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	<title>Sexualidade by géh &#187; sexologia</title>
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	<description>Sexualidade: artigos de pesquisa e entrevistas</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Jul 2009 14:51:44 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Entrevista com Oswaldo M. Rodrigues Jr.</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 15:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 21 a 25]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[sexologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Géssica Hellmann</p>
<p></p>
<p>Entrevista          com o Psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr. &#8211; CRP 06/20610-7 &#8211; Presidente    <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/entrevista-com-oswaldo-m-rodrigues-jr/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Géssica Hellmann</em></p>
<p><img src="http://gehspace.com/edicao%2021%20imagens/foto_oswrod.gif" alt="Oswaldo Rodrigues - psicólogo especialista em sexualidade humana" width="58" height="43" /></p>
<p>Entrevista          com o Psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr. &#8211; CRP 06/20610-7 &#8211; Presidente          (2005-2007) &#8211; <strong>SBRASH &#8211; Sociedade Brasileira para o Estudo em Sexualidade          Humana</strong></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 281px"><img title="Round Bench por Emil Alzamora" src="http://gehspace.com/edicao%2021%20imagens/alzamora_roundbench_el.jpg" alt="Alzamora Roundbench" width="271" height="200" /><p class="wp-caption-text">Round Bench por Emil Alzamora</p></div>
<p><strong>Géh: Falando como especialista, qual a importância          de se estudar a sexualidade e da facilitação do acesso a          informações sobre o tema?</strong></p>
<p><strong>Oswaldo:</strong> Estudar sexualidade nos leva          a preencher um dos três aspectos envolvidos em problemas da sexualidade          que ocorrem na vida toda. A compreensão cognitiva é um passo          muito importante por permitir a liberdade e a auto-produção          da vida sexual.O estudo da sexualidade humana permite reconhecer os mitos          e enfrentar os erros do passado na vida de uma pessoa ou mesmo impedir          que mitos e idéias errôneas produzam ansiedades e comportamentos          de esquiva.</p>
<p><strong>Géh: Em 2006 acontecerá o XIII Congresso          Latino Americano de Sexologia em Salvador. Como Vice-Presidente do Comitê          Organizador poderia falar sobre os principais temas abordados, a importância          e as expectativas em relação a esse evento? </strong></p>
<p><strong>Oswaldo:</strong> São várias          áreas que chamam a atenção dos profissionais e que          serão apresentadas neste que é o maior evento sobre sexualidade          na América Latina. O congresso acontece a cada dois anos. O último          foi em Santiago do Chile e já esteve em Belo Horizonte em 1992.</p>
<p>A área mais em moda é a destinada às disfunções          sexuais com os medicamentos que foram colocados nas farmácias desde          1998 para auxiliar vencer dificuldades de ereção nos homens.          A discussão sobre formas de tratamentos ainda é calorosa,          pois mantém-se a tentativa e expectativa de que apenas os medicamentos          bastam para curar estes problemas comportamentais&#8230; Claro que isto não          é verdadeiro, pois nenhum governo foi mobilizado para distribuir          gratuitamente o medicamento para acabar com estes problemas. Nesta área          deve ser apresentado um medicamento para reposição hormonal          em homens para restabelecimento de funções vitais que são          a base do desejo sexual masculino.</p>
<p>A Educação Sexual estará representada          de forma fortalecida com mesas-redondas, com grande divulgação          e facilidades nas inscrições para professores da rede de          ensino básico e médio que desejem participar do congresso          (XIII CLASES). Um grupo de professores universitários, dentre eles          posso citar a Profa. Sonia Melo (UDESC), a Profa. Mary Neide Figueiro          (UEL), e Paulo Rennes (UNESP) deverão apresentar o “State          of the Art” da Educação Sexual no Brasil. Professores          de outros países também trarão suas teorias e métodos          para a Educação na Sexualidade.</p>
