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Géssica Hellmann
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Arte Terapia – Entrevista com Angela Phillipinni – POMAR
O que é Arte Terapia? Em que se diferencia de outras formas de terapia? Qual é o seu alcance e quais são suas limitações?
Para esclarecer essas e muitas outras questões relacionadas a temas já abordados neste site, entrevistamos Angela Phillipinni, coordenadora geral do Espaço POMAR – Proposta de Orientação Multidimensional Arte Realidade – uma instituição não-governamental que se dedica ao trabalho com Arte Terapia desde 1982, sendo reconhecida como de Utilidade Pública por Lei Municipal (1985) e por Lei Estadual (1986). De sua criação até a data atual, a POMAR tem se dedicado a promover atividades relacionadas a Arte Terapia, bem como a trabalhar pela difusão das informações sobre os benefícios deste processo terapêutico. A Clínica POMAR fica no Rio de Janeiro, na Rua Engenheiro Adel, 62 – casa 2 – Tijuca – Tel/Fax: (21) 2569-0547.

Angela Philippini
Alexei: Começando pela origem da Arte Terapia. Pode contar um pouco da história da Arteterapia, relacionando-a com as outras formas de terapia existentes até então?
Angela: Surgiu fora do Brasil, no pós-guerra – 2ª Guerra Mundial – devido ao grande contingente de pacientes poli-traumatizados que não respondiam às formas convencionais de tratamento.
Alexei: Poli-traumatizados?
Angela: Sim, com traumatismos de ordens diversas, físicos e psíquicos. Como esses pacientes não respondiam às formas convencionais de tratamento, surgiu uma demanda natural por novas formas de atendimento, entre elas, a surgiu a Arte Terapia. Na realidade, ela está inscrita em um movimento maior chamado de “terapias expressivas”, que incluem a Bioenergética, a Gestalt, a Biodança, entre outras. A Arte Terapia se destaca pelo uso das artes visuais.
Alexei: O que diferencia as chamadas “terapias expressivas” das outras formas, “não-expressivas”, para usar esse termo?
Angela: É uma boa pergunta porque, na realidade, todas as terapias, em tese, são “expressivas”, porque buscam a expressão do indivíduo em seu íntimo, em seu inconsciente. Mas as terapias expressivas têm a tendência de serem não-verbais, usando recursos outros que não a palavra. Daí ter-se convencionado chamá-las “expressivas”
Alexei: Sobre o conceito de “arte”. Você disse que a Arte Terapia usa preferencialmente as artes visuais. E as outras formas de arte?
Angela: O foco da Arteterapia é preferencialmente nas artes visuais, mas ela recebe um ajuda significativa do movimento, incluindo a consciência corporal, a música – para criar ambientes sonoros enquanto são realizados os trabalhos expressivos, e alguns elementos de encenação, histórias, contos… Mas o fundamento que dá mais consistência ao trabalho é o campo das artes visuais.
Alexei: Qual o motivo dessa preferência pelas artes visuais?
Angela: É uma hipótese. Eu creio que as artes visuais, as artes plásticas, conferem uma materialidade que outras artes têm maior dificuldade de oferecer. Por exemplo, eu tenho ali uma escultura (aponta para um objeto no consultório) feita por uma pessoa que se encantou pelo barro. Isso foi há muitos anos e, no entanto, está aqui, presente neste momento. Se eu recito uma poesia para você, ou canto uma canção, ou danço uma música para você ver… Bem, se você gravar o recital, a canção ou filmar a minha dança, tudo bem. Mas aquela escultura é um documentário perene, ele ajuda a ancorar uma coisa que é muito difusa, intangível, impalpável. Um dos grandes benefícios terapêuticos da Arteterapia está em que ela dá materialidade a coisas que eram completamente difusas, intangíveis. Essa materialidade não só facilita o trabalho do terapeuta, como beneficia a própria pessoa, pois ela tira de si alguma coisa muito incômoda e tem bastante tempo para se relacionar com o objeto criado, porque ele permanece ali, e ela pode, aos poucos, se aproximar dele e tomar contato. Outras formas de arte apresentam maiores dificuldades para criar essa materialidade, embora seja preciso admitir que outras modalidades terapêuticas têm um alcance que nós não temos, cada uma com sua especificidade.
