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	<title>Sexualidade by géh &#187; violência</title>
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	<description>Sexualidade: artigos de pesquisa e entrevistas</description>
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		<title>Energia e consciência &#8211; sobre a violência doméstica contra a mulher</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 19:55:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[edições 101 a 105]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade feminina]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Por Dayse Mara Bortoli
Psicoterapeuta

A energia psíquica, as pulsões são fundamentais para que o ser humano expresse suas sensações e sentimentos, perceba o mundo ao seu redor e <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/10/energia-e-consciencia-sobre-a-violencia-domestica-contra-a-mulher/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Dayse Mara Bortoli<br />
Psicoterapeuta<br />
</em><br />
A energia psíquica, as pulsões são fundamentais para que o ser humano expresse suas sensações e sentimentos, perceba o mundo ao seu redor e através de atitudes de comportamento procure ser feliz e ter prazer.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 406px"><img title="A limited independence por Ni Ketut" src="http://gehspace.com/edicao%20106%20imagens/A%20limited-independence_%20NI_Ketut.jpg" alt="A limited independence por Ni Ketut" width="396" height="330" /><p class="wp-caption-text">A limited independence por Ni Ketut</p></div>
<p>É certo que esse prazer não é o mesmo que prazer imediato, aquele alheio ao respeito e necessidades do outro. Para tal, o funcionamento natural do ser humano é o da aprendizagem através de relações afetivas sobre valores éticos e morais. O ego ideal é formado através da construção do superego, no dia a dia da criança com adultos de referência, sendo valorizado, respeitado como ser em desenvolvimento, onde suas pulsões naturais de vida são livremente expressas. Com esse desenvolvimento imbuído de relações afetivas de liberdade e respeito às pulsões naturais, se desenvolve a saúde e o investimento energético da pessoa é canalizado para projetos de vida e busca de felicidade.</p>
<p>Por outro lado quando essas pulsões são proibidas como coisas más ou imorais, a criança não entende que seu desejo não é adequado, retrai-se ou torna-se uma agente de agressões. A saúde e a doença estão intimamente ligadas ao nível de energia ou pulsão que o individuo se apropria para si, de forma consciente, com poder quanto a sua própria vida e felicidade.</p>
<p>Quando essa energia não está disponível para nossos projetos e nossa vida, de forma consciente, fica a mercê do que é necessário para a proteção do sistema, sistema esse vulnerável às feridas emocionais. É como se a não apropriação da própria energia, o não assumir seus desejos e pulsões o levassem a um caminho onde se fica vulnerável a projeções, e todo tipo de defesas por não suportar a intensidade desses mesmos desejos. O caminho então se torna antinatural e o leva para longe de si mesmo, perdido nas brumas entre o eu e o outro.</p>
<p>Vemos Milhares de mulheres no Brasil, vítimas de violência doméstica. Mulheres que não conseguem sair de relações destrutivas ou se fortalecerem como pessoas humanas devido à percepção inadequada que tem de si mesmas. A energia diária de suas vidas que seria utilizada para projetos pessoais, é consumida no sentido de poderem sobreviver em relações de dor e frustração. Utilizam forças internas na tentativa de permanecerem na relação acreditando que se “se esforçarem”, e “serem boazinhas” as coisas melhoram. Essa situação cotidiana, que tira a mulher da sua naturalidade e espontaneidade é de muito esforço energético e libidinal.</p>
<p>Projetam as suas força no homem que as violentam dia a dia, sem se darem conta que se eles assim o fazem é em função de sentimentos de insegurança, menos valia fracasso. Esses homens precisam ser violentos para provarem alguma força, algum valor.</p>
<p>Mulheres que não se dão conta que são elas que têm a responsabilidade do cuidado com os filhos, com a casa, com o aluguel, água, luz, etc., que são competentes perante suas vidas. Mulheres que projetaram naquele relacionamento o sonho do amor romântico, do príncipe encantado e esperam, com esperança que esse príncipe reapareça e que tudo em seu mundo de violência se transforme em amor. Amam quem também é o agente da violência, projetam para sobreviverem.</p>
