<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Sexualidade by géh &#187; sexualidade masculina</title>
	<atom:link href="http://gehspace.com/sexualidade/tag/sexualidade-masculina/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://gehspace.com/sexualidade</link>
	<description>Sexualidade: artigos de pesquisa e entrevistas</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Jul 2009 14:51:44 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=abc</generator>
		<item>
		<title>Preconceito e Homofobia</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/preconceito-e-homofobia/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/preconceito-e-homofobia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 16:04:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 46 a 50]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[homossexualismo]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade masculina]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=277</guid>
		<description><![CDATA[<p>Géssica Hellmann</p>
<p>[De pre- + conceito.]
Substantivo masculino.
4.P. ext. Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc.:
O preconceito racial é indigno do ser humano.</p>
<p>[De hom(o)- <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/preconceito-e-homofobia/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Géssica Hellmann</em></p>
<p>[De pre- + conceito.]<br />
Substantivo masculino.<br />
4.P. ext. Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc.:<br />
O preconceito racial é indigno do ser humano.</p>
<p>[De hom(o)- + -fobia.]<br />
Substantivo feminino.<br />
1.Aversão a homossexuais ou ao homossexualismo.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 312px"><img title="The couple colored and non-colored por Eugenia Reznikova" src="http://www.gehspace.com/edicao%2049%20imagens/The%20couple%20colored%20and%20non-colored.jpg" alt="The couple colored and non-colored por Eugenia Reznikova" width="302" height="420" /><p class="wp-caption-text">The couple colored and non-colored por Eugenia Reznikova</p></div>
<p>Segundo Warken (2006) &#8220;Homofobia equivale a medo de homossexuais e, este leva ao desprezo e violências de várias formas contra pessoas que gostam ou sentem atração por pessoas do mesmo sexo&#8221;.</p>
<p>O autor afirma ainda que já existe, em alguns campos, um encaminhamento para a desconstrução do preconceito. Inicialmente, através de políticas de ensino voltadas para implementação dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Os parâmetros existem, mas nenhuma obrigatoriedade de que as escolas preparem o corpo docente para a Educação Sexual de forma &#8220;transversalizada&#8221;, ou seja, tratada em todas as disciplinas do currículo escolar. No máximo, o que se tem conseguido é que uma educadora ou educador especialista conceda palestras meramente informativas, que não fornecem apoio necessário à criança e ao adolescente enquanto ela galga os níveis escolares.</p>
<p>O preconceito é algo inaceitável. Muitos são os crimes provocados contra os homossexuais segundo pesquisas de universidades.</p>
<p>Segundo o Conselho Nacional de Combate à Discriminação (2006),</p>
<p>&#8220;os resultados de recente estudo sobre violência realizado no Rio de Janeiro, envolvendo 416 homossexuais (gays, lésbicas, travestis e transexuais) revelaram que 60% dos entrevistados já tinham sido vítimas de algum tipo de agressão motivada pela orientação sexual, confirmando assim que a homofobia se reproduz sob múltiplas formas e em proporções muito significativas. Quando perguntados sobre os tipos de agressão vivenciada, 16.6% disseram ter sofrido agressão física (cifra que sobe para 42.3%, entre travestis e transexuais), 18% já haviam sofrido algum tipo de chantagem e extorsão (cifra que, entre travestis e transexuais, sobe para 30.8%) e 56.3% declararam já haver passado pela experiência de ouvir xingamentos, ofensas verbais e ameaças relacionadas à homossexualidade. Além disso, devido à sua orientação sexual, 58.5% declararam já haver experimentado discriminação ou humilhação tais como impedimento de ingresso em estabelecimentos comerciais, expulsão de casa, mau tratamento por parte de servidores públicos, colegas, amigos e familiares, chacotas, problemas na escola, no trabalho ou no bairro. Os resultados desse survey apontam, também, para o fato de as mulheres homossexuais serem mais vitimadas na esfera doméstica (22.4%), confirmando a percepção de organizações lésbicas sobre o fato de as mulheres homossexuais serem duplamente alvo de atitudes de violência e discriminação: por serem mulheres e por serem lésbicas e que, nesses casos, a violência é ainda mais grave, já que se concentra no âmbito familiar&#8221;.</p>
<p>A violência também inclui muitos casos de assassinatos contra homossexuais, principalmente contra travestis e transgêneros. Tal violência tem sido denunciada com bastante veemência pelo Movimento GLBT, por pesquisadores de diferentes universidades brasileiras e pelas organizações da sociedade civil, que têm procurado produzir dados de qualidade sobre essa situação.</p>
<p>Luiz Mott, doutor em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo e mestre pela Universidade de Paris, atualmente Professor de Antropologia na Universidade Federal da Bahia e presidente do GGB &#8211; Grupo Gay da Bahia, afirma que</p>
