
Faz tempo que eu não faço um review da revista Dimensão DC, o melhor mix de quadrinhos atualmente no mercado. Como vocês lembram (ou não), depois de Guerra dos Anéis, o autor Geoff Johns resolveu recontar e atualizar a origem de Hal Jordan. Além disso também começaram a ser publicadas as histórias do Gladiador Dourado, também escritas por Johns.
Lanterna Verde

Nessa 11° edição chegamos na terceira parte do arco “Origem Secreta“. As outras duas partes não estavam ruins, mais faltava um pouco de ação, o que nesse tem de sobra, além de momentos engraçados proporcionados pela entrada de Killowog na trama, responsável pelo treinamento nos novos lanternas verdes. O roteiro está muito bom, como é o de costume nas histórias contadas por Johns, que sabe equilibrar como poucos ação, humor e drma. Uma ótima oportunidade para quem não conhece o personagem passar a conhecer a sua origem.
Não posso deixar de falar também do ótimo trabalho da equipe de arte da revista. O desenhistas Ivan Reis, além de desenhar muito bem, tem bastante criatividade da hora de criar os alienígenas “figurantes” que aparecem na história
Origem Secreta parte 3
Roteiros: Geoff Johns Arte: Ivan Reis
Arte-final: Oclair Albert Cores: Randy Mayor
Nota 9
Arquivos Confidenciais SJA

Assim como Liga da Justiça, a Sociedade de Justiça da América também possuiu sua série de histórias “confidenciais”, e assim como as da Liga, as da Sociedade são sofríveis, ao menos por julgar pelas histórias focadas no Lanterna Verde Original do universo DC, o Alan Scott, que não faz parte da Tropa dos Lanternas Verdes e não está ligado ao fatos que vem ocorrendo com estes (com a tropa, cacilds!), como a Guerra dos Anéis.
O arco “Fantasmas dos Natais Passados” é encheção de linguiça. O autor tenta explorar a relação de pai e filho entre Scott e sua falecida filha, Jade, e a culpa por dele por ter vivido tão pouco tempo ao lado dela e não ter ajudado a criá-la. No meio disso temos alguma troca de sopapos com Vandal Savage, o vilão, sem nenhuma motivação (a rima não foi intencional, acredite), parecendo que queria apenas praticar seu instinto natural de vilania e estragar o dia dos heróis, fazendo o de sempre: estraga um dia de festa, assusta a todos, pega um ou outro de refém, e no final acaba nocauteado e preso pela polícia (?!?)
Fantasmas dos Natais Passados
Roteiros: Junior Thomas Arte: Staz Johnson & Mike Norton
Arte-final: Rodney Ramos & Mike Norton Cores: Alan Passalaqua
Nota 5
Tropa dos Lanternas Verdes

Enquanto a origem de Hal Jordan é recontada, a revista da Tropa dos Lanternas Verdes continua mostrando a Tropa pós-Guera dos Anéis. Mongul se apoderou de vários anéis amarelos e começa a usá-los em benefício próprio. Os Lanternas foram atrás desses anéis, para capturá-los e prendê-los em OA.
A trama está bem aventuresca, com um clima de exploração espacial, que é justamente o que pede uma revista sobre a Tropa dos Lanternas. O Roteirista Peter Tomasi faz um trabalho competente, mantendo a atenção do leitor até o fim. A arte está boa, só que há momentos que chegam a ser quase constrangedores, como nas páginas 27, 28, 31, 35 e 36, onde se percebe que o desenhista tem uma grande dificuldade em desenhar rostos. Repare o mesmo problema na capa. O Lanterna Kyle Rainier parece mais um c]ao nervoso mostrando os dentes do que qualquer outra coisa.
Roteiros: Peter J. Tomasi Arte: Patrick Gleason & Mike Norton
Arte-final: Drew Geracy Cores: Guy Major
Nota 8,5
Gladiador Dourado

Já fiz um review-resumão das primeiras edições de Gladiador Dourado, na qual eu dei nota 10 pra histórias escritas por Geoff Jhons, num projeto que parecida um tanto suicida: Dar uma revista mensal para um personagem de segundo escalão da DC. Jhons surpreendeu as histórias do Gladiador seguem excelentes.
Jhons vem explorando a viangens no tempo dentro da cronologia DC, e vem fazendo coisas bem ousadas, como matar mais da metade dos heróis da editora, alterando a “realidade” do Universo (Universo, Multiverso, quem entende isso?) DC . Isso cria situações interessantes, como nessa edição, onde a Liga da Justiça Internacional é reativada pelo Besouro Azul e pelo Gladiador Dourado, como última chance para salvar o dia, o universo e tudo o mais. O resultado é ótimo, mas não sei se quem não leu ao menos algumas coisas dessa Liga da Justiça escrachada dos anos 90 vai achar a mesma graça na história comparado com quem leu.
Concerteza a maioria dos leitores está esperando pra ver com Jhons vai desfazer a bagunça temporal que ele mesmo fez, e se alguma dessas mudanças vai ser adotada nas outras revistas da DC, como algum personagem morto ou ressucitado. Aguardemos.
Azul e Dourado cap. 4: Reunindo toda a turma
Roteiros: Geoff Johns & Jeff Katz Arte: Dan Jurgens
Arte-final: Norm Rapmund Cores: Hi-Fi
Nota 10
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