<p>Estudos sociais da sexualidade e pesquisas antropológicas          e psicológicas também estão entre os destaques. A          Violência sexual e de gênero permeará as discussões          e mesas redondas. Ambicionamos um público que pode atingir 1000          profissionais de Educação e Saúde. Já contamos          com o apoio formal de várias entidades brasileiras, em especial          as filiadas à FLASSES: SBRASH – Sociedade Brasileira para          os Estudos em Sexualidade Humana; CEPCoS – Centro de Estudos e Pesquisas          em Comportamento e Sexualidade, InPaSex – Instituto Paulista de          Sexualidade, CESEX – Centro de Estudos em Sexologia de Brasília.</p>
<p><strong>Géh: Na cultura brasileira, ainda se prevalece          mitos e tabus relacionados ao sexo e a sexualidade. Qual a sua visão          sobre isto?</strong></p>
<p><strong>Oswaldo:</strong> Toda e qualquer cultura          tem que manter mitos e tabus sobre a sexualidade para exercer poder sobre          os indivíduos. A sexualidade é a única área          de relacionamento interpessoal que é menos dirigida pela cultura          e pela sociedade. Por ser uma área não pública, a          cultura tem menos acesso a modelar o comportamento e atitudes das pessoas.          Assim, instituir tabus e mitos permite que o controle social seja exercido          sobre as pessoas até mesmo em sua intimidade.</p>
<p>Também se mantêm mitos e tabus pela falta          de acesso a informações fidedignas sobre sexualidade. As          discussões e debates sobre sexo precisam ocorrer sempre, pois sempre          temos novos adolescentes com idênticos questionamentos que, se não          forem resolvidos, permanecerão até a vida adulta, trazendo          problemas e afastamentos da sexualidade.</p>
<p><strong>Géh: Ao falar em tabus, é interessante          falar sobre parafilias, antigamente chamadas de “perversões          sexuais”. Poderia nos citar os tipos mais comuns de parafilias?</strong></p>
<p><strong>Oswaldo:</strong> As formas diferentes de          se fazer sexo sempre preocuparam as sociedades que sentiam suas regras          quebradas pelos praticantes desses &#8220;sexos diferentes&#8221;. Por isso          eram chamadas de &#8220;perversões&#8221;, um chamativo moral e não-científico,          mas que foi assumido por profissionais de saúde desde o século          XIX.</p>
<p>Atualmente as formas mais comuns de se obter excitação          e prazer sexuais são: travestismo fetichista, sadomasoquismo, sexo          virtual. Com advento da internet, muitos praticantes isolados encontraram          suas turmas e têm trocado informações, incluindo o          aumento do numero de praticantes entre pessoas que antes nem pensavam          em determinadas práticas. O controle social imediato foi perdido          e a modelagem do comportamento passa a ser virtual e a partir de desconhecidos.</p>
<p><strong>Géh: Pedofilia, se verificarmos no curso          ao longo da História, desde a antiguidade, sempre ocorreu de uma          forma ou de outra. O que leva as pessoas a praticarem a pedofilia? E quais          os traumas que podem sofrer as crianças que sofrem deste abuso?</strong></p>
<p><strong>Oswaldo:</strong> Existe uma grande diferença          entre o que a legislação chama de pedofilia e o que a psicologia          denomina pedofilia.</p>
<p>Na legislação brasileira, e na maior parte          do mundo, denomina-se pedofilia o sexo de um(a) adulto(a) com um(a) criança          ou adolescente. Mistura-se o conceito com o crime de estupro (sexo não          consensual ou com presunção de força com menores          de 14 anos).</p>
<p>O brasileiro adulto, geralmente homem, que gosta de fazer          sexo com adolescentes é muito normótico, muito parecido          com qualquer um da rua. Historicamente sempre foi uma prática muito          tolerada e socialmente considerada positiva. Falar aos amigos que transou          com uma “menina” sempre foi motivo de orgulho para muitos          homens. Assim é que temos algumas centenas de milhares de prostitutas          menores de idade no Brasil, sustentadas por talvez, uma dezena de milhões          de homens adultos&#8230;</p>
<p>O que se denomina pedófilo, em Psicologia, é          o adulto, geralmente homem, que precisa de uma pessoa de pouca idade para          conseguir excitar-se e realizar-se sexualmente. São pessoas que          estruturam a sexualidade ao redor de um padrão muito específico          de objeto sexual. Este adulto específico, por exemplo, somente          desejará meninos com idades em torno de 10 anos; o outro apenas          meninas com 8 anos&#8230; e assim por diante.</p>