<p>&#8220;Os crimes praticados contra homossexuais, conhecidos como crimes homofóbicos, pertencem à categoria dos crimes de ódio&#8230; Assim como os demais crimes de ódio, o crime homofóbico é marcado pela crueldade do modus operandi do autor ou dos autores, incluindo muitas vezes tortura prévia da vítima, a utilização de diversos instrumentos mortíferos e elevado número de golpes. Como a homofobia permeia todas as áreas culturais e esferas de nossa sociedade, inclusive e particularmente o setor governamental, policial e judiciário, mesmo os crimes mais hediondos contra homossexuais raramente despertam a atenção e empenho das autoridades constituídas que, com indiferença, minimizam a gravidade de tais homicídios ou atribuem à vítima parte da responsabilidade do sinistro, seja por se expor a situações e contactos de risco, seja por tentar &#8220;seduzir&#8221; o agressor. Devido a tais preconceitos, muitos dos homicídios tendo homossexuais como vítimas não são rigorosamente investigados pela polícia, deixando de registrar, seja no documento policial, seja na mídia, a homofobia como móvel do crime&#8221;.</p>
<p>Segundo relatório anual 2005, &#8220;Assassinato de Homossexuais no Brasil, pesquisa realizada pelo grupo GGB, foram confirmados 752 casos de assassinatos atribuídos a crimes homofóbicos entre 2000 e 2005.</p>
<p>O Brasil, segundo Mott (2006), é o campeão mundial de assassinato de homossexuais e, provavelmente, um dos países do mundo onde ocorrem mais atos discriminatórios diários contra gays, lésbicas e travestis.</p>
<p>Em Curitiba, vários casos foram registrados de espancamento de homossexuais nas madrugadas, próximos às saídas dos clubes. &#8220;Já recebemos diversas denúncias deste grupo que ataca os homossexuais. Um dos rapazes está com o rosto desfigurado e foi atacado com tesouradas. Até mesmo meninas lésbicas estão sendo atacadas&#8221;, diz Igo Martini, da Ong Diversidade de Curitiba. (Tosi, 2006)</p>
<p>Outro caso aconteceu em final de 2004, no banco Bradesco, com o funcionário Antônio Ferreira, vítima de preconceito por ser homossexual. Com 21 anos de banco, Ferreira, 44, foi um servidor destacado, chegando a ocupar postos importantes como o de gerente, obtendo vários troféus pelas suas vitoriosas ações no cumprimentos de metas. Demitido em fevereiro de 2004 por &#8220;Justa Causa&#8221;, não explicada, por um chefe que rotineiramente o execrava em público, xingando-o em público de &#8220;boiola&#8221;, &#8220;viado&#8221;, &#8220;bicha&#8221;, entre outras expressões, Antõnio reagiu e resolveu buscar os seus direitos junto à Delegacia do Trabalho na capital baiana. (Bragg 2006)</p>
<p>Em entrevista com Marcellus Bragg, Ferreira conta que entrou com um processo na justiça baiana por danos morais e venceu na primeira instância. A Juíza do Tribunal Regional do Trabalho, Dra. Margareth Costa, determinou que o Bradesco o indenizasse em quase um milhão de reais em razão de ter provado nos autos que foi humilhado e perseguido no banco em razão da sua homossexualidade. A sentença favorável é inédita, pelo menos em nível de divulgação e a notícia mais recente é a de que o Bradesco recorreu da sentença.</p>
<p>Antônio Ferreira disse ainda que &#8220;Não busco somente o dinheiro, apesar de que passo por uma situação financeira quase desesperadora &#8211; tenho que pagar as minhas contas, comprar comida, ajudar a minha família e me vestir e sem um trabalho fica tudo muito complicado. Mas quero sim o precedente da ação. E no ambiente de trabalho os homossexuais tem que ser respeitados e tratados como qualquer outro cidadão, nem melhor e nem pior&#8221;.</p>
<p>Mais adiante, afirmou Antônio: &#8220;Disseram da Madre Tereza de Caucutá, quando trabalhava na Índia, que ela era uma gota no oceano e ela sabiamente responderam que faz muita diferença um pingo no mar, porque sem esta gotinha o oceano estará incompleto. Então esta minha atitude em buscar a justiça frente a uma empresa gigantesca e poderosa, é a gotinha que falta, o aprendizado do poder econômico de que o bancário homossexual merece ser respeitado&#8221;.</p>
<p>Sempre fui a favor da idéia que o combate ao preconceito inicie desde cedo, em casa e posteriormente na escola. Não sou adepta a rótulos pois, em minha opinião, são eles estacas dentro do próprio preconceito. Sou casada, tenho um filho de dois meses, e em minha casa não admitimos o preconceito. Sei que isto não impedirá que tenhamos contatos com seres preconceituosos, muitas vezes disfarçados de cordeiros. Espero que com a semente plantada na missão desta revista, que é a missão pessoal de minha família e de grandes amigos, mesmo que seja uma gotinha no oceano, como disse nosso amigo Antônio Ferreira, faça diferença em muitos corações.</p>
<p>Pois é preciso agir para fazer diferença:</p>
<p>&#8220;Pela primeira vez na história do MEC, o tema homofobia &#8230; entra para as discussões que formatarão uma política oficial sobre o tema no ministério. Um grupo de trabalho, com representantes das secretarias do MEC e de entidades sociais, debate como será implementado o programa Brasil sem Homofobia na área educacional. É consenso entre o grupo que há necessidade de discutir o tema nas escolas, pois a homofobia incita o ódio, a violência, a difamação, a injúria, a perseguição e a exclusão&#8221; (Faria, 2006).</p>
<p>Discussões como esta são importantíssimas para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa. É através de uma reeducação social que poderemos combater o preconceito. Esperamos também que não fique somente em pautas de discussão e que se parta realmente para uma prática efetiva.<br />
O Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLTB e da campanha Brasil sem Homofobia, são bases fundamentais para ampliação e fortalecimento do exercício da cidadania no Brasil. Um verdadeiro marco histórico na luta pelo direito à dignidade e pelo respeito à diferença. É o reflexo da consolidação de avanços políticos, sociais e legais tão duramente conquistados. O Governo Federal, ao tomar a iniciativa de elaborar o Programa, reconhece a trajetória de milhares de brasileiros e brasileiras que desde os anos 80 vêm se dedicando à luta pela garantia dos direitos humanos de homossexuais. (Conselho, 2006)</p>
<p>Este é uma parte do panorama da homofobia no país. Esperamos que estes projetos de campanha nacional, quando colocados em prática, reflitam na diminuição destes crimes. A bandeira que já há muito tempo empunhamos é a do combate contra todo o tipo de preconceito, principalmente o de gênero e sexuais. Que a arte e suas manifestações sejam um caminho a percorrermos diariamente com o objetivo de sensibilizar corações endurecidos.</p>
<p>Referências Bibliográficas:</p>
<p>Bragg, Marcellus. Na Bahia o Bradesco é acionado por homofobia. Disponível em  . Acessado em: 21/06/2006.</p>
<p>CONSELHO Nacional de Combate à Discriminação. Brasil Sem Homofobia: Programa de combate à violência e à discriminação contra GLTB e promoção da cidadania homossexual. Brasília : Ministério da Saúde, 2004.</p>
<p>Warken, Roberto Luiz. Artigo Homofobia. Disponível em:  Acessado em: 21/06/2006.</p>
<p>Faria, Susan. MEC inicia discussões sobre homofobia. Disponível em:  . Acessado em: 21/06/2006</p>
<p>Mott, Luiz. Assassinato de Homossexuais. Disponível em:  . Acessado em: 21/06/2006.</p>
<p>RELATÓRIO ANUAL 2005 ASSASSINATO DE HOMOSSEXUAIS NO BRASIL. Disponível em: &lt; http://www.ggb.org.br/assassinatos2005c.html&gt; . Acessado em: 21/06/2006.</p>
<p>Tosi, Cristiano. Violência. Disponível em: . Acessado em: 21/10/2006.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/preconceito-e-homofobia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aqui não tem receita de Tesão de Vaca!</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/aqui-nao-tem-receita-de-tesao-de-vaca/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/aqui-nao-tem-receita-de-tesao-de-vaca/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 15:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 46 a 50]]></category>
		<category><![CDATA[mitos]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade feminina]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade masculina]]></category>
		<category><![CDATA[tesão de vaca]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=272</guid>
		<description><![CDATA[<p>Géssica Hellmann</p>
<p>Não sei quanto a vocês mas, nascida no sul deste Brasil, eu já tinha escutado por alto a lenda extraordinária do miraculoso &#8220;Tesão de Vaca&#8221;. A <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/aqui-nao-tem-receita-de-tesao-de-vaca/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Géssica Hellmann</em></p>
<p>Não sei quanto a vocês mas, nascida no sul deste Brasil, eu já tinha escutado por alto a lenda extraordinária do miraculoso &#8220;Tesão de Vaca&#8221;. A lenda conta que, ao ingerir esse medicamento de uso veterinário diluído nas bebidas das mulheres, ele faz com que elas sintam vontade de fazer sexo desesperadamente com o primeiro que aparecer.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><img title="My dear cow (1991) por Tatiana Iu Ianovskaia" src="http://www.gehspace.com/edicao%2047%20imagens/IANOVSKAIA%20Tatiana%20Iu.%20%20%20-%20my%20dear%20cow%201991.jpg" alt="My dear cow (1991) por Tatiana Iu Ianovskaia" width="450" height="334" /><p class="wp-caption-text">My dear cow (1991) por Tatiana Iu Ianovskaia</p></div>
<p>Assunto esse sempre circulando entre jovens mancebos, principalmente em cidades do interior, como se fosse a grande descoberta da humanidade. Como conseguir transar com aquela garota que não te dá mole?</p>
<p>Em uma das mesas-redondas lideradas pela co-editora Lívia Santana, um dos participantes fez a seguinte indagação:&#8221;Vocês conhecem &#8220;tesão de vaca&#8221;? Tesão de vaca é um produto afrodisíaco lendário, que é vendido no mercado negro dos Sex Shops&#8230; Tira as meninas do sério. É o que esses &#8220;garotões&#8221; usam pra dopar as garotas. O problema é que tem efeitos colaterais: náusea, dores de cabeça, desorientação etc&#8221;.</p>
<p>Curiosamente, a expressão &#8220;Tesão de Vaca&#8221; tem liderado nos últimos meses, segundo nossos relatórios de audiência, as palavras-chaves em sites de busca que conduzem ao nosso site. Pessoas procurando saber onde comprar o produto e quanto diluir nas bebidas das mulheres&#8230; Isso não é um verdadeiro absurdo? Quem ainda acredita nesta lenda?</p>
<p>Além de um grande absurdo, é uma grande irresponsabilidade. Primeiro: aos desavisados, a libido humana, segundo a ginecologista Dra. Kátia Davy Bello, é provocada, em sua maior parte pelo emocional e uma pequena porcentagem pelo fator hormonal. Ou seja, se o emocional não estiver bem, não existe remédio que aumente a libido e o apetite sexual. A Dra. Kátia afirma que, quando é procurada por pacientes procurando soluções para aumentar a libido, não indica remédio algum.</p>
<p>Os medicamentos popularmente conhecidos como &#8220;Tesão de Vaca&#8221; são produtos de uso exclusivamente veterinário, como, por exemplo, compostos de cloprostenol, um indutor de cio. Débora Poplawski, coordenadora de atendimento técnico e farmacovigilância do laboratório Schering-Plough, disse que &#8220;Conhecendo as fases do ciclo estral de uma fêmea, é possível se programar para reduzir o período de tempo em que o animal levaria para entrar em cio novamente, portanto o produto &#8220;não dá tesão&#8221; e sim, apenas antecipa uma fase do ciclo estral.&#8221;</p>
