Consultoria em Otimização de Sites e Marketing na Internet
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SEO (otimização de sites) e Sites em Flash

Em menos de uma semana, recebi duas consultas muito parecidas sobre otimização de sites, ambas de desenvolvedores que, segundo suas próprias palavras, “só sabem desenvolver sites em Flash”, não tendo sequer a mínima noção de HTML.

Para começar, acho estranho que um alguém se autodenomine “desenvolvedor” e domine apenas uma tecnologia de desenvolvimento tão limitada quanto o Flash.

A idéia de “fazer sites em Flash” dominou de tal forma o mercado que muitas empresas já abordam o profissional de desenvolvimento perguntando se ele “sabe fazer sites em Flash”, sem ter a mínima idéia sobre qual é o benefício que pretendem extrair dessa tecnologia. A maioria quer apenas um monte de imagens “piscantes” e “coisas se mexendo” na tela do computador.

Embora o Google tenha anunciado que “já sabe rastrear Flash”, o fato é que você ainda não deve apostar seu dinheiro nisso. Pelo que tenho visto, o recurso empregado pelos SEO de empresas que fazem questão de “sites em Flash” é apelar para o texto invisível, o que é condenado pelo próprio Google.

Trata-se de um tiro no pé, pois o ranking que você obtém dessa forma hoje pode desvanecer amanhã sob a forma de uma penalidade. Já abordamos esse assunto várias vezes neste blog.

Enquanto não houver evidências seguras sobre as condições exatas sob as quais o Google indexa (ou deixa de indexar) os textos em Flash, a melhor maneira de aproveitar os recursos do Flash sem prejudicar os seus rankings é usar o Flash como um elemento a mais dentro de sua página.

Veja o caso do YouTube. Você encontra, em cada página, vídeos em Flash, fotos estáticas, textos e links de texto. Nenhum problema de indexação e rankeamento.

Mesmo que você precise, seja por exigência do cliente ou por estratégia de marketing, conceder máximo destaque visual ao elemento Flash dentro de sua página, é absolutamente crítico que você inclua texto otimizado e links de texto HTML em sua página.

Por “texto otimizado”, leia-se “texto legível, agradável de ler, persuasivo, contendo suas palavras-chaves”. Nada de repetições de palavras sem-sentido com letras de apenas 1 pixel.

Espere aí. Você está disposto a fazer um bom investimento em um site em Flash mas não está disposto a investir no trabalho de um bom redator?

Será que seus produtos e sua empresa são tão desinteressantes assim que você não consegue dizer coisa alguma de interessante sobre eles?

Será que seus clientes são todos analfabetos, incapazes de ler algumas linhas de texto sobre um assunto que deveria interessar a eles – os seus produtos?

Não há justificativa para que bons gráficos não sejam acompanhados por bons textos. Aquela história de que “ninguém lê textos longos” é papo-furado de quem não sabe escrever bons textos, que contorce o cérebro para escrever barbaridades como “empresa focada em resultados”.

É papo de quem não gosta de ler e não gosta de quem gosta de ler.

Visite a Wikipedia. Visite blogs. Sites de notícias: UOL, Terra, Globo.com. Até mesmo o YouTube. Todos eles são sites ricos em texto. E estão entre os sites mais acessados mundo.

O próprio Google é um imenso banco de dados de… Texto. Mesmo que você queira pesquisar fotos, vai ter que procurar as palavras associadas à imagem que procura.

Se você vai usar o Flash para substituir a necessidade de ler e escrever, porque “ninguém gosta de ler”, pense de novo. Observe a realidade da web, um interminável oceano de textos com trilhões de palavras.

Não há motivo para fazer malabarismos, criando sites totalmente em Flash e, depois, inventar jeitinhos black-hat para aparecer no Google. Dê ao Google o que ele quer – texto! – pois é o que os internautas – seus clientes! – também querem.

3 Responses to “SEO (otimização de sites) e Sites em Flash”

  1. matou a pau… :)

  2. fale isso firstborn, que fatura milhoes com sites e sistemas em flash para os principas clientes mudiais :)

  3. Rob, mais uma vez faço o desafio aos apóstolos do Flash: vejam em http://alexa.com/topsites a lista dos 100 sites mais visitados do mundo e depois volte aqui quantos desses sites são totalmente em flash.

    Aliás, o pessoal parece que só sabe ler por extremos. Eu não sou “contra” o Flash, como muita gente vem sugerindo. O que eu disse é que, considerando o estado atual da tecnologia de buscas, não convém fazer sites totalmente em Flash, mas usar o Flash como um elemento dentro da página ou de uma página/seção de um site que também tenha conteúdo de texto em HTML.

    Mas quem não sabe ler, não vai entender mesmo…

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