<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Sexualidade by géh &#187; edições 16 a 20</title>
	<atom:link href="http://gehspace.com/sexualidade/tag/edicoes-16-a-20/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://gehspace.com/sexualidade</link>
	<description>Sexualidade: artigos de pesquisa e entrevistas</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Jul 2009 14:51:44 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=abc</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Entrevista com Maria &#8211; Violência Sexual</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/entrevista-com-maria-violencia-sexual/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/entrevista-com-maria-violencia-sexual/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 15:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 16 a 20]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade feminina]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=144</guid>
		<description><![CDATA[<p>por Géssica Hellmann</p>
<p>O lema da campanha mundial do Center for Women´s          Global Leadership (Centro para a Liderança Global <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/entrevista-com-maria-violencia-sexual/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Géssica Hellmann</em></p>
<p>O lema da campanha mundial do Center for Women´s          Global Leadership (Centro para a Liderança Global das Mulheres)          deste ano é <strong><em>&#8220;Pela saúde das mulheres, pela          saúde do mundo, basta de violência&#8221;</em></strong>. O          UNIFEM &#8211; Fundo das Nações Unidas para a mulher, denunciou          em seu relatório anual que a violência de gênero provoca          mais mortes em mulheres entre 15 e 44 anos que o câncer.          A pedido, não iremos divulgar a identidade da entrevistada, dona          de casa, de 52 anos, a quem chamaremos de Maria. Atualmente está          em seu terceiro casamento. Os incidentes ocorreram no seu segundo casamento.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Sabemos que na maioria          dos casos, antes da própria violência física, existe          a violência psicológica. Maria você poderia nos contar          como tudo começou? </span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: No inicio era tudo bom. Ele era atencioso carinhoso,          levava café na cama, com flores e tudo, um verdadeiro sonho. Nos          divertíamos muito, saíamos para dançar, passear,          éramos eternos namorados. Na época ele ainda não          bebia, pois tomava remédio para os nervos. Quando terminou o tratamento,          começou a beber, foi aí que tudo começou.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Quais as mudanças          que ocorreram na relação? Quando notou as primeiras alterações?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Ele chegava embriagado, quase todos os dias, não          se controlava, fazia agressões verbais, me cobrando sobre as coisas          que ele me dava.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Ele          começou com agressões verbais. Qual foi a primeira vez que          ele demonstrou violência física?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: A primeira vez que demonstrou violência,          foi quando me empurrou contra parede. Ele só demonstrava violência          quando estava embriagado, me agredia verbalmente, cobrando as coisas boas          que tinha feito pra mim. Ameaçava que dormiria com uma faca para          me matar, mas nunca o fez.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: E como ele reagia no dia          seguinte?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Quando ficava sóbrio se arrependia, pedia          perdão, prometia que nunca mais ia fazer isso, era o melhor marido          do mundo, fazia o café, o almoço, lavava roupa, comprava          coisas que eu gostava pra comer, etc.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: E você acreditava          nas palavras dele?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Não, mas a esperança é a          ultima que morre.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Intimamente, esperava que          a situação mudasse, é isto? Que voltasse a ser o          que era no começo?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Sim, com certeza.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Na época você          contou, para alguém o que estava acontecendo?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Para a filha dele, o irmão e a cunhada.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: E qual a reação          deles?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Eles diziam que ele me amava mas não me          merecia porque, com a primeira mulher, ele também era violento,          diziam até que, comigo, ele ate tinha melhorado um pouco. Eles          me aconselhavam a cair fora.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: E você o que fez? </span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Enquanto ele não me machucasse fisicamente,          eu ficaria ali, com esperanças, de que ele se tratasse, ele até          começou um tratamento no AA, mas desistiu. Depois de alguns encontros          no AA ele disse que não precisava, que sabia se conter.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Todos acham. É difícil          admitir que se está doente e precisa de ajuda.</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Eu não tinha medo, sempre achava que essas          coisas só aconteciam com os outros. Pois eu nunca tinha sido agredida          por ninguém.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: A situação          piorou?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Piorou, e muito. Quando nos mudamos para longe          dos familiares, não durou três meses.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Os registros das delegacias          brasileiras demonstram que 70% dos incidentes ocorrem dentro de casa e          que o agressor é o próprio marido ou parceiro. O que a fez          por um fim no relacionamento?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Foi na noite em que ele chegou embriagado e me          bateu. Foi terrível a pior noite da minha vida. Era um pesadelo          sem fim.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Você conseguiu pedir          ajuda?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Gritei muito, até uma vizinha escutar.          Ela chamou a polícia. Quando chegaram, ele me ameaçou e          mandou que eu não contasse. Com medo de morrer, obedeci. Então          foram embora, cheguei a pensar que tudo tinha acabado, mas estava só          começando. Ele me bateu até se cansar, entre torturas físicas          e verbais. Quando acabou já tinha amanhecido.</p>
<p>&lt;<strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Qual foi sua reação          após o acontecido?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Ele foi trabalhar, quando fiquei sozinha, liguei          para o meu trabalho, contei o que tinha acontecido, eles me pediram para          ir até lá conversar.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Você teve coragem          de denunciá-lo a policia?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Me aconselharam a denunciá-lo, mas por          vergonha não fui.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Muitas mulheres, por vergonha,          humilhação e medo não denunciam o caso a policia.          O que fez então? Voltou pra casa?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Voltei, para pegar algumas roupas e objetos pessoais,          para dormir na casa das minhas filhas, mas não deu tempo. Ele chegou,          então quando tudo ia começar, o telefone tocou. Era minha          filha, perguntado se eu precisava de ajuda. Falei que sim. Em poucos minutos          meu irmão veio me buscar.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Após o término          da relação. Ele ainda voltou a te ameaçar ou perseguir?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Nos separamos, ele foi para casa dele e eu fiquei          morando lá sozinha. Uma semana depois ele apareceu querendo ser          prestativo, disse que veio arrumar o portão que havia estragado.          Nesta oportunidade ele entrou em casa e me estuprou.</p>