<p>A Dra. Poplawski alerta ainda que o produto é absorvido através da pele. Portanto não se recomenda que mulheres grávidas, pessoas asmáticas e pessoas com problemas bronquiais ou qualquer outro tipo de problema respiratório manipulem este produto. Quando acidentalmente ocorrer a exposição ao produto ou contato com a pele, deverá lavar imediatamente o local com abundante água e sabão. Em caso de broncoespasmo, deverá se administrar imediatamente um broncodilatador de ação rápida como a Isoprenalina o salbutamol por inalação.</p>
<p>Existem outros medicamentos indutores de cio bovino compostos principalmente por prostaglandina (PGF2µ) e progesterona (P4), associados ou não. Segundo o Dr. Amaury Mendes Júnior, sexólogo, &#8220;em minha clínica de sexualidade, ou nas aulas que ministro, ainda não atendi ninguém que tivesse usado tais substâncias para estimulo sexual, o que na verdade causaria dor uterina pela ação da prostaglandina, inchação e retenção liquida pela ação do progesterona, podendo até alterar o fluxo menstrual. Acredito que, pela dosagem usada nos animais, se forem as mesmas usadas pelas pessoas desinformadas, as reações colaterais possam ser inúmeras, além das citadas: náuseas, desconforto gástrico, ansiedade, inchação das mamas e dor muita dor, podendo até provocar aborto em caso de gravidez pelas contrações excessivas.&#8221;</p>
<p>Segundo o psiquiatra Dr. Luiz Alberto Py, a analogia que podemos fazer com pessoas que administram uma substância sem o consentimento da vítima com a finalidade de forçá-la a fazer sexo, seria com o crime de estupro.</p>
<p>Lenda ou não, o fato de existir tanta demanda por esse &#8220;produto milagroso&#8221; abre as portas para o risco de que se estabeleça um mercado negro para tráfico deste tipo de produto. Segundo a médica veterinária Dra. Tatiana Pinheiro França, um outro caso de administração de medicamentos de uso veterinário irresponsavelmente em seres humanos é o &#8220;Boa Noite Cinderela (BNC)&#8221;. Como os remédios indutores de sono e sedativos de uso humano são de mais difícil acesso, os criminosos costumam apelar para os de uso veterinário. Na experiência do Dr. Luiz Alberto Py, porém, o uso de BNC&#8217;s está mais ligado a crimes de assalto e seqüestro do que de estupros, rejeitando, por esse motivo, a analogia com o &#8220;tesão de vaca&#8221;.</p>
<p>O que me impressiona na verdade é a intenção de crime e a total falta de moralidade. Caso o remédio fizesse o efeito desejado, o fato de supostamente a vítima sentir a urgência de fazer sexo isentaria o indivíduo de culpa?</p>
<p>Sabendo que os efeitos colaterais são extremamente perigosos e pondo em risco a própria vida da vítima, a advogada Dra. Ariadna Garibaldi avalia que &#8220;dependendo das provas que se tenha em mãos, ainda é tentativa de estupro,confome o Código que define o crime de estupro no art. 213 (&#8220;Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça: Pena – reclusão, de 6 a 10 anos&#8221;), denominado de estupro simples. No art. 223 (&#8220;Se da violência resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão, de 8 a 12 anos) e no parágrafo único, do mesmo artigo (&#8220;Se do fato resulta morte: Pena – reclusão, de 12 a 25 anos), estão previstos os estupros qualificados. Por fim, existe ainda o estupro presumido, previsto no art. 224 (&#8220;Presume-se a violência, se a vítima: a) &#8211; não é maior de 14 anos; b) &#8211; é alienada ou débil mental, e o agente conhecia esta circunstância; c) &#8211; não pode, por qualquer outra causa, oferecer resistência&#8221;).</p>
<p>Faço agora outra pergunta ao sexo masculino: como está a auto-estima de vocês? Anda tão baixa assim que precisa de um estimulo desse tipo? Faço minhas as palavras ditas pela Dra. Kátia Davy Bello: &#8220;Precisar recorrer a esse tipo de expediente para transar com uma mulher é o cúmulo da incopetência&#8221;.</p>
<p>Brincadeiras à parte, repito o que disse no título: aqui não tem receita de tesão de vaca! Mas para não desanimar aos que vieram em busca desta informação, abaixo vai uma outra receita de Vaca que é um verdadeiro tesão e sua namorada vai adorar:</p>
<p><strong>Vaca Preta</strong><br />
<strong>1 bola de sorvete de chocolate<br />
1 bola de sorvete de morango<br />
1 bola de sorvete de creme<br />
290ml de coca-cola</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/aqui-nao-tem-receita-de-tesao-de-vaca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A mulher, o Outro e a piada suja</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/a-mulher-o-outro-e-a-piada-suja/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/a-mulher-o-outro-e-a-piada-suja/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 13:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 36 a 40]]></category>
		<category><![CDATA[lacan]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade masculina]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=229</guid>