<p>Muitas vezes, esta estereotipização implica          em padrões de personalidade psiquiatricamente reconhecíveis          como perturbadas, mesmo porque são pessoas que não assimilaram          adequadamente a cultura e as regras sociais (sem falar nas legais).</p>
<p>Considera-se que cerca de 30% dos adultos foram abusados          sexualmente quando crianças. Apenas para alguns isto terá          significado negativo e promoverá comportamentos semelhantes na          vida adulta. Para a maioria não haverá maiores problemas.          Um dos problemas mais sérios será a falta de confiança          nos relacionamentos afetivos. Não existe associação          entre abuso sexual infantil e disfunções sexuais na vida          adulta.</p>
<p><strong>Géh: Recentemente entrevistamos um adepto          a Hipoxifilia, denominada por ele como “asfixia erótica”.          Quais os perigos dessa prática para a saúde?</strong></p>
<p><strong>Oswaldo: </strong>Apenas um perigo: morte.</p>
<p>De uma a duas pessoas a cada milhão de habitantes          em grandes cidades morrem a cada ano devido a esta prática. O risco          advém do pouco tempo entre a possibilidade de curtir o prazer sexual          e o morrer asfixiado. Muitos que morrem ainda são classificados          nas delegacias e hospitais como suicidas&#8230; o que está muito longe          da realidade. Quando morrem foi porque cometeram um erro de avaliação          de tempo.</p>
<p><strong>Géh: Na vida real, assim como representações          na arte e no cinema, temos exemplos de sadismo e masoquismo. Relembrando          a cena do filme “A professora de Piano”, dirigido pelo alemão          Michael Hanek, trata de dominação e opressão em relacionamentos          – tanto amorosos como familiares. Erika Kohut é uma professora          de piano na faixa dos 40 anos que é tratada como uma criança          e oprimida pela mãe. Por trás da aparência fria e          indiferente, se esconde uma mulher com bizarros fetiches sexuais. As fantasias          de Erika vão além do voyeurismo e pensamentos sadomasoquistas.          Ela cria seu próprio conceito de amor e chega a se mutilar sexualmente          em busca de um prazer. Muitos adeptos ao sadomasoquismo negam ter um problema          psicológico. É um problema psicológico ou não?          Em caso positivo, como se trata este problema?</strong></p>
<p><strong>Oswaldo:</strong> Sempre existe um limite entre          o saudável e o doente. Tudo que seja contra a manutenção          de vida saudável tem a consideração de doença.          Mesmo porque, se uma pessoa deseja mutilar-se e a sociedade compreende          que esta mutilação eliminará parte da produtividade          desta pessoa, a sociedade considerará isto doença, ou será          ilegal.</p>
<p>Alguns praticantes do sadomasoquismo têm apresentações          psicológicas problemáticas com as quais não sabe          lidar. Muitas vezes, o comportamento sádico ou masoquista se instalou          na pessoa (sem a vontade dela exercer escolha) para diminuir o estresse          e a ansiedade frente a problemas da vida. Assim, não se resolve          o problema e cria-se um comportamento que o evita&#8230; Isto sempre foi considerado          neurótico&#8230; Mas a mesma formulação serve para o          uso do álcool, cigarro ou explosões de raiva.</p>
<p><strong>Investir em saúde reprodutiva ajuda no desenvolvimento          social</strong></p>
<p>O investimento em serviços de saúde          reprodutiva contribui para o fortalecimento do papel da mulher na sociedade          pós-moderna e é um forte aliado na construção          do desenvolvimento social e econômico sustentável. De acordo          com o Programa de Ação da Conferência de Cairo (1994)          a saúde reprodutiva tem uma relação intrínseca          com estado de completo bem-estar social, mental e físico e o sistema          reprodutivo humano. Esse conceito é fruto do amadurecimento das          noções de saúde sexual e planejamento familiar.</p>