<p>Atualmente vemos que já houve uma mudança no feminino. Temos ministras, governadoras, ativistas e também presidenciáveis. Mulheres, inteligentes, senhoras de seu destino e cientes de que o feminino e masculino interiores são polaridades que podem coexistir harmonicamente. As potencialidades interiores podem ser colocadas a serviço das transformações sociais, econômicas e políticas de nosso tempo. Mulheres que se identificam com seu animus, com suas qualidades de planejamento, força, racionalização, objetividade e lógica. O problema é que ainda essas mulheres são uma minoria. A maior massa da população ainda se enquadra no modelo chauvinista, misógino e machista dos séculos anteriores e por essa razão se deixam escravizar e violentar facilmente, e não conseguem saídas desse ciclo de violência que passa de geração a geração.</p>
<p>Há a necessidade de mulheres que conheçam a si mesmas, seu interior, seu animus, enquanto sistemas de proteção à vida que devem ser trabalhados de forma pedagógica e terapêutica. Somente a proteção social da mulher e a responsabilização do homem não mudam o quadro violento que se amplia diariamente em nosso país.</p>
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		<title>Violência de gênero</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 17:19:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 51 a 55]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade feminina]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Géssica Hellmann</p>
<p>A violência de gênero é a que mais prejudica a qualidade de vida das mulheres, gerando insegurança e vários danos, tanto físicos quanto emocionais. Barsted (2006), <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/09/violencia-de-genero/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Géssica Hellmann</p>
<p>A violência de gênero é a que mais prejudica a qualidade de vida das mulheres, gerando insegurança e vários danos, tanto físicos quanto emocionais. Barsted (2006), afirma que apesar dos esforços dos movimentos e dos diversos tratados das Nações Unidas sobre o combate à violência de gênero, a violência ainda persiste e se manifesta sob as mais diversas formas.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 301px"><img title="Vulnerable por Yvonne Goldberg" src="http://www.gehspace.com/edicao%2053%20imagens/Vulnerable%20-%20yvonne%20goldberg%20oil%20canvas.jpg" alt="Vulnerable por Yvonne Goldberg" width="291" height="440" /><p class="wp-caption-text">Vulnerable por Yvonne Goldberg</p></div>
<p>&#8220;No caso específico de crime sexual, as mulheres agredidas são rapidamente transformadas em rés. A mensagem dominante na sociedade e, com uma certa constância assimilada pelas/pelos policiais, reforça a idéia de que a violência sexual e, sobretudo, o estupro é crime em que a vítima deve provar que não é culpada, além do fato de ter que exibir marcas físicas e comprovar, portanto, que em nada contribuiu para a o delito. Assim, grande parte das vezes, a mulher, mesmo ferida, humilhada, atemorizada, insegura e envergonhada acaba por arrastar interminavelmente a violência sofrida pelas unidades policiais, pelos serviços de saúde e pelo poder judiciário, como desaguadouros, agregando à sua dor outros tipos de desrespeito, vergonha e violência&#8221; (ALMEIDA, 2006).</p>
<p>Bunch (1991) chama a atenção para a banalização desse fenômeno, registrando que &#8220;parte importante da população do planeta está rotineiramente sujeita a tortura, humilhação, mutilação, inclusive assassinato, simplesmente por ser mulher &#8211; crimes que seriam reconhecidos como uma emergência civil ou política se fossem cometidos contra outro grupo humano. De fato, a ocorrência cotidiana desses atos tem o poder de ofuscar a visibilidade do problema e de descriminalizá-lo no imaginário social e até mesmo no imaginário das mulheres&#8221; (BARSTED, 2006).</p>
<p>Os crimes de violência de gênero diferem entre homens e mulheres. Grande parte das mulheres sofrem violência dentro da própria casa. Já os homens sofrem mais violência fora do ambiente familiar.</p>
<p>Nos casos de homicídio de mulheres, os dados mostram que os companheiros são os autores dos crimes entre 70 a 80% dos casos (VIOLÊNCIA, 2006).</p>
<p>Infelizmente a violência de gênero é uma triste realidade mundial. É preciso continuar bravamente a repudiar esse tipo de crime de ódio. Preconceito e desrespeito ao ser feminino ainda existe.</p>
<p>BARSTED (2006) afirma que um estudo estimou que, a cada 15 segundos, uma mulher é espancada por um homem no Brasil. Um terço das mulheres (33%) admitiu já ter sido vítima, em algum momento da vida, de alguma forma de violência física; 24% relataram ter sofrido ameaças com armas; 22% falaram de agressões propriamente ditas e 13%, de estupro conjugal ou abuso. Constatou-se também que, antes e após os 12 anos de idade, as agressões foram, em sua maioria, praticadas por familiares (74%), conhecidos (16%) e apenas uma minoria (10%) por estranhos (10%). Ao analisar os agressores da violência sexual antes dos 12 anos, os familiares responderam por 76% dos casos.</p>
