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Os últimos dias do Homem-Animal (#1,#2 e #3)

March 5th, 2010 3 comments

Os últimos dias do Homem-Animal (partes 1, 2 e 3)

Roteiro: Gerry Conway

Arte: Chris Batista

No número 17 da revista Dimensão DC começaram a ser publicados os capítulos da mini-série (creio eu) “Os últimos dias do Homem-Animal“, juntamente com as histórias já habituais do mix, Lanterna Verde, Tropa dos Lanternas Verdes e Gladiador Dourado.

Falando em Gladiador Dourado, uma pequena pausa para falar sobre ela. Apesar da série ter caído vertiginosamente (uh, falei bonito!) de qualidade depois da saída de Geoff Jhons dos roteiros, foi uma falta de respeito da Panini com os leitores em interromper o atual arco pela metade e só voltar a publicá-lo daqui há meses. Custava acabar esse arco antes de publicar Homem-Animal? Apesar da falta de respeito, acredito que os leitores saíram ganhando, porque a história do Homem-Animal que está sendo publicada está muito melhor do que a fase atual do Gladiador.

Os últimos dias do Homem-Animal ocupa o espaço geralmente dedicado as “encheções de linguiça” nas revistas mixes da Panini. Uma ou duas histórias principais boas ou com apelo comercial mais forte, como é o caso de LV e Tropa dos LV em Dimensão DC, e outras de menor apelo ou qualidade. Mas “Os últimos dias…” não está apenas fazendo volume, não mesmo!

Pois bem, eu nunca tinha lido nada sobre o Homem-Animal*, apenas uma participação especial dele em algum tie-in muito ruim de “Crise Infinita“, que nem dei muita atenção, embora agora eu planeje rever isso. A história de “Os últimos dias…” é muito boa, fazendo você esquecer completamente da atual fase de grandes sagas da DC, como “A noite mais densa” ou “Crise Final“.

A história é fácil de entender mesmo para quem não conhece praticamente nada do personagem, como eu. Avançando alguns anos no futuro Buddy Baker, o Homem-Animal, já não é mais um jovem super-herói, ele está envelhecendo e começa a perder seus poderes, e ele não consegue aceitar o fato de deixar de tê-los, de perder aquilo que o faz especial, após anos de lutas contra vilões superpoderosos como levar uma vida normal, sem poderes, sem aventuras, sem ser especial?

Enquanto o Buddy Baker faz todo o possível para recuperar seus poderes, ele vai aos poucos percebendo tudo o que ele foi deixando de lado durante sua vida de super-herói: Seu relação com a esposa, a vida dos seus filhos, enfim, tudo aquilo o que ele classificava como “prioritário”, mas que sempre ficava em segundo plano enquanto o Homem-Animal vivia suas aventuras.

Para complicar um pouco mais as coisas, dois novos vilões aparecem e ele acaba se envolvendo com uma outra pessoa. Incrível como mesmo os vilões sendo bem clichês (querem dinheiro, poder, etc) conseguem ser interessantes, principalmente a vilã Prismatik. Isso sem falar também no novo Lanterna Verde da Terra (não se esqueça que a história se passa no futuro) e na nova/velha formação da “Liga da Justiça“.

Gostei muito do trabalho da dupla Gerry Conway e Chris Batista, gostei principalmente do trabalho de Conway, que eu não conhecia. Vou passar a prestar mais atenção nos trabalhos dele e com certeza procurarei mais coisas do Homem-Animal por causa do ótimo trabalho dele com essa mini-série.

Nota 9,5

*Talvez, assim como eu, vocês se lembrem do personagem em um episódio da Liga da Justiça Ilimitada, em que a Mulher-Maravilha é transformada em uma porca, a porca-maravilha (hauehuaheuahe) e o Batman chama o Homem-Animal para ajudar a encontrá-la, mas pelo que eu li o personagem é bem diferente, tanto no visual como na personalidade.

Dimensão DC: Lanterna Verde #14

November 27th, 2009 No comments

Mais uma boa edição da revista Dimensão DC, embora o nome mais adequado para ela fosse simplesmente “Lanterna Verde” ou “Tropa dos Lanternas Verdes”, mas uarévaa.

green lantern 34 coverLanterna Verde (Green Lantern 34)

Roteiro: Geoff Jhons – Arte: Ivan Reis (desenhos), Oclair Albert e Ivan Reis (arte-final) e Randy Mayor (cores)

Sexta parte do retcon que conta como Hal Jordan se tornou um Lanterna Verde. Ver Jordan sendo treinado, lutando e até sendo camarada do Sinestro, que mais tarde se tornaria seu maior inimigo (e isso não é spoiler) é bem interessante e divertido, e sempre lembrando que o roteirista, Geoff Jhons, além de estar atualizando as origens de Hal Jordan e da Tropa dos Lanternas como um todo, também está inserindo elementos que serão mais tarde vistos em Blackest Night, como o alienígena bombadão-chapa-quente Attrocitus, que está na terra atrás de um “portal”.

