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	<title>Sexualidade by géh &#187; Brasil</title>
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	<description>Sexualidade: artigos de pesquisa e entrevistas</description>
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		<title>Sexualidade do povo brasileiro: uma construção de identidade</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 16:04:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[edições 71 a 75]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Géssica Hellmann</p>
<p>Que dimensão a sexualidade ocupa na construção na idéia de identidade nacional? O Brasil é um paraíso sexual, com habitantes sexualmente liberais? Este artigo é uma <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/10/sexualidade-do-povo-brasileiro-uma-construcao-de-identidade/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Géssica Hellmann</em></p>
<p>Que dimensão a sexualidade ocupa na construção na idéia de identidade nacional? O Brasil é um paraíso sexual, com habitantes sexualmente liberais? Este artigo é uma introdução a criação de identidade principalmente no contexto de sexualidade e gênero.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 384px"><img title="Onde eu estaria feliz por Di Cavalcanti" src="http://gehspace.com/edicao%2073%20imagens/022_onde_eu_estaria_feliz.jpg" alt="Onde eu estaria feliz por Di Cavalcanti" width="374" height="284" /><p class="wp-caption-text">Onde eu estaria feliz por Di Cavalcanti</p></div>
<p>Segundo Heilborn (2006) dizem &#8220;que os brasileiros são &#8216;quentes&#8217;, calorosos e estão sempre prontos a fazer de tudo na cama. Essa noção foi construída historicamente: Segundo relatos, o Brasil-colônia era uma terra &#8220;sem rei e sem lei&#8221;, com costumes como, por exemplo, o das tribos Tupi (da região costeira), de homens oferecerem suas mulheres a forasteiros como prova de reciprocidade, o que era muito estranho para os europeus. A idéia dos colonizadores era de que o Brasil era um país sem moralidade sexual, com nativos muito sensuais, imagem que foi muitas vezes reproduzida por historiadores e viajantes europeus&#8221;.</p>
<p>Nos últimos anos, alguns historiadores questionaram a imagem desregrada da Colônia, produzida pelos observadores dos primeiros séculos da Colonização e pelos intelectuais dos anos vinte e trinta do século passado, encontrando muitas regras, normas e formas de culpabilização, onde outros viram apenas caos e descompromisso. (Rago, 2006).</p>
<p>Um dos intelectuais relatados pela autora foi Paulo Prado:</p>
<p>&#8220;Em seu ensaio inaugural de 1928, &#8216;Retrato do Brasil. Ensaio sobre a Tristeza do Brasil&#8217;, Paulo Prado procura explicar o Brasil, construindo um fiel retrato, como indica o próprio título. Logo na primeira página, o autor afirma: &#8220;Numa terra radiosa vive um povo triste&#8221;. Nas seguintes, explicita o significado da tristeza, que passa progressivamente a denominar, a partir de um vocabulário médico, de &#8220;melancolia&#8221;. Somos, então, informados de que melancolia é o estado físico e psíquico decorrente da &#8216;hiperestesia sexual&#8217;. De tantos excessos sexuais e vícios da multiplicação das &#8216;uniões de pura animalidade&#8217;, desde os inícios da colonização no Brasil, os brasileiros se tornaram um povo triste, cansado, prostrado. A terra virgem, a mata abundante, os rios caudalosos, a natureza farta, o clima, &#8216;o homem livre na solidão&#8217;, o encanto da nudez total das índias, posteriormente a presença das negras sensuais, tudo, na formação histórica do país, contribuiu para que os brasileiros se tornassem um povo mole, instintivo e sensual, dionisíaco, em comparação com os norte-americanos apolíneos&#8221;.</p>
<p>Seriam as &#8220;índias&#8221; tão &#8220;devassas&#8221;, ou melhor, deveria eu mudar a pergunta: devassa segundo moralidade de qual cultura? Dos europeus, invasores, bárbaros, estupradores e genocidas?</p>
<p>Outro trecho mencionado pela autora:</p>
<p>&#8220;A história do Brasil é o desenvolvimento desordenado dessas obsessões subjugando o espírito e o corpo de suas vítimas. Para o erotismo exagerado contribuíram como cúmplices &#8211; já dissemos &#8211; três fatores: o clima, a terra, a mulher indígena ou a escrava africana. Na terra virgem, tudo incitava ao culto do vício sexual&#8230; Desses excessos de vida sensual ficaram traços indeléveis no caráter brasileiro. Os fenômenos de esgotamento não se limitam às funções sensoriais e vegetativas; estendem-se até o domínio da inteligência e dos sentimentos. Produzem no organismo perturbações somáticas e psíquicas, acompanhadas de profunda fadiga, que facilmente toma aspectos patológicos, indo do nojo até o ódio (PRADO, 1929: 120)&#8221;.</p>