Alexei: Vamos tratar então dessa especificidade. Quais seriam as indicações clínicas para as quais a Arte Terapia seria a recomendação preferencial em relação a outras modalidades terapêuticas?
Angela: Eu creio que as melhores indicações são os distúrbios psicossomáticos. Quando a pessoa, por não encontrar um canal expressivo, ela usa o próprio corpo para manifestar o sofrimento psíquico, se ela recebe um outro canal para expressar esse sofrimento que não o próprio corpo, a produtividade terapêutica é muito grande. Então, para toda aquela ordem de distúrbios que a gente convenciona chamar de “psicossomáticos”, a Arte Terapia funciona muito bem, porque ela oferece um canal expressivo para que o indivíduo não precise pressionar um determinado órgão, bloqueando energia do próprio corpo. Ele passa a poder usar sua energia fora de si mesmo.
Agora, nós costumamos dizer que a Arteterapia é um processo terapêutico de “ampla elegibilidade”, isto é, produtivo para várias populações. Desde a criança, que se adequa naturalmente às mil maravilhas a essa metodologia, até ao indivíduo idoso, muitas vezes esquecido numa residência, com cabecinha caída, na frente da televisão, ou dormindo… É muito interessante testemunhar a transformação porque os idosos passam quando começam a se ver novamente como seres criativos. Muda toda aquela sintomatologia, incluindo queixas de dores, sonolência, apatia… A Arteterapia ajuda a revitalizar o idoso.
Alexei: Inclusive porque o idoso sofre muita hostilidade somente por ser idoso…
Angela: Exclusão, é verdade. Nós, aqui na nossa instituição, temos um campo de estágio para nossos estudantes, que incluem casos que vêm das camadas médias e mais abastadas da população, o que não muda o fato de que os idosos estão ali afastados, à revelia, excluídos de suas famílias. Então, ao proporcionar a essas pessoas um resgate da auto-estima, fazer com que eles se sintam criativos novamente, se sintam vivas, numa situação de prazer, de criação… È muito interessante.
Alexei: E em termos de limites? Onde a Arteterapia não chega ou chega parcialmente?
Angela: Precisamos ser muito claros a esses respeito. A Arteterapia não chega a pacientes em estados muito graves, incapazes de simbolizar, porque o processo terapêutico demanda que o indivíduo tenha uma capacidade simbólica. Então, se existe um distúrbio psiquiátrico muito grave ou uma deficiência mental muito profunda, outros métodos serão mais adequados. Para esses casos, provavelmente serão indicadas a Musicoterapia, ou terapias de movimento, porque elas se dirigem ao corpo do indivíduo. Estabelecer uma relação fora de si mesmo, com conteúdo emocional, através da criação de uma forma, demanda que a pessoa seja capaz de simbolizar.
Um outro caso é o de pessoas extremamente verbais, que se resolvem na palavra. Para essas pessoas o método provavelmente não será tão produtivo, porque essas pessoas preferem falar e, para elas, provavelmente será mais interessante um método terapêutico predominantemente verbal. Inclusive porque eu posso passar uma sessão de Arte Terapia em silêncio: o paciente trabalha e eu acompanho o processo de criação sem necessidade de conversar.
Para alguns pacientes, essa característica é excelente. Por exemplo, o adolescente que chega e diz “Tudo bem? E aê?” (risos) e acabou a conversa, estamos conversadíssimos com meia-palavra e um gesto, deixando implícito “não pergunte mais nada, que não estamos a fim, fui!”.
Um outro lado da questão são as aplicações externas da Arteterapia. Ela chegou ao Brasil há cerca de vinte anos, começou a tomar corpo há uns dez e virou modismo há uns cinco, tem em tudo que é lugar. Mas existem lugares em que ela atua de forma incrível, como, por exemplo, na humanização hospitalar. Você imagina: um espaço cinzento, com uma cama de metal, equipamento de soro… A Arteterapia tem muito a contribuir, especialmente em Pediatria, mas não só. Qualquer outra especialidade merece uma humanização do ambiente, com cores, formas, trazendo vida para um espaço de dor.
