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Estourem o Champanhe (ou não)!

August 24th, 2009 5 comments

wsvertigo

Desde sexta-feira que estava com um Boletim Panini Extra na minha caixa de emails pra ler, mas não tive tempo pra isso. Fiquei bem curioso, porque eles nunca tinham enviado um boletim extra. O que poderia ser?

Fiquei de queixo caído quando o abri e li a notícia: A Panini publicará as revistas da Vertigo e Wildstorm no Brasil!!! Até me esqueci que o Flamengo perdeu de novo!  A última empresa que lançou Vertigo e Wildstorm no Brasil foi a Ediouro, através da Pixel.

No final do ano passado a Pixel parou de lançar TODAS as revistas desses dois selos, não deram nenhum comunicado oficial para os leitores (ou se fizeram, levaram meses) e anunciaram que continuariam publicando apenas uma revista, a então lançamento Luluzinha Teen. Não preciso nem dizer que eu e 99,9% dos ex-consumidores da Pixel queremos que Luluzinha Teen (que veio na aba do sucesso de Turma da Mônica Jovem) seja um fracasso e que a Pixel vá a falência e suma da face de terra. Quem não tem respeito pelo consumidor não merece respeito também.

Entretanto, lendo os comentários da ex-comunidade (?) da Pixel no Orkut, e também os comentários do site MDM, algumas pessoas levantaram pontos interessantes: A Panini lança o primeiro volume de alguns encadernados e depois os leitores ficam sem saber QUANDO e SE ela lançará os próximos voumes, vide os títulos Biblioteca Histórica Marvel e Starman. Falando em Starman, na época do lançamento, o primeiro volume do encadernado do personagem custava R$ 62,00, um preço proibitivo para a maioria dos Brasileiros. Aliás, esse é o motivo de eu não comprar muitos dos bons encadernados que a Panini lança: Os preços. A dica é esperar alguns meses pra baixar os preços ou pegar promoções.

O problema dessa “técnica” é que, com a baixa vendagem nos primeiros meses, a editora pode cancelar os lançamentos futuros… Acho que o caminho é fazer como a própria Panini fez com a versão definitiva de Watchmen: Lançar dois modelos, um de luxo, caríssimo, com capa dura, papel especial e etc (para colecionades exigentes) e outro divido em duas edições, com capa cartonada e um papel um pouquinho mais inferior.

De qualquer maneira é uma ótima notícia. Já estava pensando em importar os encadernados de Fábulas pela Amazon, o que me daria um grande trabalho, já que não tenho cartão de crédito internacional (nerd pobre detected). Além de Fábulas quero muito ler Y – The Last Man e Hellblazer (mais conhecido por aqui como Constantine).

Sem mais, desejo boa sorte a Panini.

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Pixel segue com futuro indefinido

February 6th, 2009 3 comments

Hoje recebi um email de uma funcionária da Ediouro.  Perguntei a ela como ficariam os lançamentos da Pixel,  se eles iriam ser cancelados, se iam continuar mas com modificações… Eis a resposta que recebi:

Oi Rodrigo,

Estamos aguardando algumas decisões da Diretoria do Grupo Ediouro sobre esses lançamentos.

Assim que tivermos essas respostas comunicaremos a todos no site da Pixel e também na comunidade do orkut dedicada a Editora.

Abraços,

O Leitor Voraz

É uma resposta que não fode nem sai de cima que não diz nada, mas pensei que poderia ser pior: A decisão de cancelar os lançamentos da Pixel poderia já estar sacramentada. Ainda há alguma esperança.

Fábulas Pixel 4

February 4th, 2009 4 comments

fábulas-pixel-4-prometheaHá alguns dias atrás chegou às bancas Fábulas Pixel 4, em meio a incerteza da continuidade ou não dos lançamentos da Vertigo, Wildstorm e ABC no Brasil pela Pixel/Ediouro, incerteza que começou após a demissão do editor Cassius Medauar, em Dezembro. No meio desse clima, Promethea, que antes era publicada na Pixel Magazine, estréia em Pixel Fábulas.

Promethea

Roteiros: Alan Moore

Arte: J. H. Willians III e Mick Gray

Assim como Sandman Apresenta: Fúrias, quem não acompanhou os primeiros número de Promethea que saíram na Pixel Magazine vai ficar boiando na enredo. Mas o ótimo resumo feito por XXX, que vem logo após o último editorial do Cassius Medauar como editor da Ediouro, ajudou a situar o leitor.

Diferentemente de Fúrias, Promethea tem um clima e um enrendo mais leve, e talvez por isso não deixe o leitor tão confuso, diferente do clima e roteiros pesados e cheios de referências a Sandman e a elementos da mitologia grega.

Quando comecei as primeiras páginas de Promethea acheio que seria um enredo muito “viajante”  e até mesmo chato, igual a Cobweb, também escrita por Alan Moore (Watchmen, V de Vingança). De fato o enrendo é bem viajado, mas a personagem Stace, com suas ironias e palavrões, da um clima descontraído a todo esse lance de cabala, misticismo e planos imateriais, e também deixando o enrendo um pouco mais com o pé no chão. Ela é o guia do leitor nesse mundo criado por Moore.

A arte de Promethea é de se elogiar também. A dupla responsável pelas ilustrações da um show! Por vezes você tem que escolher entre ler os diálogos ou ver primeiro a ótima arte da revista.