<p>A autora afirma que &#8220;o paulistano Prado é conhecido como membro da elite oligárquica decadente, representante de seu pessimismo em termos da avaliação do país, às vésperas das transformações políticas de 1930. Medo da degeneração da raça, do escurecimento em vez do embranquecimento populacional que tanto queriam, medo do predomínio do instinto sobre a razão, medo de uma &#8220;psyché racial&#8221; que predeterminaria os brasileiros ao fracasso&#8221;.</p>
<p>Finalmente a autora conclui que &#8220;esta visão pessimista sobre o povo brasileiro parece assentar numa concepção altamente negativa da sexualidade que tem o próprio autor, para além de toda a influência do darwinismo social em sua obra. Afinal, o excesso de energia sexual, a abertura para o outro, a facilidade de contato físico, em princípio, poderiam não ser percebidos como fatores negativos na constituição de um povo&#8221;.</p>
<p>Para Rago (2006) &#8220;Enxergaram nas práticas sexuais dos indígenas todos os vícios que o cristianismo lhes ensinava ver. As índias nuas foram transformadas em &#8220;ninfomaníacas&#8221; e &#8220;devassas&#8221;, segundo as classificações das &#8220;perversões sexuais&#8221; elaboradas pelo médico vienense Von Krafft-Ebing, em meados do século XIX. As representações instituíram-se como fatos, e, apenas nas últimas décadas têm-se desconstruído essas imagens, entre misóginas e racistas, veiculadas pela documentação&#8221;.</p>
<p>Obcecados com a sexualidade, voyeuristas disfarçados, os homens da ciência não paravam de falar da sexualidade desde o século XIX, principalmente para condená-la. Dissecaram o corpo da meretriz, do cafetão, do homossexual, &#8220;perverteram o sexo&#8221;. Todas as práticas sexuais foram postas sob o signo do discurso científico, explicadas, analisadas, classificadas, contidas e condenadas. Mas, todas ganharam ampla visibilidade. Dir-se-ia que a ciência domou o sexo, com medo de ser dominada. (Rago, 2006)</p>
<p>Mais adiante a autora continua &#8220;Em relação à prostituição, por exemplo, o médico Francisco Ferraz de Macedo classificava as prostitutas que encontrava na cidade do Rio de Janeiro, por volta de 1872, na esteira do que diria o pai da antropologia criminal, Cesare Lombroso, como &#8220;degeneradas natas&#8221;, gulosas, preguiçosas, excêntricas, irrecuperáveis para a Nação, signos da involução das espécies: sub-raça. Seus pares insistiam na ausência de instinto sexual nas &#8220;mulheres castas&#8221;, a não ser para fins reprodutivos. Juristas como Viveiros de Castro, ao lado dos médicos, enxergavam onanistas, pedófilos, homossexuais, tríbades, perversos sexuais em quase todos os cantos da cidade, sobretudo nas ruas, bares, restaurantes, teatros e cafés-concertos do submundo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Do olhar dos viajantes e inquisidores à historiografia, essas misóginas e fantasiosas representações sobre a &#8216;realidade brasileira&#8217; foram reproduzidas e repetidas indefinidamente, ensinando quem era e o que seria ser brasileiro. O resultado é a construção de um campo discursivo etnocêntrico e xenófobo, apreende o outro biologicamente como raça inferior; falocêntrico, institui o masculino como lugar da verdade e da perfeição&#8221;.</p>
<p>Podemos agora ter uma ligeira de como foi entendida e contada a história ao longo dos anos e o porque os brasileiros são vistos como um povo erotizado.</p>
<p>Segundo Heilborn, (2006) &#8220;Os estudos dos processos histórico-culturais demonstram como algumas condutas, perfeitamente aceitas em determinados momentos da história, passam a ser interditadas em outros períodos, modificando a forma como os sujeitos vivenciam as sensações corporais. Através do autocontrole individual os interditos são internalizados e atos que eram praticados publicamente se transformam em comportamentos cada vez mais privados&#8221;. Em palavras simples, você acha que o &#8220;outro não faz&#8221;, e começa a fazer escondido, temendo reprovação e alimentando sentimentos de vergonha.</p>
<p>A autora exemplifica sua afirmação:</p>