<p>&lt;<strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Você sofreu de violência          psicológica, física e sexual. É um trauma difícil          de superar. </span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Isso me deu forças para denunciá-lo,          só assim consegui me livrar deste monstro.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Qual o conselho que você          daria as mulheres que sofrem violência dentro de casa?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Quem bate uma vez bate sempre, não confiem,          denunciem.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/entrevista-com-maria-violencia-sexual/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres 25 de Novembro a 10 de Dezembro de 2005</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/16-dias-de-ativismo-pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres-25-de-novembro-a-10-de-dezembro-de-2005/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/16-dias-de-ativismo-pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres-25-de-novembro-a-10-de-dezembro-de-2005/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 15:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 16 a 20]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade e política]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade feminina]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=141</guid>
		<description><![CDATA[<p>O dia 25 de novembro é o dia Internacional da Não-Violência          Contra a Mulher. A data, instituída durante <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/16-dias-de-ativismo-pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres-25-de-novembro-a-10-de-dezembro-de-2005/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dia 25 de novembro é o dia Internacional da Não-Violência          Contra a Mulher. A data, instituída durante o 1º Encontro          Feminista Latino-Americano e do Caribe (Bogotá, 1981), reverencia          a memória das irmãs Mirabal, brutalmente assassinadas na          República Dominicana durante o regime do ditador Trujillo, em 1960.          Em 1999, a data coincidiu com a realização do VIII Encontro          Feminista Latino-Americano, em Juan Dolio, na República Dominicana.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 260px"><img style="border: 0pt none;" title="Folder 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres - 2005" src="http://gehspace.com/edicao%2020%20imagens/Capa-Folder-25-de-Novembro%20copy.jpg" border="0" alt="Capa folder 25 de novembro - 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres" width="250" height="499" /><p class="wp-caption-text">Folder 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres - 2005</p></div>
<p class="texto"><strong>- 20 de Novembro: Dia Nacional da Consciência          Negra<br />
(data brasileira)<br />
- 25 de Novembro: Dia Internacional pela Eliminação da<br />
Violência Contra a Mulher<br />
- 01 de Dezembro: Dia Mundial de Luta contra a Aids<br />
- 06 de Dezembro: Data do Massacre de Montreal<br />
- 10 de Dezembro: Dia Internacional dos Direitos Humanos</strong></p>
<p class="texto">Em 2005 a Campanha Mundial &#8220;16 Dias de Ativismo&#8221;          ressaltará a inter-relação entre a violência          contra a mulher e a pandemia de HIV/AIDS, pois a violência e a discriminação          contra a mulher diminuem-lhe a possibilidade de se proteger da infecção          por HIV e limita o acesso aos serviços de<br />
saúde &#8211; o que constitui uma violação dos direitos          humanos das mulheres em todo o mundo.</p>
<p>A Campanha Mundial &#8220;16 Dias de Ativismo&#8221; é coordenada,          desde 1991, pelo Centro para a Liderança Global das Mulheres (CWGL).</p>
<p>No Brasil, a Rede Feminista de Saúde integra a Campanha Mundial          &#8220;16 Dias de Ativismo&#8221;, que é coordenada pela Agende &#8211;          Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento.</p>
<p><span class="texto"><strong>Violência Contra as Mulheres </strong></span></p>
<p>A violência contra a mulher é um ato de discriminação          e uma violação dos direitos humanos tais como:direito à          liberdade,à saúde,à segurança,à proteção          em condições de igualdade,de não ser submetida a          torturas ou tratamentos cruéis,inumanos ou degradantes,e o direito          à vida (CEDAW).</p>
<p>A Campanha 25 de Novembro: Dia Internacional pela Eliminação          da <a class="link2" href="http://www.gehspace.com/sexualidade46a50.htm#49">Violência</a><span class="texto"> Contra a Mulher baseia-se nos seguintes princípios:<br />
- a mulher tem direito de viver uma vida livre de violências. Portanto,          a violência contra a mulher é uma violação          de seus direitos humanos fundamentais;<br />
- a violência contra a mulher sempre acarreta impactos severos em          sua saúde física e mental, e deve ser considerada um problema          de saúde pública que merece atenção prioritária;<br />
- a mulher deve ter acesso à informação e à          orientação a respeito de leis e instrumentos que a protegem          e como utilizá-los;<br />
- a mulher agredida (física, psicológica ou racialmente)          deve ser acolhida com prontidão, sensibilidade e empatia pelas          distintas instâncias encarregadas de sua atenção;          e<br />
- a violência de gênero deve ser enfrentada a partir de um          enfoque multidisciplinar e multissetorial, e sua erradicação          deve constituir um compromisso de toda a sociedade.</span></p>
<p>Nos próximos três anos (2005-2007), a Campanha 25 de Novembro,          coordenada pela RSMLAC &#8211; Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas          e do Caribe -, objetiva denunciar e documentar o vínculo indissociável          entre violência de gênero e seu impacto direto na saúde          da mulher.</p>
<p class="texto">Fonte: Rede Feminista de Saúde</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/16-dias-de-ativismo-pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres-25-de-novembro-a-10-de-dezembro-de-2005/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os papéis no relacionamento &#8211; parte final</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/os-papeis-no-relacionamento-parte-final/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/os-papeis-no-relacionamento-parte-final/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 14:50:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[análise transacional]]></category>
		<category><![CDATA[edições 16 a 20]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=136</guid>
		<description><![CDATA[<p>(Continuação do artigo sobre os papéis          no relacionamento).</p>
<p class="wp-caption-text">Pintura em Porcelana por Luís Soares</p>
<p class="titulo">1.2 &#8211; Scripts banais <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/os-papeis-no-relacionamento-parte-final/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>(Continuação do artigo sobre os </span><a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/os-papeis-no-relacionamento-parte-ii/">papéis          no relacionamento</a>).</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 260px"><img title="Pintura em Porcelana por Luís Soares" src="http://gehspace.com/edicao%2019%20imagens/c123.jpg" alt="Pintura em Porcelana por Luís Soares" width="250" height="250" /><p class="wp-caption-text">Pintura em Porcelana por Luís Soares</p></div>
<p class="titulo">1.2 &#8211; Scripts banais para homens</p>
<p>Os homens, assim como as mulheres, possuem certos scripts          estereotipados, que escolhem para viver. Estes estilos freqüentemente          se adaptam a um estilo correspondente na mulher.</p>
<p><strong>O pai de todos:</strong> É a versão exagerada do          pai e marido responsável. Pode ser casado com a &#8220;super-mãe&#8221;          ou a &#8220;coitadinha de mim&#8221;. Sua vida está imersa em responsabilidades.          Ele sabe tudo melhor e não admite discussão contra isso.          Se ele permite que alguém use seu próprio critério          é só para que este familiar aprenda com seus próprios          erros. Por estar tão sobrecarregado com responsabilidades, ele          geralmente não se diverte. Se ele pensa em não cuidar dos          outros, uma culpa o adverte que ele não está OK, impedindo-o          de agir com esse pensamento. A sua morte se dá usualmente pouco          depois de se aposentar, quando toda a sua força de trabalho lhe          foi retirada, seus filhos o deixaram ou se voltaram contra ele.</p>
<p>Representa um contra-script quando decide sair de férias, contratar          uma secretária, livrar-se de parte do trabalho para equilibrar          vida. Pode até tentar se divorciar para se livrar das responsabilidades          e optar por ficar solteirão. Por ser um &#8220;salvador&#8221; de          coração, eventualmente começa tudo de novo.</p>
<p>É atribuído a ele que cuide de todo mundo, que não          admita fraquezas e que ele sempre tem razão. Emocionalmente vive          os jogos: &#8220;Salvação&#8221;/&#8221;Tribunal&#8221;/&#8221;Se          não fosse por você&#8221;.</p>
<p><em>Antítese</em>: Começa a exigir igual responsabilidade          nas relações com as pessoas, colocando sua vida em primeiro          lugar.</p>
<p><strong>O homem na frente da mulher:</strong> Ele sabe que o seu sucesso          não seria possível sem sua mulher, mas tem a necessidade          de fingir que ele é o gênio da parceria. Mesmo sabendo que          ela é mais competente, sempre deixa claro que é ele quem          manda. Sente-se culpado por isso, mas segue os padrões &#8220;sexistas&#8221;          da sociedade.</p>
