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	<title>Sexualidade by géh &#187; parafilia</title>
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	<description>Sexualidade: artigos de pesquisa e entrevistas</description>
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		<title>Sadomasoquismo</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 23:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 6 a 10]]></category>
		<category><![CDATA[parafilia]]></category>
		<category><![CDATA[prazer sexual]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Géssica          Hellmann</p>
<p align="left">Estela Welldon é psiquiatra e autora          do <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/sadomasoquismo/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong></strong></em><em><strong><a title="escreva para a editora do Géh" href="mailto:geh@gehspace.com">Géssica          Hellmann</a></strong></em></p>
<p align="left">Estela Welldon é psiquiatra e autora          do livro &#8220;Sadomasoquismo&#8221; da coleção Conceitos          da Psicanálise.</p>
<p align="left">O termo &#8220;sadismo&#8221; diz respeito a atividades,          em geral sexuais, que visam provocar dor em outra pessoa, podendo, assim,          dar satisfação à pessoa que a inflige. Mas, segundo          a autora, é importante observar a diferença entre &#8220;fantasias          sádicas&#8221; e &#8220;atos sádicos&#8221;: o que geralmente          constitui perversão são os &#8220;atos&#8221;.</p>
<p>A expressão &#8220;sadismo&#8221; é derivada          do sobrenome do Marquês de Sade, escritor do século XVIII          que se dedicou a uma extensa obra literária sobre atos sexuais          brutais, descritos de forma poética. Ele próprio praticou          várias das atividades por ele descritas, tendo sido preso por isso.</p>
<p>A &#8220;parafilia&#8221;* do masoquismo consiste no ato de ser humilhado,          espancado, atado ou submetido a outro tipo de sofrimento. Masoquismo,          segundo Krafft-Ebing, é o oposto de sadismo. É o desejo          de sofrer dor e de sujeitar-se à força. O termo &#8220;masoquismo&#8221;          é derivado do nome do escritor Leopold Von Sacher-Masoch, que fez          desta perversão a base de seus textos.</p>
<p>A autora afirma que os atos masoquistas podem ser perigosos caso não          se tome os devidos cuidados. Exemplifica uma forma particularmente perigosa          de masoquismo, conhecida como hipoxifilia (a excitação sexual          por privação do oxigênio), obtida por meio de compressão          no peito, estrangulamento, uso de sacos plásticos, máscaras,          entre outros meios. Hipoxifilia também é conhecido popularmente          como &#8220;asfixia erótica&#8221;.</p>
<p>Às vezes ocorrem acidentes fatais, como um triste caso clínico          exemplificado pela autora. Um casal heterossexual planejou um jogo complexo.          A mulher seria acorrentada a uma cama, e o homem começaria a sufocá-la          com um lenço de seda. Quando ela estivesse preste a ficar sem ar,          ele a libertaria, pretendendo desta forma obter orgasmos simultâneos.          Para tanto, era necessário que ambos se olhassem nos olhos durante          todo o ato, para demonstrar confiança um no outro. Em certa ocasião,          o homem não conseguiu parar ainda que quisesse. Afirma ter visto          e sentido nos olhos da mulher que ela estava aterrorizada; sentiu-se paralisado,          interpretando como falta de confiança da mulher, o que o levou          a matá-la acidentalmente. Ficou intensamente arrasado, durante          todo o processo judicial, não acreditando que tinha matado a mulher.</p>
<p>Aparentemente, as fantasias sexuais masoquistas surgem na infância.          Já a idade em que se iniciam as atividades masoquistas com parceiros          varia mas, na maioria dos casos, ocorre no início da vida adulta.          Os sadomasoquistas, geralmente, não tem consciência de que          este tipo de comportamento seja um modo de reviver um trauma anterior.          A repetição indica uma tentativa de solucionar o caso inicial.          Um exemplo citado é o caso de uma paciente que, aos 36 anos, encaminhada          por seu médico para tratamento psicológico, reconheceu pela          primeira vez ter sido vítima de um episódio &#8220;reprimido&#8221;          de incesto. A paciente revelou, então, a descoberta ao médico,          que por mais de 15 anos não entendia as constantes queixas psicossomáticas          da paciente, que a levavam exigir as mais diversas cirurgias. Felizmente          o médico não cedeu às exigências. Ela realmente          não lembrava do abuso, mas o corpo jamais esquecera o que resultou          numa punição severa toda a vez que ela revivia o antigo          trauma.</p>