<p>&#8220;Atualmente compartilhar com alguém o mesmo copo onde se bebe água é um ato que exige um certo nível de intimidade. Nesse caso, estão em jogo representações da ordem do &#8216;sujo&#8217; e &#8216;desconhecido&#8221;, em oposição às dimensões do &#8216;limpo&#8217; e &#8216;conhecido&#8217;. Assim, uma das maneiras de demonstrar amor é suspender as barreiras entre os corpos. Um casal de namorados pode trocar chicletes já mastigados sem que isso provoque nojo entre eles, o que ilustra a suspensão dos limites entre os corpos das pessoas que se amam&#8221;.</p>
<p>A autora considera que o sexo deva ser encarado como um aprendizado natural, análogo qualquer outra atividade humana. Afirma que os indivíduos são socializados para a entrada na vida sexual por meio da cultura, que orienta roteiros e comportamentos, considerados aceitáveis para cada grupo social.</p>
<p>Para a autora a um tópico relevante é a concepção do sexo como atividade legítima de comunicação ou de mobilidade social, o que também varia de acordo com o gênero, a classe e o contexto histórico. O sexo pode ser pensado como uma alternativa digna ou menos aceitável de estabelecer relações que não almejam somente um vínculo erótico, afetivo ou reprodutivo. &#8220;Na cultura brasileira é altamente possível o uso do sexo como forma de ascensão social em determinados contextos. A preferência de homens negros por mulheres brancas, em casamentos inter-raciais, é reveladora de uma forma de ascensão social e de uma hierarquia, tanto de beleza como racial, o que integra distintos modos de prática e de representações da sexualidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Michel Bozon, em seu artigo sobre a composição de casais, ressalta que geralmente, quando se pensa em um par, o homem deve ser mais alto que a mulher. Por que é esteticamente inadequado que uma mulher seja mais alta que o homem? Essa formulação expressa uma relação hierárquica de gênero, revelando uma representação de gênero baseado na dominação masculina&#8221;. (Heilborn, 2006)</p>
<p>Segundo a autora é extremamente importante uma abordagem sociológica sobre a sexualidade pois, através dela, é possível demonstrar os mecanismos inconscientes, repletos de regras coletivas totalmente interiorizadas.</p>
<p>A autora prossegue afirmando que &#8220;a imagem do Brasil como um país de moralidade sexual flexível diante dos padrões europeus oriundos do catolicismo e protestantismo é resultante de um conjunto heterogêneo de representações científicas e populares. Esse mito está presente também na divulgação de um tipo de propaganda do país, na publicidade do turismo, que promove, por exemplo, a imagem da mulata: uma mulher sexualmente muito liberada, &#8216;quente&#8217; e &#8216;fogosa&#8217;, o resultado da miscigenação de um homem branco com uma mulher negra. A publicidade difunde uma imagem de um país no qual as pessoas andam quase nuas nas praias, com mulatas, de modo que há uma associação entre as imagens do carnaval com as de paraíso sexual. Mais recentemente, o Brasil também é vendido como um paraíso gay, indicando um país onde há muita tolerância e liberdade em relação à homossexualidade, tanto masculina como feminina. Na realidade, não é exatamente assim que se passa&#8221;.</p>
<p>Uma ampla pesquisa foi realizada em três cidades muitos distintas no Brasil, segundo a autora, sendo Porto Alegre a cidade mais ao sul do país, com a maior parte de sua população branca (75% de brancos), de origem alemã, italiana e polonesa. Já a cidade de Salvador possui 60% de negros e é a capital brasileira com a maior população negra. Essas diferenças podem dar origem a idéias preconceituosas, em função de estereótipos raciais. &#8220;Por exemplo, quando falava da pesquisa com meus companheiros acadêmicos, lhes perguntava: qual seria a cidade com iniciação sexual mais precoce? &#8211; como uma forma de aproximação do imaginário presente. Todos, sem exceção, respondiam que seria Salvador, por ser uma cidade com uma grande proporção de negros&#8221;.</p>
<p>A pesquisa comprovou justamente o contrário. Salvador foi a cidade com a iniciação sexual mais tardia, e a iniciação sexual mais precoce foi observada na cidade de Porto Alegre com uma população que descende, em sua maior parte, de imigrantes europeus brancos. A autora afirma que &#8220;não se trata de explicar a diferença pelo impacto modernizador dos europeus, mas de desconstruir o vínculo entre raça e sexualidade mais precoce&#8221;.</p>