<p>Experiências mundiais têm demonstrado que a integração          dos serviços de planejamento familiar implica o fortalecimento          do sistema de saúde como um todo. Isso significa melhorar a coordenação          entre as diversas áreas e facilitar o atendimento às necessidades          da população. O fato é que, em muitas culturas, a          desvalorização da mulher, seu status inferior na escala          social, assim como seu baixo poder de decisão sobre a própria          sexualidade e capacidade reprodutiva a impede de desfrutar de serviços          que poderiam melhorar sua qualidade de vida. Desde adolescente, ela deveria          obter informações sobre a transição para a          maturidade, livre de gravidez indesejada, DST/AIDS ou aborto inseguro;          a prevenção e tratamento de DST e HIV/AIDS; a saúde          e mortalidade materna etc.</p>
<p><strong>Dados</strong><br />
* A Aids já atingiu mais de 258 mil pessoas: 73 mil mulheres e          185 mil homens. No inicio dos anos 80 a relação era de 25          homens para cada mulher infectada e agora já é de 1 mulher          para cada 2 homens. Entre as mulheres, 55% tem entre 20 a 29 anos, predominando          as afrodescendentes e as de camadas mais pobres, segundo o Ministério          da Saúde, 2003.<br />
* Anualmente, são realizados cerca de um milhão de abortos,          a maior parte deles clandestinos. No país, a interrupção          voluntária da gestação é permitida apenas          em caso de risco de morte da mãe ou se ela for resultado de estupro,          de acordo com o Center for Reproductive, 2004.<br />
* Mais de quatro milhões de mulheres morrem a cada ano na América          Latina por complicações causadas por abortos inseguros.          Essa prática representa 13% da mortalidade materna nos países          da região. (Center for Reproductive; 2004)<br />
* No mundo inteiro, estima-se que uma de cada três mulheres já          foi espancada, forçada ao ato sexual ou agredida de outras formas.          A violência contra as mulheres e meninas pode ser física,          sexual, psicológica ou econômica, porém o sexo forçado          e a agressão dentro do matrimônio estão entre suas          manifestações mais comuns.<br />
Fonte: <a href="http://www.agende.org.br/" target="_blank">http://www.agende.org.br</a></p>
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		<title>Sadomasoquismo</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/sadomasoquismo/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 23:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 6 a 10]]></category>
		<category><![CDATA[parafilia]]></category>
		<category><![CDATA[prazer sexual]]></category>
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		<category><![CDATA[sadomasoquismo]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Géssica          Hellmann</p>
<p align="left">Estela Welldon é psiquiatra e autora          do <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/sadomasoquismo/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong></strong></em><em><strong><a title="escreva para a editora do Géh" href="mailto:geh@gehspace.com">Géssica          Hellmann</a></strong></em></p>
<p align="left">Estela Welldon é psiquiatra e autora          do livro &#8220;Sadomasoquismo&#8221; da coleção Conceitos          da Psicanálise.</p>
<p align="left">O termo &#8220;sadismo&#8221; diz respeito a atividades,          em geral sexuais, que visam provocar dor em outra pessoa, podendo, assim,          dar satisfação à pessoa que a inflige. Mas, segundo          a autora, é importante observar a diferença entre &#8220;fantasias          sádicas&#8221; e &#8220;atos sádicos&#8221;: o que geralmente          constitui perversão são os &#8220;atos&#8221;.</p>
<p>A expressão &#8220;sadismo&#8221; é derivada          do sobrenome do Marquês de Sade, escritor do século XVIII          que se dedicou a uma extensa obra literária sobre atos sexuais          brutais, descritos de forma poética. Ele próprio praticou          várias das atividades por ele descritas, tendo sido preso por isso.</p>
<p>A &#8220;parafilia&#8221;* do masoquismo consiste no ato de ser humilhado,          espancado, atado ou submetido a outro tipo de sofrimento. Masoquismo,          segundo Krafft-Ebing, é o oposto de sadismo. É o desejo          de sofrer dor e de sujeitar-se à força. O termo &#8220;masoquismo&#8221;          é derivado do nome do escritor Leopold Von Sacher-Masoch, que fez          desta perversão a base de seus textos.</p>
<p>A autora afirma que os atos masoquistas podem ser perigosos caso não          se tome os devidos cuidados. Exemplifica uma forma particularmente perigosa          de masoquismo, conhecida como hipoxifilia (a excitação sexual          por privação do oxigênio), obtida por meio de compressão          no peito, estrangulamento, uso de sacos plásticos, máscaras,          entre outros meios. Hipoxifilia também é conhecido popularmente          como &#8220;asfixia erótica&#8221;.</p>
