Turma da Mônica Jovem #4




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Final do arco “As 4 dimensões mágicas”

Chegamos ao final do primeiro arco de Turma da Mônica Jovem com a sensação de que o dever foi cumprido. O ritmo da estória continua leve e divertido, como os quadrinhos da Mônica devem ser.

Essa edição, ainda mais que as anteriores, abusa inteligentemente da metalinguagem. Em várias páginas você vai ler coisas como “mas você não leu as edições passadas?”, “lá vem a legenda. Isso sem falar nas referências as editoras de quadrinhos de super-heróis, Marvel e DC, principalmente na página 89, quando homenageiam umas das capas de quadrinhos de super heróis mais clichês de todos os tempos, como você pode conferir clicando aqui e aqui.

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Outra coisa que eu tinha mencionado no review passado é a quantidade de referências nerds/pop quem tem nos quadrinhos da Turma da Mônica Jovem. O torneio em que eles tem que lutar nessa edição é claramente inspirado no torneio de artes marciais de Dragon Ball. Faltou só um velho tarado igual ao mestre Kamê apertando os peitinhos da Bulma pra ficar mais engraçado. Tem também referências a Homem Aranha, Scooby Doo… até Michael Jackson entrou na brincadeira!




Há também um outro ponto interessante: Os próprios redatores  da revista se zoam e zoam os personagens. Eles mesmo sacaneam a escolha do novo nome do Anjinho, que virou Céuboy! Os outros personagens zoam ele e ele acaba adotando um nome novo! Parece até que o Maurício de Souza leu meu primeiro review de Turma da Mônica Jovem…

Tem também a primeira aparição de outros personagens clássicos da turma. Penadinho (owwwwnnnnn… :~), Zé Vampir (com um cabelo esquisito), Dona Morte, Seu Juca (queem?), Xaveco, Jeremias ( que está esteriotipado pra caralho!! Alou estúdios Maurício de Souza, já acertaram trocando o nome do “Céuboy”, agora adotem um modelito novo pro Jeremias! Ele parece um mano do hip-hop lá do Bronx…), e, pasmém, o Bidu! “Mas como ele ainda está vivo”? Bem, ele não só está vivo como está com cara de Japonês, mas eu não vou spoilar como ele conseguiu sobrevivem todo esse tempo.

O primeiro arco da Turma da Mônica Jovem foi ótimo. A proposta de fazer os eternos Cebolinha, Cascão, Mônica e Magali crescerem e virarem adolescentes tiveram seus pontos fracos e pontos fortes, mas felizmente os pontos fortes superaram os fracos e o saldo é muito positivo.

Tem um monte de gente que leu e ficou se apegando somente aos pontos fracos pra fazer críticas negativas, há ainda quem não leu e não gostou. Pois eu acho que a tarefa era difícil e foi muito bem feita. Foi uma decisão corajosa do Maurício de mecher em seus eternos personagens. Ele poderia ficar muito bem sem inovar com a Turma, apenas colhendo o fruto de décadas de trabalho bem feito, mas ele resolveu inovar, dar a cara a tapa com um novo produto para um novo público, coisa que poucas editoras e escritores tem coragem de fazer, preferindo ficar na mesmice, vide a atual fase da DC comics, casa do Super Homem, Batman, Mulher Maravilha e cia, mais perdidos que barata tonta em briga de foice no escuro.

A Turma da Mônica Jovem conseguiu juntar o novo público leitor de mangás, o público que já lê as estórias clássicas da turma da Mônica e o público saudosista que leu a Turma na infância e que agora certamente deu no mínimo uma olhada pra ver eles crescidos, e garanto que muitos vão voltar a ler regularmente as novas estórias da Turma da Mônica Jovem porque como disseram Cascão e Magali, “passam-se os anos, mas a cena final continua a mesma, a Mônica correndo atrás do Cebolinha!” (e com direito ao primeiro beijo dos dois eternos amigos/inimigos da rua do Limoreiro! Owwwnnn :~

Parabéns Maurício de Souza.

Nota dessa edição: 9,5

Nota do  arco “As 4 dimensões mágicas”: 10

Leia também:

Turma da Mônica Jovem #1

Turma da Mônica Jovem #2

Turma da Mônica Jovem #3

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