<p>Segundo a autora deve ser agregado aos resultados da pesquisa as &#8220;condições materiais de existência também estão presentes na modelação da sexualidade. Porto Alegre, por exemplo, governada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) durante 16 anos, é a cidade que possui os melhores índices de desenvolvimento social e de escolaridade, maior cobertura dos serviços de saúde, melhor índice de uso de contraceptivos na primeira relação sexual e uma distribuição de renda mais equânime, em um país com tantas desigualdades sociais como o Brasil. Porto Alegre, no âmbito da comparação empreendida pela mencionada pesquisa, apresenta os percentuais de gravidez menos precoce. Esse cenário rapidamente descrito serve para relativizar os mitos difundidos sobre a sexualidade brasileira&#8221;.</p>
<p>Na pesquisa, perguntou-se aos jovens se era possível controlar a vontade de fazer sexo por pouco tempo, por muito tempo ou se era impossível controlá-la. &#8220;O sexo como uma necessidade física tem pequena proporção de aceitação entre mulheres de maior escolaridade e é mais aceito em moças com menor nível de escolaridade. Mas, na comparação dos dados dos jovens com alta escolaridade, observa-se uma diferença de gênero muito importante. Os homens altamente escolarizados, pertencentes às camadas médias e médias altas da sociedade, são os que melhor expressam a ideologia de gênero do sexo masculino, que associa o sexo a uma necessidade física e a uma força incontrolável, o que contrasta com as mulheres do mesmo grupo social. São exatamente os privilegiados que vão rejeitar uma perspectiva mais relacional da sexualidade, afirmando valores tradicionais da supremacia do desejo masculino.&#8221;</p>
<p>Outro dado interessante é que parece que a tolerância à homosssexualidade masculina é maior entre as moças do que entre os rapazes. Outro fator percebido é que a iniciação sexual no Brasil não apresenta variações entre grupos sociais, mas sim variações entre homens e mulheres: para os primeiros é uma obrigação social para garantir o status de virilidade. Já para as mulheres, a iniciação sexual depende das formas de controle da família, do nível de escolaridade e de religião.</p>
<p>Quanto à religião, destaco um fator que, nos últimos anos, vem se processando com freqüência principalmente entre muitos católicos: &#8220;São muitas as investigações que demonstram a diferença entre o discurso oficial da Igreja e a prática dos católicos sobre sexualidade&#8221;. (Rodrigues, 2006). A pesquisa efetuada por Rodrigues foi realizada com um público de classe média, com nível médio e superior de escolarização, inserido num contexto social urbano. Sobre este assunto abordarei com maiores detalhes em um próximo artigo.</p>
<p>Heilborn (2006) conclui que o quadro está longe de se aproximar da imagem de um país sexualmente desinibido. Modos de significação e contabilidade das práticas sexuais se apresentam como demarcadores de universos distintos para homens e mulheres. O destaque dado pelos rapazes à experiência do sexo anal contrasta fortemente com dados de pesquisas internacionais, considerada a mesma faixa etária. &#8220;Parece-me assim possível arrazoar sobre o intrincado nexo entre o imaginário (o de paraíso sexual) e as condições concretas (simbólicas e materiais) do exercício da sexualidade no Brasil&#8221;.</p>
<p>Pelo que tenho pesquisado e presenciado, mesmo em grandes centros urbanos, observo uma resistência, relacionada provavelmente a algum tipo neurose sexual coletiva, quando revelo que estudo sexualidade e mantenho um site sobre o assunto. As reações envolvem um misto de curiosidade, surpresa e censura velada nos semblantes. Essa neurose coletiva revela-se sem limites em expressões que costumo escutar: &#8220;ela pediu isso, estava procurando&#8221;, quando mulheres se vestem (ou melhor, quase nada vestem) seguindo o que dita a moda e recebem agressões verbais, cantadas, bolinações e até o estupro propriamente dito. Por seguir a moda e vestir-se de um jeito ou de outro, as vítimas transformam-se em culpadas no discurso social.</p>
<p>Muitas mulheres ainda não conhecem sua própria anatomia. Poderia até apostar que muitas delas nunca pararam para ver sua própria genitália na frente do espelho. Mesmos as mulheres que se vestem com micro-roupas, rotuladas pela mídia como &#8220;poposudas&#8221;, principalmente as de baixa renda, não usam anticoncepcionais, ou outros métodos para evitar uma gravidez, porque seus &#8220;companheiros&#8221; ainda vivem da aparência social: &#8220;homem tem que fazer filhos para se mostrar viril&#8221;.</p>
