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Géssica Hellmann
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Preconceito – Apenas uma introdução ao tema
Ariadna Garibaldi
“Art.5o – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes (…)”.
(CF de 05 /10 /1988)

Tendresse I por Maria Amaral.
Preconceito (Dicionário Aurélio Séc XXI
[De pre- + conceito.]
S. m.
1. Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida.
2. Julgamento ou opinião formada sem se levar em conta o fato que os conteste; prejuízo.
3. P. ext. Superstição, crendice; prejuízo.
4. P. ext. Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc.: 2)
Todos nós de uma maneira ou de outra, temos algumas idéias preconcebidas, que recebemos ao longo de nossas vidas e muitas das quais assumimos sem questionar, sem parar para analisar. Cada um de nós tem uma parcela de preconceito, seja de que ordem for, sentimento esse, muitas vezes, encoberto por conveniência ou necessidade. Poucas são as pessoas que se assumem preconceituosas, pois ninguém se vê como tal; quando muito, cada um se vê como alguém de princípios firmes.
Sempre que se fala em preconceito, fala-se em minorias sociais incluindo-se aí: As mulheres, os negros e os homossexuais, entre outras minorias. É engraçado já que mulheres e negros no Brasil, não constituem de fato minoria, no entanto, em se tratando de oportunidade e liderança, a coisa realmente muda de figura, apesar de nossa Carta Magna expressamente afirmar que TODOS são iguais perante a lei SEM distinção de qualquer natureza. No entanto, para se falar em preconceito, precisamos abordar o tema sob todos os aspectos, sob todos os ângulos e os mais diversos pontos de vista, assim, vamos refletir um pouco sobre o preconceito ao homossexual, também chamado de homofobia.
Há pessoas que em público não têm coragem de dizer que condenam o homossexualismo, mas na verdade sequer empregariam um homossexual. Há outras que não aprovam a prática, mas convivem muito bem com os homossexuais. Há os que não expressam opinião porque preferem observar as tendências e seguir a corrente, etc. Mas o maior preconceito contra os homossexuais vem deles mesmos. As diversas formas em que ele se apresenta não são completamente aceitas por todos. Os homossexuais com traços másculos, geralmente não aceitam os “travestidos” ou os “transexuais”. As mulheres que trocam de sexo são menos aceitas que os homens que assim procedem. O preconceito em seu próprio meio é tamanho que muitos homossexuais do sexo masculino que gostam de se travestir preferem ser chamados de crossdressers, o que absolutamente não são (crosdressers não são homossexuais, são heteros que desenvolvem uma admiração tal pelo sexo feminino que gostam de sentir em seu corpo objetos de uso feminino, chegando mesmo em algumas ocasiões a se vestir como as mulheres), a terem que assumir a homossexualidade, sob pena de perderem seus empregos e o respeito de suas famílias e da sociedade.
A moda agora é rotular pessoas por suas preferências sexuais: Metrossexual – que é uma sub classificação do heterossexual metropolitano, o homem moderno – Pansexual, bissexual, homossexual, transexual e etc… Mas, tais rótulos só servem para aumentar o preconceito. Prefiro ver as pessoas como homens e mulheres sejam nativos ou por opção, mas, acima de tudo, seres humanos.
Pior que essa necessidade inexplicável de se rotular pessoas é a imposição comportamental. Cada um de nós tem o direito de ter sua própria opinião, ou seja, eu tenho o direito de aprovar ou reprovar o homossexualismo, mas não tenho o direito de discriminar um ser humano por ele ser homossexual. Eu tenho o direito de ser homossexual, hetero ou bi, mas não tenho o direito de exigir que alguém concorde com isso. Hoje, se alguém se atrever a falar contra o homossexualismo, é logo taxado de preconceituoso ou homofóbico.
Assim o que tenho visto são atitudes extremadas de parte a parte, e uma grande intolerância dos tolerantes que sob o pretexto de exigirem seus direitos respeitados, atropelam o direito dos outros de terem opiniões próprias. Enfim, o tema é empolgante, pois mexe com conceitos, preconceitos, dogmas, libido. Esta foi apenas uma introdução para atiçar os ânimos, foi a paulada no vespeiro, a mexidinha na ferida. Penso que só há um antídoto eficaz contra qualquer preconceito: RESPEITO MÚTUO!
(continua…)
Dica de Leitura – 12 Faces do Preconceito JAIME PINSKYH
“Doze autores discutem diferentes formas de preconceito em nossa sociedade. Experiências pessoais de extrema sensibilidade e a experiência profissional de cada autor permitem um quadro amplo e acessível do problema no país. Várias facetas do preconceito se manifestam na escola e com mais freqüência do que gostaríamos de admitir. Além disso, a escola é um lugar privilegiado para discutir a questão do preconceito e até para iniciar um trabalho com vistas a atenuar sua força. Com o objetivo de fornecer material para alunos e professores discutirem o assunto em sala de aula (e até fora dela) é que concebemos este pequeno livro”.