Alexei: Quem já esteve internado, nem que seja para uma simples cirurgia de amídala, sabe muito bem do que você está falando!
Angela: Eu trabalhei como professora visitante da Universidade Federal de Goiás – foi o primeiro curso de Arte Terapia no Brasil. O hospital de estágio era o Hospital de Clínicas, e os arteterapeutas entraram pela cardiopatia infantil. Eram crianças que vinham de cidades distantes da cidade de Goiânia, ficavam internadas muito tempo se preparando para a cirurgia cardíaca, que é muito invasiva, e depois se recuperando, no pós-operatório.
Alexei: Que é uma fase terrível, também.
Angela: Extremamente traumática. Então, os arteterapeutas transformaram a vida daquelas crianças, colorindo e enfeitando os quartos, transformando as rotinas hospitalares em histórias, fazendo um livro, criando um coração em forma de almofada… Então, o que antes era uma experiência muito dolorosa, passou a ser tratada em um contexto de brincadeira.
Alexei: E no contexto empresarial, quais são as aplicações da Arte Terapia?
Angela: Vou dar um exemplo. No ano passado, uma aluna daqui fez um trabalho para a Petrobras que tinha como objetivo levar a cor para dentro da empresa no Dia da Saúde. Então ela organizou vários ambientes coloridos, com cores diferentes para cada campo simbólico. Por exemplo, o ambiente vermelho tinha a ver com dinamismo, vitalidade; o azul, com a tranqüilidade, e assim por diante. As pessoas transitavam e faziam atividades nesses espaços. Foi uma experiência de apenas um dia, mas que despertou as pessoas para um outro tipo de informação que elas normalmente não têm. Existe uma especialização, a cromoterapia, mas pouca gente presta atenção. Assim, normalmente, a entrada na empresa é para trabalhar a questão da criatividade e para organizar programas de pré-aposentadoria… Nós já fomos chamados por uma empresa grande que estava organizando um programa de pré-aposentadoria com sete anos de antecedência, porque eles perceberam que, já com sete anos de antecedência, a produtividade do funcionário começava a cair, porque ele não só já estava preocupado em como seria o futuro após aposentadoria, como já estava com um pé dentro e outro fora da empresa. “Faltam apenas sete anos, o que será de mim? Vou vestir o pijama, vou abrir um negócio, mudar de país…”? E esses questionamentos tiravam a concentração das pessoas. A Arte Terapia entra, nesses casos, para ajudar essas pessoas a descobrir suas possibilidades criativas, porque elas vão precisar usar o tempo de uma outra forma. Inclusive, porque vivemos numa cultura capitalista, em você é como uma garrafa PET de refrigerante, descartável. Você se transforma em um “inativo”…
Alexei: O que já é um rótulo pesado.
Angela: Para você ver – você mencionou que trabalha na UFF. Você sabia que eles têm um programa de aposentadoria chamado “Pé-na-cova”? É um conjunto de leis rotuladas como “pé-na-cova”, um rótulo extremamente preconceituoso. O Niemeyer, por exemplo, está com 97 anos e fazendo projetos! Ok, em algum momento, você vai morrer, mas enquanto estiver vivo é importante se manter vivo.
Alexei: Eu gostaria de abordar alguns segmentos específicos da população e de que forma a Arteterapia pode atuar. Por exemplo, os deficientes físicos, portadores de necessidades especiais. Como a Arteterapia atuaria no caso de uma pessoa que sofre um acidente e, por exemplo, fica paraplégica, ou perde um membro…?
Angela: Acho que atua de forma semelhante a todos os outros casos. Por exemplo, guardadas as devidas proporções, uma mulher que enviúva, perde o marido que amava, tem uma perda traumática tão intensa quanto uma pessoa que perde a capacidade de deambular. São dores de igual tamanho. Eu penso que as dores se equivalem, são perdas muito profundas. Então a Arteterapia vai entrar, como teoricamente outros processos terapêuticos, para ajudar o indivíduo a reconstruir sua vida psíquica através da criação de novas alternativas de funcionamento na nova situação. Como a matéria-prima de nosso trabalho é o processo criativo, o que vamos fazer é estimular a pessoa a encontrar novos olhares sobre seu estar-no-mundo. Porque não vai mais poder dirigir, nadar… Mas o que ela continua podendo fazer? Durante o processo criativo, essa pessoa vai descobrir uma alternativa de continuar vivendo.
