que prontamente corrigiu o erro e explicou que a decisão, errônea no meu caso, havia sido resultados de problemas com o Google após a publicação de alguns artigos submetidos por autores que conteriam links para sites “ruins”.

Eu já gostaria de ter abordado essa questão do nofollow há algum tempo, aproveitei a oportunidade para compilar na resposta à Artigonal minhas principais constatações e pesquisas sobre o assunto e reproduzir o e-mail nesta postagem.

Aproveito para agradecer a Ronit Rozen, que em nome da Artigonal resolveu a questão de forma rápida e eficiente. Segue o e-mail:

Ronit,

A providência necessária é apagar os artigos com links para sites “furados” e, em caso de reincidência, banir o autor do sistema.

Acompanhei toda a discussão sobre o “nofollow” desde o começo, no site oficial do Google e os intermináveis bate-bocas no blog do Matt Cutts.

Essa tag – Matt Cutts e o time do Google chamam-na de “tag”, embora admitam que não é – foi criada com o objetivo específico de evitar que certos conteúdos fossem indexados pelos buscadores. O exemplo típico são páginas para acesso exclusivo de usuários cadastrados.

Criou-se um cavalo de batalha em torno do dessa “tag” porque Mr. Cutts resolveu definir como “spam” os links patrocinados que “transmitem page-rank” do site de origem para o site do patrocinador, e exigiu que os webmasters informassem ao Google usando a tag “nofollow” nesses links.

Veio a atualização de page-rank de outubro de 2007 e meio-mundo atribuiu as quedas no “page-rank de barra de ferramentas” a supostas penalizações por links patrocinados.

E aí, começou a paranóia. Todo mundo adicionando nofollow a todos os links, indiscriminadamente.

Acontece que os fatos disseram outra coisa:

1 – O Google não admitiu oficialmente que as mudanças de page-rank tenham sido conseqüência da ausência de nofollow em links patrocinados. Aliás, o Google não admite oficialmente coisa alguma que possa dar um pista sobre seu precioso algoritmo. Isso foi inferência da imprensa especializada diante da reação histérica da indústria de SEO;

2 – A revisão de Page-Rank de janeiro restituiu muitos dos valores anteriores à revisão de outubro;

3 – Todos os meus blogs e sites tiveram aumento de Page-Rank em ambas as revisões, sem apresentar mudanças significativas nos links in e outbound;

4 – Esse aumento de page-rank não provocou crescimento de audiência fora dos padrão que os sites já vinham apresentando. O caso mais peculiar foi o do blog http://seonoticiaseartigos.blogspot.com/, lançado em dezembro/2007, cujo page-rank saltou de n/a para 5 com menos de um mês de vida! A média de visitas diárias a esse site, porém, permanece estagnada em 4!

5 – Também não houve mudanças siginficativas nas posições de meus sites nas páginas de resultados para as palavras-chaves que defino como alvos.

É, portanto, uma grande bobagem, um mito supersticioso sem fundamento, essa epidemia de “nofollow” que contamina a web.

O fato é que a web é uma teia indexada por robôs que rastejam através de sua estrutura de links.

Se todo mundo começar a adicionar “nofollow” preventivamente a todos os links externos de seus sites, por medo de “perder page-rank”, em breve não haverá o que indexar. A web voltaria a ser um grande diretório em que a navegação só seria possível via Google AdSense.

Isso é bobagem, um tiro nos pés.

Ninguém deve adicionar um link para um site pornô ou de softwares piratas e vírus e esperar boas posições em sites de busca.

Fora esse caso, a “democratic nature of the web” exige que os webmasters adicionem links para conteúdos de que gostam e em que confiam.

E o Page-Rank, que não é tão estúpido quanto pensa a indústria do SEO, reflete exatamente isso.

Grande abraço,

P.S. Acrescentado após a edição original em 27 de fevereiro de 2008:

Abaixo o nofollow!

O banner acima dá início a uma campanha de conscientização dos internautas de que (1) cada link que você adiciona a suas páginas é um VOTO que você oferece a um website de que você gosta (2) e que quando o Blogger, o Multiply, o WordPress, o TypePad, e outros serviços web adicionam a tag NOFOLLOW sem seu conhecimento e consentimento, eles estão CASSANDO seu voto!

Para verificar se o seu serviço web está adicionando nofollow a um link, clique nele com o botão direito do mouse e, em seguida, em “Propriedades”.

Para participar da campanha adicionando o banner a seu blog com link para esta postagem, basta usar o seguinte código (eliminando as quebras de linha):

<
a

href=”http://meusitenaprimeirapaginadogoogle.blogspot.com/2008/02/como-usar-tag-nofollow-e-parania-do.html”

>

<

src=”http://bp1.blogger.com/_kh855AGwvCA/R8S8tCfrT7I/AAAAAAAAAdk/WqSfXspjgdM/s1600/nofollow.jpg”

alt=”Abaixo o nofollow!”

border=”0″

>

<

/a

>

Esclareço que não sou contra o uso consciente da TAG nofollow, especialmente em links patrocinados de programas de afiliados, mas acho um abuso retirar dos internautas o poder de decidir o que querem fazer nas páginas de que são editores.

Clique no link a seguir se quiser aprender como remover o nofollow dos comentários de seu espaço no Blogger.

5 Responses to “Sobre como usar a tag “nofollow” e a paranóia do Page-Rank”

  1. O seu caso na página de tradução de artigos sobre SEO, que pulou de 0 para 5, como você explica?

  2. Eu não explico! Tenho minhas hipóteses, claro. Mas precisamos lembrar que o Page-Rank é uma marca registrada. Inclusive, o seu nome vem de seu criador, um dos fundadores do Google, Larry Page. O que esse algoritmo faz, ou deixa de fazer, inclusive o comprimento da barrinha verde, é assunto interno do Google, como Matt Cutts fez questão de salientar durante a polêmica sobre os links pagos: quem “vende page-rank” está vendendo algo que não lhe pertence e sobre o qual não tem o menor controle.

  3. Eu tava em dúvida quanto a isso .. o Google está um problema com o Page Rank e links.

  4. O Toolbar Page-Rank (TBPR) é importante exatamente para quê? Atualmente, ninguém mais sabe dizer. Desde que seu site esteja com bons rankings para as palavras-chaves que você escolheu, não vejo sentido perder 1 minuto de sono porque o TBPR de seu site subiu ou caiu 1 ponto.

  5. [...] apenas em receber links e, com medo de “vazamentos de page-rank“, sai adicionando nofollow a todos os links externos, adicionar links para páginas relevantes, relacionadas ao tema do seu [...]

Leave a Reply