		<description><![CDATA[<p>Em artigo publicado na seção &#8220;Foro Íntimo&#8221; de outra edição, lemos o depoimento de uma mulher, cuja indignação, embora oscilante entre o riso de ridículo e a <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/a-mulher-o-outro-e-a-piada-suja/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em artigo publicado na seção &#8220;Foro Íntimo&#8221; de outra edição, lemos o depoimento de uma mulher, cuja indignação, embora oscilante entre o riso de ridículo e a fúria quase desenfreada, não deixa, sempre, de constituir uma indignação diante algo que ela identifica como uma agressão, tão ou mais dolorida quanto uma agressão física, uma agressão que até efeitos físicos provoca: uma agressão da palavra, que não é exatamente aquilo que chamamos de uma &#8220;agressão verbal&#8221;.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 346px"><img title="Woman's face - por Ana Maria Baralt" src="http://www.gehspace.com/edicao%2038%20imagens/Anamaria%20Baralt%20womans%20face.jpg" alt="Woman's face - pintura por Ana Maria Baralt" width="336" height="450" /><p class="wp-caption-text">Woman&#39;s face - por Ana Maria Baralt</p></div>
<p>Não, o homem que usa a palavra como um alfinete para espetá-la, não a agride por algo que ela tenha feito que o indigne, não se trata de um verdadeiro ataque contra um inimigo hostil, como fica claro quando o homem foge, se encolhe, se envergonha diante da reação irada da mulher. Porque há, nas palavras que lhe dirige, um humor sutil, que ela compreende no seu ridículo, e às vezes ri. Também há, nessas palavras, uma espécie elogio implícito, um elogio grosseiro, sem dúvida, o qual ela não compreende: &#8220;como pode um homem elogiar-me, elogiar minha beleza e meus encantos, se me encontro no momento próprio da agressão, despida dos meus aparatos de sedução &#8211; cabelos, roupas, maquiagem&#8221; &#8211; ela se indaga, sem encontrar resposta.</p>
<p>Estamos falando, é claro, da &#8220;piadinha suja&#8221; que um homem dirige a uma mulher estranha na rua &#8211; no texto de Miller, chamado de &#8220;piropo&#8221;.</p>
<p>Neste breve artigo, seguiremos os passos de Jacques Alain-Miller em uma conferência sobre psicanálise e linguagem (1) para explicar à mulher o que subjaz à &#8220;piadinha suja&#8221;, não para absolvê-la, não para justificar o seu perpetrador, mas para compreender a amplitude e os limites do ato em si.</p>
<p>A indagação inicial, perturbadora para a mulher, é saber qual é o gozo que um homem encontra em dirigir uma mensagem erótica a uma mulher desconhecida, com quem sequer pretende ou aspira a conquistar? O erotismo da mensagem contrasta com a intenção real, um &#8220;corte entre o dizer e o fazer&#8221;, expressa ao mesmo tempo um desinteresse profundo pela sua destinatária que, no limite, o transformaria em uma atividade estética.</p>
<p>Para Miller, essa incongruência, o gozo, se dá no nível da infração ao código da decência. A mensagem vale por sua diferença com o código, mas a infração do código não é suficiente. É necessária a &#8220;sanção do Outro&#8221;, no caso, a raiva ou o riso da mulher desconhecida. A mulher &#8211; no caso, qualquer mulher &#8211; encarna para o autor da &#8220;piada suja&#8221;, o Outro sexo, incompreensível, inalcançável. É a esperança o motor da piada, a esperança de que essa mulher, ou qualquer outra mulher, possa ser dele. &#8220;É sempre por abuso que se imagina que uma mulher é sua. Os homens inventaram o casamento para poder imaginá-lo&#8221;, pontua Miller.</p>
<p>O aspecto principal da falta de sentido do ato é que ele atrai significações, cria sentidos para além dos sentidos normais. Ele se dirige, segundo Miller, ao grande Outro da Lei, da decência entendida como conjunto de inibições e proibições. O autor da piada, &#8220;esse homem infeliz que sempre vê passar diante dele a mulher desconhecida&#8221;, deseja apenas atrair a atenção da mulher o suficiente para que ela admita sua existência. Portanto, ele se torna homem na medida em que persiste em se fazer ouvir &#8220;pelo Outro encarnado na mulher&#8221;.</p>
<p>O aspecto trágico da piada é que ele pode, em seu limite, reduzir-se a uma interpelação do Outro, a essa mulher qualquer, representante de todas as mulheres, da Mulher em sentido absoluto; uma tentativa desesperada de estabelecer contato com o próprio objeto do desejo.</p>
<p>O autor conclui que a mulher a quem se dirige a mensagem é, portanto, uma ficção, pois representa todas as mulheres em uma só. &#8220;Todos os homens em um só, isso pode existir&#8230; Mas, todas as mulheres, é esse sonho fundamental, só existe como ficção&#8221;. Por carregar o emblema da própria castração, a piada que se dirige à mulher-fictícia encarnada na mulher real, aquela que passa, é também uma agressão. Daí a piada situar-se em uma &#8220;zona indecisa&#8221; entre o elogio e a ofensa, especialmente quando se fixa na desintegração do corpo feminino, no elogio fetichista a partes da anatomia.</p>
<p>(1) MILLER, Jacques-Alain. Percurso de Lacan: uma introdução. Rio de Janeiro: Zahar, 1988, 2ª ed.</p>
<p><strong>Dica de Leitura &#8211; Percurso de Lacan: uma Introdução JACQUES-ALAIN MILLER</strong></p>
<p>Reuniao de Nove Conferencias do Autor. as Cinco Primeiras, Conhecidas Internacionalmente Como &#8220;conferencias Caraquenhas&#8221;, Realizadas em 1979, e as Quatro Ultimas, Unidas Pelo Titulo &#8220;duas Dimensoes Clinicas: Sintoma e Fantasia&#8221;, Realizadas em 1983.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 140px"><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=50374&amp;ST=SE&amp;franq=142908" target="_blank"><img style="border: 0pt none;" title="Clique para comprar" src="http://www.gehspace.com/edicao%2038%20imagens/50374.jpg" border="0" alt="Percurso de Lacan - Jacques Alain Miller - dica de leitura psicanálise sexualidade" width="130" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para comprar</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/a-mulher-o-outro-e-a-piada-suja/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pesquisa de Campo</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/pesquisa-de-campo/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/pesquisa-de-campo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 21:04:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 6 a 10]]></category>
