Turma da Mônica Jovem 5



turma-da-monica-jovem-5-capaNa quinta edição da Turma da Mônica Jovem começam as “aventuras do dia-a-dia“, as histórias com seres de outro mundo, objetos mágicos e coisas assim vão ficar por um tempo na geladeira, mas não totalmente de lado, como escreve o próprio Maurício de Souza num recado para os leitores que vem junto a revista.

O problema dessas aventuras do dia-a-dia, pelo menos nessa quinta edição, é que a temática ficou muito restrita ao universo de meninas de uns 11-15 anos na maior parte do tempo. Isso tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom, numa visão comercial, é que atrai e fideliza esse público específico e o lado ruim repele quem não se encaixa nesse perfil. Mas até que isso melhorou depois que o foco da revista mudou pro Cascão e Cebolinha.

Sem querer ser chato, mas já sendo, também acho que estão exagerando demais na linguagem “jovem”, “teen” e “descolada”. Tem horas que os personagens parecem um bando de esteriótipos ambulantes e isso precisa ser revisto. Tudo bem usar gírias, afinal a maioria do adolescentes fala, mas tem que manerar no uso.

Mas agora tá na hora de elogiar. Apesar dos problemas a leitura foi divertida. As piadas que usam metalinguagem (ou seja, aquelas piadas em que os próprios personagens se lembram que são personagens de histórias em quadrinhos) ainda são as melhores e renderam umas boas risadas. Magali chamando a mãe da Mônica de “Dona Coisa”, porque não consegue lembrar o nome dela (apesar de conhece-lá desde criança) foi divertido também. Aliás a Dona Coisa protagonizou o momento nerd da revista quando fez a piadinha com o Lanterna Verde e também com a Mulher Maravilha (pra quem não sabe, quando ela diz “ser mãe nerd é padecer na ilha paraíso ela se refere ao lugar onde a Mulher Maravilha e as Amazonas vivem, a Ilha Paraíso, dãããr), ambos personagens da DC Comics. Perdeu Marvetes!

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Apenas mais uma coisa que eu gostaria de dizer: Quando Mônica, Denise e Magali estão na mata (?!?) e começam a voar aquelas bolas, eu jurava que elas estavam no meio de um paintball. Afinal o cenário estava bem propício e paintball é um jogo/esporte/atividade ou sei lá o que, que está crescendo em popularidade, mas aí na verdade se tratava de um jogo de BASEBALL! Ah, pera lá né, tenha paciência… Campo de Baseball na rua do Limoeiro foi dose!

Nota 8,0


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