Alexei: E as crianças que vivem em situações de violência doméstica, abuso sexual, de abandono e falta de afeto, as crianças que vivem na rua, enfim, que sofrem um bombardeio sobre a auto-estima independentemente de classe social. Nós sabemos que as crianças que vivem nas ruas estão mais expostas a todo tipo ofensa e abusos, mas dentro de casa, muitas vezes as crianças sofrem horrores tão fortes ou até piores, porque ocorrem na privacidade de quatro paredes…
Angela: …e, portanto, os abusos têm a oportunidade de ser mais freqüentes.
Alexei: Exato. Como a Arte Terapia pode agir nesses casos?
Angela: Na minha visão, o maior benefício que a Arte Terapia pode ter para a criança é a possibilidade de resgatar, para a criança, a vivência do brincar, a exploração da cor, o imaginário, a fantasia, trabalhar com histórias… Porque essa atividade é regeneradora. Seja para a criança que vive na rua e sofreu violência da polícia, seja a criança que dentro de casa sofreu uma violência de um familiar que você nem imaginava que fosse capaz disso, essas feridas emocionais podem ser cicatrizadas pelo brincar, pintar, modelar; pela criação de histórias em que a criança conta o que não sabe falar sobre si, mas coloca no personagem. Eu já trabalhei em postos-de-saúde e posso dizer que a quantidade de crianças que sofrem violências e abuso é quase inacreditável.
Alexei: Gostaria de abordar mais dois segmentos, que já foram objeto de artigos e entrevistas em nossa publicação. O primeiro, o das mulheres que sofrem violência doméstica. Em conversa com um dos nossos parceiros, o Dr. Carlos Zuma, do Instituto NOOS, mencionou que, nesses casos, há um fator de co-dependência. Eu perguntei se eles trabalhavam esses casos com Arteterapia e ele me respondeu na época que não até aquele momento. Então, eu gostaria de saber quais as possibilidades de intervenção da Arteterapia nesses casos, considerando tanto o ponto-de-vista do homem que, além do fator cultural que o incentiva a se achar dono da mulher e, portanto, ter o direito de bater, quanto da mulher que se permite ficar nessa situação, muitas vezes em silêncio, dentro da lógica “ruim com ele, pior sem ele”.
Angela: Eu penso que esse problema se relaciona com a auto-estima. A mulher que fica nesse lugar por semanas, meses, anos, tem uma construção psíquica que lhe faz crer que esse é o seu lugar.
Alexei: Diferente da criança, que não tem a opção de mudar.
Angela: Exato. Estamos falando de um indivíduo adulto. Se uma mulher está saudável e leva um tapa do companheiro, ou ela dá dois tapas nele, ou bota a boca no trombone e chama todos os vizinhos, ou vai à delegacia e registra uma queixa… Agora, se ela permanece ali naquele lugar, apanhando em silêncio, é porque a auto-estima dela está muito desconstruída, a visão que ela tem de si é de muito menosprezo. Então, ao incentivar o indivíduo a se apropriar de seu processo criativo, ele se fortalece. Ele percebe que pode criar, transformar seu mundo, pode criar novas alternativas, enfim, ele percebe que tem saída, porque sabe que pode construir as saídas. Uma pessoa que está com a auto-estima muito enfraquecida, pensa que não tem alternativa, o clássico “ruim com ele, será muito pior sem ele”… Será nada! Até na próxima esquina pode aparecer uma outra pessoa, ou não vai aparecer ninguém e ela vai conquistar um emprego, viver melhor… Porque, quem vive bem apanhando? Então, se trabalhamos com o processo criativo, fortalecemos o ego e esse é o primeiro passo para as outras transformações.
Alexei: E do ponto-de-vista do perpetrador da violência?
