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	<title>Sexualidade by géh &#187; neurose</title>
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	<description>Sexualidade: artigos de pesquisa e entrevistas</description>
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		<title>O que sempre foi assim pode ser diferente</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 14:33:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[neurose]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade e política]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="wp-caption-text">I Am A Bundle of Neuroses por Pauline Lim</p>
<p>A sociedade parece viver presa a crendices, muitos sequer sabem o motivo, pelo simples fato de que &#8220;sempre <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2009/07/07/o-que-sempre-foi-assim-pode-ser-diferente/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_533" class="wp-caption aligncenter" style="width: 334px"><img class="size-full wp-image-533" title="I Am A Bundle of Neuroses por Pauline Lim" src="http://gehspace.com/sexualidade/wp-content/uploads/2009/07/pauline_lin.jpg" alt="I Am A Bundle of Neuroses por Pauline Lim" width="324" height="434" /><p class="wp-caption-text">I Am A Bundle of Neuroses por Pauline Lim</p></div>
<p>A sociedade parece viver presa a crendices, muitos sequer sabem o motivo, pelo simples fato de que &#8220;sempre foi assim&#8221;.  Vejo pessoas vivendo dentro de uma caixinha de fósforo, amarradas a camisas de força, mal conseguem respirar e nem notam onde estão.</p>
<p>Jogam seus filhos desde cedo em creches e escolinhas. Crianças que deveriam brincar, usam uniformes e passam mais tempo com estranhos do que com a família. A escola muitas vezes pode se tornar uma instituição doentia. Acredito que toda a criança merece ter uma base emocional fortalecida antes de ser colocada em uma instituição de ensino.</p>
<p>Sei que muitos podem se sentir contrários a minha opinião. Mas decidi que quero que meus filhos estejam preparados antes de se verem obrigados a ir diariamente a escola com mais de 40 alunos por sala e uma professora, nem sempre qualificada e preparada psicologicamente. Sim todos temos traumas, neuroses, ninguém é livre delas.</p>
<p>Aos três anos meu filho mais velho já recebe aulas de natação para fortalecer o físico, renovando suas energias a cada vitória conquistada. Desde seu nascimento, em casa, utilizamos a música como meio de expressão. Prepará-lo para uma iniciação musical e expressão artística é outro recurso que encontramos para fortalecê-lo emocionalmente.</p>
<p>Assim ele aprende a conhecer a si mesmo e ao mundo brincando. Toda criança precisa brincar. Toda criança precisa de amor e se sentir protegida por seus pais.</p>
<p>Somente aos cinco anos, quando ele estiver se comunicando plenamente e confiante em si mesmo, apresentarei a ele a escola. Na escola ele irá encontrar outras crianças, pessoas com o todo o tipo de crenças, superstições, neuroses. Lá ele também aprenderá muitas coisas boas, mas estará fortalecido para saber como lidar com o que é diferente, em aceitar as limitações de outras pessoas que não pensam da mesma forma que ele, mas também saberá como expor suas ideias, seus sentimentos.</p>
<p>Recebo olhares de contrariedade quando me perguntam porque meu filho de três anos não está na escola ainda? Eu respondo: é por amor, ele é criança e quer brincar. É brincando e se divertindo que fortalecerá seu caráter, seu espírito criativo e indagador.</p>
<p>Também sei que nem todos tem a opção de cuidar de seus filhos. Eu tenho um escritório em casa, por isso posso passar mais tempo junto aos meus filhos.  Nossa relação enfatiza a confiança, a sinceridade e o carinho entre nós.</p>
<p>Paralelo a isso, vejo a cidade mudando, a verticalização chegando e todos parecem cegos deixando-se levar pelo burburinho &#8220;é o progresso&#8221;. Progresso? Onde?</p>
<p>Pois digo o que vejo: a morte de uma cidade, a instalação de uma prisão, de um hospício ao ar livre. Duplica-se a cada nova construção vertical a quantidade de habitantes de um bairro. Até um ano atrás, as ruas estavam limpas, você não encontrava lixo nas calçadas. Hoje vejo pessoas que fugiram de uma metrópole violenta recorrendo a uma vida em uma cidade mais ao sul, interior do Brasil em busca da &#8220;vida saudável&#8221;.</p>
<p>Parece bom, a princípio, se não fosse por um porém: elas trazem seus vícios e os implantam aqui. Estão tão acostumadas a falta de qualidade de vida, que não conseguem se livrar de sua neurose.</p>
<p>Trouxeram os traficantes, as favelas, os moradores de rua, a miséria, o lixo nas ruas e em pouco tempo implantarão aqui também o medo. Agora pergunto: a verticalização é o progresso?</p>
<p>Cidades do interior são mais propícias ao aumento contínuo da AIDS e outras doenças transmissíveis sexualmente. Passeio pelas ruas e vejo pessoas fumando cigarros de maconha como se fossem cigarros normais durante a luz do dia. Em uma das principais ruas da cidade, um rapaz fumando crack as 16:00 da tarde é manchete do jornal.</p>
<p>E os nativos da cidade parece não quererem ver, andam tão centrados em sua própria camisa de força que se esquecem de dar valor a vida. Novos prédios significam mais desmatamento, mais carros nas ruas, mais poluição, mais violência.</p>
<p>A sexualidade é outro tema tratado com muita naturalidade em nossa casa. A sexualidade é altamente relacionada a base emocional do ser humano. Por isso a necessidade de fornecer recursos para o fortalecimento emocional  de nossas crianças. Tudo para que estejam preparadas para conviver em uma sociedade repletas de neurose.</p>
<p>Precisamos aprender a respirar, a escutar os avisos transmitidos por nosso corpo, aprender a ter uma vida mais saudável. Comece com pequenos atos como um abraço, um carinho, dando amor e atenção as pessoas com que você convive. Diga um bom dia com um sorriso para o motorista do ônibus, para seu vizinho. Dance, cante, crie e encante a vida. Saia da rotina, da mesmice, do que sempre foi assim: trasnforme sua vida com alegria e amor ao próximo.</p>
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