<p>Às vezes ocorrem acidentes fatais, como um triste caso clínico          exemplificado pela autora. Um casal heterossexual planejou um jogo complexo.          A mulher seria acorrentada a uma cama, e o homem começaria a sufocá-la          com um lenço de seda. Quando ela estivesse preste a ficar sem ar,          ele a libertaria, pretendendo desta forma obter orgasmos simultâneos.          Para tanto, era necessário que ambos se olhassem nos olhos durante          todo o ato, para demonstrar confiança um no outro. Em certa ocasião,          o homem não conseguiu parar ainda que quisesse. Afirma ter visto          e sentido nos olhos da mulher que ela estava aterrorizada; sentiu-se paralisado,          interpretando como falta de confiança da mulher, o que o levou          a matá-la acidentalmente. Ficou intensamente arrasado, durante          todo o processo judicial, não acreditando que tinha matado a mulher.</p>
<p>Aparentemente, as fantasias sexuais masoquistas surgem na infância.          Já a idade em que se iniciam as atividades masoquistas com parceiros          varia mas, na maioria dos casos, ocorre no início da vida adulta.          Os sadomasoquistas, geralmente, não tem consciência de que          este tipo de comportamento seja um modo de reviver um trauma anterior.          A repetição indica uma tentativa de solucionar o caso inicial.          Um exemplo citado é o caso de uma paciente que, aos 36 anos, encaminhada          por seu médico para tratamento psicológico, reconheceu pela          primeira vez ter sido vítima de um episódio &#8220;reprimido&#8221;          de incesto. A paciente revelou, então, a descoberta ao médico,          que por mais de 15 anos não entendia as constantes queixas psicossomáticas          da paciente, que a levavam exigir as mais diversas cirurgias. Felizmente          o médico não cedeu às exigências. Ela realmente          não lembrava do abuso, mas o corpo jamais esquecera o que resultou          numa punição severa toda a vez que ela revivia o antigo          trauma.</p>
<p>Outro caso interessante de sadomasoquismo, citado pela autora, de um antigo          paciente que se submetia a grande dor física e ao simbolismo da          castração. O paciente contou muito excitado que tinha acabado          de participar de um concurso onde ele ficava nu no palco e a dominadora          injetou anestésico em seus genitais, depois costurou com uma agulha          bem grossa seus testículos, fazendo uma aba para cobrir-lhe o pênis.          Ele descreveu que sentiu uma dor &#8220;lancinante e divina&#8221;, e que          sentiu ainda mais prazer quando percebeu ser o centro das atenções.</p>
<p>A autora afirma que, ao longo de seu trabalho clínico com pessoas          que se envolvem em sadomasoquismo, ocorre um forte grau de negação.          Alguns pacientes recusam-se a admitir que seus atos possam provocar algum          mal emocional ou físico nos participantes desta atividade. Eles          são categóricos ao afirmar que sua sensação          predominante é de liberdade sexual.</p>
<p>WELLDON, Estela V. <strong>Sadomasoquismo</strong>. Rio          de Janeiro: Relume: Ediouro: Segmento-Duetto, 2005 (Conceitos da Psicanálise;          v.3).</p>
<p><span><em>* Parafilia: Para = desvio; filia = atração.          É um transtorno sexual caracterizado por fantasias, desejos e/ou          práticas sexuais intensas e recorrentes, envolvendo situações          sexuais diferentes da realizada com um ser humano, adulto e vivo, com          finalidade de prazer e/ou procriação. É o mesmo que          transtorno de preferência. Antes chamada perversão sexual.          São exemplos: a necrofilia, a pedofilia, o voyeurismo, o exibicionismo          e o sadomasoquismo. </em></span><em><br />
<span>Fonte: Portal da Sexualidade</span></em></p>
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		<title>Sexualidade: por que estudá-la?</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 14:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 1 a 5]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[sexologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A psicologia tem sido uma importante ciência          neste século buscando compreensão do ser humano e sua subjetividade.