<p><em>Antítese</em>: Percebe que a capacidade de sua mulher seria          muito mais bem expressa, com vantagem para ambos, se fosse permitido a          ela ser considerada uma igual.</p>
<p><strong>Playboy:</strong> Passa a vida em busca da mulher perfeita, que          não existe. Chega a acreditar na realidade das mulheres que vê          na revista e as valoriza mais do que as que encontra na vida diária.          Suas parceiras são &#8220;mulheres de plástico&#8221; ou &#8220;belezas          decadentes&#8221;. Com as primeiras, costuma ter casos breves; com as ultimas,          uma relação abortiva, que terminam com ele sendo rechaçado.          Ocasionalmente encontra umas &#8220;bruxas de guerrilha&#8221; que lhe causam          grande dano.</p>
<p>Representa um contra-script quando ocasionalmente encontra uma mulher          &#8220;perfeita&#8221; para ele. A relação não dura          muito porque a compreensão que ele tem do amor não passa          do conhecido script: &#8220;rapaz-que-encontra-moça&#8221;, mas que          nunca termina no &#8220;vivendo felizes para sempre&#8221;.</p>
<p>É atribuído a ele não se contentar com &#8220;mercadoria          de segunda&#8221; e a não se vender barato. Emocionalmente vive          os jogos: &#8220;Estupro&#8221;/ &#8220;Defeito&#8221;/ &#8220;Por que você          não &#8211; sim, mas&#8230;&#8221;.</p>
<p><em>Antítese:</em> Ele percebe que está em busca do impossível          e, com dificuldade, começa a perceber e apreciar as verdadeiras          qualidades da mulher.</p>
<p><strong>O atleta:</strong> Pratica esporte diariamente, seu corpo torna-se          todo músculos. Sua energia sexual é completamente transformada          em atividade física. Adulto, descobre que não possui o físico          que as mulheres apreciam nos homens. Mais tarde, muitas vezes desiste          da atividade esportiva, transformando seus músculos em gordura.          Geralmente é considerado um bobão pelas pessoas que conhece.          Tem bom coração, mas é ingênuo.</p>
<p>É atribuído a ele ser competitivo e a não pensar.          Emocionalmente faz os jogos: &#8220;Estúpido&#8221;/&#8221;Trabalho          no feriado&#8221;/&#8221;Vamos aprontar alguma coisa com ele (vítima)&#8221;.</p>
<p><em>Antítese:</em> Decide usar o seu eu adulto e parar de jogar          &#8220;estúpido&#8221;. Percebe que os esportes de competição          não lhe são saudáveis e torna a conhecer seu corpo          de uma maneira totalmente nova.</p>
<p><strong>O intelectual:</strong> Conclui na adolescência que a maior          conquista a ser alcançada é o desenvolvimento do intelecto.          Começa a sentir que seu corpo e seus sentimentos são empecilhos          para seus propósitos intelectuais. Tudo quer converter para a racionalidade.          É incapaz de experimentar emoções, principalmente          no amor, se sentido vazio.</p>
<p>Representa um contra-script, quando se apaixona, mas não dura muito          tempo, porque o adulto dentro de si o chama de volta a razão. É          atribuído a ele não sentir, ser inteligente e usar sempre          a cabeça. Emocionalmente vive os jogos: &#8220;Tribunal&#8221;/&#8221;Por          que você não &#8211; sim, mas&#8230;&#8221;/&#8221;Faça alguma          coisa por mim&#8221;.</p>
<p><em>Antítese:</em>Percebe que seu estilo de vida é incompleto          e começa a fazer terapia. Aos poucos reconhece a falácia          do raciocínio e começa a usar a intuição,          experimentando novas emoções.</p>
<p><strong>Odeio as mulheres:</strong> Desde pequeno aprende, escutando os          comentários de seu pai, que as mulheres não estão          OK. Geralmente, é solteirão e faz uma atividade tipicamente          masculina. Julga as mulheres como sexo fraco. Para liberação          sexual, freqüenta ocasionalmente prostitutas, mas não tem          respeito por elas. Geralmente se sente infeliz, podendo desembocar no          alcoolismo.</p>
<p>Representa um contra-script quando encontra uma mulher de quem gosta,          podendo até se casar e ser domesticado, gozando de um breve período          de sentimento de amor. Mas ele não consegue retribuir os sentimentos          que ela lhe proporciona, terminando a relação.</p>
<p>É atribuído a ele não se aproximar das pessoas, não          confiar e a não se soltar. Emocionalmente vive os jogos: &#8220;Peguei          você seu FDP&#8221;/&#8221;Defeito&#8221;/&#8221;Se não fosse          por elas&#8221;.</p>
<p><em>Antítese:</em> É difícil encontrar uma antítese          para este homem. É possível que encontre uma mulher que          o consiga libertar, ou é possível que ele se relacione com          outro homem.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>A análise transacional é o estudo dos relacionamentos. Uma          análise transação por transação revela          rituais interessantes. Mas os relacionamentos vão além de          rituais, uns são mais curtos outros duradouros, uns mais cooperativos          e amorosos, outros menos, pois os indivíduos são diferentes          uns dos outros.</p>
<p>É provável que, atualmente, alguns aspectos descritos nos          scripts acima tenham sofrido algumas alterações. Por exemplo,          o script que fala sobre &#8220;as mulheres no mercado de trabalho&#8221;,          que a sociedade não vê com bons olhos a mulher em cargos          superiores. Digamos que, atualmente, pode-se observar uma maior flexibilização          deste papel, embora isso não signifique a superação          total de preconceitos.</p>
<p>STEINER, Claude. <strong>Os papéis que vivemos na          vida</strong>. Rio de Janeiro: Artenova, 1976.</p>
<p>WYCKOFF, Hogie. <strong>Elaboração dos papéis          sexuais dos homens e das mulheres, in: </strong>STEINER, Claude. <strong>Os          papéis que vivemos na vida</strong>. Rio de Janeiro: Artenova,          1976, p.160-170.</p>
<p>_______________. <strong>Scripts: banais para mulheres, in: </strong>STEINER, Claude. <strong>Os papéis que vivemos na vida</strong>.          Rio de Janeiro: Artenova, 1976, p.171-189.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/os-papeis-no-relacionamento-parte-final/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Denúncia é pouco comum em casos de violência sexual</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/denuncia-e-pouco-comum-em-casos-de-violencia-sexual/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/denuncia-e-pouco-comum-em-casos-de-violencia-sexual/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 14:42:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 16 a 20]]></category>
		<category><![CDATA[estupro]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade feminina]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=134</guid>
		<description><![CDATA[<p>Fonte: http://www.agende.org.br/16dias/DadosInformacoes/vi_02.asp</p>
<p>Dados</p>
<p>* 16% das mulheres que sofrem violência sexual contraem          algum tipo de DST e uma em cada <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/denuncia-e-pouco-comum-em-casos-de-violencia-sexual/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: http://www.agende.org.br/16dias/DadosInformacoes/vi_02.asp</p>
<p><strong>Dados</strong></p>
<p>* 16% das mulheres que sofrem violência sexual contraem          algum tipo de DST e uma em cada mil é infectada pelo HIV.</p>
<p>* São registrados 15 mil estupros por ano que podem          ocasionar gravidez indesejada e DST/Aids. A informação é          das Delegacias Especializadas no Atendimento às Mulheres, 2003.</p>
<p>* Anualmente, são realizados cerca de um milhão          de abortos, a maior parte deles clandestinos. No Brasil, a interrupção          voluntária da gestação é permitida apenas          em caso de risco de morte da mãe ou se ela for resultado de estupro.          Os números são do Center for Reproductive, 2004.</p>
<p>* De cada cinco mulheres, uma será vítima ou          sofrerá uma tentativa de estupro até o fim de sua vida,          segundo a Anistia Internacional, 2004.</p>
<p>* 1 bilhão de mulheres, ou uma em cada três          do planeta já foi espancada, forçada a ter relações          sexuais ou submetidas a algum outro tipo de abuso. 20% das mulheres são          alvo de estupro, de acordo com a Anistia Internacional, 2004.</p>
<p>* A cada ano são diretamente afetadas pela violência          sexual cerca de um milhão de crianças. Dessas, estima-se          que 100 mil casos estejam distribuídos entre Brasil, Filipinas          e Taiwan. A informação é do Unicef, 2000.</p>
<p>* Um em cada cinco dias de falta ao trabalho é causado          pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas, incluindo          a sexual. A violência doméstica faz com que a mulher perca          um ano de vida saudável, a cada cinco anos, de acordo com o BID,          1993.</p>
<p>* As mulheres negras entre 16 e 24 anos têm três          vezes mais a probabilidade de serem estupradas que as mulheres brancas,          segundo a ONU, 2004.</p>