<p>Uma nação em que se observam esses comportamentos de forma tão generalizada ainda precisa quebrar muitas barreiras na abordagem da própria sexualidade e, mais, longe estamos de ser um país com uma &#8220;liberalidade sexual&#8221;. Como em todos os países &#8211; e isto inclui o Brasil &#8211; é óbvio que os turistas encontraram aqui todo o tipo de pessoa, de profissão, de opções sexuais, mas não é possível dizer que o brasileiro, coletivamente, é sexualmente desinibido, bem resolvido ou, mesmo, sexualmente liberal.</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>Heilborn, Maria Luiza. Entre as tramas da sexualidade brasileira. Disponível em: Estudos Feministas, Florianópolis, 14(1): 336, janeiro-abril/2006.</p>
<p>Rago, Margareth. Sexualidade e identidade na historiografia brasileira. Disponível em: www.unicamp.br/~aulas. Acessado em: 12/12/2006.</p>
<p>Rodrigues, Cátia S. Lima. Católicas e Femininas:Identidade Religiosa e Sexualidade de Mulheres Católicas Modernas. Revista de Estudos da Religião Nº 2 / 2003 / pp. 36-55.</p>
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		<title>Evento</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 02:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade sexual]]></category>
		<category><![CDATA[edições 16 a 20]]></category>
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		<category><![CDATA[sexualidade e política]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O ENUDS – Encontro Nacional Universitário pela          Diversidade Sexual &#8211; é um projeto de integração,    <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/evento/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.geocities.com/enuds2005/" target="_blank">ENUDS</a> – Encontro Nacional Universitário pela          Diversidade Sexual &#8211; é um projeto de integração,          que agrega temas acerca da diversidade sexual e os insere em um contexto          social, familiar, salutar, mercadológico, entre outros.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 180px"><img title="Carla de Paula Santos – 23 anos" src="http://gehspace.com/edicao%2018%20imagens/carladepaula%20copy.jpg" alt="Carla de Paula - Estudos de Mídia UFF - cobertura de evento sobre diversidade sexual - sexualidade" width="170" height="198" /><p class="wp-caption-text">Carla de Paula Santos – 23 anos</p></div>
<p>O evento ENUDS teve sua primeira versão no ano          de 2003, motivado por um encontro da <a href="http://www.une.org.br/" target="_blank">UNE</a> (União Nacional dos Estudantes) realizado no          ano anterior em Belo Horizonte. Na ocasião, lideranças como          Dário Neto (Comissão Nacional do ENUDS &#8211; SP) foram convidadas          a pronunciar-se sobre o tema &#8220;diversidade sexual&#8221; mas, durante          o encontro, não lhes foi cedido espaço de participação.</p>
<p>Organizou-se então um movimento de protesto, o ENUDS.          Desde então, o evento é realizado anualmente e está          agora em sua terceira edição.</p>
<p>Nas duas primeiras edições, não          havia entidades estudantis envolvidas, como na atual. Essa mudança          é reconhecida como fundamental por Dário Neto, que comemora          também o apoio recebido da <a href="http://www.aduff.org.br/" target="_blank">Associação          de Docentes da UFF</a> e dos <a href="http://www.uff.br/sintuff/" target="_blank">Sindicatos          de Servidores da UFF</a> e da <a href="http://www.sintufrj.org.br/" target="_blank">UFRJ</a>.</p>
<p>Aproximadamente duzentas pessoas são esperadas          para acompanhar os debates, que se realizarão até o dia          15 de novembro de 2005, na <a href="http://www.uff.br/" target="_blank">Universidade          Federal Fluminense</a>, com apoio dos Diretórios          Acadêmicos, que encararam o evento como &#8220;fato político&#8221;.</p>
<p>Paula Cardoso, membro da coordenação do “Projeto          Diversitas-UFF: extensão em diversidade sexual”, grupo à          frente da realização do encontro em Niterói, declarou          que a prefeitura de Niterói teria mostrado apoio mas, por questões          burocráticas no acesso aos altos dirigentes, a ajuda não          foi recebida. “O vínculo do ENUDS com a UFF é um dado          fundamental para a obtenção dos apoios”, ressalta.</p>