<p>Outro caso interessante de sadomasoquismo, citado pela autora, de um antigo          paciente que se submetia a grande dor física e ao simbolismo da          castração. O paciente contou muito excitado que tinha acabado          de participar de um concurso onde ele ficava nu no palco e a dominadora          injetou anestésico em seus genitais, depois costurou com uma agulha          bem grossa seus testículos, fazendo uma aba para cobrir-lhe o pênis.          Ele descreveu que sentiu uma dor &#8220;lancinante e divina&#8221;, e que          sentiu ainda mais prazer quando percebeu ser o centro das atenções.</p>
<p>A autora afirma que, ao longo de seu trabalho clínico com pessoas          que se envolvem em sadomasoquismo, ocorre um forte grau de negação.          Alguns pacientes recusam-se a admitir que seus atos possam provocar algum          mal emocional ou físico nos participantes desta atividade. Eles          são categóricos ao afirmar que sua sensação          predominante é de liberdade sexual.</p>
<p>WELLDON, Estela V. <strong>Sadomasoquismo</strong>. Rio          de Janeiro: Relume: Ediouro: Segmento-Duetto, 2005 (Conceitos da Psicanálise;          v.3).</p>
<p><span><em>* Parafilia: Para = desvio; filia = atração.          É um transtorno sexual caracterizado por fantasias, desejos e/ou          práticas sexuais intensas e recorrentes, envolvendo situações          sexuais diferentes da realizada com um ser humano, adulto e vivo, com          finalidade de prazer e/ou procriação. É o mesmo que          transtorno de preferência. Antes chamada perversão sexual.          São exemplos: a necrofilia, a pedofilia, o voyeurismo, o exibicionismo          e o sadomasoquismo. </em></span><em><br />
<span>Fonte: Portal da Sexualidade</span></em></p>
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		<title>Asfixia erótica</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 21:11:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[asfixia erótica]]></category>
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		<category><![CDATA[prazer sexual]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="texto">Lívia: Asfixia erótica ou Hipoxifilia.          Qual a designação correta do fetiche?
É popular utilizar o termo asfixia erótica.</p>
<p <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/asfixia-erotica/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="texto"><strong>Lívia: Asfixia erótica ou Hipoxifilia.          Qual a designação correta do fetiche?</strong><br />
É popular utilizar o termo asfixia erótica.</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: Desde quando você conhece essa          prática?</strong><br />
Bem, você se refere à minha prática ou à prática          em geral?</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: A ambas. Fale do geral e vá          para o particular.</strong><br />
Quanto à asfixia erótica, passei a conhecê-la lá          pelos idos de 1995, ano em que comecei a acessar a Internet e, por conseguinte,          pesquisar assuntos heterodoxos, como este. Quanto à minha prática&#8230;          Desde criança. Ou melhor, desde que comecei a manifestar sensações          de caráter erótico.</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: Que interessante&#8230;Quer dizer que          sempre esteve com você. A asfixia é excitante mesmo dissociada          de elementos eróticos? Mesmo sem o caráter perverso de quem          estrangula, mesmo sem a &#8220;submissão&#8221;?</strong><br />
Sim. Imagine uma hipotética cena em que, por exemplo, uma moça          ameaçada por um estuprador, consiga reagir de alguma forma e o          estrangule. Não há o caráter sadomasoquista, não          há perversidade nela (imagine uma perda temporária da noção          da realidade). Assim mesmo, é extremamente excitante. Claro que          se torna mais excitante se os dois elementos estiverem presentes.</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: E o que é que o excita nessa          prática? O que é que pressupõe ser excitante o ato          de asfixiar?</strong><br />