Com a <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/sexualidade-porque-estudar/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="texto">A psicologia tem sido uma importante ciência          neste século buscando compreensão do ser humano e sua subjetividade.<br />
Com a compreensão do ser humano, muitas técnicas tem sido          desenvolvidas para auxiliar e facilitar a vida das pessoas. Muitas pessoas          podem hoje conviver melhor com suas dificuldades e conflitos, auferindo          assim o que vida tem de melhor, produzindo menos sofrimento para os relacionamentos          humanos.<br />
A Sexualidade é um dos aspectos de maior importância na vida          humana. Aspecto facilitador da integração da identidade,          a Sexualidade permite o relacionamento interpessoal, a vivência          de prazeres e a manutenção da espécie humana sobre          a Terra. Enquanto parte da identidade das pessoas, a Sexualidade é          um dos pontos que merece atenção e estudo por parte da Psicologia.<br />
</span> <span class="texto"><strong></strong></span></p>
<p><span class="texto"><strong>Por que estudar a Sexualidade Humana? </strong></span></p>
<p>Podemos elencar vários aspectos para validar o estudo da Sexualidade        Humana pela Psicologia:</p>
<p class="texto"><strong>1- Obter conhecimentos</strong><br />
- Entender a sexualidade humana permite compreender nosso próprio          funcionamento pessoal;<br />
- Permite expandir a percepção dos limites aos quais cada          um está confinado por nossas próprias experiências          de vida;<br />
- Permite reconhecer os mitos sexuais e diminuir os preconceitos;</p>
<p class="texto"><strong>2- Desenvolver o Auto-Conceito Sexual Positivo </strong><br />
- O modo pelo qual percebemos a nós mesmos enquanto seres sexuais          (auto-identidade sexual) liga-se ao modo pelo qual nos vemos como um todo          (identidade total);<br />
- Pessoas que têm uma visão pobre e negativa de si mesmos          do ponto de vista sexual tendem a perceber-se negativamente enquanto um          todo;<br />
- Um Auto-Conceito Sexual negativo facilita a ocorrência de problemas          sexuais (profecias auto-realizáveis);</p>
<p class="texto"><strong>3- Clarificar valores e ética sexual</strong><br />
- A satisfação sexual nos relacionamentos depende de cada          um conhecer seus limites no que se refere aos valores sobre sexo.<br />
- Responder o que se torna mais adequado sexualmente nos relacionamentos          depende de clareza quanto ao que consideramos correto (por exemplo: monogamia          é preferível? A masturbação é saudável?          Quando se deve fazer sexo?&#8230;)<br />
- Conhecer os próprios valores sexuais e a origem destes valores,          de modo que os princípios que comandam nosso comportamento sejam          mais conscientes (ética);</p>
<p class="texto"><strong>4- Melhorar a comunicação</strong><br />
- Fala-se mais livremente sobre sexo nesta última década,          mas muitas pessoas não conseguem conversar sobre aspectos íntimos          com quem reparte a vida sexual;<br />
- A comunicação sobre sexo depende de desenvolvimento de          vocabulário mais adequado e compreensível pelas pessoas          envolvidas;<br />
- Conhecendo vocabulário mais amplo sobre Sexualidade, as pessoas          podem conversar mais confortavelmente sobre sexo e de forma mais compreensível          para as outras pessoas;<br />