<p>Problemas como o desemprego, o alcoolismo, a pobreza e a miséria estão por trás de muitos casos de violência doméstica contra meninos e meninas. Inúmeros estudos mostram, por exemplo, que o alcoolismo está intimamente ligado aos episódios de violência doméstica contra a mulher, a criança e o adolescente.</p>
<p>Conforme explica a psicóloga Maria Luíza Aboim, &#8220;a violência doméstica é uma epidemia que contamina todo o tecido familiar. Estatísticas mostram que homens que espancam suas parceiras também são violentos com as crianças dentro de casa&#8221;. (COMO, 2006)</p>
<p>Cionek (2006), afirma que &#8220;As conseqüências da violência doméstica podem ser muito sérias, pois crianças e adolescentes aprendem com cada situação que vivenciam, seu psicológico é condicionado pelo social e o primeiro grupo social que a criança e adolescente tem contato é a família. O meio familiar ainda é considerado um espaço privilegiado para o desenvolvimento físico, mental e psicológico de seus membros um lugar &#8216;sagrado&#8217; e desprovido de conflitos&#8221;.</p>
<p>A violência pode ser tanto física, quanto sexual ou psicológica. Todas causam graves danos à vítima, podendo até destruir a sua auto-estima. &#8220;No meio desse emaranhado de sentimentos, com muita freqüência, a mulher agredida passa a acreditar que, de alguma forma, contribuiu para a violência por ela sofrida&#8221; (AGENDE, 2006).</p>
<p>Existem ainda outros tipos de violência, como o tráfico de mulheres e a prostituição forçada. Sobre este assunto pretendo me aprofundar mais adiante em outro artigo.</p>
<p>Como possíveis conseqüências físicas naa vítimas de violência podemos citar: doenças sexualmente transmissíveis; ferimentos, escoriações, hematomas, fraturas recorrentes; problemas ginecológicos, corrimentos, infecções, dor pélvica crônica; doença Inflamatória pélvica; gravidez indesejada, abortamento espontâneo; asma, síndrome do colo irritável; maior exposição a comportamentos danosos à saúde: sexo inseguro, abuso de álcool e drogas, prostituição, entre outras. Já como conseqüências psicológicas podemos citar: estresse pós-traumático, depressão, ansiedade, disfunção sexual, desordens alimentares, comportamentos obsessivo-compulsivos. Ou em pior hipótese a morte.</p>
<p>&#8220;A violência contra a mulher tem outra feição, na maioria das vezes o episódio agudo e mais grave da violência é o fim de linha de uma situação crônica, insidiosa, que aos poucos foi desmontando as defesas das vítimas até deixá-la completamente à mercê do agressor, sem condições até de pedir ajuda. A violência nas relações de casal, nas relações afetivas, íntimas, no interior das famílias, expressa dinâmicas de afeto/poder, nas quais estão presentes relações de subordinação e dominação. E no contexto atual, na maioria das vezes, a mulher ainda está em posição desfavorável&#8221; (VIOLÊNCIA, 2006).</p>
<p>Geralmente, no caso de violência doméstica, inicia-se com a agressão verbal, depois com ameaças e, por fim, parte-se para a agressão física. Em entrevista exclusiva, Maria, 52 anos, vítima de violência doméstica, nos disse que &#8220;Ele chegava embriagado, quase todos os dias, não se controlava, fazia agressões verbais, me cobrando sobre as coisas que ele me dava&#8221;. Depois começou com ameaças: &#8220;A primeira vez que demonstrou violência, foi quando me empurrou contra parede. Ele só demonstrava violência quando estava embriagado, me agredia verbalmente, cobrando as coisas boas que tinha feito pra mim. Ameaçava que dormiria com uma faca para me matar, mas nunca o fez&#8221;. Finalmente, partiu para a violência física &#8220;Foi na noite em que ele chegou embriagado e me bateu. Foi terrível a pior noite da minha vida. Era um pesadelo sem fim&#8221;.</p>
<p>&#8220;De modo sintomático, uma vez que a violência contra as mulheres é pouco denunciada e pouco reconhecida como um importante problema público no mundo, os dados a respeito são raríssimos e os que existem são subnotificados.&#8221; (AGENDE, 2006)</p>
<p>Segundo Barsted (2006) &#8220;A ação do movimento de mulheres brasileiras no enfrentamento da violência doméstica e sexual, de forma mais sistemática, data do final da década de 1970, quando as feministas tiveram participação ativa no desmonte da famosa tese da &#8216;legítima defesa da honra&#8217;. Foi, portanto, no campo do Poder Judiciário a primeira manifestação organizada contra uma expressão cultural tradicionalmente utilizada com êxito pela defesa de homens que assassinavam a mulher&#8221;.</p>
<p>Sabe-se que muitos avanços já foram alcançados para garantir um atendimento qualificado as mulheres vítimas de violência. Mas sabe-se também que ainda hoje em muitos lugares as mulheres continuam sendo discriminadas, marginalizadas e envergonhadas pelo fato de serem mulheres. É preciso entender que existe infelizmente na cultura brasileira, uma discriminação, um enorme preconceito enraizado contra mulheres agredidas, principalmente por seus companheiros, transformando-as, muitas vezes, de vítimas em rés. Preconceitos esses que, muitas vezes, orientam as práticas dos profissionais responsáveis pelo atendimento aos casos de violência de gênero.</p>
