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	<title>Sexualidade by géh &#187; eros</title>
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	<description>Sexualidade: artigos de pesquisa e entrevistas</description>
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		<title>Eros</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 01:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 11 a 15]]></category>
		<category><![CDATA[eros]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[sigmund freud]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Eros é a idéia de uma força          que liga: fisicamente pelo sexo; emocionalmente, pelo amor; e mentalmente,  <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/eros/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eros é a idéia de uma força          que liga: fisicamente pelo sexo; emocionalmente, pelo amor; e mentalmente,          pela imaginação. Hirsch começa pelo conceito de Freud          de &#8220;Instinto de vida&#8221;, a que ele chamou de &#8220;Eros&#8221;.          Antes de tê-lo criado, Freud deu ênfase à sexualidade como fonte de motivação          para muitas atividades fossem ou não sexuais. Ao introduzir o conceito          de Eros, Freud inseriu nele a sexualidade, chegando à visão          de que a pulsão da vida, ou Eros, mantém unidos os seres          vivos.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img title="Eros - Geneviève Van der Wielen" src="http://gehspace.com/edicao%2015%20imagens/eros%20geneviev.jpg" alt="Eros - Geneviève Van der Wielen" width="300" /><p class="wp-caption-text">Eros - Geneviève Van der Wielen</p></div>
<p>O estado emocional de uma pessoa pode reagir de forma semelhante          ao sistema imunológico, repelindo idéias ou pensamentos          estranhos. Para que a cópula &#8211; entendendo-se cópula como          qualquer forma de união: sexual, emocional ou mental &#8211; seja possível,          a &#8220;estranheza&#8221; &#8211; a diferença da outra pessoa ou idéia          &#8211; precisa ser vista como relevante. O sexo oposto tem um corpo com características          sexuais diferentes, na diferença contém a promessa de algo          novo.</p>
<p>Seguindo este conceito de Eros, Freud fundamenta de um modo novo o seu          interesse nos instintos sexuais, criando uma teoria unificada de sexo          e do amor, em que nenhum deles seja secundário e ambos sejam formas          de ligação entre elementos diferentes.</p>
<p>Segundo Hirsch, a teoria das pulsões fundamenta a idéia          caricata de que &#8220;os homens só querem sexo&#8221;. Já          na teoria das relações de objeto, prevalece a caricatura          de que &#8220;as mulheres só querem amor&#8221;, dando a impressão          que as mulheres não têm desejos sexuais. Nessas duas visões,          existe uma divisão entre sexo e amor. De acordo com a teoria das          relações de objeto, o amor parece mais um desejo de segurança          do que o desejo de estar com a outra pessoa.</p>
<p>Isso não quer dizer que a quantidade e a qualidade de amor em um          namoro sejam as mesmas que a de um casamento duradouro, mas sim que a          consideração pelo outro possibilita a cópula entre          duas pessoas diferentes. Do mesmo modo que o amor, a maneira de expressar          o sexo é bem diversa entre amantes, e digamos, mães e filhos,          mas sem dúvida falta alguma coisa se a relação mãe-filho          não tiver nada de sensual.</p>
<p>O conceito freudiano de Eros é um modelo de sexualidade complexo,          ajustável ao desenvolvimento sexual diferente dos indivíduos.          A ênfase na genitalidade baseia-se na sua conclusão de que          há um elo entre relação sexual e vida nova (procriação).          Do ponto de vista de Eros, não existiria cópula, mesmo ocorrendo          penetração, quando o corpo é usado do outro é          usado somente como objeto de masturbação.</p>
<p>Existe uma diferença entre ver o relacionamento com outra pessoa          como se desejaria que fosse e descobrir o que o relacionamento realmente          é. O amor sempre se inicia pela idealização, ignorando          aquilo que o contradiz. Ao mesmo tempo a idealização pode          dissipar-se quando a pessoa passa a conhecer melhor a outra, tendo condições          de tornar o amor mais complexo e generoso.</p>
<p>O trabalho de imaginação é uma cópula entre          a vida interior do indivíduo e o mundo que o cerca. Do ponto de          vista da psicanálise, a capacidade de ser imaginativo está          relacionada com a capacidade de se deixar influenciar. Um exemplo adotado          por Hirsch, sobre a origem da imaginação: o bebê começa          a ter fome e se torna irrequieto. Faz então movimentos de sucção          com a boca e parece satisfeito. Depois de alguns minutos, começa          a gritar. O que aconteceu nos poucos minutos de satisfação?</p>
<p>O bebê talvez tenha tido uma alucinação com o seio,          acreditou ser alimentado, até que a dor da fome cortou a alucinação.          A alucinação é predecessora dos devaneios. Da maneira          análoga, as pessoas adultas têm alucinações          em que tentam dar a si mesmas o que querem e, especialmente, tentam se          recompensar e acalmar.</p>
<p>As relações deturpadas também são uma maneira          de evitar a cópula e a diferença (separação).          O autor cita o exemplo de um paciente de Betty Joseph, que notou que seu          paciente estava fazendo algo com os dedos, encostando a ponta dos dedos          de uma mão na outra com muita suavidade quase sem parar, como uma          atividade masturbatória. O paciente, de forma consciente era apartado          da sua mulher e do analista, mas não tinha consciência de          que essa separação expressava um medo de proximidade.</p>
<p>Em uma exploração analítica, Betty Joseph e o paciente          descobriram com o tempo que ele podia &#8220;tocar&#8221; uma relação,          mas não consumá-la. Pode parecer estranho um sentido de          estimulo sexual em uma ação tão aparentemente trivial.          No entanto, conhecemos gestos de mãos com um sentido sexual que          são trocados socialmente, como mostrar o dedo médio.</p>
<p>Alguns contemporâneos de Freud e muitos outros depois deles apresentaram,          por exemplo, argumentos que inferem que a teoria freudiana da sexualidade          funciona como uma pressuposição, ou seja, ele achava ou          reconhecia que o sexo estava em tudo e portanto &#8220;via o sexo em tudo&#8221;.          Já o psicanalista Bion dizia que a teoria deveria ficar na mente          do analista como uma pré-concepção, referindo-se          ao uso de uma teoria para ajudar a reconhecer o que poderia ser o material,          em vez de uma teoria usada para impor um julgamento prematuro.</p>
<p>Nas palavras de Hirsch (2005:67): &#8220;As pressuposições          são interessantes por si sós, especialmente no contexto          Eros. Elas podem se parecer com a ligação promovida por          Eros mas, quando rígidas, são na verdade letais para o raciocínio&#8221;.</p>
<p>Relacionando as três áreas onde Eros atua &#8211; sexo, amor e          imaginação &#8211; percebemos qualidades em comum:<br />
- As relações entre as pessoas e dentro do próprio          indivíduo são extremamente complexas. Sentir-se vivo (Eros)          abrange o amor e o ódio do indivíduo;<br />
- É imprescindível reconhecer as diferenças entre          as pessoas para se ter uma vida própria pois só o reconhecimento          faz emergir possibilidade de cópulas &#8211; vínculos primordiais          do Eros.</p>
<p class="texto"><strong>HIRSCH</strong>, Nicola Abel. <strong>Conceito da          Psincanálise: Eros</strong>. Rio de Janeiro: Relume Dumará:          Ediouro; São Paulo: Segmento-Duetto, 2005.</p>
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