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Por que o BING não vai roubar um mercado significativo do Google?

O Bing não vai roubar mercado significativo do Google e não faço favor algum ao dizer isso.

Embora trabalhe com SEO (otimização de sites), não me considero um “guglete”. Tenho sérias críticas ao método Google de fazer as coisas e acho mesmo que ele comete abusos de poder em série. Por isso, estou sempre na torcida pelo surgimento de um concorrente capaz de oferecer uma alternativa real ao Google.

Infelizmente, esse concorrente ainda não surgiu e o BING não é a alternativa ao Google pela qual muitos esperamos.

De onde vem essa superioridade absurda?

O Google faz muito marketing em torno de sua “fórmula secreta”, o seu “algoritmo”. Mas você já parou para observar a vantagem que o Google leva sobre os concorrentes na indexação da internet?

Se você é um blogueiro, certamente já observou o fenômeno. Poucos minutos após publicar uma nova postagem, o Google já a incluiu no seu índice, enquanto Yahoo e BING ignoram-na olimpicamente por várias horas e até dias a fio.

O mesmo acontece com as últimas novidades. Procurando no Google, você encontra um número maior notícias mais quentes, mais recentes, do que nos concorrentes.

O fato é que, mesmo que os algoritmos fossem iguais, o Google sempre daria resultados melhores.

É uma questão de estatística. O Google tem em seu índice uma amostra muito mais representativa do conteúdo disponível na web do que os seus concorrentes.

Assim, mesmo que a Microsoft conseguisse uma cópia do “algoritmo secreto” do Google, o Google exibiria melhores resultados, simplesmente porque trabalha com uma amostragem maior e mais recente.

Em termos práticos: se você estiver procurando um conteúdo que está em uma página específica do Facebook, do Flickr, do MySpace, do Blogspot ou do Twitter onde você tem maior probabilidade de encontrar esse conteúdo, no Google ou no Bing?

Para responder a essa pergunta, vamos fazer um teste. Quando você digita uma pesquisa com a sintaxe “site:nomedosite.com”, os buscadores retornam as páginas que eles conhecem no site “nomedosite.com”. Vejamos o que Google e Bing mostram, nesta data, quando usamos uma pesquisa com essa sintaxe nos domínios citados:

site:facebook.com
Google: 377.000.000
Bing: 274.000.000 (72,7%)

site:flickr.com
Google: 170.000.000
Bing: 2.340.000 (1,3%)

site:myspace.com
Google: 217.000.000
Bing: 9.570.000 (4,4%)

site:blogspot.com
Google: 313.000.000
Bing: 1.730.000 (0,5%)

site:twitter.com
Google: 89.400.000
Bing: 9.950.000 (11,1%)

Se você fizer esse teste em 100 sites aleatórios, 99 vezes o Google vai mostrar um número estupendamente maior do que o Bing.

Em grande número de vezes, inclusive, o Google conhecerá dezenas de páginas de sites que o Bing sequer sonhou em indexar.

Por isso, permito-me suspeitar que, talvez, o “algoritmo secreto” do Google talvez não seja assim tão superior assim ao dos concorrentes.

Porque, com um índice dessa qualidade, a verdade é que o algoritmo do Google não precisa ser muito melhor do que o dos concorrentes para oferecer resultados consistentemente melhores para a esmagadora maioria das pesquisas realizadas na web.

5 Responses to “Por que o BING não vai roubar um mercado significativo do Google?”

  1. Olá Alexis,

    Eu como um feliz usuário de programas e sistema operacional opensource, pessoalmente, desejo ao bing que não faça “tanto sucesso” quanto o Cuil!

    Há mais de 6 anos que uso softwares livres e o que sempre vejo é que todas as novidades da Microsoft já foram novidades à tempo no mundo opensource – a verdade é, a Microsoft apenas copia não cria!

    Muitos não entendem que Bill Gates só foi conhecido mundialmente por ser um empreendedor excêntrico, e que nem sequer foi a Microsoft quem criou o Windows (apenas comprou da IBM).

    Quanto à testes de catalogamento, mesmo sem gostar do Bing, creio que ainda é cedo para termos uma análise correta também pelo tempo de vida do mesmo (ainda está em fase beta – outro termo bastante utilizado no mundo opensource).

    Eu recebo centenas de mensagens de e-mails por dia do exterior de programas e listas de e-mails e um título geral que encontro em Free Reports é: “A Microsoft pensa que somos idiotas”

    Claro, muitas pessoas vão aderir ao Bing pois não conhecem a história de desenvolvimento forçado da Microsoft (afinal, milhões de pessoas utilizam o Windows e dizem que é o melhor sistema operacional do mundo – quais os outros sistemas operacionais que estas pessoas já usaram para comparar?).

    Enfim, a não ser que apareca outro sistema de busca que inove no mercado eu jamais vou utilizar ativamente outro que não seja o Google – este sim, ganhou o mercado por que inovou, desenvolveu soluções para problemas existentes facilitando a vida de todos, é isto que uma empresa com profissionais competentes faz, cria, não vive só de copiar o que já existe e muito menos querer ostentar que é idéia própria!

    Ainda me lembro de uma versão Windows Opensource que a Microsoft disponibilizou, a intenção dela era atrair os programadores que atuam em programas opensource, que rejeitaram e abandonaram a idéia em menos de uma semana; e a novidade do IE7, que abria páginas em abas, isto já existia há anos em programas opensource; e o desktop imbecil 3D do Vista, até o beryl que há mais de 3 anos foi abandonado ja fazia isto (e é desktop 3D mesmo, não a imitação barata da Microsoft)… nem vou descrever mais as novidades da Microsoft.

    Enfim, bing, bang, cabum!!!

    Obs.: esta é minha opinião baseada no que vejo e na minha experiência, ninguém é obrigado a concordar com ela!

  2. Quanto à testes de catalogamento, mesmo sem gostar do Bing, creio que ainda é cedo para termos uma análise correta também pelo tempo de vida do mesmo (ainda está em fase beta – outro termo bastante utilizado no mundo opensource).

    O índice do Bing é o mesmo do Live Search. Aliás, o Bing é o típico produto da Microsoft: mudaram a interface, passaram um batonzinho e um pó de arroz, pronto, “novo produto” na praça!

    O Bing é o Live Search, talvez com uma ou outra correção de bugs mais grosseiros. Mas continua sendo o típico produto da Microsoft, seguindo a filosofia de privilegiar a opção inútil em detrimento da função principal.

    O índice do Bing é pequeno demais. Portanto, não importa quantos bugs tenha corrigido, na prática é tão ruim quanto o Live Search. Quem quiser competir no mercado de buscas tem que começar por construir uma infraestrutura capaz de produzir e manter um índice tão completo e atualizado tão rapidamente quanto o do Google.

  3. Realmente o bing até que está melhor que o live,porém a algoritimo do google tão citado ainda é o melhor!

  4. É de opinião embasada e inteligente que eu gosto! Excelente artigo!

    =D

  5. Muito interessantes esses números, assim realmente fica difícil ser concorrência séria ao Google. Vamos ver como evolui.

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