<p>* De 85 a 115 milhões de meninas e mulheres são          submetidas a alguma forma de mutilação genital por ano,          segundo a ONU, 1999.</p>
<p>* As mulheres latinas, particularmente as brasileiras e argentinas,          são as mais expostas a crimes sexuais no mundo. A América          Latina registra os mais altos índices de crimes sexuais. Cerca          de 70% dos casos de violência sexual são estupros, tentativas          de estupro e outras agressões sexuais. A informação          faz parte do relatório O Estado das Cidades do Mundo, divulgado          pela ONU, 2004-05.</p>
<p>* Pesquisa realizada no Brasil, entre 2000 e 2001, sob a          coordenação da Organização Mundial da Saúde,          constatou que 10% das mulheres na área urbana e 14% na área          rural disseram já haver sido forçadas fisicamente a ter          relações sexuais quando não queriam, ou forçadas          a práticas sexuais por medo do que o parceiro pudesse fazer, ou          forçadas a uma prática sexual degradante ou humilhante.</p>
<p>* A violência física e/ou sexual cometida alguma          vez na vida pelo parceiro foi relatada por 29% das mulheres da cidade          e 37% do campo.</p>
<p>* Em alguns países, até 69% das mulheres relatam          terem sido agredidas fisicamente e até 47% declaram que sua primeira          relação sexual foi forçada, segundo a OMS, 2002.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/denuncia-e-pouco-comum-em-casos-de-violencia-sexual/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os papéis no relacionamento &#8211; parte II</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/os-papeis-no-relacionamento-parte-ii/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/os-papeis-no-relacionamento-parte-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 02:14:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[análise transacional]]></category>
		<category><![CDATA[edições 16 a 20]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=126</guid>
		<description><![CDATA[<p>por Géssica Hellmann</p>
<p>Continuação do artigo sobre os  papéis no relacionamento.</p>
<p class="wp-caption-text">Arte - Duas Máscaras (1995) por Luís Soares</p>
<p>Enfermeira: É uma salvadora profissional,     <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/os-papeis-no-relacionamento-parte-ii/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Géssica Hellmann</em></p>
<p>Continuação do artigo sobre os  <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/os-papeis-no-relacionamento-parte-i/"><span>papéis no relacionamento</span></a>.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img title="Arte - Duas Máscaras (1995) por Luís Soares" src="http://gehspace.com/edicao%2018%20imagens/duas%20mascaras%20LU%CDS%20SOARES%201995.jpg" alt="Arte - Duas Máscaras (1995) por Luís Soares" width="300" height="222" /><p class="wp-caption-text">Arte - Duas Máscaras (1995) por Luís Soares</p></div>
<p><strong>Enfermeira</strong>: É uma salvadora profissional,          que trabalha numa instituição que a explora e exige dela          até seus limites físicos. Inicialmente, sua obsessão          em ajudar os outros vinha do cuidado, mas logo essa responsabilidade se          tornou opressiva.</p>
<p>A ela é ensinado intuir as necessidades dos outros          e cuidar deles. Ela deseja que as suas necessidades sejam igualmente satisfeitas,          ou seja, que as pessoas possam ler sua mente da mesma forma que ela lê          as delas, mas isto não acontece, pois ela não pede o que          quer e, então, não recebe. Ela se sente ferida, brava e          passa a fazer o papel de perseguidora, na forma do assim chamado &#8220;não          envolvimento profissional&#8221;, ou seja, &#8220;não dou nada a          não ser que me peçam!&#8221;</p>
<p>Representa um contra-script quando, no início da carreira, estando          no primeiro emprego, parece-lhe ter escolhido uma carreira formidável.          O entusiasmo pelo trabalho gradualmente diminui, e ela sente a dor de          distribuir amor demais sem receber em troca. Fica extremamente deprimida,          e começa a tomar calmantes e álcool. Geralmente é          atribuído a ela que cuide primeiro dos outros, a não pedir          o que quer e a trabalhar duro.</p>
<p>Ela decide, quando jovem, que ser boa significa colocar as necessidades          dos outros à frente da sua, pois quem considera primeiro as suas          próprias necessidades é uma pessoa egoísta, ou seja,          &#8220;não-OK&#8221;. É provável que prejudique sua          saúde, arruinando os pés, machucando as costas por ficar          muito tempo de pé ajudando os outros. Emocionalmente vive os jogos:          &#8220;Por que você não &#8211; sim,mas&#8221;/ &#8220;Não          é horrível?&#8221;/ &#8220;Se não fosse por você&#8221;.</p>
<p><em>Antítese</em>: A coisa mais importante é aprender a          pedir o que deseja, colocando sua necessidade em primeiro lugar. Talvez          seja necessário que abandone o emprego atual e comece a trabalhar          em um com menor carga horária, respeitando assim os limites do          seu corpo.</p>
<p><strong>A Gorda</strong>: Passa a maior parte da vida se recriminando          pelo excesso de peso, passando por uma série de dietas, tentando          manter bem-estar por meio de autoprivação. Provavelmente          na infância não teve uma alimentação correta,          ou lhe era dada comida como recompensa de comportamento. Sente dificuldade          em demonstrar raiva, tem dificuldade em dizer &#8220;não&#8221;,          de modo semelhante ao hábito de &#8220;engolir&#8221; praticamente          tudo. Pela dificuldade dizer &#8220;não&#8221;, a gordura pode também          manter à distancia homens que porventura ela queira repelir. Sua          gordura serve como uma &#8220;muleta&#8221; para evitar de fazer as coisas          e tentar conseguir o que quer. Sente falta de afagos por sua aparência          e nunca os recebe. Sente-se vítima do próprio corpo, pela          falta de autocontrole e pela opinião das pessoas a respeito do          seu peso. Sempre prisioneira de cruéis dietas e de orgias de comida          quando em estado depressivo, fica convencida de estar &#8220;não-OK&#8221;.</p>
<p>Representa um contra-script quando está fazendo dietas e parece          que tudo está indo bem; na verdade isso não ocorre, porque          ela continua faminta, sua vida gira em torno da balança. Quando          a dieta termina, aparece alguma dificuldade na vida, que a faz comer excessivamente,          voltando a recuperar o peso perdido.</p>
<p>É atribuído a ela não se zangar, nunca dizer &#8220;não&#8221;          e a não gostar de si mesma. Geralmente, na adolescência,          ela conclui que decididamente tem um problema de pesos e que não          possui autocontrole. Usa sua gordura como armadura corporal e possui dificuldade          em ser fisicamente ativa. Emocionalmente vive os jogos: &#8220;Comilona&#8221;/          &#8220;Muleta&#8221;/ &#8220;Não é horrível&#8221;.</p>
<p><em>Antítese</em>: A saída é aceitar seu corpo, aprender          a amá-lo e a cuidar dele. Pode aprender hábitos alimentares          mais sadios se estiver em harmonia consigo mesma. Precisa aprender a dizer          não e a se zangar com as pessoas que a oprimem pelo excesso de          peso. É fundamental aprender a proteger e amar a si mesma.</p>
<p><strong>Mestra</strong>: Ela decide ensinar porque é o único          caminho que encontra para poder usar o conhecimento aprendido na principal          matéria de maior interesse durante o colégio. Desempenha          um papel duplo na sociedade, age como uma sofisticada babá de crianças,          doutrinando-as com o sistema de valores da sociedade. Ensinando-as a fazer          fila, aceitar ordens e a se adaptar, transmitindo regras que muitas vezes          ela própria não gosta. Seu maior problema é que passa          horas demais em convívio com crianças, tendo pouco tempo          para pessoas de sua idade. Transmite mais amor do que recebe e os afagos          das crianças não são suficientes.</p>
<p>Representa um contra-script geralmente quando tudo parece estar bem no          começo do ano escolar, quando todos estão felizes em revê-la          ou quando as férias se aproximam, e ela se prepara para viajar          e conhecer novas pessoas. A realidade de como ela se sente com o seu trabalho          se torna mais clara durante o ano letivo, se sentido deprimida.</p>
<p>É atribuído a ela ser independente, seguir as regras e não          ser ela mesma. Quando jovem, decide que o único meio a fazer o          que gosta é adotar um &#8220;trabalho de mulher&#8221;, como o de          professora. É comum ter dores freqüentes de cabeça,          muitas vezes fica deprimida no período menstrual. Emocionalmente          vive os jogos: &#8220;Se não fosse por você&#8221;/&#8221;Por          que você não &#8211; sim, mas&#8230;&#8221;/&#8221;Eles ficarão          contentes por me conhecerem&#8221;.</p>