<p>É imprescindível o treinamento qualificado e o acompanhamento contínuo destes profissionais para a garantir a qualidade deste atendimento. É preciso continuar constantemente esta luta, incentivando a denúncia, para que os criminosos não saiam impunes.</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>Agende Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento Violência contra as mulheres: a experiência de capacitação das DEAMs da Região Centro-Oeste/Agende; organizado por Lourdes Bandeira, Tânia Mara Campos de Almeida e Andrea Mesquita.&#8211; Brasília, 2004.</p>
<p>ALMEIDA, Tânia Mara Campos de. BANDEIRA, Lourdes.Políticas públicas e violência de gênero: uma discussão com base na rotina das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) da região Centro-Oeste. In Agende Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento Violência contra as mulheres: a experiência de capacitação das DEAMs da Região Centro-Oeste/Agende; organizado por Lourdes Bandeira, Tânia Mara Campos de Almeida e Andrea Mesquita.&#8211; Brasília, 2004.</p>
<p>BARSTED, Leila Linhares. O Progresso das Mulheres no Brasil &#8211; A violência contra as mulheres no Brasil e a Convenção de Belém do Pará dez anos depois.</p>
<p>CIONEK, Maria Inês Gonçalves Dias. ROSAS,Fabiane Klazura. O impacto da violência doméstica contra crianças e adolescentes na vida e na aprendizagem. Conhecimento Interativo, São José dos Pinhais, PR, v. 2, n. 1, p. 10-15, jan./jun. 2006</p>
<p>Como a violência doméstica afeta as crianças? Disponível em:  http://copodeleite.rits.org.br/apc-aa-patriciagalvao/home/index.shtml. Acessado em: 21/07/06.</p>
<p>Violência de gênero e saúde da mulher. Disponível em: http://www.ipas.org.br/rhamas/violenciagen.html. Acessado em: 21/07/2006.</p>
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		<item>
		<title>Entrevista com Maria &#8211; Violência Sexual</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/entrevista-com-maria-violencia-sexual/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 15:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 16 a 20]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade feminina]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>por Géssica Hellmann</p>
<p>O lema da campanha mundial do Center for Women´s          Global Leadership (Centro para a Liderança Global <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/entrevista-com-maria-violencia-sexual/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Géssica Hellmann</em></p>
<p>O lema da campanha mundial do Center for Women´s          Global Leadership (Centro para a Liderança Global das Mulheres)          deste ano é <strong><em>&#8220;Pela saúde das mulheres, pela          saúde do mundo, basta de violência&#8221;</em></strong>. O          UNIFEM &#8211; Fundo das Nações Unidas para a mulher, denunciou          em seu relatório anual que a violência de gênero provoca          mais mortes em mulheres entre 15 e 44 anos que o câncer.          A pedido, não iremos divulgar a identidade da entrevistada, dona          de casa, de 52 anos, a quem chamaremos de Maria. Atualmente está          em seu terceiro casamento. Os incidentes ocorreram no seu segundo casamento.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Sabemos que na maioria          dos casos, antes da própria violência física, existe          a violência psicológica. Maria você poderia nos contar          como tudo começou? </span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: No inicio era tudo bom. Ele era atencioso carinhoso,          levava café na cama, com flores e tudo, um verdadeiro sonho. Nos          divertíamos muito, saíamos para dançar, passear,          éramos eternos namorados. Na época ele ainda não          bebia, pois tomava remédio para os nervos. Quando terminou o tratamento,          começou a beber, foi aí que tudo começou.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Quais as mudanças          que ocorreram na relação? Quando notou as primeiras alterações?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Ele chegava embriagado, quase todos os dias, não          se controlava, fazia agressões verbais, me cobrando sobre as coisas          que ele me dava.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Ele          começou com agressões verbais. Qual foi a primeira vez que          ele demonstrou violência física?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: A primeira vez que demonstrou violência,          foi quando me empurrou contra parede. Ele só demonstrava violência          quando estava embriagado, me agredia verbalmente, cobrando as coisas boas          que tinha feito pra mim. Ameaçava que dormiria com uma faca para          me matar, mas nunca o fez.