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Crepúsculo em versão Mangá



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É, o sucesso dos vampiros vegetarianos da saga Crepúsculo ta rendendo. Depois de ganhar versões no cinema, os livros de Stephenie Meyer vão ganhar uma versão teen crescida versão mangá igual a Turma da Mônica Jovem, onde vão se meter em altas confusões em busca de grandes aventuras!

A própria autora vai supervisionar o roteiro dos mangás, para que fiquem o mais fiel possível ao roteiro dos livros. O desenhista responsável será o coreano Young Kim (por que todo coreano se chama Kim?), que se baseará na descrição dos livros, e não dos filmes, para desenhar os personagens. Ainda não há previsão de lançamento da primeira edição.

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Acompanhe o diálogo que só os inteligentes podem ver

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Não dava pra deixar esse balão em branco passar batido!

Fonte: Universo HQ

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Trailer de Vampire Lesbian Killers

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  1. Marcelo
    July 22nd, 2009 at 16:27 | #1

    Caralho, eu não sei se consigo expressar muito bem por que esse tipo de coisa me deixa muito puto, mas quero tentar.
    Primeiramente, eu nunca li nenhum livro dessa série e nunca vou ler, e isso eu posso dizer com toda a certeza, por que eu não leria isso nem que fosse o último livro do mundo. Tampouco assisti o filme e (adivinhe!) nunca vou assistí-lo também. Mas eu sou um cara chato pra caralho, e por isso tenho brevê pra criticar qualquer coisa, mesmo que eu não tenha nem chegado perto, mesmo que a crítica se baseie quase que totalmente em preconceitos.

    Já de cara eu não gosto de nada que esteja vendendo horrores e que não seja um utilitário doméstico. Por que eu só costumo concordar com a maioria das pessoas quando o assunto é utilidade, em seu sentido mais puro possível. Mas quando o assunto é musica, filme, literatura, enfim, entretenimento, eu não consigo enxergar, e menos ainda compartilhar dessas que deveriam ser experiências maravilhosas, estatisticamente justificadas.
    Agora a parte em que disparo meus preconceitos: Eu acho que literatura de fantasia é a coisa mais imatura da face da Terra e da Terra Média. Eu vou deixar quase que assim mesmo, só com essa afirmação, apenas acrescentando que eu penso assim por ver nesse tipo de literatura apenas um escapismo e nada que me fortaleça, que tenha paralelos, mesmo em níveis sutís, com as situações da minha vida.
    Então eu vejo essa história de vampiro (fantasia) para adolescentes (pessoas imaturas), muito provavelmente recheada de futilidades românticas. Talvez já dê pra entender por que eu não gostei de nada disso já de cara, mas tem mais.
    Todo mundo com um pouco de vivência já sacou há tempos que o que sustenta a indústria do entretenimento são os adolescentes. Eles ficaram um tempo longe dos livros até surgir o Harry Potter. Mas eu não vim avacalhar o Harry Potter, eu poderia mas não quero agora, iria esticar muito num único subtópico. Então os adolescentes aprenderam a ler pra conseguirem ler harry potter, e passaram a gostar de literatura de fantasia. E aí fudeu. O que se segue é naturalmente resultado do gênero literário e público-alvo: descobre-se do que mais esse público-alvo gosta e exploram esse outro formato comercial, revendendo o mesmo produto pras mesmas pessoas, com uma cara diferente – livros, filmes e mangás. “Oh, como você é perspicaz!” – você diria.
    O problema que eu vejo nisso pode parecer coisa de paranóico, maluco e talvez seja mesmo. Penso logo em cultura de massas, sem nenhuma variedade real, que acaba, em nome de dinheiro, deformando aspectos importantes na vida das pessoas: o que é bom acaba sendo aquilo que tem maior exposição, todos acabam gostando das mesmas coisas, e pensam mais ou menos nas mesmas coisas, sentem-se solidarizadas e o ciclo se fecha. Há quem comece a acreditar tanto em determinados conceitos que a perfeição se coloca ao alcançe, e isso é um sentimento muito bom, mas é burrice. O que acontece com quem se recusa a ceder a esse ciclo constitui problema pra mim por que eu me vejo mais fora do que dentro do ciclo e, não sei bem por que, de alguma forma, quase que subconsciente, acho que se um dia o mundo for pro buraco e ninguém conseguir resolver, uma visão bem diferente das coisas vai ser essencial.

  2. Marcelo
    July 22nd, 2009 at 16:33 | #2

    Puta merda! que comentário longo e viajado que ficou essa porra.

  3. July 22nd, 2009 at 21:52 | #3

    Ok, mas em que o escapismo de Harry Potter e Crepúsculo diferem do escapismo de Guia do Mochileiro das Galáxias, Akira ou Eu, Robô? Tudo bem que essas obras que eu citei (as três últimas p*rra!) podem ser consideradas mais “profundas”, mas não deixam de ser escapismo também. Aliás, tirando histórial natural, que história não é escapismo?

  4. Fred
    July 23rd, 2009 at 01:04 | #4

    Serei mais direto que Marcelo. A razão na qual eu nunca lerei e nem assistirei nenhum maldito filme dessa série é simples: primeiro que historias de vampiro ja estão mais que batidas, segundo que nessa maldita série (Prepúcio deveria ser o nome) conseguiram deixar os vampiros, seres que já não eram tão viris 100 vezes mais gays.