<p><em>Antítese</em>: Ela precisa parar de dar mais do que recebe,          dando maior prioridade a sua vida social. Pode usar seu trabalho criativo          em uma escola de adultos e crianças, baseada nos princípios          de cooperação com colegas e alunos.</p>
<p><strong>A bruxa de guerrilhas</strong>: Ela está em contato com          seu poder de afetar as pessoas, um poder mágico e misterioso e          fora de seu controle. Luta contra adultos com seu poder mágico          e intuitivo, mas sem a estratégia de adulto. Sente, mede, tem pensamentos          paranóides, e é julgada como uma pessoa altamente nervosa          e castradora. Sente-se bem no papel de perseguidora. É vingativa,          seu poder é totalmente aplicado para criar problemas para os outros.</p>
<p>Representa um contra-script quando ela se sente bem sucedida ao lançar          um feitiço (ou pensa que lançou) sobre o patrão que          ela despreza. Ele acaba ficando tenso e nervoso e a despede. Ela conclui          que seu poder é destrutivo.</p>
<p>É atribuído a ela não confiar em ninguém,          não se aproximar das pessoas e principalmente que ela é          especial (diferente dos outros). Quando jovem, ela conclui que não          consegue convencer os pais a lhe dar o que quer. Mas aprende a manobrá-los          fazendo que briguem por sua causa. Emocionalmente vive os jogos: &#8220;Vocês          e eles que briguem&#8221;/&#8221;Peguei você seu FDP&#8221;/&#8221;Tumulto&#8221;.</p>
<p><em>Antítese</em>: Ela precisa abandonar seu papel de &#8220;ser          especial&#8221;, decidindo ser simplesmente humana. Deve aprender a cooperar          com as outras pessoas, no sentido de desenvolver o adulto dentro de si.</p>
<p><strong>A dama ríspida</strong>: Na infância foi ensinada          a ser só e a não confiar em ninguém. Lhe é          fornecido uma programação masculina para ser bem sucedida          na vida. Luta contra as pessoas que desprezam seu brio e independência,          (dizendo que não estão OK) criticando-as. Os homens a vêem          como uma &#8220;cadela castradora&#8221; e a evitam; as mulheres, tampouco,          gostam dela, porque sempre parece &#8220;estar por cima&#8221;; assim, acaba          triste e solitária.</p>
<p>Ela representa um contra-script quando consegue romper a barreira da intimidade          e se apaixona por um homem que a admira. Mas, à medida que o tempo          passa, ela não tolera ser dependente dele.</p>
<p>É atribuído a ela não confiar nas pessoas, lutar          contra todos e antes de tudo cuidar de si mesma. Emocionalmente vive os          jogos: &#8220;Peguei você seu FDP&#8221;/&#8221;Tumulto&#8221;/&#8221;Tribunal&#8221;.</p>
<p><em>Antítese</em>: A solução é decidir construir          relações intimas com os outros, mesmo que isto provoque          medo, assumindo os riscos. Aprender a tornar-se igual aos outros, desistindo          da posição de &#8220;ser superior&#8221;.</p>
<p>(continua na próxima edição)</p>
<p>STEINER, Claude. <strong>Os papéis que vivemos na          vida</strong>. Rio de Janeiro: Artenova, 1976.</p>
<p>WYCKOFF, Hogie. <strong>Elaboração dos papéis          sexuais dos homens e das mulheres, in: </strong>STEINER, Claude. <strong>Os          papéis que vivemos na vida</strong>. Rio de Janeiro: Artenova,          1976, p.160-170.</p>
<p>_______________. <strong>Scripts: banais para mulheres, in: </strong>STEINER, Claude. <strong>Os papéis que vivemos na vida</strong>.          Rio de Janeiro: Artenova, 1976, p.171-189.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/os-papeis-no-relacionamento-parte-ii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Evento</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/evento/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/evento/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 02:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade sexual]]></category>
		<category><![CDATA[edições 16 a 20]]></category>
		<category><![CDATA[enuds]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade e política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=123</guid>
		<description><![CDATA[<p>O ENUDS – Encontro Nacional Universitário pela          Diversidade Sexual &#8211; é um projeto de integração,    <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/evento/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.geocities.com/enuds2005/" target="_blank">ENUDS</a> – Encontro Nacional Universitário pela          Diversidade Sexual &#8211; é um projeto de integração,          que agrega temas acerca da diversidade sexual e os insere em um contexto          social, familiar, salutar, mercadológico, entre outros.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 180px"><img title="Carla de Paula Santos – 23 anos" src="http://gehspace.com/edicao%2018%20imagens/carladepaula%20copy.jpg" alt="Carla de Paula - Estudos de Mídia UFF - cobertura de evento sobre diversidade sexual - sexualidade" width="170" height="198" /><p class="wp-caption-text">Carla de Paula Santos – 23 anos</p></div>
<p>O evento ENUDS teve sua primeira versão no ano          de 2003, motivado por um encontro da <a href="http://www.une.org.br/" target="_blank">UNE</a> (União Nacional dos Estudantes) realizado no          ano anterior em Belo Horizonte. Na ocasião, lideranças como          Dário Neto (Comissão Nacional do ENUDS &#8211; SP) foram convidadas          a pronunciar-se sobre o tema &#8220;diversidade sexual&#8221; mas, durante          o encontro, não lhes foi cedido espaço de participação.</p>
<p>Organizou-se então um movimento de protesto, o ENUDS.          Desde então, o evento é realizado anualmente e está          agora em sua terceira edição.</p>
<p>Nas duas primeiras edições, não          havia entidades estudantis envolvidas, como na atual. Essa mudança          é reconhecida como fundamental por Dário Neto, que comemora          também o apoio recebido da <a href="http://www.aduff.org.br/" target="_blank">Associação          de Docentes da UFF</a> e dos <a href="http://www.uff.br/sintuff/" target="_blank">Sindicatos          de Servidores da UFF</a> e da <a href="http://www.sintufrj.org.br/" target="_blank">UFRJ</a>.</p>
<p>Aproximadamente duzentas pessoas são esperadas          para acompanhar os debates, que se realizarão até o dia          15 de novembro de 2005, na <a href="http://www.uff.br/" target="_blank">Universidade          Federal Fluminense</a>, com apoio dos Diretórios          Acadêmicos, que encararam o evento como &#8220;fato político&#8221;.</p>
<p>Paula Cardoso, membro da coordenação do “Projeto          Diversitas-UFF: extensão em diversidade sexual”, grupo à          frente da realização do encontro em Niterói, declarou          que a prefeitura de Niterói teria mostrado apoio mas, por questões          burocráticas no acesso aos altos dirigentes, a ajuda não          foi recebida. “O vínculo do ENUDS com a UFF é um dado          fundamental para a obtenção dos apoios”, ressalta.</p>
<p>Paula afirma que, devido ao conservadorismo presente na          sociedade, as empresas e instituições não querem          sua imagem ligada a movimentos de cunho sexual (termo que abarca toda          a diversidade implícita). Ela acredita ainda que faltam pesquisas          aprofundadas abrangendo os variados universos da sexualidade e que a mídia          não trata a questão da forma como deveria. &#8220;Os meios          de comunicação são carniceiros, querem ver o circo          pegar fogo&#8221;.</p>
<p>Um dos assuntos tratados na primeira mesa de debates foi          que os poucos materiais publicados ficam engavetados e se tornam de difícil          acesso, por isso, mesmo dentro da própria Universidade a discussão          é de pouco abrangente.</p>
<p>Algumas ONGs e entidades da sociedade civil compareceram          ao primeiro dia de discussão no Diretório Central dos Estudantes          da UFF. Carlos Alberto Migon, diretor do <a href="http://grupoatoba.ubbihp.com.br/" target="_blank">Grupo          Atobá</a>, concorda que, dentro das Universidades          brasileiras, há uma escassez muito grande de iniciativas para o          estudo da diversidade sexual, diferentemente de outros países,          como os EUA, que oferecem até cátedras sobre o assunto.          Perguntado sobre a relevância de eventos como o ENUDS, que tratam          da causa sexual (homossexuais, heterossexuais, transexuais e bissexuais),          Carlos Alberto diz que o mais importante é a visibilidade da causa          e se mostra muito satisfeito por saber que, nesta edição,          a realização ocorreu majoritariamente por iniciativa dos          alunos da Universidade. “As discussões são muito pouco          freqüentes dentro de qualquer instituição e precisa          estar presente na família, nas Igrejas e não submetidas          à marginalidade social”, afirma. Ele julga que a mídia          não é tão inacessível como se pensa e acredita          ter havido um considerável avanço na abordagem dos assuntos          que permeiam os homossexuais na imprensa: &#8220;Nós saímos          das páginas policiais para páginas políticas e de          saúde&#8221;.</p>
