Os últimos dias do Homem-Animal (partes 1, 2 e 3)
Roteiro: Gerry Conway
Arte: Chris Batista
No número 17 da revista Dimensão DC começaram a ser publicados os capítulos da mini-série (creio eu) “Os últimos dias do Homem-Animal“, juntamente com as histórias já habituais do mix, Lanterna Verde, Tropa dos Lanternas Verdes e Gladiador Dourado.
Falando em Gladiador Dourado, uma pequena pausa para falar sobre ela. Apesar da série ter caído vertiginosamente (uh, falei bonito!) de qualidade depois da saída de Geoff Jhons dos roteiros, foi uma falta de respeito da Panini com os leitores em interromper o atual arco pela metade e só voltar a publicá-lo daqui há meses. Custava acabar esse arco antes de publicar Homem-Animal? Apesar da falta de respeito, acredito que os leitores saíram ganhando, porque a história do Homem-Animal que está sendo publicada está muito melhor do que a fase atual do Gladiador.
Os últimos dias do Homem-Animal ocupa o espaço geralmente dedicado as “encheções de linguiça” nas revistas mixes da Panini. Uma ou duas histórias principais boas ou com apelo comercial mais forte, como é o caso de LV e Tropa dos LV em Dimensão DC, e outras de menor apelo ou qualidade. Mas “Os últimos dias…” não está apenas fazendo volume, não mesmo!
Pois bem, eu nunca tinha lido nada sobre o Homem-Animal*, apenas uma participação especial dele em algum tie-in muito ruim de “Crise Infinita“, que nem dei muita atenção, embora agora eu planeje rever isso. A história de “Os últimos dias…” é muito boa, fazendo você esquecer completamente da atual fase de grandes sagas da DC, como “A noite mais densa” ou “Crise Final“.
A história é fácil de entender mesmo para quem não conhece praticamente nada do personagem, como eu. Avançando alguns anos no futuro Buddy Baker, o Homem-Animal, já não é mais um jovem super-herói, ele está envelhecendo e começa a perder seus poderes, e ele não consegue aceitar o fato de deixar de tê-los, de perder aquilo que o faz especial, após anos de lutas contra vilões superpoderosos como levar uma vida normal, sem poderes, sem aventuras, sem ser especial?
Enquanto o Buddy Baker faz todo o possível para recuperar seus poderes, ele vai aos poucos percebendo tudo o que ele foi deixando de lado durante sua vida de super-herói: Seu relação com a esposa, a vida dos seus filhos, enfim, tudo aquilo o que ele classificava como “prioritário”, mas que sempre ficava em segundo plano enquanto o Homem-Animal vivia suas aventuras.
Para complicar um pouco mais as coisas, dois novos vilões aparecem e ele acaba se envolvendo com uma outra pessoa. Incrível como mesmo os vilões sendo bem clichês (querem dinheiro, poder, etc) conseguem ser interessantes, principalmente a vilã Prismatik. Isso sem falar também no novo Lanterna Verde da Terra (não se esqueça que a história se passa no futuro) e na nova/velha formação da “Liga da Justiça“.
Gostei muito do trabalho da dupla Gerry Conway e Chris Batista, gostei principalmente do trabalho de Conway, que eu não conhecia. Vou passar a prestar mais atenção nos trabalhos dele e com certeza procurarei mais coisas do Homem-Animal por causa do ótimo trabalho dele com essa mini-série.
Nota 9,5
*Talvez, assim como eu, vocês se lembrem do personagem em um episódio da Liga da Justiça Ilimitada, em que a Mulher-Maravilha é transformada em uma porca, a porca-maravilha (hauehuaheuahe) e o Batman chama o Homem-Animal para ajudar a encontrá-la, mas pelo que eu li o personagem é bem diferente, tanto no visual como na personalidade.



Rodrigo, se eu não me engano o personagem que o Bátema chama nesse episódio da liga, pra ajudar a achar a Porca Maravilha é o Fera Bwana, outro personagem da DC, por isso voce achou tão diferente.
Também estou gostando bastante dessa série do Homem Animal. Vai durar pouco, pois é uma mini em 6 partes lá fora, ou seja, só faltam 3 pra acabar, mas é até melhor assim, do que ser um título mensal que começa legal e depois de uns arcos despenca na qualidade (cof, cof, Gladiador Dourado, cof, cof..)
Ainda sobre a revista, as duas séries dos Lanternas Verdes cresceram bastante nesse último número (18), voltando a ficar empolgantes. Já tava pensando em abandonar esse mix, mas com a entrada (mesmo temporária) do Homem Animal e a melhoria das estórias principais a revista deu um belo “UP”
Por que diabos a DC tem dois personagens com praticamente os mesmos poderes (fora a Vixen!) e ainda parecidos fisicamente? Putz…
Pô, eu to gostando das histórias dos Lanternas, só tava meio chato quando estavam recontando as origens do Jordan, demorou muito, mas mesmo nesse durante esse arco a tropa dos lanternas estava segurando bem o mix. A única coisa que não gosto nas histórias da tropa é o desenho do Gleason. Sério mesmo que não tinha ninguém melhor para chamar para um título tão importante?
Na verdade o Fera Bwana e o Homem Animal tem poderes bem diferentes, só que pra esse desenho acho que alteraram os poderes do Fera Bwana, se não me engano. E parecidos fisicamente? Err…. Compare vc mesmo…
http://www.articulateddiscussion.com/image.axd?picture=2009%2F12%2FAnimalManBwanaBeast1.jpg
E os desenhos do Gleason não me incoodam não. Claro que ele não é um Ivan Reis, mas não é de todo ruim.