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: E como ele reagia no dia          seguinte?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Quando ficava sóbrio se arrependia, pedia          perdão, prometia que nunca mais ia fazer isso, era o melhor marido          do mundo, fazia o café, o almoço, lavava roupa, comprava          coisas que eu gostava pra comer, etc.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: E você acreditava          nas palavras dele?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Não, mas a esperança é a          ultima que morre.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Intimamente, esperava que          a situação mudasse, é isto? Que voltasse a ser o          que era no começo?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Sim, com certeza.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Na época você          contou, para alguém o que estava acontecendo?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Para a filha dele, o irmão e a cunhada.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: E qual a reação          deles?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Eles diziam que ele me amava mas não me          merecia porque, com a primeira mulher, ele também era violento,          diziam até que, comigo, ele ate tinha melhorado um pouco. Eles          me aconselhavam a cair fora.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: E você o que fez? </span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Enquanto ele não me machucasse fisicamente,          eu ficaria ali, com esperanças, de que ele se tratasse, ele até          começou um tratamento no AA, mas desistiu. Depois de alguns encontros          no AA ele disse que não precisava, que sabia se conter.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Todos acham. É difícil          admitir que se está doente e precisa de ajuda.</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Eu não tinha medo, sempre achava que essas          coisas só aconteciam com os outros. Pois eu nunca tinha sido agredida          por ninguém.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: A situação          piorou?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Piorou, e muito. Quando nos mudamos para longe          dos familiares, não durou três meses.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Os registros das delegacias          brasileiras demonstram que 70% dos incidentes ocorrem dentro de casa e          que o agressor é o próprio marido ou parceiro. O que a fez          por um fim no relacionamento?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Foi na noite em que ele chegou embriagado e me          bateu. Foi terrível a pior noite da minha vida. Era um pesadelo          sem fim.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Você conseguiu pedir          ajuda?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Gritei muito, até uma vizinha escutar.          Ela chamou a polícia. Quando chegaram, ele me ameaçou e          mandou que eu não contasse. Com medo de morrer, obedeci. Então          foram embora, cheguei a pensar que tudo tinha acabado, mas estava só          começando. Ele me bateu até se cansar, entre torturas físicas          e verbais. Quando acabou já tinha amanhecido.</p>
<p>&lt;<strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Qual foi sua reação          após o acontecido?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Ele foi trabalhar, quando fiquei sozinha, liguei          para o meu trabalho, contei o que tinha acontecido, eles me pediram para          ir até lá conversar.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Você teve coragem          de denunciá-lo a policia?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Me aconselharam a denunciá-lo, mas por          vergonha não fui.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Muitas mulheres, por vergonha,          humilhação e medo não denunciam o caso a policia.          O que fez então? Voltou pra casa?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Voltei, para pegar algumas roupas e objetos pessoais,          para dormir na casa das minhas filhas, mas não deu tempo. Ele chegou,          então quando tudo ia começar, o telefone tocou. Era minha          filha, perguntado se eu precisava de ajuda. Falei que sim. Em poucos minutos          meu irmão veio me buscar.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Após o término          da relação. Ele ainda voltou a te ameaçar ou perseguir?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Nos separamos, ele foi para casa dele e eu fiquei          morando lá sozinha. Uma semana depois ele apareceu querendo ser          prestativo, disse que veio arrumar o portão que havia estragado.          Nesta oportunidade ele entrou em casa e me estuprou.</p>