<p>Sílvia Ramos, cientista social, disse durante seu          discurso que &#8220;A diversidade sexual é metáfora do direito          à diferença&#8221;, é &#8220;o símbolo da diversidade          no país&#8221;. Compareceu à mesa também a travesti          Hanna Suzart, presidente da Associação de Travestis –          ASTRA-Rio), que esclarece algumas definições sobre os novos          termos, freqüentemente confundidos dentro até do próprio          meio. A travesti é definida por ela uma questão de gênero          e não de orientação sexual. Os transgêneros          são pessoas do sexo feminino ou masculino que assumem características          físicas ou psicossociais atribuídas ao outro sexo. &#8220;Travesti          é o terceiro gênero&#8221;, afirma.</p>
<p>De maneira análoga, a “Drag Queen” não          tem uma definição relacionada à sexualidade, mas          a uma profissão. Hanna assume ter de “fazer programas”          para sobreviver e vê a mídia como &#8220;perversa&#8221;.</p>
<p>Os transgêneros são apresentados estereotipicamente,          como nas Paradas Gays, em que as fotos de destaque na imprensa são          as que revelam as plumas, o brilho e o lado bem humorado do travestismo,          relegando muitas vezes a um plano secundário as presenças          gays ou lésbicas que, sem o mesmo impacto visual, são menos          atraentes enquanto mercadorias.</p>
<p>O mesmo faz a TV, que, nas raras oportunidades em que veicula          a imagem da travesti, a aborda na maior parte das vezes como prostituta          de rua.</p>
<p>Todos os entrevistados reconheceram a importância          do tratamento da temática homossexual em novelas, porque gera discussões          em núcleos familiares e na sociedade, o que está contribuindo          para uma maior conscientização de que há uma diversidade          sexual e que ela precisa ser respeitada.</p>
<p>O deputado Babá, do <a href="http://www.psol.org.br/" target="_blank">PSOL</a>,          também se pronunciou na mesa e comentou a existência de uma          repressão da polícia contra os GLBT, além de todo          o processo homofóbico sofrido por essa mesma classe. O deputado          declarou ainda que o Congresso Nacional &#8220;empurra com a barriga&#8221;          os projetos de defesa aos homossexuais porque é ainda muito conservador,          mas que há uma frente parlamentar de defesa da diversidade. Acredita          que a classe média é bem mais preconceituosa que a de renda          inferior: a classe média oprimiria de forma mais direta o comportamento          homossexual que os pobres.</p>
<p>Quanto ao fato de que a mídia trate de forma depreciativa,          debochada, sem profundidade ou atenção à causa fundamental,          a liberdade sexual, o deputado foi taxativo: &#8220;Que cada um exerça          a sexualidade como queira&#8221;.</p>
<p>Carla de Paula Santos – 23 – Estudante do Curso Graduação          em <a href="http://www.uff.br/ecmidia/curso.htm" target="_blank">Estudos          de Mídia (UFF)</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/evento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os papéis no relacionamento &#8211; parte I</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/os-papeis-no-relacionamento-parte-i/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/os-papeis-no-relacionamento-parte-i/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 01:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[análise transacional]]></category>
		<category><![CDATA[claude steiner]]></category>
		<category><![CDATA[edições 16 a 20]]></category>
		<category><![CDATA[eric berne]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=118</guid>
		<description><![CDATA[<p class="texto">por Géssica Hellmann</p>
<p class="texto">Neste artigo, exponho os principais &#8220;scripts&#8221; &#8211;          conceito da Análise Transacional &#8211; que participam <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/os-papeis-no-relacionamento-parte-i/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="texto"><em>por Géssica Hellmann</em></p>
<p class="texto">Neste artigo, exponho os principais &#8220;scripts&#8221; &#8211;          conceito da Análise Transacional &#8211; que participam na elaboração          dos papéis sexuais dos homens e das mulheres nos relacionamentos,          segundo Claude Steiner (1976). Primeiramente farei um breve resumo sobre          a Análise Transacional e a teoria dos scripts.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 358px"><img title="Tela de José Sobral de Almada Negreiros" src="http://gehspace.com/edicao%2017%20imagens/Jos%E9%20Sobral%20de%20Almada%20Negreiros%20(1893%20-%201970).jpg" alt="José Sobral de Alamada - Negreiros - arte sexualidade" width="348" height="240" /><p class="wp-caption-text">Tela de José Sobral de Almada Negreiros</p></div>
<p class="autordaimagem">
<p class="texto">Eric Berne é um pioneiro de amplo alcance, um radical          no campo da psiquiatria. Modificou a raiz das análises psiquiátricas          com a Análise Transacional.</p>
<p>Em seu livro, Steiner (1976), resume três conceitos idealizados          por Berne, que reunidos, colocam a análise transacional à          margem da corrente psiquiátrica tradicional:</p>
<p>- As pessoas nascem OK. Assumir a posição &#8220;Eu estou          Ok, Você está OK&#8221;;<br />
- Pessoas em dificuldades emocionais são, mesmo assim, ser humanos          totais e inteligentes;<br />
- Todas as dificuldades emocionais são curáveis, uma vez          que lhe propicie o conhecimento adequado e a abordagem apropriada</p>
<p>O autor afirma ainda que a dificuldade que os psiquiatras encontram em          tratar a esquizofrenia, psicose depressiva, entre outros, resulta mais          da inépcia ou ignorância psiquiátrica do que na incurabilidade.</p>
<p>A teoria dos scripts faz parte da análise transacional. Segundo          o autor, Berne definia script como &#8220;uma estrutura complexa de transações,          repetitivas por natureza, mas não necessariamente repetidas, uma          vez que uma atuação completa pode exigir uma vida inteira&#8230;          O objetivo da análise de scripts é acabar com o espetáculo          e colocar alguém melhor a caminho&#8221;. (STEINER, 1976:25)</p>
<p>A análise de scripts pode ser chamada de &#8220;teoria de decisão&#8221;,          em vez de &#8220;teoria de doença dos distúrbios emocionais&#8221;.          Ela se baseia na crença de que as pessoas fazem planos de vida          conscientes na infância ou primeira adolescência, influenciando          e tornando previsível o resto de suas vidas.</p>
<p>A seguir abordarei os principais scripts femininos e masculinos, utilizados          na análise transacional, descritas por Hogie Wyckoff.</p>
<p><strong>1 &#8211; Os scripts nos relacionamentos</strong></p>
<p>Wyckoff (1976), diz que as definições dos papeis masculinos          e femininos são parte integrante da socialização          das crianças, e estas mesmas definições são          constantemente reforçadas pela vida afora. Afirma ainda que um          resultado particularmente doentio de nosso treinamento em papeis sexuais          é a lacuna criada nas pessoas, que limita seu potencial de se tornarem          seres humanos totais.</p>
<p>Uma &#8220;auto-imagem OK&#8221; projetada nos meninos é que eles          devem ser fortes, inteligentes, hábeis em negócios, pais          protetores. Recebem mensagens para ser racionais e não emotivos:          &#8220;homens de verdade&#8221;. Já nas meninas é projetada          a sensibilidade acima da racionalidade. Têm que ser boas mães,          boas esposas, cuidar da casa e, principalmente, adaptáveis, complementando          a metade masculina. As mulheres são persuadidas também a          abdicar dos próprios sentimentos e a ter o corpo perfeito ligado          ao &#8220;ideal da revista&#8221;.</p>
<p>Todos somos ensinados a consumirmos um ao outro como brinquedos à          disposição: depois que fomos usados até o fim, ou          não servimos mais, simplesmente somos jogados fora e trocados por          outra pessoa.</p>
<p>Um exemplo utilizado pelo autor: Mary, após dez anos de casamento,          olha para o marido e diz: &#8216;Penso que você não me ama mais.&#8217;          Ele responde, &#8216;absurdo é claro que a amo&#8217;. Eles estão passando          por uma típica dificuldade entre relacionamentos, ele desconsidera          os sentimentos dela e não sintoniza o fato de que poderia haver          algo de verdadeiro na forma dela expressar as coisas. A &#8220;necessidade          de amar a esposa&#8221; projetada na infância, aliada a sentimentos          de culpa, talvez o mantenha fora dos seus sentimentos reais, embora ela          esteja mais apta a estar em contato com os verdadeiros sentimentos. Deste          modo, ele desconsidera os próprios sentimentos e as percepções          intuitivas dela. Conseqüentemente, ela fica confusa e irracional          e, ele, mais culpado e desligado.</p>