- Estudar a Sexualidade permite que as pessoas possam se expressar mais          facilmente sobre a própria sexualidade e, concomitantemente, transformar-nos          em pessoas que podem escutar sem julgamentos prévios aos outros          que tentam comunicar-se conosco;</p>
<p class="texto"><strong>5- Para maximizar o prazer sexual</strong><br />
- Sexo é uma importante fonte de prazer para o ser humano. Ao estudarmos          a sexualidade humana podemos compreender vários caminhos que podem          conduzir à melhoria da obtenção de prazer no sexo;<br />
- Auxilia a compreender nossas próprias respostas sexuais, bem          como nossas necessidades e as de nossas parcerias;<br />
- Facilitar a superação de nossas inibições          sexuais que tão costumeiramente bloqueiam nosso prazer sexual;<br />
- Ao diminuir nossas ansiedades associadas a mitos sexuais e aos conceitos          de normalidade quanto às atividades sexuais, podemos desenvolver          uma variedade maior de atividades sexuais e assim aumentar nossas possibilidade          de obter prazer com o sexo;</p>
<p class="texto"><strong>6- Para reconhecer elementos destrutivos nos relacionamentos          a dois</strong><br />
- Estudar a Sexualidade e a Expressão Sexual é estudar as          emoções humanas e, com isso, pode-se reconhecer os sentimentos          e emoções destrutivas dos relacionamentos conjugais: Decepção,          Ciúmes, Incesto; Abuso Sexual; Frustrações Sexuais;<br />
- Conhecer o funcionamento sexual implica em poder decidir a possibilidade          de ter filhos, em que quantidade e em que momento;<br />
- O conhecimento das funções reprodutoras associadas à          sexualidade permite o controle racional e humano da reprodução;</p>
<p class="texto"><strong>7- Evitação de Doenças Sexualmente          Transmissíveis</strong><br />
- Com a diminuição da ansiedade associada ao sexo, providências          racionais e tranqüilas podem ser tomadas, permitindo que não          haja contágio de doenças sexuais;</p>
<p class="texto"><strong>8- Compreender e lidar com problemas da resposta          sexual</strong><br />
- A maioria de nós deve experienciar, alguma vez na vida, algum          tipo de dificuldade sexual. Estudar a sexualidade permite conhecer as          possibilidades e reconhecer meios de superar as dificuldades transitórias;<br />
- Permite compreender as causas de problemas sexuais e, assim, assimilar          mais adequada e facilmente os caminhos para o melhor tratamento;</p>
<p class="texto"><strong>9 &#8211; Permitir reconhecer e compreender os resultados          de pesquisas sobre sexo, exercendo um ponto de vista crítico sobre          o que se divulga pela mídia</strong></p>
<p class="texto">Darmos atenção à Sexualidade através          do estudo de seus vários aspectos pode nos modificar em relação          a várias circunstâncias ligadas às atividades sexuais,          além melhorar nossa vida sexual e as das pessoas com as quais nos          relacionamos quotidianamente.</p>
<p class="texto">Se é assim, por que não dar mais atenção          à Sexualidade, ficando atentos às informações          que recebemos sobre sexo e buscando ler mais a respeito, para ter a chance          de uma vida sexual melhor e nos sentirmos melhores enquanto pessoas?</p>
<p><span class="texto"><em>Psic. Oswaldo M. Rodrigues Jr. / CRP 06/20610-7<br />
Diretor e Psicoterapeuta Sexual &#8211; Instituto Paulista de Sexualidade<br />
Publicado originalmente no </em></span><em><a class="link2" href="http://cepcos.sites.uol.com.br/textos/oswestsexhuma.htm">CEPCoS</a> </em></p>
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