Angela: Aí, já acho mais complexo. Porque mais do que as questões emocionais que podem levar o indivíduo a cometer uma violência contra a parceira, há estudos que indicam que o sádico sofreu muitos abusos, mas essa violência faz com que ele crie dispositivos emocionais que o levam a repetir esse ciclo… Mas, “vamos combinar”: vivemos numa cultura machista que trata com muita naturalidade esse comportamento. Eu vi, há pouco tempo, ressurgir das cinzas o assassino da Ângela Diniz e ele declarava estranhar porque muitas vezes ele era aplaudido, algumas pessoas o abordavam para dizer que era isso mesmo, que ele agiu certo… E eu mesma me vi travando quase um combate com um motorista de táxi por ocasião do assassinato da Daniela Perez, em que ele dizia “mas tinha que ter sido furada mesmo”, e teceu vários comentários a respeito da vida pessoal da vítima, e aquilo me revoltou. Nada justifica que uma pessoa seja furada até a morte. Nada. E a nossa cultura, eu creio que justifica. Então eu acho muito mais difícil esse trabalho com quem pratica a violência do que com quem sofre a violência. Mas essa é uma posição pessoal, é possível que existam grupos de terapeutas que saibam trabalhar com facilidade com esse grupo.
Alexei: Sobre a nossa campanha, Arte Solidária. Ela é resultado de pesquisas que vimos lendo e acompanhando, inclusive já escrevemos vários artigos sobre esse assunto, que indicam que a apreciação do Belo, da Arte, estimularia sentimentos de fraternidade. Qual a sua opinião a respeito?
Angela: Faz todo sentido, acho perfeitamente plausível. Tudo aquilo que a gente convencionou chamar de “culturas da paz” tem como o eixo o trabalho das artes!
Alexei: Pode contar alguns casos?
Angela: O primeiro curso que eu fiz fora do Brasil foi em um Instituto de Arteterapia localizado em um bairro de Paris com famílias de diversas etnias, todas excluídas. Africanos, indianos, tailandeses… A maioria em situação de imigração ilegal… Era um bairro muito violento, perigoso, mas como eu não sabia disso, não tinha medo e achava que estava tudo certo (risos). Mas o que eu quero contar é que essa instituição tinha um trabalho de praça pública, muito interessante, chamado “Torre de Babel”. Todos os sábados, a equipe de arteterapeutas ia para rua, colocava os materiais de arte disponíveis para as pessoas de todas as idades e raças, que não sabiam falar francês, para que elas se comunicassem. Porque eles eram excluídos pelos franceses, mas também se excluíam uns aos outros. E a arte os irmanava a todos com aquela vivência com a cor, com o prazer, esse me parece um exemplo bem claro.
Alexei: Para finalizar, conte um pouco da trajetória do Espaço Pomar.
Angela: Iniciamos as atividades em 1982, no ano que vem já vamos fazer “bodas de prata”. Nós começamos assim: um grupo de cinco amigas, todas funcionárias públicas, que terminaram seus mestrados em criatividade e, ao retornar às nossas instituições de origem, fomos todas avisadas que não haveria a menor possibilidade de colocar em prática o que havíamos aprendido em nossas instituições. Aí, nos juntamos e abrimos o POMAR. Ao longo desse período, entraram e saíram pessoas. Eu sou uma remanescente do grupo original. Somos reconhecidos nacional e internacionalmente como um centro de formação profissional em Arteterapia. Nós temos um núcleo em Recife, outro em Belo Horizonte, onde fazemos a mesma coisa. Há três anos, fizemos um convênio com uma universidade e criamos uma pós-graduação lato sensu para formar profissionais de uma maneira “oficial”.
Alexei: E qual é a formação exigida para fazer esse curso?
Angela: Graduação em qualquer área, porque o campo é transdisciplinar. Eu já tive aqui, entre meus melhores alunos, alguns arquitetos. Alguns dizem que é necessária formação em Psicologia. Eu diria que pode ajudar, mas os arquitetos que passaram por aqui proporcionaram uma experiência muito interessante. Temos uma estrutura de pós-graduação, reconhecida pelo MEC, para proporcionar uma formação profissional completa.
2 Responses “Arte Terapia – Entrevista com Angela Phillipinni – POMAR”









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Abraços,
Géssica Hellmann