		<category><![CDATA[homoerotismo]]></category>
		<category><![CDATA[homossexualismo]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade masculina]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=61</guid>
		<description><![CDATA[<p>Géssica          Hellmann</p>
<p align="left">As cores, as texturas, a decoração,          a <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/pesquisa-de-campo/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a title="escreva para a editora" href="mailto:geh@gehspace.com">Géssica          Hellmann</a></strong></p>
<p align="left">As cores, as texturas, a decoração,          a iluminação fantástica. Ambiente pequeno e aconchegante.          Estava fascinada, cada detalhe me saltava aos olhos. Eu era praticamente          a única representante do sexo feminino.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img title="Homens - Pastel por Géssica Hellmann - 2005" src="http://gehspace.com/edicao%209%20imagens/homens%20artigo.jpg" alt="Géssica Hellmann - Homens - arte sexualidade" width="400" /><p class="wp-caption-text">Homens - Pastel por Géssica Hellmann - 2005</p></div>
<p>Um ambiente completamente masculino. Às vezes me          olhavam, como se eu fosse &#8220;um objeto estranho&#8221;, que não          se encaixava naquele espaço. Mas não me intimidei. Meus          sentidos registravam tudo, para que nada me escapasse. Sim, era a primeira          vez que eu estava em um ambiente gay.</p>
<p>Não havia mesas livres. Mas isso não era          problema, um amigo nosso conversou com um pessoal que estava sentado,          perguntando se poderíamos ocupar a mesa para jantar quando eles          terminassem a refeição. Prontamente concordaram. Aguardamos.</p>
<p>Risos, burburinho, música, corpos em movimento.          E o melhor de tudo, não havia engraçadinhos com cantadas          chulas ao pé do meu ouvido. Eu estava livre para observar sem ser          incomodada. Com a mesa desocupada, fomos jantar.</p>
<p>Algo notável era a forma como abordavam uns aos          outros. Tocavam-se o tempo todo. A facilidade de se fazer amigos, demonstrar          o interesse pelo outro, sorrisos, olhares, abraços. Uma característica          forte masculina (independente da opção sexual), de estar          com um (a) parceiro (a) e mesmo assim se sentir fortemente atraído          por outro (a), era perceptível. Não faziam questão          de esconder. Talvez por serem homens, sabiam e entendiam esta necessidade,          melhor do que nós mulheres.</p>
<p>O cuidado na aparência, cabelos bem cortados, físicos          bem definidos, corpos malhados. O vestuário consistia na sua maioria          de camisetas T-shirt e calça jeans. Impecáveis. Sem esquecer          dos acessórios, como gargantilhas e anéis, mas sem excesso.</p>
<p>Outro fator que pude observar: o modo como se tocavam.          A bolinação era constante, um agarrava a bunda do outro          abertamente, a fim de demonstrar interesse. Toques fortes, com pressão          masculina.</p>
<p>O beijo! Não posso esquecer do beijo. Fico a imaginar          a sensação. Homem costuma beijar de forma mais bruta, a          mulher já costuma ser mais suave. Beijos entre um casal gay têm          uma sensual brutalidade.</p>
<p>Por fim, o inevitável. A vontade suprema de ir ao          banheiro. Ao percorrer o caminho, cercada por homens, fiquei a imaginar          se existiria na boate um banheiro feminino. Encontrei. &#8220;Feminino&#8221;          não seria bem o termo a definir, havia uma fila e uma entrada para          os sanitários, um deles com uma placa, indicando &#8220;feminino&#8221;.          Como era de se esperar, ambos usados por homens. Havia uns cinco homens          à minha frente. Com extrema gentileza, permitiram que eu passasse          à frente.</p>
<p>Pude perceber que os gays tem grande cuidado com a aparência,          procuram ser discretos em ambientes externos, mas em ambientes fechados          são extremamente expansivos, comunicativos, e acima de tudo: o          toque predomina durante todo o diálogo.</p>
<p>Enfim, não havia bichos-papões: somente uma          expressão de sexualidade diferente da que estava habituada a observar.          Nada como a observação direta para remover quaisquer resquícios          de preconceitos infundados.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/pesquisa-de-campo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A vida dentro do Armário II</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/a-vida-dentro-do-armario-ii/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/a-vida-dentro-do-armario-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 20:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 6 a 10]]></category>
		<category><![CDATA[homossexualismo]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade masculina]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=56</guid>
		<description><![CDATA[<p>Géssica          Hellmann</p>
<p>1 &#8211; Como foi sua descoberta da sexualidade?
