Dimensão DC: Lanterna Verde #14
Mais uma boa edição da revista Dimensão DC, embora o nome mais adequado para ela fosse simplesmente “Lanterna Verde” ou “Tropa dos Lanternas Verdes”, mas uarévaa.
Lanterna Verde (Green Lantern 34)
Roteiro: Geoff Jhons – Arte: Ivan Reis (desenhos), Oclair Albert e Ivan Reis (arte-final) e Randy Mayor (cores)
Sexta parte do retcon que conta como Hal Jordan se tornou um Lanterna Verde. Ver Jordan sendo treinado, lutando e até sendo camarada do Sinestro, que mais tarde se tornaria seu maior inimigo (e isso não é spoiler) é bem interessante e divertido, e sempre lembrando que o roteirista, Geoff Jhons, além de estar atualizando as origens de Hal Jordan e da Tropa dos Lanternas como um todo, também está inserindo elementos que serão mais tarde vistos em Blackest Night, como o alienígena bombadão-chapa-quente Attrocitus, que está na terra atrás de um “portal”.
Jhons está fazendo um ótimo trabalho nesse retcon, mas sinceramente não vejo a hora das histórias do Lanterna voltarem para o tempo normal da cronologia. A próxima edição, com Jordan e Sinestro tomando um passa-fora dos Guardiões parece que vai ser boa, mas siceramente espero que seja a última parte do arco Origem Secreta.
Nota 9.0
Tropa dos Lanternas Verdes (Green Lantern Corps 28)
Roteiro: Peter J. Tomasi – Arte: Luke Ross (desenhos), Fabio Laguna (arte-final) e Nei Ruffino (cores)
Enquanto a revista do Lanterna Verde fica mostrando o passado de Jordan, a revista da Tropa mostra a reorganização dos Lanternas após a Guerra dos Anéis (ou Sinestro Corp Wars, como preferir), curiosamente sem em nenhum momento falar sobre o que Hal Jordan está fazendo no “presente” da cronologia. Essa história segue mais ou menos o roteiro de todas as edições escritas pelo Peter Tomasi: Deu um problema, os lanternas Guy Gardner e Kyle Rayner conversam, dessa vez com a presença de Salaak e Killowog, Gardner faz umas piadinhas e depois todos partem para chutar a bunda de alguns ET’s da Tropa Sinestro. Dessa vez eles contaram com a ajuda também de um novo (?) personagem, o lanterna Saarek, que tem o dom de falar com os mortos, o que indica que talvez ele tenha uma participação importante em blackest night.
Apesar do roteiro sem sempre mais ou menos a mesma coisa, as histórias da tropa são sempre divertidas e aventurescas, e essa não deixou a desejar, apesar de que houve uma forçada de barra legal nessa edição: Os lanternas tem que caçar um assassino que está matando os familiares dos novos recrutas da Tropa. E como ele sabe quem são os familiares dos recrutas? Tem um símbolo bem grande e verde da tropa na porta da casa dos novos recrutas! Pô champs, pegou pesado hein! É a mesma coisa que colocarem na porta da casa de um policial uma placa dizendo “Aqui mora um PM e toda a sua família feliz!”…
Mas se você ignorar esse deslize a história flui bem, porém na arte também há uns deslizes. Na página 47 o Gardner aparece sem um pedaço da perna, e na página seguinte aparece um vulto junto com os lanternas em OA. Esse vulto não fala nada, aparece em dois quadros e sai de cena, a única coisa que da pra perceber é que ele parece um macaco gigante. Quem entendeu que diabos foi isso me explica, por favor!
Nota 8.5

O Bravo e o Audaz (The Brave & The Bold 21)
Roteiro: David Hine – Arte: Doug Braithwaite (desenhos), Bill Reinhold (arte-final) e Art Lyon (cores)
Quando O Bravo e o Audaz estreiou em DC#12 eu pensei que se tratasse de um tapa buraco ao pior estilo JLA Classified ou Miss Marvel da vida. Mas que feliz engano! O Bravo e o Audaz com Hal Jordan e Vingador Fantasma é muito bom. Roteiro envolvente e criativo e arte excelente. No começo estranhei um pouco o traço um pouco “sujo” de Doug Braith%&%$ (o nome difícil), que inclusive deixou o Hal Jordan com uma cara meio de velho, mas quando você se acostuma consegue apreciar o traço do cara, que é matador.
O Vingador Fantasma e o Hal tem que ir para um planeta distante investigar qual a conexão que este tem com uma previsão feita por uma garotinha, que nasceu com deformidades devido a experiências genéticas, sobre a destruição de Terra. Chegando ao planeta alienígena, Hal e o Vingador conhecem o Lanterna Verde local e aí eles se unem para investigar alguns crimes corriqueiros e acabam esbarrando em algo muito maior. Nessa edição há ainda a adição (rá, gostaram da rima?) do Arqueiro Verde no finalzinho da história. Tô muito afim de ler a conclusão mês que vem.
Nota 9.5
Gladiador Dourado (Booster Gold 11)
Roteiro: Chuck Dixon – Arte: Dan Jurgens (desenhos), Norm Rapmund (arte-final) e HI-FI (cores)
Vou parecer uma puta paga um fanboy safado por falar isso, mas que seja. Depois de dez excelentes edições nas mãos de Geoff Jhons a revista do Gladiador tem seu roteiro assinado por Chuck Dixon e a queda de qualidade é bem perceptível. Foi a primeira vez que ao acabar de ler fiquei com aquela sensação de “Acabou? É só isso”. A questão das viagens no tempo também ficou um pouco mais complica nas mãos de Dixon, e foi a primeira vez que tive que reler a história do Gladiador para conseguir entender o que diabos tinha acontecido.
Mas ao menos os desenhos ainda estão por conta de Dan Jurgens, Rapmund e HI-FI (quem?) o que deixa a troca de roteiristas um pouco mais suave, além de manter a identidade visual das edições anteriores. Ao menos o Chuck Dixon deixou um belo de um gancho para a próxima edição, que promete ser bem melhor.
Nota 7.0