  5. Marcelo
    July 23rd, 2009 at 01:18 | #5

    O escapismo segundo o que encontrei na Wikipedia:

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    Escapismo = alívio m. ou distração f. mental de obrigações ou realidades desagradáveis recorrendo a devaneios e imaginações.
    Ou seja,o termo ESCAPISMO significa fuga da realidade.

    ========================================================================

    Esses 3 que você citou aí são bem diferentes entre sí, mas foram criados com grande influência da imaginação. Só que pra mim estão mais pra parábolas do que histórias simplesmente para fugir da realidade. Acho que essas histórias são mais maduras por que usam situações que não existem pra ilustrar lições de valores, de forma indireta, o que pode passar despercebido e fazê-las parecerem só mais umas histórias pra distrair.
    Vou defender meio porcamente os pontos que acho importantes de cada uma dessas histórias. Posso dizer que pelo menos o Guia do Mochileiro é o mais óbvio de todos quando o assunto é transmitir valores através da história. Tem muita crítica ao cotidiano naquela série e até reflexões filosóficas interessantes.
    Quanto a Eu, Robô, o livro é bem diferente do filme, mas eu acho ambos bons. Vou falar do livro, que eu prefiro: é uma série de contos, protagonizados pela inteligentíssima personagem Susan Calvin, sobre problemas que os robôs apresentam em torno das 3 Leis da Robótica criadas pelo escritor Isaac Asimov. No decorrer das histórias, Asimov tem um talento único de fazer o leitor ir pensando cada vez mais profundamente, e o livro foi chegando ao fim enquanto que eu tinha que ir parando de vez em quando pra refletir sobre questionamentos que me surgiam, coisas que dizem respeito à relação ao homem e suas ferramentas, as bases da civilização e as máquinas, dentre outras coisas que não lembro agora.
    Akira – o filme – é o mais difícil, é bastante simbólico e pode até ser interpretado de muitas formas. No momento, não consigo pensar em palavras que possam defender este filme. Mas eu gosto muito dele, não sei exatamente por que, acho as imagens poderosas, é muito diferente do um livro. É meio como o que acontece com 2001, meu filme favorito, com a diferença que 2001 eu já destrinchei muito mais.

    Alguém poderia dizer que qualquer história, por mais besta que seja, pode passar algum valor. Acho que é possível mesmo, mas é quanto a esse valor passado que as histórias se diferem na qualidade. Eu vi o primeiro filme do Harry Potter há anos atrás, no cinema, e lembro de ter percebido cada uma das cenas em que o filme forçava uma identificação com o espectador, e eu via claramente que esse espectador era alguém com capacidade de julgamento simplista, crenças vazias e problemas futeis.
    Não sei se você curte Harry Potter, pode até ser. Já que você é um pouco mais novo que eu, na época que começaram a vender os livros nossas idades faziam mais diferença, eu já tinha 17-18. Mas sério, se você gosta, acho que não gostaria se tivesse começado a ler agora, por exemplo.

  6. Nathalia
    July 24th, 2009 at 12:58 | #6

    juro,isso nunca passou pela minha cabeça! rsrsrsrsrs
    mas pensando bem,com os livros que tenho ja basta pra mim!

  7. Rodrigo Galhano
    July 24th, 2009 at 13:18 | #7

    no final das contas, tudo é gosto pessoal.

    Quanto ao Harry Potter, talvez eu tenha gostado quase que por acidente. Todo mundo que me diz que não gostou, ou é do tipo “não li e não gostei” ou leu o primeiro livro (que embora não seja ruim, é o “menos legal” da série) e não gostou. Eu comecei a ler HP a partir do quarto livro, que minha mãe comprou, sem saber que era o 4°, quando a febre Harry Potter tava começando no Brasil. Aí eu li e gostei muito, e depois corri atrás dos outros. Se eu tivesse começado a ler do começo, quem sabe se eu ia gostar ou não?

    Mas eu acho que HP até tem algumas idéias e valores um pouco mais profundos nos livros. Por exemplo, trata de discriminação. Os bruxos “sangue-ruim” e os trouxas são vistos como inferiores pelos bruxos “puro-sangue”. Tem também a mídia sensacionalista e mentirosa, retratada pela repórter, em outro momento professora do colégio da trama, Rita Skeets, que distorcia e inventava fatos para o seu jornal como bem entendia. Há a sub-trama dos elfos domésticos, que nada mais são que escravos dos bruxos, vivem para servi-los, não recebem salário, são maltratados e se seus donos morrem eles também tem que morrer com os donos ou são tratados como herança. Tem mais coisas, mas não me lembro agora. Além disso, é covardia comparar os filmes do Harry Potter com os livros. Eu gosto dos filmes, mas eles são o resumo do resumo dos livros.

  8. July 25th, 2009 at 12:10 | #8

    Minha irmã tem o livro mais nem me dá vontade de ler,a verdade é que nunca fui muito chegado em histórias com vampiros e bruxos(por isso nunca encostei um dedo em um livro do Harry Potter),acho que minha literatura está mais chegada para livros nacionais,sem aquele “Escapismo”(Agente aprende cada coisa aqui).
    Obs:Também não consigo resistir a balões em branco,sempre vem a idéia de fazer uma gracinha.

  1. August 5th, 2009 at 23:22 | #1