<p>&lt;<strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Você sofreu de violência          psicológica, física e sexual. É um trauma difícil          de superar. </span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Isso me deu forças para denunciá-lo,          só assim consegui me livrar deste monstro.</p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">Géh: Qual o conselho que você          daria as mulheres que sofrem violência dentro de casa?</span></strong></p>
<p><strong>Maria</strong>: Quem bate uma vez bate sempre, não confiem,          denunciem.</p>
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		<title>16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres 25 de Novembro a 10 de Dezembro de 2005</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 15:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 16 a 20]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade e política]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade feminina]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O dia 25 de novembro é o dia Internacional da Não-Violência          Contra a Mulher. A data, instituída durante <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/16-dias-de-ativismo-pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres-25-de-novembro-a-10-de-dezembro-de-2005/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dia 25 de novembro é o dia Internacional da Não-Violência          Contra a Mulher. A data, instituída durante o 1º Encontro          Feminista Latino-Americano e do Caribe (Bogotá, 1981), reverencia          a memória das irmãs Mirabal, brutalmente assassinadas na          República Dominicana durante o regime do ditador Trujillo, em 1960.          Em 1999, a data coincidiu com a realização do VIII Encontro          Feminista Latino-Americano, em Juan Dolio, na República Dominicana.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 260px"><img style="border: 0pt none;" title="Folder 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres - 2005" src="http://gehspace.com/edicao%2020%20imagens/Capa-Folder-25-de-Novembro%20copy.jpg" border="0" alt="Capa folder 25 de novembro - 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres" width="250" height="499" /><p class="wp-caption-text">Folder 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres - 2005</p></div>
<p class="texto"><strong>- 20 de Novembro: Dia Nacional da Consciência          Negra<br />
(data brasileira)<br />
- 25 de Novembro: Dia Internacional pela Eliminação da<br />
Violência Contra a Mulher<br />
- 01 de Dezembro: Dia Mundial de Luta contra a Aids<br />
- 06 de Dezembro: Data do Massacre de Montreal<br />
- 10 de Dezembro: Dia Internacional dos Direitos Humanos</strong></p>
<p class="texto">Em 2005 a Campanha Mundial &#8220;16 Dias de Ativismo&#8221;          ressaltará a inter-relação entre a violência          contra a mulher e a pandemia de HIV/AIDS, pois a violência e a discriminação          contra a mulher diminuem-lhe a possibilidade de se proteger da infecção          por HIV e limita o acesso aos serviços de<br />
saúde &#8211; o que constitui uma violação dos direitos          humanos das mulheres em todo o mundo.</p>
<p>A Campanha Mundial &#8220;16 Dias de Ativismo&#8221; é coordenada,          desde 1991, pelo Centro para a Liderança Global das Mulheres (CWGL).</p>
<p>No Brasil, a Rede Feminista de Saúde integra a Campanha Mundial          &#8220;16 Dias de Ativismo&#8221;, que é coordenada pela Agende &#8211;          Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento.</p>
<p><span class="texto"><strong>Violência Contra as Mulheres </strong></span></p>
<p>A violência contra a mulher é um ato de discriminação          e uma violação dos direitos humanos tais como:direito à          liberdade,à saúde,à segurança,à proteção          em condições de igualdade,de não ser submetida a          torturas ou tratamentos cruéis,inumanos ou degradantes,e o direito          à vida (CEDAW).</p>
<p>A Campanha 25 de Novembro: Dia Internacional pela Eliminação          da <a class="link2" href="http://www.gehspace.com/sexualidade46a50.htm#49">Violência</a><span class="texto"> Contra a Mulher baseia-se nos seguintes princípios:<br />
- a mulher tem direito de viver uma vida livre de violências. Portanto,          a violência contra a mulher é uma violação          de seus direitos humanos fundamentais;<br />
- a violência contra a mulher sempre acarreta impactos severos em          sua saúde física e mental, e deve ser considerada um problema          de saúde pública que merece atenção prioritária;<br />
- a mulher deve ter acesso à informação e à          orientação a respeito de leis e instrumentos que a protegem          e como utilizá-los;<br />
- a mulher agredida (física, psicológica ou racialmente)          deve ser acolhida com prontidão, sensibilidade e empatia pelas          distintas instâncias encarregadas de sua atenção;          e<br />