<p>Paula afirma que, devido ao conservadorismo presente na          sociedade, as empresas e instituições não querem          sua imagem ligada a movimentos de cunho sexual (termo que abarca toda          a diversidade implícita). Ela acredita ainda que faltam pesquisas          aprofundadas abrangendo os variados universos da sexualidade e que a mídia          não trata a questão da forma como deveria. &#8220;Os meios          de comunicação são carniceiros, querem ver o circo          pegar fogo&#8221;.</p>
<p>Um dos assuntos tratados na primeira mesa de debates foi          que os poucos materiais publicados ficam engavetados e se tornam de difícil          acesso, por isso, mesmo dentro da própria Universidade a discussão          é de pouco abrangente.</p>
<p>Algumas ONGs e entidades da sociedade civil compareceram          ao primeiro dia de discussão no Diretório Central dos Estudantes          da UFF. Carlos Alberto Migon, diretor do <a href="http://grupoatoba.ubbihp.com.br/" target="_blank">Grupo          Atobá</a>, concorda que, dentro das Universidades          brasileiras, há uma escassez muito grande de iniciativas para o          estudo da diversidade sexual, diferentemente de outros países,          como os EUA, que oferecem até cátedras sobre o assunto.          Perguntado sobre a relevância de eventos como o ENUDS, que tratam          da causa sexual (homossexuais, heterossexuais, transexuais e bissexuais),          Carlos Alberto diz que o mais importante é a visibilidade da causa          e se mostra muito satisfeito por saber que, nesta edição,          a realização ocorreu majoritariamente por iniciativa dos          alunos da Universidade. “As discussões são muito pouco          freqüentes dentro de qualquer instituição e precisa          estar presente na família, nas Igrejas e não submetidas          à marginalidade social”, afirma. Ele julga que a mídia          não é tão inacessível como se pensa e acredita          ter havido um considerável avanço na abordagem dos assuntos          que permeiam os homossexuais na imprensa: &#8220;Nós saímos          das páginas policiais para páginas políticas e de          saúde&#8221;.</p>
<p>Sílvia Ramos, cientista social, disse durante seu          discurso que &#8220;A diversidade sexual é metáfora do direito          à diferença&#8221;, é &#8220;o símbolo da diversidade          no país&#8221;. Compareceu à mesa também a travesti          Hanna Suzart, presidente da Associação de Travestis –          ASTRA-Rio), que esclarece algumas definições sobre os novos          termos, freqüentemente confundidos dentro até do próprio          meio. A travesti é definida por ela uma questão de gênero          e não de orientação sexual. Os transgêneros          são pessoas do sexo feminino ou masculino que assumem características          físicas ou psicossociais atribuídas ao outro sexo. &#8220;Travesti          é o terceiro gênero&#8221;, afirma.</p>
<p>De maneira análoga, a “Drag Queen” não          tem uma definição relacionada à sexualidade, mas          a uma profissão. Hanna assume ter de “fazer programas”          para sobreviver e vê a mídia como &#8220;perversa&#8221;.</p>
<p>Os transgêneros são apresentados estereotipicamente,          como nas Paradas Gays, em que as fotos de destaque na imprensa são          as que revelam as plumas, o brilho e o lado bem humorado do travestismo,          relegando muitas vezes a um plano secundário as presenças          gays ou lésbicas que, sem o mesmo impacto visual, são menos          atraentes enquanto mercadorias.</p>
<p>O mesmo faz a TV, que, nas raras oportunidades em que veicula          a imagem da travesti, a aborda na maior parte das vezes como prostituta          de rua.</p>
<p>Todos os entrevistados reconheceram a importância          do tratamento da temática homossexual em novelas, porque gera discussões          em núcleos familiares e na sociedade, o que está contribuindo          para uma maior conscientização de que há uma diversidade          sexual e que ela precisa ser respeitada.</p>
<p>O deputado Babá, do <a href="http://www.psol.org.br/" target="_blank">PSOL</a>,          também se pronunciou na mesa e comentou a existência de uma          repressão da polícia contra os GLBT, além de todo          o processo homofóbico sofrido por essa mesma classe. O deputado          declarou ainda que o Congresso Nacional &#8220;empurra com a barriga&#8221;          os projetos de defesa aos homossexuais porque é ainda muito conservador,          mas que há uma frente parlamentar de defesa da diversidade. Acredita          que a classe média é bem mais preconceituosa que a de renda          inferior: a classe média oprimiria de forma mais direta o comportamento          homossexual que os pobres.</p>