<p>Para o autor, dois pontos cruciais podem minar um relacionamento: a incapacidade          de manter boas relações amorosas intimas e a dificuldade          em desenvolver relações de trabalho satisfatórias          e igualitárias.</p>
<p><strong>1.1 &#8211; Scripts banais para mulheres</strong></p>
<p><em><strong>Supermãe</strong></em>: É a mulher que passa          a vida cuidando e protegendo todo mundo, menos dela mesma. Geralmente,          dá mais do que recebe e aceita o desequilibro por se sentir inferior.          Representando um &#8220;contra-script&#8221; ela, algumas vezes, pode conseguir          um emprego, parecendo que está se tornando independente e violando          o roteiro; mas isto tem curta duração, por acumular o trabalho          adicional com as tarefas domésticas.</p>
<p>Enquanto menina, lhe foi projetada a idéia de &#8220;ser boa mãe          e esposa e, a de se sacrificar pelos outros&#8221;. Na juventude, ela decide          representar o papel da supermãe em vez de almejar uma carreira          própria assumindo sua independência.</p>
<p>Muitas vezes estas mulheres tendem ao excesso de peso e pode negligenciar          sua saúde em favor das dos filhos. Emocionalmente vivem o jogo          da mulher &#8220;Maltratada&#8221;/&#8221;Mulher Frígida&#8221;/&#8221;Veja          o quanto tentei&#8221;.</p>
<p><em>Antítese</em>: Ela começa a ouvir e respeitar os próprios          desejos interiores, principia a receber afagos pelo que é e não          pelo que pode dar. Começa a prestar atenção no seu          corpo, colocando muitas vezes suas necessidades à frente das dos          outros.</p>
<p class="texto"><strong><em>Mulher de Plástico</em>: </strong>Num          esforço para receber afagos, ela se cobre de plástico: jóias,          saltos altos, roupas exóticas, perfumes, maquiagem. Tentam comprar          a beleza e a sensação OK, mas nunca conseguem. Sente-se          sempre abaixo do padrão de beleza da mídia. Sente-se segura          no papel de consumidora. Repetidamente, testa a validade do script ao          ser ignorada quando não segue seu padrão de beleza. Quando          a beleza artificial não pode ser mais comprada ou maquiada, ela          tende à depressão, freqüentemente prenchendo o vazio          com drogas como álcool ou tranqüilizantes. Representando um          contra-script, ela se sente bem quando acabou de fazer uma dieta, está          bem vestida e é admirada. Também se sente bem quando está          um pouco &#8220;alta&#8221; pelo álcool ingerido no almoço,          mas essas sensações têm curta duração          e, mais uma vez, ela se sente vazia e insatisfeita.</p>
<p class="texto">É atribuída a ela a idéia de não          envelhecer, não ser ela mesma e ser atraente. Na juventude, decide          pegar um emprego temporário para comprar suas roupas, em vez de          continuar o trabalho no jornal da escola ou concretizar seu interesse          em escrever.</p>
<p class="texto">Geralmente seu corpo é fino, mas flácido.          Pés torturados por sapatos finos e a pele secou com excesso de          óleo de bronzear. Emocionalmente, vive os jogos: &#8220;Compre-me          alguma coisa&#8221;/&#8221;Bobona&#8221;/&#8221;Alcoólatra&#8221; (ou          outro tipo de droga)</p>
<p class="texto"><em>Antítese</em>: Ela decide gostar do seu eu natural.          Conclui que o seu poder como consumidora é ilusão, decide          ser responsável por si mesma. Deixa de usar drogas e adere a um          grupo de resolução de problemas aprendendo a fazer mudanças          em sua vida.</p>
<p class="texto"><strong><em>A mulher por trás do homem: </em></strong>Estas          mulheres dirigem seus talentos e capacidades em apoiar o marido, que freqüentemente          é menos talentoso que ela mas que, de acordo com a sociedade sexista,          é quem deve ser bem sucedido. A serviço do apoio do marido,          ela lhe dá afagos e permite que ele receba afagos que pertencem          a ela por direito. Ela acha muito mais fácil dirigir seu instinto          de sucesso para o marido do que lidar com a realidade difícil e          competitiva de ser uma mulher de carreira.</p>
<p class="texto">Representando um contra-script, ela se sente muito bem          quando o marido genuinamente aprecia seu papel mas, à medida que          ele passa a considerar-se como autor do próprio sucesso, ela começa          a sentir ciúmes e ressentimento, pensando não ser OK ter          esse tipo de sentimento.</p>
<p class="texto">É atribuído a ela: ser prestativa / não          receber reconhecimento / ficar por trás de seu homem.</p>
<p class="texto">A certa altura, ela decide não terminar os estudos,          para conseguir um emprego e custear os estudos do marido, decidindo, assim,          que para ser boa esposa não deve brilhar mais do que ele.</p>
<p class="texto">Geralmente tem a postura um pouco curvada, tende a manter          os ombros encolhidos para parecer insignificante e inofensiva. Emocionalmente          vive os jogos:&#8221;Você é formidável, professor&#8221;/&#8221;Feliz          em poder ajudar&#8221;/&#8221;Se não fosse por você&#8230;&#8221;</p>
<p class="texto"><em>Antítese</em>: A saída é começar          a receber reconhecimento pelo seu talento e usá-lo para o seu próprio          bem, desistindo de se ocultar e assumindo a responsabilidade, livrando-se,          assim, das mensagens internas que lhe dizem que ela está não          OK.</p>
<p><span class="texto"><em><strong>Coitadinha de Mim: </strong></em>Ela          passa a vida como uma vítima à procura de um salvador. Seus          pais fazem tudo por ela, porque ela é uma &#8220;moça&#8221;,          tornando-a dependente deles. Ela geralmente casa com um homem importante          que possa protegê-la, que possa desempenhar o papel do &#8220;papai          salvador da menininha desamparada&#8221;. Não recebe afagos por          estar OK sempre que demonstra alguma força, somente afagos de &#8220;não-OK&#8221;          quando está mal. Aprende que pode conseguir as coisas mais facilmente          se representar seu papel de vitima, contando seus problemas às          pessoas.</span></p>
<p class="texto">Representa um contra-script quando parece estar bem logo          após se casar com o seu cavaleiro heróico: ele a salva tão          bem que parece que as coisas saíram conforme ela queria.</p>
<p class="texto">É atribuído a ela ser uma eterna criança          (desprotegida), fazer o que os pais mandam e não pensar por si          mesma. Na juventude, após ter sido coagida a não escutar          seus próprios pensamentos e sentimentos, decide que seus pais sabem          melhor do que ela.</p>
<p class="texto">Geralmente tem um corpo fraco, desequilibrado, olhos muito          abertos com um tom de tristeza e surpresa. Emocionalmente vive os jogos:          &#8220;Não é horrível?&#8221;/&#8221;Estúpida&#8221;/&#8221;Faça          alguma coisa por mim&#8221;.</p>
<p class="texto"><em>Antítese</em>: Ela se recusa a aceitar a saída          mais fácil, decide que dentro dela existe um adulto a se desenvolver.          Passa a receber afagos por ser OK quando demonstra força.</p>
<p class="texto"><strong><em>A beleza decadente: </em></strong>Ela possui          os atributos de padrão de beleza estabelecido pela mídia.          Mas não se sente bem como pessoa e não se sente atraente,          julga-se frívola. Recebe afagos em demasia por ser bela, e desconsidera          todos eles. Ela deseja ser apreciada como pessoa e está em constante          procura do príncipe encantado. Pelo fato de não usar seu          adulto na relação com o príncipe encantado, ele eventualmente          pode dilacerá-la emocionalmente. Mais tarde, ao perder a beleza,          ela continua mantendo o relacionamento hostil que sempre manifestou com          os outros, sendo agora considerada &#8220;puta&#8221; sem razão alguma.          Na maioria das vezes acaba solitária, não amando ninguém,          nem ela mesma.</p>
<p class="texto">Representa um contra-script quando está feliz, perdidamente          apaixonada pelo seu príncipe, o relacionamento parecendo incrível          durante seis meses, quando então as coisas começam a degenerar          e ele passa a se interessar por outra mulher bonita.</p>
<p class="texto">Geralmente é atribuído a ela que sua beleza          é artificial, para que ela não se aproxime das pessoas e          não seja ela mesma.</p>
<p class="texto">Ela decide ver a si mesma como um objeto sexual para conseguir          o que deseja. Seu corpo é lindo, mas tem poucos sentimentos. Por          ser tensa, tem dificuldade para chegar ao orgasmo. Emocionalmente vive          os jogos: &#8220;Defeito (nela mesma)&#8221;/&#8221;Se não fosse por          você&#8221;/&#8221;Estupro&#8221;.</p>
<p class="texto"><em>Antítese</em>: Começa a exigir afagos          pelas qualidades que possui além de sua beleza. Pára de          atribuir defeitos a si mesma e passa a valorizar a beleza interior. Decide          usar o eu Adulto para construir um relacionamento com alguém que          goste dela como pessoa.</p>