Nota 8,5

Sandman Apresenta: As Fúrias

Roteiro: Mike Carey

Arte: John Bolton

Ver Fábulas Pixel 3

Sem nota

Astro City

Roteiro: Kurt Busiek

Arte: ???

Finalmente Astro City engrena. Não que os números passados tenham sido ruins, mas em toda edição tínhamos um personagem diferente como protagonista, o que dificultava a criação de empatia do leitor com a história. Mas agora tendo mantendo o foco no personagem Jack-in-the-box, com um enredo que mistura ação, drama e suspense, Astro City finalmente ganha uma sensação maior de continuidade.

Pena que o editor Cassius Medauar avisou que a série dará um tempo após essa edição. Espero que não seja um tempo definitivo e que Astro City, assim como toda a Fábulas Pixel, volte a ser publicada em breve…

Ah, e quem leu essa edição deve ter notado que várias páginas de Astro City saíram com a impressão estranha. Os desenhos estavam muito quadriculados apenas em algumas páginas, e como a arte seguia o mesmo padrão de edições anteriores isso não deveria ser um padrão estético, mas sim erro de impressão da gráfica, coisa que não aconteceu até agora em Fábulas Pixel. Seria o sinal do fim dos tempos, ou pelo menos da revista?!? Corram para o ebay as montanhas!

Nota 9

PS: Acabei de reparar que não publicaram os créditos  da arte de novo! Pobre desenhista…

Fábulas

Roteiro: Bill Willingham

Arte: Mark Buckingham, Steve Lelaloha e Daniel Vozzo

Ah cara, vo falar o que? Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que sou fã confesso de Fábulas. A arte tá ótima como sempre e o roteiro nada menos que sensacional.

Os bonecos de madeira libertam o Garoto Azul mas exigem que as Fábulas entreguem todos os tesouros e artefatos mágicos que ele possuem para O Adversário. Além disso também exigem que Pinóquio, o “irmão mais velho” deles volte para as terras natais.

Várias coisas legais aconteceram: As Fábulas fizeram uma barricada no meio de uma rua de Nova York e disseram aos trouxas humanos que se tratava de uma comemoração cultural de uma antiga comunidade e que tinham alvará praquilo, um Troll e um Goblin fazem uma aposta como nos velhos tempos, o Garoto Azul cola uma espada as suas mãos para poder lutar mesmo com os dedos quebrados, Branca de Neve bota moral pra cima dos bruxos e bruxas da cidade da Fábulas , João das Lorotas diz a Pinóquio que deve protegê-lo, ou caso tudo dê errado, matá-lo… Ah, foda bagaraio! Ta esperando o que pra ler Fábulas?

Nota 10

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Fábulas – Lendas no Exílio

January 27th, 2009 6 comments

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Roteiro: Bill Willingham

Arte: Lan Medina, Steve Leialoha e Sherilynvan Valkenburgh

O encadernado Fábulas – Lendas no Exílio foi lançado em 2008 pela Pixel, reunindo as cinco primeiras edições da HQ Fábulas, de Bill Willingham. Para entender um pouco mais sobre a história de Fábulas, clique aqui.

Li Lendas no Exílio a pouco tempo, apesar de já acompanhar Fábulas Pixel desde o começo. Nas cinco primeiras ediçoes Bill Willingham não da muitas pistas ao leitor sobre o que está acontecendo. Apenas se sabe que existe um vilão chamado apenas de O Adversário, que matou ou escravizou todas as Fábulas. Algumas descobriram passagens que levavam a um novo mundo, o mundo mundano, ou seja, o nosso mundo de verdade.

Por algum motivo que elas desconhecem O Adversário não tem interesse no nosso mundo. As Fábulas sobreviventes fundaram duas comunidades para viverem aqui. As que conseguem manter uma aparência humanda vivem em Nova York, e as que tem formas de animais, vivem em um lugar chamado A Fazenda. Elas já vivem no nosso mundo há algumas décadas, sonhando com o dia que conseguiram retornar as terras natais, embora saibam que isso é praticamente impossível.

No primeiro arco de Fábulas os principais personagens são O Lobo Mal, que na forma humanda virou um detetive fumante-compulsivo, que nutre um amor reprimido pela Branca de Neve, administradora da comunidade das Fábulas. Lobo Mal é encarregado de investigar o suposto assassinato de Rosa Vermelha, irmã de Branca de Neve.

O enrendo mistura a clássica dinâmica de histórias detetivescas, mas com o universo (re)criado por Willingham, em que as Fábulas que conheçemos das histórias (principalmente dos desenhos da Disney) tem suas personalidades mais humanizadas. O Princípe Encantado, por exemplo, é um falido que vive de seduzir e explorar as pobres mulheres que caem na sua lábia. Branca de Neve se separou dele após pegá-lo na cama com sua irmã. O João das Lorotas, é uma mistura de todos os Joãos dos contos de fada, e vive tentando enriquecer dando golpes nos outros, desde que seu golpe dos feijões mágicos não deram certo, e por aí vai. Além do roteiro, Fábulas conta também com uma arte excelente, com personagens bem caracterizados e cenários ricos em detalhes.

Como eu já mencionei em outros reviews, Fábulas é uma HQ excepcional, já tendo sido ganhadora de 11 prêmios Eisner, o Oscar dos Quadrinhos americanos.

Nota 10

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