<p>Quanto ao fato de que a mídia trate de forma depreciativa,          debochada, sem profundidade ou atenção à causa fundamental,          a liberdade sexual, o deputado foi taxativo: &#8220;Que cada um exerça          a sexualidade como queira&#8221;.</p>
<p>Carla de Paula Santos – 23 – Estudante do Curso Graduação          em <a href="http://www.uff.br/ecmidia/curso.htm" target="_blank">Estudos          de Mídia (UFF)</a></p>
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		<title>Androginia</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 23:44:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[edições 11 a 15]]></category>
		<category><![CDATA[homossexualismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Tenho ouvido muita discussão sobre o que é          Travesti, Transformista, Transgênero, Transexual, Drag-Queen e Cross-Dresser.    <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/androginia/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho ouvido muita discussão sobre o que é          Travesti, Transformista, Transgênero, Transexual, Drag-Queen e Cross-Dresser.          Realmente essa diversidade provoca confusão na cabeça de          muitos ainda. Vou dar uma pincelada sobre o assunto assim, quem sabe,          aumentando o conhecimento diminua o preconceito!</p>
<p>Quem é travesti? A palavra travesti refere-se ao traje, ou seja,          disfarce no trajar, pessoas que se vestem com roupas do sexo oposto, tra-vestir-se.          Concluindo&#8230; É o Transformista, a Drag-Queen e o Cross-Dresser.          Quem é transexual? O prefixo latino “Trans” refere-se          a transitar, transformar, ir além de. Então é transexual,          a pessoa que transforma o seu genital, é a pessoa que recorre à          cirurgia para a mudança de sexo. Trans-sexual. Quem é transgênero?          Como eu disse antes, a palavra trans quer dizer transitar. Então          é trans-gênero, a pessoa que muda de um gênero para          o outro é a pessoa que transforma seu corpo, que pode ser do gênero          masculino para o feminino, ou ao contrario. O transexual não deixa          de ser um transgênero, pois além de mudar de sexo, ele também          mudou de gênero. Entre todas as diversidades de transgêneros,          podemos afirmar que as crossdressers constituem um dos grupos de maior          complexidade. Geralmente confundidas com as travestis ou com as drag queens,          em virtude do fator comum que é o uso de roupas femininas, as CD´s,          entretanto e apesar de todas as afinidades, possuem características          próprias e intransferíveis, relacionadas diretamente com          o trânsito possível entre os universos masculino e feminino.          CROSSDRESSER é um homem que esporadicamente e por motivos relacionados          com a sua libido ou com as suas pulsões sexuais, cultiva o hábito          de usar roupas femininas. Independente de seu gênero ou opção          sexual. Podem ser heterossexuais, homossexuais ou bissexuais. E descobrem          a identidade de gênero feminino sempre muito antes de conseguir          perceber as diferenças sexuais existentes entre homens e mulheres.</p>
<p>Tudo isso que expliquei detalhadamente são vertentes de uma coisa          linda que se chama androginia. Quem sabe um dia, nós não          vamos mais precisar de tantas palavras para designar o que faz parte de          um só gênero. O gênero humano!</p>
<p>Se você, alguém que você gosta, ou até um filho          aparecer falando ser algo do que citei, relaxa, ele continua humano viu?          O coração dele certamente continua o amando. E ele aprendera,          por enfrentar o preconceito, a engolir a possível pena que sentiria          de você <img src='http://gehspace.com/sexualidade/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Enquanto alguns usam a cabeça pra se ocupar em repudiar o prazer          da maquina que é o corpo humano, só vem uma frase na minha          cabeça, sabiamente escrita por um louco que o mundo admira:</p>
<p><strong><em><span style="color: #cc0000;">Te chamam de ladrão,          de bicha, maconheiro.<br />
Transformam o país inteiro num puteiro,<br />
Pois assim se ganha mais dinheiro.</span></em></strong></p>
<p><strong><em><span style="color: #cc0000;">A TUA piscina ta cheia          de ratos,<br />