<p class="texto">(continua na próxima edição)</p>
<p class="texto">STEINER, Claude. <strong>Os papéis que vivemos na          vida</strong>. Rio de Janeiro: Artenova, 1976.</p>
<p class="texto">WYCKOFF, Hogie. <strong>Elaboração dos papéis          sexuais dos homens e das mulheres, in: </strong>STEINER, Claude. <strong>Os          papéis que vivemos na vida</strong>. Rio de Janeiro: Artenova,          1976, p.160-170.</p>
<p class="texto">WYCKOFF, Hogie. <strong>Scripts: banais para mulheres,          in: </strong>STEINER, Claude. <strong>Os papéis que vivemos na          vida</strong>. Rio de Janeiro: Artenova, 1976, p.171-189.</p>
<p class="texto"><span style="color: #cc0000;"><strong>Dicas de Leitura </strong></span></p>
<p><a href="http://afiliados.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=37012&amp;ST=SE&amp;franq=142908" target="_blank"><img src="http://gehspace.com/edicao%2017%20imagens/jogos%20da%20vida.jpg" border="0" alt="análise transacional - jogos da vida - eric berne - dica de leitura" width="130" height="200" /></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/os-papeis-no-relacionamento-parte-i/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Voyeurismo e Exibicionismo</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/voyeurismo-e-exibicionismo/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/voyeurismo-e-exibicionismo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 01:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 16 a 20]]></category>
		<category><![CDATA[exibicionismo]]></category>
		<category><![CDATA[parafilias]]></category>
		<category><![CDATA[voyeurismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=116</guid>
		<description><![CDATA[<p>por Géssica Hellmann</p>
<p class="texto">Parafilia é          o termo atual utilizado para os transtornos da sexualidade, anteriormente    <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/voyeurismo-e-exibicionismo/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="texto"><em>por Géssica Hellmann</em></span></p>
<p class="texto">Parafilia é          o termo atual utilizado para os transtornos da sexualidade, anteriormente          chamados de &#8220;perversões sexuais&#8221;. Estudá-las é          essencial para se conhecer as variantes do erotismo e expressão          comportamental. Segundo Reuben (s.d.,193), &#8220;os variantes sexuais          começam como todas as outras pessoas; apenas jamais crescem, sexualmente          falando.&#8221;</p>
<p class="texto">Mais recentemente, &#8220;o DSM-IV fala das Parafilias como          uma sexualidade caracterizada por impulsos sexuais muito intensos e recorrentes,          por fantasias e/ou comportamentos não convencionais, capazes de          criar alterações desfavoráveis na vida familiar,          ocupacional e social da pessoa por seu caráter compulsivo.&#8221;          (BALLONE, 2005)</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 360px"><img title="Imagem do Museu de Cultura Sexual Chinesa, Shanghai (Dinastia Ching , dois jovens atores fazendo amor)" src="../../edicao%2016%20imagens/Voyeuriste.jpg" alt="Voyeuriste- arte sexualidade" width="350" height="314" /><p class="wp-caption-text">Imagem do Museu de Cultura Sexual Chinesa, Shanghai (Dinastia Ching , dois jovens atores fazendo amor)</p></div>
<p align="left">Voyeurismo e exibicionismo são considerados          exemplos de parafilias. Segundo Marzano, o voyeurismo, palavra de origem          francesa, envolve o ato de observar pessoas, geralmente estranhos, sem          suspeitar que estejam sendo observados, que podem estar nus, despindo-se          ou em atividade sexual. O ato de observar serve à finalidade de          obter excitação sexual, embora geralmente não seja          tentada qualquer atividade sexual com a pessoa observada.</p>
<p>Sexualmente, todos começam como espreitadores ou          bisbilhoteiros. Meninos e meninas se espiam na escola; crianças          buscam conhecer a diferença entre meninos e meninas. Este processo          é natural e saudável nesta fase para o desenvolvimento sexual.</p>
<p>Reuben enfatiza que o espreitador pára no caminho.          Sua observação não leva ao ato sexual. Ele fica onde          está. Tudo o que ele deseja, ou quase tudo, é ver. Sua concepção          de sexo é infantil e limitada. Outro requisito essencial é          que a pessoa observada seja uma vítima, no sentido que sua intimidade          foi violada.</p>
<p>Marzano afirma que, geralmente o observador masturba-se          durante o voyeurismo ou mais tarde, em resposta à lembrança          do que a pessoa testemunhou. O voyeurismo inclui homens e mulheres, mas,          no entanto a porcentagem é maior entre homens.</p>
<p>Freqüentemente, esses indivíduos fantasiam          uma experiência sexual com a pessoa observada, mas isto raramente          ocorre na realidade.<br />
Marzano (2005) aconselha: se a pessoa descobre que está sendo espionada?          Primeiro deve-se tentar evitar a possibilidade que isto ocorra com cuidados          simples como cortinas, fechar portas, etc, evitando o atrito pessoal.          Fora isto uma ocorrência policial e providências jurídicas          são necessárias.</p>
<p>No cinema, exemplos não faltam. Basta lembrar de          Jack, que assiste de longe a strips de sua vizinha favorita, no filme          Dublê de Corpo, de Brian de Palma. De Jeff, o fotógrafo paralítico          de Janela Indiscreta, de Alfred Hitchcock, que testemunha um assassinato          da vidraça de seu apartamento. E com o advento da Internet?</p>
<p>Nelson Vitiello, presidente da Sociedade Brasileira de          Sexualidade Humana, divide os voyeurs em 3 categorias:</p>
<p>- Clássico: Gosta de olhar, sem que a pessoa saiba          que está sendo observada, através de janelas, buracos de          fechadura e frestas de porta. Freqüentemente, recorre ao binóculo          ou a luneta.</p>
<p>-Moderno: Gosta de olhar a namorada, mulher ou amante com          outros homens ou mulheres, com o consentimento dos envolvidos. As casas          de swing (ou troca de casais) oferecem a possibilidade desta prática          e para os solteiros há as chamadas salas de voyeurs, onde ele pode          apreciar a performance de casais exibicionistas.</p>
<p>-Tecnológico: Gosta de observar a vida alheia pelas          webcams. (VOYEURISMO, 2005)</p>
<p>O exibicionismo, segundo Abucbaim (2005), é ato          cometido por uma pessoa que mostra seus genitais a uma pessoa estranha,          em geral em local público, obtendo excitação e prazer          sexual com a reação da pessoa a quem pegou de surpresa.          Geralmente, não existe qualquer tentativa de atividade sexual com          o estranho.</p>
<p>Existem os exibicionistas profissionais, strip-teasers,          que geralmente gostam do que fazem e sentem prazer sexual em mostrar-se.          E assim como os voyeurs tecnológicos, também existem os          exibicionistas que adoram serem vistos pelas webcams e sentem prazer em          dividir sua intimidade com os milhares de internautas.</p>
<p>Estudar a sexologia implica em estudar os seres humanos          como indivíduos sexualizados, incluindo sentimentos sexuais, fantasias,          condutas e problemas sexuais. É muito complexa a questão          sexual, seja do ponto de vista qualitativo ou quantitativo. Em geral,          pessoas que apresentam estas parafilias não buscam tratamento espontaneamente,          o que só acontecerá quando seu comportamento gerar conflitos          com o parceiro sexual ou com a sociedade. Sendo assim, tais pessoas aparecem          em consultórios psiquiátricos trazidas contra sua vontade.</p>
<p>ABUCBAIM, Ana Luiza Galvão. ABUCBAIM, Cláudio          Moojen. <strong>Perversões Sexuais ou Parafilias</strong>. Disponível          em: &lt;http://abcdocorposalutar.com.br/artigo.php?codArt=50&gt; Acessado          em 01 nov. 2005.</p>
<p>BALLONE, GJ &#8211; Delitos da Sexualidade; <strong>Parafilias,          in. PsiqWeb, internet</strong>, disponível em: &lt; <a href="http://www.psiqweb.med.br/forense/sexual6.html">http://www.psiqweb.med.br/forense/sexual6.html</a>&gt;          Acessado em: 01 nov. 2005.</p>
<p>MARZANO, Celso Dr. <strong>Voyeurismo &#8211; Normal ou          Doença Sexual ?</strong>. Disponível em: &lt;<a href="http://www.isexp.com.br/si/site/1656?idioma=portugues">http://www.isexp.com.br/si/site/1656?idioma=portugues</a><br />
&gt; Acessado em 01 nov. 2005.</p>
<p>REUBEN, David Dr. <strong>Tudo o que você queria          saber sobre sexo</strong>. São Paulo: Círculo do Livro,          (s.d.).</p>
<p><strong>Voyeurismo</strong>. Disponível em: &lt;          http://www.tarasnet.hpg.ig.com.br/tarasnetnosso%20voyeurismo.htm&gt; Acessado          em: 01 nov. 2005.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/voyeurismo-e-exibicionismo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