Jhons está fazendo um ótimo trabalho nesse retcon, mas sinceramente não vejo a hora das histórias do Lanterna voltarem para o tempo normal da cronologia. A próxima edição, com Jordan e Sinestro tomando um passa-fora dos Guardiões parece que vai ser boa, mas siceramente espero que seja a última parte do arco Origem Secreta.

Nota 9.0

green lantern corps 28 cover-largeTropa dos Lanternas Verdes (Green Lantern Corps 28)

Roteiro: Peter J. Tomasi – Arte: Luke Ross (desenhos), Fabio Laguna (arte-final) e Nei Ruffino (cores)

Enquanto a revista do Lanterna Verde fica mostrando o passado de Jordan, a revista da Tropa mostra a reorganização dos Lanternas após a Guerra dos Anéis (ou Sinestro Corp Wars, como preferir), curiosamente sem em nenhum momento falar sobre o que Hal Jordan está fazendo no “presente” da cronologia. Essa história segue mais ou menos o roteiro de todas as edições escritas pelo Peter Tomasi: Deu um problema, os lanternas Guy Gardner e Kyle Rayner conversam, dessa vez com a presença de Salaak e Killowog, Gardner faz umas piadinhas e depois todos partem para chutar a bunda de alguns ET’s da Tropa Sinestro. Dessa vez eles contaram com a ajuda também de um novo (?) personagem, o lanterna Saarek, que tem o dom de falar com os mortos, o que indica que talvez ele tenha uma participação importante em blackest night.

Apesar do roteiro sem sempre mais ou menos a mesma coisa, as histórias da tropa são sempre divertidas e aventurescas, e essa não deixou a desejar, apesar de que houve uma forçada de barra legal nessa edição: Os lanternas tem que caçar um assassino que está matando os familiares dos novos recrutas da Tropa. E como ele sabe quem são os familiares dos recrutas? Tem um símbolo bem grande e verde da tropa na porta da casa dos novos recrutas! Pô champs, pegou pesado hein! É a mesma coisa que colocarem na porta da casa de um policial uma placa dizendo “Aqui mora um PM e toda a sua família feliz!”…

Mas se você ignorar esse deslize a história flui bem, porém na arte também há uns deslizes. Na página 47 o Gardner aparece sem um pedaço da perna, e na página seguinte aparece um vulto junto com os lanternas em OA. Esse vulto não fala nada, aparece em dois quadros e sai de cena, a única coisa que da pra perceber é que ele parece um macaco gigante. Quem entendeu que diabos foi isso me explica, por favor!

Nota 8.5

the brave & the bold 21 cover-large

O Bravo e o Audaz (The Brave & The Bold 21)

Roteiro: David Hine – Arte: Doug Braithwaite (desenhos), Bill Reinhold (arte-final) e Art Lyon (cores)

Quando O Bravo e o Audaz estreiou em DC#12 eu pensei que se tratasse de um tapa buraco ao pior estilo JLA Classified ou Miss Marvel da vida. Mas que feliz engano! O Bravo e o Audaz com Hal Jordan e Vingador Fantasma é muito bom. Roteiro envolvente e criativo e arte excelente. No começo estranhei um pouco o traço  um pouco “sujo” de Doug Braith%&%$ (o nome difícil), que inclusive deixou o Hal Jordan com uma cara meio de velho, mas quando você se acostuma consegue apreciar o traço do cara, que é matador.

O Vingador Fantasma e o Hal tem que ir para um planeta distante investigar qual a conexão que este tem com uma previsão feita por uma garotinha, que nasceu com deformidades devido a experiências genéticas, sobre a destruição de Terra. Chegando ao planeta alienígena, Hal e o Vingador conhecem o Lanterna Verde local e aí eles se unem para investigar alguns crimes corriqueiros e acabam esbarrando em algo muito maior. Nessa edição há ainda a adição (rá, gostaram da rima?) do Arqueiro Verde no finalzinho da história. Tô muito afim de ler a conclusão mês que vem.

Nota 9.5

booster-gold-11 Gladiador Dourado (Booster Gold 11)

Roteiro: Chuck Dixon – Arte: Dan Jurgens (desenhos), Norm Rapmund (arte-final) e HI-FI (cores)

Vou parecer uma puta paga um fanboy safado por falar isso, mas que seja. Depois de dez excelentes edições nas mãos de Geoff Jhons a revista do Gladiador tem seu roteiro assinado por Chuck Dixon e a queda de qualidade é bem perceptível. Foi a primeira vez que ao acabar de ler fiquei com aquela sensação de “Acabou? É só isso”. A questão das viagens no tempo também ficou um pouco mais complica nas mãos de Dixon, e foi a primeira vez que tive que reler a história do Gladiador para conseguir entender o que diabos tinha acontecido.

Mas ao menos os desenhos ainda estão por conta de Dan Jurgens, Rapmund e HI-FI (quem?) o que deixa a troca de roteiristas um pouco mais suave, além de manter a identidade visual das edições anteriores. Ao menos o Chuck Dixon deixou um belo de um gancho para a próxima edição, que promete ser bem melhor.