TUAS idéias não correspondem aos fatos.<br />
E o tempo não pára, pessoa!</span></em></strong></p>
<p>Abra sua mente pra imundície real que é, e esta, nossa          grande pátria desinteressante. Despeitar o prazer alheio é          pequeno demais na atual situação prostituída que          nossa pátria (eu e vocês) nos encontramos. Não acham?</p>
<p><em>Rocca Stockler</em></p>
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		<title>Moralidade ocidental &#8211; Mulher brasileira</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 20:44:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[edições 6 a 10]]></category>
		<category><![CDATA[moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade feminina]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Géssica          Hellmann</p>
<p>Segundo Vasconcelos (2005), na sociedade brasileira o poder familiar sempre imperou nas mãos do homem. Foi a <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/moralidade-ocidental-mulher-brasileira/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="escreva para a editora" href="mailto:geh@gehspace.com">Géssica          Hellmann</a></p>
<p>Segundo Vasconcelos (2005), na sociedade brasileira o poder familiar sempre imperou nas mãos do homem. Foi a família patriarcal a célula mais importante da formação de sociedade brasileira. Esta organização perdurou no Brasil até meados do século XIX. Os direitos civis no Brasil, basicamente, até 1890, eram uma extensão dos de Portugal. O primeiro Código Civil Brasileiro só entrou em vigor a partir de 1917. De modo geral, nossas Constituições limitavam-se a afirmar o princípio de igualdade, mas a realidade era bem diferente.</p>
<p>A monogamia foi criada para preservar o poderio econômico dentro de um mesmo grupo sangüíneo. Por este motivo a sexualidade feminina era rigorosamente controlada, pois esta era a única forma de que o homem dispunha para assegurar a paternidade. Tornou-se , portanto, indispensável valorizar o papel da esposa, tornando-se a fidelidade da mulher fator preponderante em uma união e punições deveriam ser aplicadas àquelas que não cumprisse mcom este dever. O adultério feminino era punido com mais rigor que o masculino. O homem considerava a fidelidade da mulher como parte da sua honra para e, por isso, passou a ter o direito de vida e de morte sobre ela. Essa ideologia trouxe um aumento no número de mortes e na violência doméstica em geral.</p>
<p>Barbosa (2005) afirma que o debate político público sobre a moralidade sexual, o casamento e as relações entre gêneros, no início do século XX, pretendia assegurar o engajamento das mulheres e da família nas tarefas de reprodução social, segundo o interesse dos governantes.</p>
<p>Do ponto de vista econômico o trabalho feminino foi cada vez mais necessário para a economia familiar. Mas o problema para o Estado consistia em como conciliar o emprego feminino com a função de ligar as mulheres com seus deveres familiares e a preservar a divisão sexual do trabalho familiar. O emprego feminino deveria somente complementar o trabalho masculino, com salários mais baixos, para não &#8220;violentar&#8221; sua feminilidade e seu papel doméstico.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Desde o início do cristianismo a mulher era tratada como ser inferior. Em vários momentos ela foi e de certa forma é ainda controlada por instituições como a Família, a Igreja e o Estado. Onde estão os direitos de igualdade? Muito destes direitos já foram adquiridos, mas até quanto essa &#8220;falsa liberdade moral&#8221; continuará? Por que muitas mulheres se sujeitam a esse esquema, ou a pergunta deveria ser, o que elas ganham com isso? O que fazer pra mudar? Será que queremos realmente que mude? Queimaremos novamente sutiãs? Na verdade, acho que devemos mergulhar em nós mesmas e descobrir as possíveis respostas: talvez a mudança encontre-se no nosso próprio conceito de moralidade.</p>
<p>BARBOSA, Regina Helena Simões. <strong>Mulheres, reprodução e aids: as tramas da ideologia na assistência à saúde de gestantes HIV+</strong>. Disponível em: http://portalteses.cict.fiocruz.br/transf.php?script=thes_chap&amp;id=00006703&amp;lng=pt&amp;nrm=iso . Acessado em: 21 ago. 2005.</p>
<p>VASCONCELOS, Eliane. <strong>Não as matem</strong>. Disponível em: http://www.casaruibarbosa.gov.br/eliane_vasconcelos/Agulha/main_agulha.html. Acessado em: 21 ago. 2005.</p>
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