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Voyeurismo e Exibicionismo | Sexualidade by géh

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Géssica Hellmann
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Voyeurismo e Exibicionismo


por Géssica Hellmann

Parafilia é o termo atual utilizado para os transtornos da sexualidade, anteriormente chamados de “perversões sexuais”. Estudá-las é essencial para se conhecer as variantes do erotismo e expressão comportamental. Segundo Reuben (s.d.,193), “os variantes sexuais começam como todas as outras pessoas; apenas jamais crescem, sexualmente falando.”

Mais recentemente, “o DSM-IV fala das Parafilias como uma sexualidade caracterizada por impulsos sexuais muito intensos e recorrentes, por fantasias e/ou comportamentos não convencionais, capazes de criar alterações desfavoráveis na vida familiar, ocupacional e social da pessoa por seu caráter compulsivo.” (BALLONE, 2005)

Voyeuriste- arte sexualidade

Imagem do Museu de Cultura Sexual Chinesa, Shanghai (Dinastia Ching , dois jovens atores fazendo amor)

Voyeurismo e exibicionismo são considerados exemplos de parafilias. Segundo Marzano, o voyeurismo, palavra de origem francesa, envolve o ato de observar pessoas, geralmente estranhos, sem suspeitar que estejam sendo observados, que podem estar nus, despindo-se ou em atividade sexual. O ato de observar serve à finalidade de obter excitação sexual, embora geralmente não seja tentada qualquer atividade sexual com a pessoa observada.

Sexualmente, todos começam como espreitadores ou bisbilhoteiros. Meninos e meninas se espiam na escola; crianças buscam conhecer a diferença entre meninos e meninas. Este processo é natural e saudável nesta fase para o desenvolvimento sexual.

Reuben enfatiza que o espreitador pára no caminho. Sua observação não leva ao ato sexual. Ele fica onde está. Tudo o que ele deseja, ou quase tudo, é ver. Sua concepção de sexo é infantil e limitada. Outro requisito essencial é que a pessoa observada seja uma vítima, no sentido que sua intimidade foi violada.

Marzano afirma que, geralmente o observador masturba-se durante o voyeurismo ou mais tarde, em resposta à lembrança do que a pessoa testemunhou. O voyeurismo inclui homens e mulheres, mas, no entanto a porcentagem é maior entre homens.

Freqüentemente, esses indivíduos fantasiam uma experiência sexual com a pessoa observada, mas isto raramente ocorre na realidade.
Marzano (2005) aconselha: se a pessoa descobre que está sendo espionada? Primeiro deve-se tentar evitar a possibilidade que isto ocorra com cuidados simples como cortinas, fechar portas, etc, evitando o atrito pessoal. Fora isto uma ocorrência policial e providências jurídicas são necessárias.

No cinema, exemplos não faltam. Basta lembrar de Jack, que assiste de longe a strips de sua vizinha favorita, no filme Dublê de Corpo, de Brian de Palma. De Jeff, o fotógrafo paralítico de Janela Indiscreta, de Alfred Hitchcock, que testemunha um assassinato da vidraça de seu apartamento. E com o advento da Internet?

Nelson Vitiello, presidente da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, divide os voyeurs em 3 categorias:

- Clássico: Gosta de olhar, sem que a pessoa saiba que está sendo observada, através de janelas, buracos de fechadura e frestas de porta. Freqüentemente, recorre ao binóculo ou a luneta.

-Moderno: Gosta de olhar a namorada, mulher ou amante com outros homens ou mulheres, com o consentimento dos envolvidos. As casas de swing (ou troca de casais) oferecem a possibilidade desta prática e para os solteiros há as chamadas salas de voyeurs, onde ele pode apreciar a performance de casais exibicionistas.

-Tecnológico: Gosta de observar a vida alheia pelas webcams. (VOYEURISMO, 2005)

O exibicionismo, segundo Abucbaim (2005), é ato cometido por uma pessoa que mostra seus genitais a uma pessoa estranha, em geral em local público, obtendo excitação e prazer sexual com a reação da pessoa a quem pegou de surpresa. Geralmente, não existe qualquer tentativa de atividade sexual com o estranho.

Existem os exibicionistas profissionais, strip-teasers, que geralmente gostam do que fazem e sentem prazer sexual em mostrar-se. E assim como os voyeurs tecnológicos, também existem os exibicionistas que adoram serem vistos pelas webcams e sentem prazer em dividir sua intimidade com os milhares de internautas.

Estudar a sexologia implica em estudar os seres humanos como indivíduos sexualizados, incluindo sentimentos sexuais, fantasias, condutas e problemas sexuais. É muito complexa a questão sexual, seja do ponto de vista qualitativo ou quantitativo. Em geral, pessoas que apresentam estas parafilias não buscam tratamento espontaneamente, o que só acontecerá quando seu comportamento gerar conflitos com o parceiro sexual ou com a sociedade. Sendo assim, tais pessoas aparecem em consultórios psiquiátricos trazidas contra sua vontade.

ABUCBAIM, Ana Luiza Galvão. ABUCBAIM, Cláudio Moojen. Perversões Sexuais ou Parafilias. Disponível em: <http://abcdocorposalutar.com.br/artigo.php?codArt=50> Acessado em 01 nov. 2005.

BALLONE, GJ – Delitos da Sexualidade; Parafilias, in. PsiqWeb, internet, disponível em: < http://www.psiqweb.med.br/forense/sexual6.html> Acessado em: 01 nov. 2005.

MARZANO, Celso Dr. Voyeurismo – Normal ou Doença Sexual ?. Disponível em: <http://www.isexp.com.br/si/site/1656?idioma=portugues
> Acessado em 01 nov. 2005.

REUBEN, David Dr. Tudo o que você queria saber sobre sexo. São Paulo: Círculo do Livro, (s.d.).

Voyeurismo. Disponível em: < http://www.tarasnet.hpg.ig.com.br/tarasnetnosso%20voyeurismo.htm> Acessado em: 01 nov. 2005.

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