Não consigo definir bem o que torna tão excitante. Já          refleti muito a respeito, mas não cheguei a uma conclusão.</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: Tirando a asfixia, há alguma          prática sadomasoquista que seja excitante para você?</strong><br />
Não&#8230; Nenhuma. Aquelas práticas clássicas (bondage,          velas, etc&#8230;) não me atraem nem um pouco.</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: Você assistiu ao filme Império          dos Sentidos?</strong><br />
Sem dúvida! (risada)</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: O que achou do filme?</strong><br />
Dois aspectos: o filme em si eu achei bem interessante. O final, por motivos          óbvios, eu adorei. Mas já assisti há muitos anos&#8230;          Talvez uns 15.</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: Você costuma fantasiar sobre          Asfixia erótica?</strong><br />
Fantasiar em que sentido? Seja mais específica.</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: Fantasiar situações          envolvendo o fetiche. Como a cena hipotética que me descreveu há          pouco.</strong><br />
Sem dúvida! Com freqüência inacreditável.</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: Pode me descrever uma?</strong><br />
Vejamos&#8230; Bem&#8230; Como você sabe, sou médico. A última          paciente do dia entra no consultório. A secretária já          foi embora (hipótese improvável, nesses tempos de processos          por assédio sexual&#8230;). Começa a me contar o problema&#8230;          Como sou ortopedista, ela alega alguma dor nos joelhos. Tenho que examinar.          Sou um médico responsável. Mas ela está usando meias          finas&#8230; O exame não seria possível assim. Ela começa          a tirar as meias (bem, antes tiraria os sapatos, o que renderia outra          entrevista&#8230; (mais risadas)</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: O que seria tão interessante          quanto esta! Continue.</strong><br />
Mas, ao invés de colocar as meias em algum lugar, envolve meu pescoço          com uma delas. E começa a apertar. A princípio, incrédulo,          não esboço reação. Quando resolvo que a coisa          está indo longe demais, tento reagir, mas já estou meio          fraco, pelo hiato de oxigenação. Quase no &#8220;final do          serviço&#8221;, ela sente piedade e me solta. Por aí vai.</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: Uau&#8230;Até eu prendi a respiração!          Então pelo que eu posso perceber, o ato da asfixia o excita por          si só, mesmo não envolvendo o sexo como o entendemos convencionalmente?</strong><br />
Exato!</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: Interessante e inusitado. Diga-me,          já praticou a asfixia?</strong><br />
Bem&#8230; Deixe-me explicar uma coisa antes. Excita-me a hipótese          da asfixia. O ritual. Não necessariamente tenho que ser asfixiado          para sentir prazer. Se a moça, num jogo sensual, fica fazendo o          movimento, mesmo sem apertar, ou falando, ameaçando, já          excita demais. Tendo dito isto, eu diria que, no aspecto da insinuação,          do clima&#8230; Inúmeras vezes. No aspecto efetivo, isto é,          ser asfixiado para valer somente uma vez.</p>
<p class="texto"><strong>Lívia: Entendo o que quer dizer. Há          algum aspecto que eu não abordei e que você acha que merece          menção?</strong><br />
Sim. O modo de encarar essa espécie de parafilia. Durante muitos          anos, eu me assustava com essa preferência heterodoxa. Talvez por          minha inexperiência. Hoje, vejo como um fetiche, como outro qualquer.          Há inclusive fetiches muito mais estranhos. O fato é que,          se a moça gostar do jogo, e, principalmente, sentir-se excitada          também, é o máximo. Mas, se ela, por algum motivo,          tiver restrição a isso. Bem, não é imprescindível.          E, um último aspecto: Sempre me imaginei a exceção          entre as exceções. Hoje, graças à Internet,          sei que há milhares de homens (e mulheres) que têm o mesmo          fetiche. Não me sinto mais só.</p>
<p class="texto">F. 42 anos.</p>
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