Nota 7.0

Dimensão DC #12: Lanterna Verde

September 14th, 2009 1 comment

Dando uma olhada no Twitter encontrei um review para Dimensão DC #12 do site Comic Pod. Achei interessante, embora discorde de alguns pontos. Segue o review e depois o meu comentário.

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Lanterna Verde: Dando continuidade em ‘Origem Secreta’, Johns continua introduzindo elementos relacionados à nova mitologia do personagem, a cena do primeiro encontro entre Sinestro e Hal é apresentada novamente aqui, algo que o escritor já havia desenvolvendo desde “Lanterna Verde: Renascimento”. O diálogo muito bem trabalhado e amarrado, mostra a tensão entre os personagens que logo de cara não se gostam. A história da edição é a seguinte: Hector Hammond sofre um acidente que aparentemente lhe concede poderes mentais…
Johns
joga todo o suspense do que vai acontecer para a próxima edição, e não há como culpá-lo, ele aproveitou mesmo a mensal para desenvolver mais um pouco os personagens. Considero na média essa edição.

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Tropa dos Lanternas Verdes
:  Peter Tomasi já foi um dia um bom escritor, não sei o que diabos pode ter acontecido com ele, mas essa edição da Tropa é de longe um dos seus piores trabalhos. Em uma edição onde permaneceu a pancadaria, Tomasi comete vários erros, e não consegue nem mesmo redimi-los usando o humor rude de Mongul. No balanço final do arco, o que podemos concluir é o seguinte: valeu mesmo toda essa enrolação para a morte de um membro da Tropa e a adição de outro? Desnecessário, sem duvida alguma… e por favor, Clemência Negra como membro da Tropa foi uma das coisas mais ridiculas do ano, indicada para o trofeu vergonha alheia! Edição fraca, muito fraca, podemos concluir que Tomasi não é o escritor ideal para a Tropa atualmente.

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O Bravo e o Audaz:
Uma surpresa bem-vinda, diga-se de passagem, enquanto fica um espaço no mix do Lanterna, veremos quais tapa-buracos a querida editora Panini vai publicar de tempos em tempos. O competente David Hine é que conduz a história que aparentemente nos dá a impressão de que mergulharemos diretamente no universo de magia da DC, e nos engana levando para uma aventura espacial! Apesar de não gostar do desenhos, Hine inicia o arco com um roteiro bem amarrado, desenvolve os personagens e lança alguns mistérios, e nos deixa ansiosos para a próxima edição!

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Gladiador Dourado: E fechando o mix temos o herói do século 25 tentando arrumar a bagunça que ele próprio causou na linha temporal. E, desde o inicio, Rip Hunter já o avisava que não se pode alterar o passado, e isso se confirma aqui. Para que tudo volte ao normal de novo, Ted Kord, o Besouro Azul, deve permanecer morto. Johns escreve com sensatez e nos presenteia com uma trama muito bem elaboroda que envolve o leitor, e na próxima edição teremos o defecho do arco.

A mensal do Lanterna esse mês está otima, acredito que a Tropa não conseguiu estragar tanto assim… mentira estragou sim…”

Nota:5.5

***

Meus comentários:

Eu acompanho Dimensão DC e recentemente li a edição 12 e tenho que discordar de você. Nota 5,5 é muito baixa para essa edição. Gostei de todas as histórias, até mesmo a da Tropa, que normalmente não é tão boa, essa última parte do arco atual eu gostei bastante. Também achei estranho a Clemência Negra virar um membro da Tropa (isso foi uma baita spoiler pra quem não leu ainda hein?), mas que coisa, estamos falando da TROPA DOS LANTERNAS VERDES! Vou falar uma coisa que pode ser clichê, mas não existe personagem ruim (ok, existem alguns), mas sim personagem mal escrito. Quer uma prova? Quem diria que uma revista SOLO do Gladiado Dourado poderia ser tão boa? Méritos ao roteirista Geoff Jhons.

Minha nota? 9,5 pra edição, como um todo.

Gladiador Dourado por Geoff Johns

May 1st, 2009 7 comments

Você, que é um bom leitor de HQ´s de super – heróis, deve saber que no ano passado a Panini teve a abençoada idéia de reunir todas as histórias que envolviam os lanternas verdes numa única revista. Tendo como grande atrativo a saga “A guerra dos Anéis“, escrita por Tolkien Geoff Johns a revista rapidamente (e facilmente também, diga-se de passagem) se tornou a melhor revista de super – heróis sendo publicada no Brasil.

gladiador dourado booster gold

Depois do fim da Guerra dos Anéis a revista passou a contar com menos histórias sobre os lanternas verdes e recebeu a adição das novas histórias do Gladiador Dourado, escritas também por Geoff Johns, mas dessa vez com a parceria de Jeff Katz nos roteiros. Eu gosto do personagem, mas quando vi que o mote principal seriam viagens no tempo, na já complicadíssima cronologia da DC pensei comigo mesmo, “isso vai dar merda”. Hoje, depois de ler Dimensão DC #8, que conta com o fim do primeiro arco do Gladiador e a volta da revista pro número zero (mas já?!?) sabe o que eu acho?
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