- a violência de gênero deve ser enfrentada a partir de um          enfoque multidisciplinar e multissetorial, e sua erradicação          deve constituir um compromisso de toda a sociedade.</span></p>
<p>Nos próximos três anos (2005-2007), a Campanha 25 de Novembro,          coordenada pela RSMLAC &#8211; Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas          e do Caribe -, objetiva denunciar e documentar o vínculo indissociável          entre violência de gênero e seu impacto direto na saúde          da mulher.</p>
<p class="texto">Fonte: Rede Feminista de Saúde</p>
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		<title>Denúncia é pouco comum em casos de violência sexual</title>
		<link>http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/denuncia-e-pouco-comum-em-casos-de-violencia-sexual/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 14:42:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Géssica Hellmann</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[edições 16 a 20]]></category>
		<category><![CDATA[estupro]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade feminina]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Fonte: http://www.agende.org.br/16dias/DadosInformacoes/vi_02.asp</p>
<p>Dados</p>
<p>* 16% das mulheres que sofrem violência sexual contraem          algum tipo de DST e uma em cada <a href="http://gehspace.com/sexualidade/2008/12/07/denuncia-e-pouco-comum-em-casos-de-violencia-sexual/"  >&#187;&#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: http://www.agende.org.br/16dias/DadosInformacoes/vi_02.asp</p>
<p><strong>Dados</strong></p>
<p>* 16% das mulheres que sofrem violência sexual contraem          algum tipo de DST e uma em cada mil é infectada pelo HIV.</p>
<p>* São registrados 15 mil estupros por ano que podem          ocasionar gravidez indesejada e DST/Aids. A informação é          das Delegacias Especializadas no Atendimento às Mulheres, 2003.</p>
<p>* Anualmente, são realizados cerca de um milhão          de abortos, a maior parte deles clandestinos. No Brasil, a interrupção          voluntária da gestação é permitida apenas          em caso de risco de morte da mãe ou se ela for resultado de estupro.          Os números são do Center for Reproductive, 2004.</p>
<p>* De cada cinco mulheres, uma será vítima ou          sofrerá uma tentativa de estupro até o fim de sua vida,          segundo a Anistia Internacional, 2004.</p>
<p>* 1 bilhão de mulheres, ou uma em cada três          do planeta já foi espancada, forçada a ter relações          sexuais ou submetidas a algum outro tipo de abuso. 20% das mulheres são          alvo de estupro, de acordo com a Anistia Internacional, 2004.</p>
<p>* A cada ano são diretamente afetadas pela violência          sexual cerca de um milhão de crianças. Dessas, estima-se          que 100 mil casos estejam distribuídos entre Brasil, Filipinas          e Taiwan. A informação é do Unicef, 2000.</p>
<p>* Um em cada cinco dias de falta ao trabalho é causado          pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas, incluindo          a sexual. A violência doméstica faz com que a mulher perca          um ano de vida saudável, a cada cinco anos, de acordo com o BID,          1993.</p>
<p>* As mulheres negras entre 16 e 24 anos têm três          vezes mais a probabilidade de serem estupradas que as mulheres brancas,          segundo a ONU, 2004.</p>
<p>* De 85 a 115 milhões de meninas e mulheres são          submetidas a alguma forma de mutilação genital por ano,          segundo a ONU, 1999.</p>
<p>* As mulheres latinas, particularmente as brasileiras e argentinas,          são as mais expostas a crimes sexuais no mundo. A América          Latina registra os mais altos índices de crimes sexuais. Cerca          de 70% dos casos de violência sexual são estupros, tentativas          de estupro e outras agressões sexuais. A informação          faz parte do relatório O Estado das Cidades do Mundo, divulgado          pela ONU, 2004-05.</p>
<p>* Pesquisa realizada no Brasil, entre 2000 e 2001, sob a          coordenação da Organização Mundial da Saúde,          constatou que 10% das mulheres na área urbana e 14% na área          rural disseram já haver sido forçadas fisicamente a ter          relações sexuais quando não queriam, ou forçadas          a práticas sexuais por medo do que o parceiro pudesse fazer, ou          forçadas a uma prática sexual degradante ou humilhante.</p>
<p>* A violência física e/ou sexual cometida alguma          vez na vida pelo parceiro foi relatada por 29% das mulheres da cidade          e 37% do campo.</p>
<p>* Em alguns países, até 69% das mulheres relatam          terem sido agredidas fisicamente e até 47% declaram que sua primeira          relação sexual foi forçada, segundo a OMS, 2002.</p>
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