Foi razoavelmente cedo. Aos 7 anos eu já tinha experiência <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/a-vida-dentro-do-armario-ii/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="escreva para a editora" href="mailto:geh@gehspace.com">Géssica          Hellmann</a></p>
<p><strong>1 &#8211; Como foi sua descoberta da sexualidade?</strong><br />
Foi razoavelmente cedo. Aos 7 anos eu já tinha experiência          sexual com minha irmã de 14. Não havia penetração,          ficávamos só no &#8220;esfrega-esfrega&#8221;, ela me pedia          para tocá-la, roçar meu corpo no dela. Nesse mesmo período,          lembro também que eu e minha prima costumávamos &#8220;brincar          de médico&#8221;.</p>
<p><strong>2 &#8211; Quando percebeu que se sentia atraído          pelo mesmo sexo?</strong><br />
Na época não tinha consciência mas, hoje, ao recordar          cenas da infância, lembro-me de que sentia uma forte atração          ao ver os pêlos do peito do meu tio, na época eu achava bonito,          admirava. Acho que, no fundo, já era uma tendência.</p>
<p><strong>3 &#8211; Sua primeira experiência homossexual?</strong><br />
Eu tinha 12 anos, e como todo menino na época adorava jogar futebol.          Sempre fui metido a valentão e acho que, por isso, nunca me chamavam          de &#8220;viadinho&#8221;, como era costume chamarem os garotos mais retraídos.          Nos jogos de futebol, eu tinha um amigo mais velho, com 18 anos, que sempre          jogava conosco. Lembro do dia que eu ganhei uma corrente de ouro da minha          mãe e, depois de jogar, sentamos lado a lado num banco. Senti que          ele mantinha a perna próxima, muitas vezes roçando a minha.          Achei meio estranho na hora, mas não me incomodei, pois era meu          amigo. Na hora de ir pra casa, ele tirou a corrente do meu pescoço          e ficou na brincadeira dizendo que não ia devolver. Eu sabia que          mais tarde ele devolveria. Como já tinha carteira de motorista,          ele costumava ir ao jogo de carro. Naquela tarde ao voltar pra casa ele          sofreu um acidente e ficou três meses sem aparecer ao jogo e com          minha corrente.</p>
<p>Meses depois nos reencontramos e ele devolveu minha corrente.          Na ocasião, comentou que haveria uma festa e convidou-me para dormir          na casa dele de modo que pudéssemos ir juntos à tal festa.          Na época, eu já estava com quase 13, e minha mãe          não me deixava ir a festas sozinho. Aproveitei a desculpa de ir          dormir na casa do amigo pra poder sair. Lembro que, depois da festa, ao          voltar pra casa, ele me beijou, foi meu primeiro contato. Na hora parecia          uma brincadeira. Mas no dia seguinte veio a rejeição, senti          repulsa e nunca mais quis ver ou saber dele.</p>
<p><strong>4 &#8211; Você casou e é pai, como foi esse          período?</strong><br />
Aos 14, comecei a namorar uma menina, linda, me apaixonei, e como dois          adolescentes com excesso de hormônios, foi difícil refrear          o impulso sexual. Aos 15, já era pai, foi maravilhoso e assustador.          Ficamos casados por 4 anos. Foi muito difícil quando nos separamos,          eu não queria, apesar de saber que tinha errado (pulado a cerca)          algumas vezes. Hoje somos grandes amigos. O meu filho foi o melhor presente          que recebi, não sei hoje o que seria sem ele. Dois anos depois          voltei a ter novos relacionamentos homossexuais.</p>
<p><strong>5 &#8211; Como sua família reagiu?</strong><br />
Foi difícil contar, mas eu sabia que não poderia esconder          por muito tempo. Imagino que não tenha sido fácil para minha          mãe, mas ela compreendeu. Hoje ela faz todo o tipo de pergunta          sobre sexo, meus sentimentos, meus namorados. Minha ex e meu filho também          sabem. Bom, meu filho sabe o que um menino de 8 anos pode saber (risos),          ele gosta muito do meu atual namorado e sente ciúmes quando uma          amiga brinca que é minha namorada. Confesso que não tenho          medo de rejeição por parte dele, mas sim, do que ele pode          sofrer por ser filho de um homossexual, isso me incomoda porque não          quero que ele sofra.</p>
<p><strong>6 &#8211; Hoje como você sente o preconceito social?</strong><br />
Moro numa cidade onde a cultura predominante é extremamente tradicionalista,          o preconceito existe. Não há espaço para homossexuais,          mas isso não impede que eles existam. É costume sair para          as capitais próximas, onde o preconceito é menor e há          ambientes próprios para gays. Para evitar confrontos, prefiro ser          discreto.</p>
<p><strong>7 &#8211; Existe a necessidade de certa forma, viver          dentro do armário?</strong><br />
Como disse anteriormente, prefiro a descrição ao confronto          desnecessário. A sexualidade é algo tão íntimo          que não há necessidade de expor para todo mundo.</p>
<p class="texto"><em>S.T., 24 anos.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/a-vida-dentro-do-armario-ii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Remédio russo contra a impotência</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/remedio-russo-contra-a-impotencia/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/remedio-russo-contra-a-impotencia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 13:54:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[disfunção erétil]]></category>
		<category><![CDATA[edições 1 a 5]]></category>
		<category><![CDATA[impotência]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade masculina]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=15</guid>
