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Géssica Hellmann
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SEXO ANAL: O que diz o Tantra
Segundo os orientais, nenhuma das partes do corpo humano deve ser considerada suja, portanto, para eles, o ânus tem beleza e sensibilidade próprias. Contudo, o Tantra não recomenda a relação anal, porque, de acordo com essa filosofia, tal prática tende a distender e enfraquecer os músculos esfíncteres, acarretando perda de energia. O que o Tantra ensina é o controle dos esfíncteres anais, indicando que a energia sexual pode ser conservada desta maneira. Quando esse músculo é contraído, o centro das sexualidade é estimulado e as glândulas sexuais produzem hormônios. Assim, a penetração anal perturbaria o equilíbrio das forças vitais no corpo, criando problemas digestivos, e até mesmo o câncer do reto.

Tantra por Susan Rodriguez
Na Índia antiga, o sexo anal com uma mulher era considerado uma união inferior. Na China, a tradição adotou uma postura semelhante e o sexo anal era pouco praticado até começar a influência muçulmana. O sexo anal entre homens fazia parte da cultura muçulmana, apesar de ser condenado pela figura religiosa de Muhammad. Para o Cristianismo esta prática era também condenável, pois tratava-se de algo ligado ao Diabo que era sempre retratado com as nádegas à mostra.
De acordo com a teoria iogue, o corpo da mulher tem três aberturas principais: a boca, o ânus e a Yoni (vagina). Entre estas, a boca é criada para coisas entrarem e para sons saírem; o ânus para as excreções saírem e a Yoni para o Linga (pênis) entrar e uma criança sair.
Segundo as teorias orientais, o sexo anal pode ser doloroso, assustador e degradante para uma mulher, pois os sentimentos de rendição e de medo estão fortemente presentes nessa prática, produzindo mudanças psicológicas e fisiológicas prejudiciais à saúde da mulher. O medo libera secreções corporais específicas e o estado de rendição induz a uma sensação de eternidade, neste caso, desaconselhável. Embora os orientais concordem que nenhum ato seja inerentemente “certo” ou “errado”, a atitude mental e a qualidade da consciência devem ser consideradas antes de aprovar o sexo anal como uma nova variação do ato de amor. Para eles, a maioria das mulheres não aprecia esta prática, e aquelas que são viciadas podem vir a ter causa para arrependimento no futuro. O prazer do sexo anal pode ser breve, porém os efeitos são duradouros.
A recomendação das filosofias orientais é que, em vez de buscar o sexo anal como variação das práticas sexuais, é melhor aperfeiçoar as técnicas de transcendência. O Tantra aponta outras maneiras excitantes de estimular e explorar a sexualidade sem a prática anal. CUIDANDO DA SAÚDE:
SEXO ANAL: OS CUIDADOS NECESSÁRIOS
” Asseio. Tomar banho antes da relação pode ajudar a deixá-los mais relaxados e à vontade, criando um clima gostoso de intimidade, além disso, o asseio proporciona maior segurança contra contaminações;
” Unhas. Mantenha as unhas limpas e aparadas;
” Lubrificação. Use gel lubrificante, isso evita dor e machucados;
” CAMISINHA. USE SEMPRE! A fricção do pênis no reto pode provocar leves arranhões, e isso facilita a contaminação por bactérias, causando sérias doenças;
” Após a penetração anal EM HIPÓTESE ALGUMA DEVE HAVER PENETRAÇÃO NA VAGINA, sem antes lavar o pênis com água e sabão, e trocar a camisinha! Caso contrário, a mulher poderá adquirir infecções graves;
” Todo dia. Se você faz sexo anal com freqüência, evite o afrouxamento dos músculos esfíncteres através de exercícios;
” Anestésicos. Se mesmo usando lubrificante você continuar sentindo dor, misture um pouco de anestésico (Xilocaína), tomando cuidado para não aplicar em excesso, pois assim, você tira a sensibilidade do pênis;
” Onde encontrar? Os lubrificantes são vendidos em sexy shops e algumas farmácias. Alguns já contém anestésico, e o mais conhecido entre eles é o K.Y.