		<description><![CDATA[<p>O meu amigo L. esteve recentemente na Rússia          e, passando por S. Petersburgo, foi visitar o primeiro Museu <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/remedio-russo-contra-a-impotencia/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O meu amigo L. esteve recentemente na Rússia          e, passando por S. Petersburgo, foi visitar o primeiro Museu Erótico          do país, inaugurado em 2004. O museu fica abrigado numa clínica          de urologia, dirigida pelo Dr. Igor Kniazkin, urologista e sexólogo,          especializado no tratamento da impotência masculina. Consta que          o médico possui mais de 12.000 objetos eróticos, mas, nem          todos ficam regularmente expostos na clínica: os de maior valor          são protegidos por seguros milionários e estão guardados          em local apropriado.<br />
Muitos dos objetos são doados por clientes agradecidos, que conhecem          as preferências de colecionador do sexólogo.<br />
Dentre os objetos que fazem parte da exposição permanente,          está uma coleção de falos de cerâmica e de          imagens eróticas, algumas datadas do século XVIII. O catálogo          que está à disposição dos visitantes explica          que, segundo o ponto de vista do Dr. Kniazkin, o museu, além de          ter se transformado num importante ponto turístico, também          contribui para ajudar os pacientes a superarem seus problemas sexuais.<br />
Agora, insólito mesmo, é o objeto mais caro do museu, e          sua grande atração: o pênis (conservado em solução          com álcool) do legendário monge Rasputin, controversa personagem          histórica, curandeiro e conselheiro dos últimos czares russos:          Nicolau e Alexandra. Rasputin, famoso por sua performance como amante          (há quem diga que nem mesmo a czarina escapou) foi morto por ocasião          da Revolução Russa. À frente da vitrine onde está          exposto, lê-se: &#8221; Pênis de Rasputin; assassinado em São          Petersburgo na madrugada de 16 para 17 de dezembro de 1916. 28,5cm.&#8221;<br />
Diz uma lenda urbana russa que só olhar para ele já combate          a impotência e torna o observador mais sexy, possibilidade que o          Dr. Kniazkin confirma. Diante dos fatos, sugeri ao meu amigo L. sociedade          numa agência de turismo com proposta exclusiva: organização          de romarias para S. Petersburgo. Embora o remédio seja russo, o          negócio parece da china.</p>
<p><em>Sandra R. S. Baldessin</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/remedio-russo-contra-a-impotencia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fantasias Sexuais</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/fantasias-sexuais/</link>
		<comments>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/fantasias-sexuais/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 13:50:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[desejo sexual]]></category>
		<category><![CDATA[edições 1 a 5]]></category>
		<category><![CDATA[fantasias sexuais]]></category>
		<category><![CDATA[prazer sexual]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade feminina]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade masculina]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gehspace.com/sexualidade/?p=12</guid>
		<description><![CDATA[<p>As fantasias sexuais deixam o sexo ainda mais quente e apimentado. Quase todas as pessoas        têm fantasias; usam a imaginação <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/fantasias-sexuais/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="texto">As </span><a title="leia mais sobre sexualidade, fantasias sexuais e parafilias" href="http://gehspace.com/sexualidade/tag/parafilias/"><span class="link2">fantasias</span></a><span class="texto"><a title="leia mais sobre sexualidade, fantasias sexuais e parafilias" href="http://gehspace.com/sexualidade/tag/parafilias/"> sexuais</a> deixam o sexo ainda mais quente e apimentado. Quase todas as pessoas        têm fantasias; usam a imaginação para incrementar o        sexo, abusam das fantasias num mundo onde não existem regras, onde        tudo é possível e absolutamente nada é proibido. Nas        fantasias somos livres para realizar nossos desejos mais ocultos e ardentes        e onde quem tem o controle absoluto somos nós.<br />
</span></p>
<p class="texto">Fantasiar é uma prática extremamente          saudável e eficaz na hora de melhorar a vida amorosa. Estudos comprovam          que as pessoas que fantasiam durante o sexo têm uma vida amorosa          muito mais prazerosa do que aquelas que não fantasiam.</p>
<p class="texto">Ter fantasias sobre sua parceira atual está dentro          das fantasias masculinas mais comuns; seguido de fazer sexo com outra          mulher que não sua parceira; dar ou receber sexo oral; sexo com          duas ou mais mulheres; assistir aos outros fazendo sexo e /ou se observado;          assistir a ela se masturbar para você (ou observá-la escondido);          sexo anal; amarrar ou ser amarrado; simular um estupro e fazer sexo com          outro homem.</p>
<p class="texto">Dentre as fantasias sexuais femininas, as mais comuns são          fantasias com seu parceiro atual; fazer sexo com outro homem que não          seu parceiro; sexo com outra mulher; algo novo que a mulher gostaria de          experimentar como lugares públicos; receber sexo oral; fantasias          envolvendo romantismo; ser forçada a fazer sexo; ser considerada          irresistível por um homem; trabalhar como uma prostituta e fazer          sexo com um estranho.</p>
<p>Mergulhado nesse poço de imaginação,          a pessoa deve fazer a distinção entre a fantasia e a realidade.          Algumas vezes as fantasias envolvem coisas que não experimentaríamos          na vida real. O lado bom da coisa é que quanto mais fantasias sexuais          a pessoa tiver, maior será o seu desejo sexual e conseqüentemente          melhor o desempenho sexual e afetivo. Dentro delas, a imaginação          pode correr livre, leve e solta sem acarretar os problemas e as complicações          da vida real.</p>
<p><em>Gisela Wang<br />
Psicóloga</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/06/fantasias-sexuais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
